Sexta-feira, 31 de Outubro de 2008
Rádio Blog: Direitos dos animais

                                                              

A partir desta semana o Rádio Blog começa mais cedo: à 6ªf, pela manhã, ouvimos os comentários ao tema da semana; à tarde temos novo desafio, como sempre saído da pena de Carla Hilário Quevedo, em parceria com o jornal Meia Hora. As opiniões que nos chegarem por escrito ou através do 21.351.05.90 até 5ªf, às 17h, são incluídas no programa da semana.

 

Direitos dos animais

Há um cão incauto no Porto. Falo de Monty, o labrador de Paulo Rangel. O líder da bancada parlamentar social-democrata declarou numa entrevista no passado sábado ao jornal Sol que "trocaria a vida do (seu) cão pela vida de qualquer pessoa em qualquer lado do mundo, mesmo não a conhecendo". Ficámos a saber que Paulo Rangel não duvida perante uma daquelas situações de sonho em que, de uma casa em chamas, só podemos salvar ou Ossama Bin Laden ou o cão Monty. Nem o "ar aristocrata" que Paulo Rangel reconhece no seu labrador lhe confere um estatuto especial no caso de incêncio, porque segundo a sua "concepção jurídica" os animais não são titulares de direitos. A Associação Animal (que tem depressa de mudar de nome), em resposta às declarações de Paulo Rangel, emite um comunicado inútil baseada na mera indignação. Perante frases como: "(...) faço uma separação ontológica entre as pessoas e os animais", a Associação estica o dedo e repreende, tal como qualquer leitor que sabe que os animais não são só para levar à rua e fazer festinhas. Ora, comunicar em público de dedo esticado não serve para defender nada. De uma casa em chamas, salvaria Paulo Rangel ou Monty, mesmo não conhecendo o labrador? Os animais têm direitos? Se não, porquê? Se sim, porquê?



publicado por jazza-me
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Comentários:
De Rui Zink a 31 de Outubro de 2008 às 21:01
Parece-me, pelo que li, que Paulo Rangel demonstrou uma sensatez rara num homem do Norte. Sim, é humano atribuir direitos aos animais, consoante a aproximação afectiva que lhes temos, mas é uma invenção... humana. Ainda estou para saber os direitos que os portugueses reconhecem às baratas, aos ratos, às formigas e às pulgas. Repito: é humano, e até certo ponto bonito, humanizar os animais, e atribuir-lhes direitos. E só posso achar graça a quem se afeiçoa a um cão, a um gato, a um golfinho. Mas uma pessoa que põe um animal acima de uma vida humana aproxima-se perigosamente daquilo a que eu chamaria uma besta. Uma autêntica besta.


De Carla Sofia Salas a 1 de Novembro de 2008 às 04:09
Sr. Rui Zink,

Q V. Exª tem 1 mente tresloucada e perversa já todos sabemos. É certo e sabido q regorjita disparates e "calinadas" descontroladamente o q já se tornou na sua imagem de marca agora daí a afirmar q respeitar e amar os animais é "bonito", digo-lhe n só é bonito como digno, de carácter, sensato e HUMANO, é um sentimento de pura bondade q merece todo o incintamento.

Todo o animal existe pelas suas próprias razões, o rato, a barata, a pulga, a cobra, o tubarão...todos têm direito à vida, cada qual no seu habitat próprio q o Homem tende a destruir.
Passo a informá-lo de q animais selvagens e insectos não são p/ ter em casa o q não nos dá o direito de os tratarmos como lixo.

Saiba pois q a BESTA aqui é V. Exª qdo se refere às pessoas q, TAL COMO EU, s capazes de colocar a vida de 1 animal acima da vida de um ser humano. Sou, SIM SENHOR! Pelos meus animais sou capaz de dar a minha vida e defendo-os de tudo e todos pois eles merecem todo o amor, carinho e dignidade ao contrário de certas bestas q levam 1 vida de inutilidades e materialismos, cravados de complexos cuja intelectualidade promíscua e desenchabida só serve p/ criticar e ofender ou "achar graça" achando q as suas palavras s lei...s palavras s/ sentido nenhum!


De António Artur a 12 de Maio de 2009 às 13:04
Carla Salas não seja ignorante. Pois ao querer defender todos os animais temos que defender também as batérias , fungos e vírus patogénicos, com a nossa própria vida. Acha que isto faz sentido?


De Ana Maria Leite a 18 de Outubro de 2009 às 23:32
Bem, este comentário está para além do surreal!!! Se todo o ser humano tivesse um mínimo de sensatez, se calhar não necessitaríamos estar aqui a discutir os direitos dos animais! Os animais precisam URGENTEMENTE de direitos que os salvaguardem da crueldade do ser humano. Recusar esses direitos, simplesmente significa que aprova os abusos e violência de que os animais são vítimas constantes. Para mim, isso diz tudo sobre o caracter de uma pessoa, neste caso o seu.


