Quarta-feira, 20 de Maio de 2009
Dicionário do Jazz

 

 

O seu rosto é conhecido de todos, pela participação em programas de televisão: Paula Oliveira, uma das nossas belas vozes do jazz, tem um percurso marcado pelas parcerias com o pianista João Paulo Esteves da Silva, com quem gravou Quase Então (2003), e com o contrabaixista Bernardo Moreira, seu cúmplice em Lisboa que Adormece (2005) e em Fado Roubado (2007), dois trabalhos nos quais a cantora revisita repertório da canção portuguesa (Sérgio Godinho, Ary dos Santos, José Niza, Alain Oulman, Amélia Muge, Zeca Afonso).

Depois de estudos em Coimbra e em Lisboa, Paula Oliveira passou pela escola Taller de Musics, de Barcelona, e pela Manhattan School of Music, em Nova Iorque. Em 98 gravou, então, o seu primeiro disco, Paula Oliveira, com Paulinho Braga, David Fink e Clif Korman. Quanto aos discos de outros músicos, Both Sides Now, que Joni Mitchell gravou com Wayne Shorter, Peter Erskine, Herbie Hancock e Mark Isham, entre outros, em 1999, é o seu preferido.

No vídeo acima, Paula Oliveira canta Zeca Afonso acompanhada por Leo Tardin, João Moreira, Bernardo Moreira e Bruno Pedroso.

 

Com Betânia Valente e Andreia Lago

2ª a 6ªf- 9.45/ 16.45/ 19.20



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Quarta-feira, 13 de Maio de 2009
Dicionário do Jazz

  Dexter Gordon no Royal Roost, N.Y., 1948 (foto de Herman Leonard)

 

"(Lester Young) was my ideal. Ever since I first heard him he appealed to me greatly. So I tried to emulate him in all ways—holding the horn up, the metal mouthpiece. Anything Lester did was beautiful. That was it. I felt everything he played. Whatever he had to say really got through to me. I tried to learn some of his solos. I never really tried to learn too much from copying the record note by note. I did that a little, but mostly what I tried to get from him was the conception that he had of playing the tenor. That’s what I wanted to grasp."

 

Dexter Gordon, imortalizado no filme Round Midnight de Bertrand Tavernier, é um dos saxofonistas a quem o jazz moderno deve muito. Influenciado por Lester Young e Illinois Jacquet, marcante para Sonny Rollins e John Coltrane, por sua vez, Gordon tinha um som rico e vibrante. Go, o disco que gravou para a Blue Note em Agosto de 1962, antes de partir para uma estadia de 15 anos na Europa, era o seu disco favorito- incluía Cheese Cake, uma das mais célebres composições do saxofonista, num álbum tocado ainda por Sonny Clark, Butch Warren e Billy Higgins.

 

Com Betânia Valente e Andreia Lago

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Segunda-feira, 13 de Abril de 2009
Dicionário do Jazz

 

 

É um marco na história do jazz e na história da música do século 20, como disse Herbie Hancock: Kind of Blue foi gravado em duas sessões, a 2 de Março e a 22 de Abril de 1959, em Nova Iorque, e é hoje tido como o disco que representa a própria essência do jazz. Em volta de Miles Davis, nas gravações de Kind of Blue, estavam os pianistas Wynton Kelly e Bill Evans, John Coltrane, em sax tenor, Julian Cannonball Adderley, em sax alto, o contrabaixista Paul Chambers e o baterista Jimmy Cobb. Os 50 anos de Kind of Blue têm vindo a ser celebrados desde 2008, com a reedição do álbum numa caixa de 3 discos, a 30 de Setembro último, e hoje recordamos o trompetista numa gravação de Abril de 1959, com John Coltrane, Wynton Kelly, Paul Chambers, Jimmy Cobb e alguns músicos da orquestra de Gil Evans em So What.

 

Com Betânia Valente e Andreia Lago

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Quarta-feira, 14 de Janeiro de 2009
Dicionário do Jazz

 

 

Tem uma carreira que já ultrapassou os 50 anos e que acompanhou a história do jazz: Sonny Rollins começou por tocar piano, adoptou depois o saxofone alto e finalmente mudou para o saxofone tenor que tanto o identifica.

Nasceu e cresceu no Harlem, onde era assíduo frequentador dos cinemas do bairro e de onde retirou grande parte da sua inspiração musical. As canções de compositores como Jerome Kern para filmes como Swing Time, com Fred Astaire e Ginger Rogers, ficaram-lhe na memória ao longo dos anos e aparecem frequentemente na discografia do saxofonista. A outra fonte de inspiração de Rollins encontra-se na rádio, que ouvia todos os dias, enquanto jovem. Das centenas de canções que tem nas pontas dos dedos, Sonny Rollins tem feito um percurso marcado pela força expressiva do seu tenor e pela improvisação harmónica.