De Sofia Gonçalves a 4 de Novembro de 2008 às 00:36
Wow, mas que agressividade!!! Besta??? Uma pessoa que tem compaixao, que respeita os animais, etc etc, é considerada besta???? Realmente o mundo esta perdido, com bestas que escrevem desta maneira. Normalmente nao dexo ao nivel das verdadeiras bestas, mas esta foi forte!!!


De Anónimo a 18 de Outubro de 2009 às 23:57
Caro Rui Zink, veja lá que essa porcaria que anda a fumar há tantos anos está-lhe a "zincar" (que é como quem diz enferrujar) o cérebro! Invenção humana? Pois sim! Tal como o tratamento para o paludismo, a descoberta da penicilina,a radiofrequência, a música, a escrita! Tudo invenções humanas! E já agora, faça lá um esforço e tente arranjar - ou então inventar - um sinónimo para besta! Já anda a usar o termo há tanto tempo que até cansa. Para quem dá aulas de escrita criativa, não abona muito a seu favor.


De Cristina a 18 de Outubro de 2009 às 23:59
Peço desculpa pelo anonimato involuntário do meu prévio comentário.


De O jansenista a 1 de Novembro de 2008 às 00:19
Os animais têm direitos. Quanto a alguns, isso passou a ter-se por pacífico, ainda que há pouco tempo: os animais humanos. Quanto aos não-humanos, levará o seu tempo – o tempo que demorar a descobrir-se que os «direitos» não são uma sacralização, mas uma simples marca (contingente, reversível, mas significativa) de respeito por outros seres que partilham a sua existência connosco no planeta.
O argumento do Sr. Paulo Rangel não prova absolutamente nada. Se num incêndio salvamos um ser humano e sacrificamos um cão isso nada significa quanto à nossa vontade de reconhecermos direitos ao cão – pela elementar razão de que, num incêndio, também estabelecemos prioridades de salvamento entre os seres humanos, sem que isso signifique que os sacrificados, só porque não puderam ser salvos, não tinham por isso direitos.
Todos os dias nos nossos hospitais, com a máxima discrição, se desliga a máquina ligada a um doente terminal para permitir o salvamento de um outro doente com mais elevado QALY (Quality-Adjusted Life Years). Quer isso dizer que os doentes terminais não têm direitos? Não: apenas que os seus direitos podem ter que ceder – como quaisquer outros – em caso de colisão de direitos.
Que certos direitos dos não-humanos (mas não todos os seus direitos) devam ceder sistematicamente perante os direitos dos humanos não desmente, antes reforça, a noção de que tenham direitos. Insisto, mais sistemática e incondicionalmente fazemos ceder, dia a dia, os direitos de seres humanos com baixo QALY perante os direitos de seres humanos com elevado QALY, e ninguém no seu perfeito juízo defenderá que se trata de uma violação dos direitos do homem.
É pena que o Sr. Paulo Rangel, na estreiteza dos seus horizontes, tenha precisado de fundamentar a sua proposição, de resto perfeitamente sensata, numa absurda alegação especista de «separação ontológica». Deve julgar que é uma alminha penada, liberta da sua condição animal.


De Carla Sofia Salas a 1 de Novembro de 2008 às 03:45
PAULO RANGEL E O LABRADOR MONTY

Em 1º lugar quero expressar as minhas sentidas e profundas condolências ao sr. Paulo Rangel pela tamanha pobreza de espírito pois a sua inteligência parece ter morrido súbitamente ou há muitos anos atrás, mas as suas recentes afirmações demonstram q dentro de si há 1 enorme vazio sepulcral.
Os animais TÊM DIREITOS SIM SENHOR! Embora as nossas leis de Protecção dos Animais estejam extremamente desactualizadas, não deixam por isso de serem seres vivos que sofrem, choram, riem, sentem fome e sede tal como nós os humanos. TÊM DIREITO A VIVER COM RESPEITO, AMOR, CARINHO E DIGNIDADE! Mais do q muitas pessoas q demonstram, tal como o sr. Rangel, serem + irracionais q os bichos.

Em 2º lugar a falta de escrúpulos e de carácter do sr. Paulo Rangel não o tornam digno de ter o seu labrador Mounty, nem esse, nem nenhum outro! Todos os cães merecem um bom dono mas nem todos os donos merecem ter um cão.
Saiba pois q por diversas vezes ao longo dos anos se tem testemunhado q quando os animais vêem os seus donos numa situação de emergência e de aflição arriscam a sua vida s/ medos p/ a todo e qq custo salvar a vida dos seus donos e muitas das vezes chegam mesmo a dar a sua vida por eles. Que maior reconhecimento do que este?
Se houvesse 1 incêndio acredite que o seu cão faria tudo p/ o salvar ao passo que o dono traidor e egoísta se estaria nas tintas p/ ele s/ se importar que as chamas o devorassem. Salvar todo e qualquer ser vivo de 1 incêndio ou outra qq catástrofe é imperativo. Salvar os animais é obrigatório e indiscutível. Mente retrógada de 1 político hipócrita e arrogante. Se 1 dia os animais votarem de certeza absoluta q o sr.Paulo Rangel salvará todos!!!!..........

Por fim, e tal como disse o Dr. Albert Schweitzer : "Quando o homem aprender a respeitar os animais e outros seres, ninguem precisará ensiná-lo a amar o seu semelhante".

Já Leonardo DaVinci afirmou e muito bem "Chegará o dia em que o Homem conhecerá o íntimo de um animal. E, nesse dia, todo o crime contra um animal será um crime contra a humanidade." assim como a própria Madre Teresa de Calcutá quando 1 dia disse "Os animais foram criados pela mesma mão caridosa que nos criou... é nosso dever protegê-los e promover o seu bem-estar."

Pitágoras brilhantemente afirmou "Os animais dividem connosco o privilégio de terem uma alma." e Victor Hugo "O cão é a virtude que, impedida de tomar a forma humana, fez-se animal."

A terminar quero só expressar o sentimento de Milan Kundera quando disse ""Os cães são a nossa ligação ao paraíso. Não conhecem o mal, a inveja ou a insatisfação"

Sr. Paulo Rangel, jamais esqueça que no semblante de um animal que não fala, há todo um discurso que só um ESPÍRITO SÁBIO é capaz de entender!

Obrigada.



De Anónimo a 1 de Novembro de 2008 às 18:43
Por que tem o amor ao animal de espumar ódio ao humano? Não sei porquê, mas geralmente é isso que acontece. E teria graça, se não fosse também aterrador. Gostar de animais implica não gostar de humanos? Ou é um produto derivado?


De Carla Sofia Salas a 2 de Novembro de 2008 às 02:17
Perdão, mas não é o amor ao animal q espuma ódio ao humano como V. Exª parafraseou, pelo contrário, a maioria dos humanos espuma ódio e maldade pelos poros qdº olha p/ 1 animal, 1 pobre ser indefeso q n escolheu partilhar este mundo c/ as Bestas Humanas q por aí andam.

Aliás, o próprio Homem tem provado milhares de vezes q é desumano e cobarde pois se nem à sua própria espécie respeita e dignifica como é q há-de respeitar os outros seres? Pense nisso!

Saiba pois q n está em causa q gostar de animais implica odiar os humanos e vice-versa, o q está em causa é respeitar e amar os animais das maldades e crueldades humanas c/ q nos deparamos diáriamente! Afinal somos ou n somos todos humanos?
Parece q os animais conseguem ser + humanos q nós os humanos.
Como diria Alexandre Herculano: "Quanto mais conheço os homens, mais estimo os animais."
"
... Por que deve o Homem considerar-se mais do que uma pequena parte de toda uma grandiosa criação?_John Muir


De Catarina a 18 de Outubro de 2009 às 23:47
Desculpe??? Pode repetir? E já agora deixe-me dizer o seguinte: parece-me bastante fácil desenvolver ódio pelo ser humano, pois este é capaz de manipular, mentir, prejdicar e sei lá bem mais o quê! E bem conscientemente! Agora ódio por um ser que a única coisa que pede é que o tratem bem ou pelo menos que não o tratem mal? Sinceramente não percebo. Quanto mais não se gosta, e respeito. Quando não se gosta deixa-se de lado. Agora, julgar as pessoas por gostar de animais??? Meu Deus! Bem, parece que os especialistas e estudiosos do comportamento humano andam TODOS enganados! Sei lá, andam por aí a dizer que as crianças que convivem com animais de estimação são mais equilibradas, têm um desenvolvimento social mais equilibrado, um sentido da responsabilidade mais apurado... Bem, afinal o Sr Anónimo é que a sabe toda! RI-DÍ-CU-LO!!!


De Monica a 2 de Novembro de 2008 às 11:45
Bom ... eu tenho 2 gatos que adoro, que trato com todo o respeito que merecem e que o facto de ter decidido acolhê-los em minha casa me obriga ... mas na situação extrema do incêndio, e se tivesse de escolher, salvaria primeiro um ser humano (salvo talvez se fosse o Bin Laden, ou outro qualquer refinado sacana ...)...
Acredito que haja quem na vida tenha tido experiências tão sofridas, negativas e marcantes, que prefira os animais ... mas pergunto-me, se na tal situação limite, a Carla Salas preferia ver os bombeiros salvá-la a si, ou aos seus animais? Ou preferia ver os bombeiros salvar os seus animais, ou uma criança ou idoso ? As situações limite, tal como as opiniões radicais, são sempre perigosas ...


De Carla Sofia Salas a 2 de Novembro de 2008 às 16:01
Exmª Srª D. Mónica,

Espero mtº sinceramente q nunca haja 1 incêndio em sua casa pois os seus pobres gatos n merecem morrer dessa maneira! Qdº n se gosta de animais o melhor é não tê-los.

E respondendo à sua pergunta digo-lhe s/ qq hesitação q em caso de inêndio diria aos bombeiros p/ SALAVAREM 1º OS ANIMAIS (claro!) pq se alguém tiver de morrer q seja eu. Dou a minha vida por eles S7 SOMBRA DE DÚVIDAS. E porquê? Porque sou HUMANA!