Da história da sua vida são bem conhecidas as colaborações com J.J. Johnson e Bud Powell, nos primeiros anos, com Miles Davis e Thelonious Monk na década de 50, e o seu papel no 5teto de Clifford Brown e Max Roach.

A partir daí, e enquanto líder, gravou Saxophone Colossus (56), Way Out West  e outros 6 discos só no ano de 57- que foi também o ano em que inaugurou o trio de saxofone, contrabaixo e bateria- e afirmou-se como compositor- Oleo, St. Thomas, Doxy ou Airegin são hoje standards do jazz. Os períodos sabáticos do saxofonista são hoje também histórias célebres do jazz, sobretudo os 3 anos (59- 62) em que, descontente com a sua forma de tocar, interrompeu toda a actividade de concertos e gravações, para praticar, horas a fio, debaixo da Williamsburg Bridge, em Nova Iorque.

Com mais de 100 discos gravados, Rollins continua a compôr e a tocar, e o seu disco de estúdio mais recente, Sonny, Please, foi lançado em 2006.

No vídeo acima, o clássico 52nd Street Theme, de Monk, é abordado em 4teto, em 1963, para a televisão italiana, com Sonny Rollins, Don Cherry (trompete), Henry Grimes (contrabaixo) e Billy Higgins (bateria)- o mesmo grupo que gravou Our Man in Jazz (em 62 e 63).

 

Com Betânia Valente e Andreia Lago

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Sábado- 17.15

Domingo- 18. 15



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Quarta-feira, 7 de Janeiro de 2009
Dicionário do Jazz

 

É um dos standards mais gravados na história do jazz e sua simplicidade é enganadora, como o são, na sua maioria, as composições de Thelonious Monk: 'Round Midnight terá sido escrito por volta de 1936 ou 37, tinha o pianista os seus 18 anos, mas a primeira gravação do tema, ainda com o seu título original, 'Round About Midnight, pertence- por insistência de Bud Powell- à orquestra de Cootie Williams, em 1944. A interpretação do próprio Monk ficaria registada apenas 3 anos mais tarde, a 21 de Novembro de 1947, e a versão vocal surgiria na voz do cantor Jackie Paris, em 49, com letra de Bernie Hanighen.

Em 1955, 'Round Midnight ganha uma projecção absolutamente notável no Newport Jazz Festival, com a interpretação de Miles Davis e o seu primeiro 5teto, num concerto que marcava o regresso de Miles aos palcos, depois de um período problemático, e que dava a conhecer ao grande público o som da trompete com surdina que para sempre lhe ficaria associado. A composição de Monk seria, de resto, um dos temas mais tocados por Miles Davis a quem o pianista gostava de dizer que "estava quase lá, mas ainda não sabia tocar bem o standard".

Na década de 60, o cantor Babs Gonzales, habitual colaborador de Jimmy Smith, assinava uma nova versão vocal do clássico de Monk, com letra sua, que viria a ser gravada também, por exemplo, por Betty Carter.

Em 1986, 'Round Midnight deu também nome ao filme do francês Bertrand Tavernier que evocava a era do be-bop a partir do livro Dance of the Infidels: A Portrait of Bud Powell, de Francis Paudras. Na banda-sonora, dirigida por Herbie Hancock, é Bobby McFerrin quem dá voz ao tema de Monk.

Dois vídeos para o final do dia: o 4teto deThelonious Monk ao vivo na Noruega, em 1966, com Charlie Rouse (sax tenor), Larry Gales (contrabaixo) e Ben Riley (bateria), em cima, e Ella Fiztgerald, no Reino Unido, em 1961, com Oscar Peterson (piano), Ray Brown (contrabaixo) e Ed Thigpen (bateria), abaixo.

 

 

Com Betânia Valente e Andreia Lago

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Sábado- 17.15

Domingo- 18. 15



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Quinta-feira, 30 de Outubro de 2008
Dicionário do Jazz

 

 

Primeiro foi o rock, depois o jazz. Desde que se formou na escola de jazz do Hot Clube e na Berklee College of Music, o guitarrista André Fernandes não tem parado: o seu nome aparece em Ao Paredes Confesso, de Bernardo Moreira, em Nine Stories de Nelson Cascais, This Life de Mário Franco, Tender Trap e Story Teller, de Marta Hugon, em Outside the Pyramid, de Rocky Marsiano, em Portology, da Big Band de Lee Konitz com a Orquestra de Jazz de Matosinhos, e nos recentes Água (Carlos Martins) e Flick Music (Laurent Filipe), entre outros. Criou a sua própria editora, Tone of a Pitch, através da qual deu a conhecer as suas composições e arranjos- que encontramos nos discos O Osso, Howler, Timbuktu (inspirado no livro de Paul Auster) e Cubo-, para além do trabalho de muitos outros músicos.

No Dicionário do Jazz ficamos também a saber que, ainda criança, assistiu a muitos concertos do Cascais Jazz... embora, por vezes, adormecesse. E que o seu disco de eleição, o tal que levaria para uma ilha deserta, "porque tem tudo", é The Köln Concert de Keith Jarrett.