De 1 vez por todas perceba-se q o ACTO DIGNO DE SALVAR 1 ANIMAL NÃO SIGNIFICA Q N SE SALVEM TAMBÉM OUTRAS PESSOAS! OS ANIMAIS TÊM TANTO DIREITO A SEREM SALVOS COMO UM IDOSO, UM DEFICIENTE, UMA CRIANÇA, UM DOENTE...é assim tão difícil de entender?


De Monica a 3 de Novembro de 2008 às 12:23
A questão é de facto fácil de entender. O que se questiona é a situação limite, em que tem de se escolher entre um ser e outro. Como é óbvio, nunca deixaria de tentar salvar os meus animais. Mas lá está, entre salvar a vizinha ou salvar os gatos ... pesar-me-ia mais a consciência deixar de salvar a vizinha ...


De Carla Sofia Salas a 4 de Novembro de 2008 às 00:12
Minha cara,

Se numa situação limite entre ter de salvar os seus gatos e a suja vizinha você prefere salvar a vizinha então digo-lhe q NÃO MERECE NEM É DIGNA DE TER OS GATOS Q TEM!

É inadmissível q se considere a vida de 1 animal inferior à de um ser humano. Afinal, vivemos todos no mesmo Mundo e só pq eles n falam n se podem ser considerados menos do q os humanos e DESUMANOS deste mundo cruel e injusto!

Pelos meus animais ou qq outro animal eu dou a minha vida, o meu corpo, a minha alma, o meu espírito e tudo o + q fôr preciso p/ poder ver aqueles olhinhos cheios de vida e meiguice e q falam + q mtªa palavras carregadas de insensibilidade e antagonismos perversos. Eles sim dedicam-se a nós s/ olhar classes sociais, religiões, raças, pollítica. Eles s puros e genuínos, dignos de existirem e merecedores de UM BOM DONO!

Eu amo os animais mas já ajudei idosos e já salvei 1 criança. Somos todos seres do mesmo Mundo, não somos?


De Monica a 4 de Novembro de 2008 às 13:00
Sorte dos idosos e da criança, não havia animais por perto ...


De Carla Sofia Salas a 5 de Novembro de 2008 às 00:31
Houvesse quem houvesse por perto, ao contrário de si, não discrimino qq ser vivo q necessite de ajuda, SORTE ESSA Q OS SEUS GATOS N TêM, OS COITADINHOS!!!!

Qdº se nasce má pessoa, morre-se má pessoa, INFELIZMENTE...até já começo a ter pena!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


De Filipa a 2 de Novembro de 2008 às 20:56
Bolas!
Eu assusta-me tanto as pessoas que tratam os animais ao pontapé, como aquelas que colocam os animais acima de vidas humanas. Faz-me lembrar aquela personagem de desenhos animados dos Looney Tunes, que adoraaaaaaaaaaava animais. Tanto, que os sufocava com abraços.

Assustador é também, por exemplo, quando um país tão evoluído como o Canadá, abre orgulhosamente a temporada de caça às focas bebés que são abatidas à paulada.

Penso que juridicamente os animais são considerados "coisas", nada mais. Acho que deveria existir uma legislação que protegesse os animais em casos de maus tratos, sim! Merecem ser protegidos de certas bestas humanas.
Mas.... as mulheres são protegidas em casos de violência doméstica?!? e violação?!?

Como chegamos a um consenso? (Não vão os animais um dia unir-se e dominar o mundo à custa de leis mal criadas e ilógicas).


De Sofia Vieira a 3 de Novembro de 2008 às 13:06
Como dona de um labrador branco, cujas mandíbulas devastadoras se assemelham perigosamente às do Monty, tentaria com muita força salvar os dois, mas apenas para depois fechar o querido, querido Monty, num quarto com toda a roupa de marca do senhor rangel (incluindo relógios e sapatos italianos), vouchers de viagem, cartões de milhas e reembolsos de ajudas de custo, assim tudo empilhadinho e de preferência com um cheirinho a dono. Era deixá-lo à solta num dia bom e o senhor rangel de fora, a ver. Talvez também se pudesse pôr lá uma ou outra peçazita de roupa do Rui Zink, vá.


De Juan Goldín a 3 de Novembro de 2008 às 20:08
Isso de juntar um cão e um muçulmano dentro de uma casa em chamas é uma ideia que no mínimo se poderia chamar: Guantanamera.

Porquê mudar o nome da associação? Adoro o nome!!! É lindo… Está muito bem escolhido, é o típico nome de associação que ouves uma vez e não esqueces nunca mais… E qual é a função dum nome? Que não seja esquecido, muito mais que identificar!

Mas voltando ao Paulo Rangel e ao Monty, não será que quando ele diz que "trocaria a vida do (seu) cão pela vida de qualquer outra pessoa" se referia a dar-lhe festinhas, alimentá-lo com ração, fazê-lo dormir aos pés da cama, procurar-lhe carraças e escová-lo todos os Domingos? Se não fosse esse o sentido, então candidato-me para adoptar o Monty. Não trocava o meu cão nem pela mãe Teresa de Calcutá. E não sou um fundamentalista dos direitos dos animais… Adoro touradas!

Se calhar do que não gosto assim tanto é de qualquer pessoa em qualquer lado do mundo, mesmo não a conhecendo.


De hugomonteiro a 4 de Novembro de 2008 às 10:57
Parece-me que acima de tudo não podemos cair em fundamentalismos extremistas, no “canto azul” o Sr. Rui Zink e no “canto vermelho” a Sr.ª Carla Sofia Salas. Não tenho gosto por frases feitas, contudo parece-me que nestas circunstâncias a virtude está de facto no meio, ou não sejamos nós humanos supostamente seres racionais. Senão incorremos no risco de começar a andar como quadrúpedes , e termos uma matilha de pastores alemães na Assembleia da Republica a governar.
Creio que é irrefutável reconhecermos que biológica e darwinianamente falando todos os animais têm direitos, ou, pelo menos o direito à vida, estando o Homem obviamente incluído neste grupo. Aquilo que nos diferencia dos animais é a capacidade de raciocínio, portanto nas tão mencionadas questões de salvamento, porque não usar o bom senso em vez de convicção? Como disse Nietzsche , “a convicção é maior inimiga da verdade que a própria mentira”. Decerto que o Sr. Rui Zink concorda com a “separação ontológica”, eu também concordo parcialmente, porque para mim não existem diferenças entre Homem em animais, existe sim um grande todo a que chamamos ser vivos, e biologicamente faz mais sentido colocarmo-nos todos no mesmo grupo, incluindo o das pulgas e das formigas. A nossa vida racional e intelectual é tão interessante para os cães, como é para nós a o sistema reprodutivo das pulgas, no entanto coabitamos o mundo e se somos racionais deveremos ser os lideres na protecção dos seres que amamos ou estimamos. Não se trata de saber se retiramos primeiro um animal ou um ser humano de um incêndio, certamente que se a Sr.ª Carla Salas se deparasse com essa situação e tivesse de optar entre um familiar e os cento e um dálmatas, bem, apenas 1 dálmata, não sejamos optimistas... provavelmente, com cinco segundos para pensar iria optar pelo familiar. E não seria um dálmata um animal? Ou o bom senso falou mais alto? Falar em direitos dos animais é complicado num mundo onde por vezes, nem dentro da espécie humana existe respeito.

Considero a defesa dos direitos dos animais, digna e apoio-a totalmente, no entanto existem de facto determinados indivíduos que tendem a manchar esse movimento, através da radical humanização dos animais, dando uma personalidade aos mesmos, como se tivessem um pensamento complexo como o humano. Amor, estima, cuidados atribuídos aos animais sim. Fundamentalismos extremos não, se não poderemos acabar num mundo de animais falantes, ou pelo menos de pessoas que falam com animais...

Há que sublinhar que não é uma questão de direitos jurídicos, mas sim de direito à vida. Temos tanto direito de viver, como qualquer outro animal. Portanto, creio que não se trata de uma simples defesa dos animais que deve de existir, mas sim uma valorização global da vida animal.


De Carla Sofia Salas a 5 de Novembro de 2008 às 01:51
St. Hugo Monteiro,

agora parece estar na moda a expressão "humanizar os animais" mas na verdade nós humanos é q precisamos de ser humanizados e digo-lhe mais: — num caso de emergência há, se calhar, alguns familiares meus q eu jamais salvaria, meus ricos animais!

O único fundamentalista extremista aqui é o sr. Paulo Rangel e é a ele q se está a criticar e n sou eu nem o sr. Zink!

Se os animais mandassem neste mundo acredite q viveríamos num mundo muito, mas mesmo muito melhor pois o ser humano só tem provado q n é digno do chão q pisa e do ar q respira. Continuo a dizer, é assim t difícil de entender? Salvem quem quiserem salvar mas n me digam q os animais n têm direitos e q s menos do q nós! Têm + valor do q toda a Humanidade junta! Falo c/ os animais sim, senhor! Eles sentem dor, fome, sede, medo e percebem-nos muito bem e só quem os tem e os ama devotamente sabe bem do q estou a falar! Mesmo q lhe dêmos 1 pedaço de pão duro e bolorento eles ficar-nos-ão eternamente agradecidos. Já o ser humano...


De hugomonteiro a 5 de Novembro de 2008 às 12:56
Antes de mais obrigado pelo comentário, contudo é extremamente argumentar contra determinadas crenças e ninguém pode fazer algo contra isso.

"Se os animais mandassem neste mundo acredite q viveríamos num mundo muito, mas mesmo muito melhor" acha realmente que isso seria possível? Ou é apenas um mundo de fantasia? Sei que o ser humano não é propriamente a personificação do bem, mas os animais apenas transportam esse conceito de bem, porque não têm a mesma capacidade que nós temos de armazenar conhecimento e experiência.

Relativamente à questão do pedaço de bolor, às motivações para ficarmos gratos é totalmente diferente da dos cães, precisamente porque adquirimos conhecimento ao longo da vida e associamos à nossa memória quando algo está bolorento ou estragado. Portanto é normal que o rejeitemos. Contudo um cão não terá essa capacidade de distinguir e memorizar, e então caso tenha fome não hesitará, para além do mais, segundo a ciência a complexidade do sistema gustativo dos cães é muitíssimo inferior ao nosso. São circunstâncias e reacções diferentes que creio que não podemos misturar senão estaremos a abdicar de pensar.

Cumprimentos


De Carla Sofia Salas a 5 de Novembro de 2008 às 23:06
Agardeço o facto de debater esta questão dos direitos dos animais comigo de 1 forma educada e civilizada.

Contudo, permita-me q continue a não concordar consigo pois tenho a certeza absoluta de q se os animais mandassem neste mundo seria mesmo muito melhor pois s os seres + puros e honestos q existem no mundo.
Os animais pensam sim, senhor. Está científicamente provado. É evidente q n têm as capacidades cerebrais t desenvolvidas como nós mas têm 1 capacidade cognitiva quase igual à nossa. Basta ver como reconhececem os donos até mm pelo barulho do carro e pelo som do elevador!!!!
Se tivesse animais de certo perceberia exactamente do q estou a falar pois quem convive diáriamente c/ eles sabe bem como eles falam connosco s/ ter voz. S parte integrante da minha família.

Qtº à teoria do pão bolorento, perdoe-me dizer-lhe q as suas filosofias s vazias e despojadas de qq sentido pois sabe perfeitamente q se estiver a sucumbir de fome e lhe derem 1 pedaço de pão bolorento p/ comer ai n q n come! Saber-lhe-á como o melhor manjar do mundo!

Os animais também têm os seus gostos palativos e também as suas preferências alimentares, tal como, se há uns q gostam de peixe, outros gostam de carne, outros de doces, outros há q adoram ração outros nem vê-la! Mas isso, concerteza, será 1 assunto q poderá esclarecer c/ 1 veterinário.

Assim, acresce-me dizer por fim de q opostamente à sua afirmação um cão tem a capacidade de distinguir e memorizar pois conhece perfeitamente os seus donos e todos aqueles c/ quem habitualmente convive tal como distingue outros animais de espécies diferentes e sabem perfeitamente distinguir quem lhes quer mal e quem não conhece. Mas isso será certamente assunto p/ outra crónica!...


De hugomonteiro a 6 de Novembro de 2008 às 16:55
Não é preciso agradecer, é assim que deveriam ser debatidos os assuntos, ainda que se note uma extrema divergência entre a nossa perspectiva de interpretar determinado fenómeno. Apenas tenho de referir que por não gostar de uma forma de pensar, de interpretar, ou simplesmente desconhecer algo não quer dizer que considere vazia e despojada de sentido, principalmente porque o sentido em si, é algo subjectivo, pois depende do conhecimento empírico de cada um ou seja, poderá ter na sua mente que faça totalmente sentido, independentemente das premissas serem verdadeiras ou falsas. Parece que analisou a questão com uma total superficialidade, não atingindo onde eu queria chegar "mea culpa", pois eu também poderia ter-me alargado um pouco mais mas presumi que fosse suficiente), parece-me que vê a questão de uma forma pouco complexa, que não é a realidade.

Outro ponto que quero clarificar, é que eu nunca disse que um animal não tem capacidade de memorizar, nem de pensar, apenas disse que não tinha a mesma complexidade de raciocínio, porque por mais que o queiramos humanizar, ele não organiza o pensamento segundo uma língua complexa como a nossa, logo será impossível ter uma complexidade superior à mesma. Quase todos os aspectos que referiu, são reflexos de instintos básicos, presentes em praticamente todos os seres vivos: dor , fome, memória básica e restrita, paladar, audição, visão. Agora acho realmente estranho, colocar tudo ao nível trivial, como se todos esses instintos e sentidos não variassem de raça para raça.

Querendo não dirigir isto para uma questão particular, apenas quero dizer que eu como ser humano, estimo imenso os animais, falo no geral, não só cães nem gatos, pois todos eles têm direito à vida. Sei também que é humano humanizar os animais, é um instinto do Homem desde a nascença, que tal como outros é normal que permaneça camuflado ao longo da vida. É comum as crianças na sua imaginação personificarem objectos inanimados, é um processo que faz parte do próprio desenvolvimento sentimental e emocional de uma criança. É uma boa sensação, uma sensação reconfortante, um ser humano falar para um animal e crer que ele percebe tudo, mas na realidade a sua percepção fica bem longe disso. Não poderei de alguma forma expor o assunto de forma que entenda, quando não está aberta a outra perspectiva senão aquela que defende, porque afinal de contas, caso ainda não tenha reparado sou totalmente a favor dos direitos dos animais, e a prova disso são seis cães aqui no pátio da empresa, para os quais todas as semanas compro ração para os alimentar, e denoto que tenho algum carinho e afeição por eles, no entanto não os faço mais do que são, tal como sucede comigo, que sou tão animal como eles, embora com características diferentes.


De Carla Sofia Salas a 7 de Novembro de 2008 às 01:33
Sr. Hugo Monteiro,

Compreendo perfeitamente o seu ponto de vista o qual o tem discutido c/ extrema elegância e diplomacia mas parece-me q n compreende ou n quer compreender o meu. Dizer-me q n estou aberta a outra perspectiva senão a q defendo é o mm q se passa consigo, pois eu tenho a minha opinião, você tem a sua. Lamento mas n concordo consigo nem nunca irei concordar c/ os seus dogmatismos empíricos q apesar de terem algum fundamento falta-lhes alma... temos em comum o facto de gostarmos de animais...cada 1 à sua maneira, é claro! Contudo, saiba q respeito a sua perpectiva e bendito seja pelos cãezinhos q alimenta.

No semblante de 1 animal q n fala há todo 1 discurso q só 1 mente sábia é capaz de entender!...

Muito obrigada!


De Quartos Parte a 12 de Maio de 2009 às 13:25
Antes de dar o pão bolorento aos animais "eternamente agradecidos" deve pensar antes que está a matar outro ser vivo - o bolor - que tanto ajuda nos dá (Homo sapiens sapiens).


De Carla Sofia Salas a 13 de Maio de 2009 às 01:32
De sapiens você realmente não tem nada...até me faz pena as criaturas como você q levam + de meio ano a TENTAR pensar p/ depois ainda virem dar 1 comentário destes....hoje esqueceu-se de tomar a pastilha n foi?


De Carla Sofia Salas a 13 de Maio de 2009 às 02:35
E digo mais: – NÃO RETIRO UMA VÍRGULA DE TUDO O Q DISSE SOBRE OS ANIMAIS, JAMAIS! PELOS ANIMAIS SEMPRE!
E agora faça-me 1 favor e vá ver se está a chover! E de preferência bem longe não vá a sua IGNORÂNCIA ser bacteriológicamente virulenta!
Pobre alma bolorenta, vá fazer alguma coisa de útil à sociedade! Tenho + o q fazer do q aturar gente ignorantemente desumana como você. E agora, se me dá licença, tenho animais abandonados para ir dar de comer! PONTO FINAL.


De Quartos Parte a 15 de Maio de 2009 às 14:25
Perdoe-me a ignorância mas desconheço o significado de bacteriologicamente virulenta (será que são animais que eu não quero ver mortos - bactérias, vírus - ou só os mamíferos é que são animais?). A Carla, dos comentários que li, pareceu-me a única pessoa ignorantemente desumana (repito: desumana!). Divirta-se (goze) com os seus animais que devem ser os únicos que a aturam, mas não pense que é por ser gente boa, por ser a pessoa que trata deles. Isto não se trata de gostos mas sim de interesses mútuos - a sra. cuida deles para se poder entreter e eles estão com a sra.: 1º porque os mantém em clausura enquanto vai trabalhar; 2º porque os alimenta. Não seja fundamentalista (leva-nos a incoerências absurdas) que não nos leva a lado nenhum . Tente moderar os seus comentários, visto eu ter só constatado um facto sem objectivo nenhum de a ofender.


De Quartos Parte a 15 de Maio de 2009 às 14:27
Perdoe-me a ignorância mas desconheço o significado de bacteriologicamente virulenta (será que são animais que eu não quero ver mortos - bactérias, vírus - ou só os mamíferos é que são animais?). A Carla, dos comentários que li, pareceu-me a única pessoa ignorantemente desumana (repito: desumana!). Divirta-se (goze) com os seus animais que devem ser os únicos que a aturam, mas não pense que é por ser gente boa, por ser a pessoa que trata deles. Isto não se trata de gostos mas sim de interesses mútuos - a sra. cuida deles para se poder entreter e eles estão com a sra.: 1º porque os mantém em clausura enquanto vai trabalhar; 2º porque os alimenta. Não seja fundamentalista (leva-nos a incoerências absurdas) que não nos leva a lado nenhum . Tente moderar os seus comentários, visto eu ter só constatado um facto sem objectivo nenhum de a ofender.


De Carla Sofia Salas a 16 de Maio de 2009 às 03:19
Afinal você consegu ser mais ESTÚPIDO e IGNORANTE do q eu pensava, pois a sua IGNORÂNCIA é q é OFENSIVA p/ os animais e p/ quem os protege!
Ninguém, repito, NINGUÉM me diz como faço ou deixo de fazer os meus comentários, principalmente por criaturas q só sabem criticar e ofender quem apenas e tão sómente luta e protege os animais !
Sois uma mente deturpada e triste, a sua frustração é evidente na forma como argumenta, e digo ainda mais:—Tratar, amar e proteger os animais e todos os seres indefesos deste mundo CRUEL e IGNORANTE, isso sim, é FUNDAMENTAL!
Faça alguma coisa de útil à sociedade, em vez de criticar quem faz o bem.
A sua atitude asquerosa e arrogante só prova q cada vez + se tem de lutar pela defesa e protecção dos animais! N fale do q n sabe, você n me conhece (felizmente!!!!) e como "no semblante de um animal há todo um discurso q só uma MENTE SÁBIA é capaz de entender" é evidente q quem critica quem ama, defende, protege, respeita e trata dos animais, n merece qq tipo de credibilidade, pelo contrário, só se pode concluir q a sua sanidade mental deve ser nula!!!!!!!!
Vá-se tratar, ou então vá cavar batatas, pelo menos está entretido e n chateia quem tem + o q fazer do q aturar criaturas IGNORANTES e IMPLICATIVAS!
E p/ terminar de 1 VEZ POR TODAS, se n tem + nada p/ fazer do q chatear c/ os seus discursos ignorantes e completamente absurdos, vá implicar p/ outro lado pq comigo a conversa TERMINOU! Gosta, gosta, se n gosta vá andando p/ outo lado (e cuidado, veja lá q seja um sítio aonde n haja vírus nem bactérias!.........)Haja paciência!!!!!!


De CSS a 17 de Maio de 2009 às 03:22
DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO ANIMAL

Preâmbulo
Considerando que todo o Animal tem direitos.
Considerando que o desconhecimento e desrespeito dos ditos direitos conduziram e continuam a conduzir o homem a cometer crimes contra a natureza e contra os animais.
Considerando que o reconhecimento por parte da espécie humana dos direitos à existência das outras espécies de animais constitui o fundamento da coexistência das espécies no mundo.
Considerando que o homem comete genocídios e que exista a ameaça de os continuar a cometer.
Considerando que o respeito pelos animais, por parte do homem, está relacionado com o respeito dos homens entre eles próprios.
Considerando que faz parte da educação, ensinar, desde a infância, a observar, compreender, respeitar e amar os animais.

PROCLAMA-SE O SEGUINTE:

Artigo 1º
Todos os animais nascem iguais perante a vida e têm os mesmos direitos à existência.

Artigo 2º
a) Todo o animal tem o direito de ser respeitado.
b) O homem, enquanto espécie animal, não pode atribuir-se o direito de exterminar os outros animais ou de os explorar, violando esse direito. Tem a obrigação de empregar os seus conhecimentos ao serviço dos animais.
c) Todos os animais têm direito à atenção, aos cuidados e à protecção do homem.

Artigo 3º
a) Nenhum animal será submetido a maus tratos nem a actos cruéis.
b) Se a morte de um animal é necessária, esta deve ser instantânea, indolor e não geradora de angústia.

Artigo 4º
a) Todo o animal pertencente a uma espécie selvagem tem o direito de viver livre no seu próprio ambiente natural, terrestre, aéreo ou aquático, e a reproduzir-se.
b) Toda a privação de liberdade, incluindo aquela que tenha fins educativos, é contrária a este direito.

Artigo 5º
a) Todo o animal pertencente a uma espécie que viva tradicionalmente em contacto com o homem, tem o direito a viver e a crescer ao ritmo das condições de vida e liberdade que sejam próprias da sua espécie.
b) Toda a modificação do dito ritmo ou das ditas condições, que seja imposta pelo homem com fins comerciais, é contrária ao referido direito.

Artigo 6º
a) Todo o animal que o homem tenha escolhido por companheiro, tem direito a que a duração da sua vida seja conforme à sua longevidade natural.
b) O abandono de um animal é um acto cruel e degradante.

Artigo 7º
Todo o animal de trabalho tem direito a um limite razoável de tempo e intensidade de trabalho, a uma alimentação reparadora e ao repouso.

Artigo 8º
a) A experimentação animal que implique um sofrimento físico e psicológico é incompatível com os direitos do animal, quer se trate de experimentações médicas, cientificas, comerciais ou qualquer outra forma de experimentação.
b) As técnicas experimentais alternativas devem ser utilizadas e desenvolvidas.

Artigo 9º
Quando um animal é criado para a alimentação humana, deve ser nutrido, instalado e transportado, assim como sacrificado sem que desses actos resulte para ele motivo de ansiedade ou de dor.

Artigo 10º
a) Nenhum animal deve ser explorado para entretenimento do homem.
b) As exibições de animais e os espectáculos que se sirvam de animais, são incompatíveis com a dignidade do animal.

Artigo 11º
Todo o acto que implique a morte de um animal, sem necessidade, é um biocídio, ou seja, um crime contra a vida.

Artigo 12º
a) Todo o acto que implique a morte de um grande número de animais selvagens é um genocídio, ou seja, um crime contra a espécie.
b) A contaminação e destruição do ambiente natural conduzem ao genocídio.

Artigo 13º
a) Um animal morto deve ser tratado com respeito.
b) As cenas de violência nas quais os animais são vítimas, devem ser proibidas no cinema e na televisão, salvo se essas cenas têm como fim mostrar os atentados contra os direitos do animal.

Artigo 14º
a) Os organismos de protecção e salvaguarda dos animais devem ser representados a nível governamental.
b) Os direitos dos animais devem ser defendidos pela Lei, assim como o são os direitos do homem.


Este texto definitivo da declaração Universal dos Direitos do Animal foi adoptado pela Liga Internacional dos Direitos do Animal e das Ligas Nacionais filiadas após a 3ª reunião sobre os direitos do animal, celebrados em Londres nos dias 21 a 23 de Setembro de 1977.


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