O vídeo acima foi feito com fotografias de Yiannis Pavlis para Perto, original do guitarrista no álbum Cubo (2007), em 4teto com Mário Laginha, Nelson Cascais e Alexandre Frazão.

 

Com Betânia Valente e Andreia Lago

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Sábado- 17.15

Domingo- 18.15



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Quinta-feira, 23 de Outubro de 2008
Dicionário do Jazz

 

O trompetista Hugo Alves começou cedo a trilhar os caminhos do jazz: com 12 anos já partilhava o palco com músicos profissionais. O estudo, sob a batuta do contrabaixista Zé Eduardo, e com diversos músicos norte-americanos que orientaram workshops, no Algarve, foram os (inevitáveis) passos seguintes. O primeiro disco, Estranha Natureza, foi editado em 2003, o segundo, Given Soul, em 2007, e, pelo meio, o trompetista fundou a Orquestra de Jazz de Lagos. Freddie Hubbard e Lee Morgan são algumas das suas maiores referências, no trompete, e a sua redescoberta discográfica dos últimos tempos é o clássico Clifford Brown at Basin Street. Diz-nos que gostaria de ter testemunhado a revolução do be bop mas tem dúvidas de que Charlie Parker o deixasse tocar consigo. Como ainda não é possível viajar no tempo aproveitamos o tempo que nos cabe e assistimos a um momento do concerto dos Special Quartet, em Janeiro deste ano, com o novíssimo repertório do álbum Namouche, com participações do saxofonista Perico Sambeat e Hugo Alves na trompete.

 

Com Betânia Valente e Andreia Lago

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Sábado- 17.15

Domingo- 18.15



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Quarta-feira, 15 de Outubro de 2008
Dicionário do Jazz

 

 

Nem só dos clássicos vive o Dicionário do Jazz. Os músicos portugueses também têm sido convidados a falar, na primeira pessoa, do que os move, na arte e na vida.

O pianista Júlio Resende, por exemplo, que ouvimos esta semana, conta que queria ser astrofísico- mas o seu brinquedo favorito, aos 4 anos, era já o piano. E entre outras coisas ficamos a saber, também, que o disco The Melody at Night, with You, de Keith Jarrett, o seu músico de eleição, é "pura beleza".

Wise Up, no vídeo acima, com imagens de Gonzalo Garcia de Viedma, é um original da norte-americana Aimee Mann, que Júlio Resende gravou no seu primeiro álbum, Da Alma (2007), com Alexandra Grimal (sax tenor), João Custódio (contrabaixo) e João Lobo (bateria).

 

Com Betânia Valente e Andreia Lago

2ª a 6ªf.- 9.50/ 16.45/ 19.20

Sábado- 17.15

Domingo- 18.15



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Terça-feira, 9 de Setembro de 2008
Dicionário do Jazz

 

Jazz de jasm, ou espírito e energia, jazz do francês jaser, ou conversar animadamente, jazz de Jazbo Brown, um músico negro itinerante, e ainda jazz de jass, como na frase "Jass it up boy, give us some more jass!", que alguns pares entusiasmados exclamavam, quando a dança ao som do dixieland chegava ao fim, segundo um artigo de 1937.

A etimologia da palavra não é clara e são muitas as sugestões, até hoje, quanto à origem do termo jazz. O que sabemos com toda a certeza é que Livery Stable Blues é o primeiro disco de jazz gravado, e editado em Fevereiro de 1917, pelo colectivo Original Dixieland Jazz Band.

 

Com Betânia Valente e Andreia Lago

2ª a 6ªf- 9.50/ 16.45/ 19.25



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Terça-feira, 25 de Março de 2008
Dicionário do Jazz


Nas notas introdutórias de Giant Steps, o disco que John Coltrane gravou em 1959, editado em 1960, Nat Hentoff conta uma anedota que fez história no jazz: numa sessão de gravação liderada por Thelonious Monk, nem Coleman Hawkins nem Coltrane, que estavam na sessão como sidemen, percebiam algumas das notações musicais do pianista e compositor. Hawkins dirigiu-se então a Monk, para que as esclarecesse, de forma a que ambos os saxofonistas pudessem dar a sua melhor contribuição. A Hawkins, Monk terá dito: "Tu és o tipo que inventou o saxofone tenor, certo?"  E dirigindo-se depois a Coltrane: "E tu és o grande John Coltrane, certo? Vocês tocam saxofone, certo? A música está no saxofone. Entre os dois não será assim tão difícil encontrá-la." 
Giant Steps revela a confiança de Coltrane, depois das experiências com T. Monk e Miles Davis, enquanto compositor e intérprete, assumindo riscos e seguindo a sua curiosidade musical. Naima, o tema dedicado à sua primeira mulher, é tocado ao vivo em França, em 1965, com McCoy Tyner, Jimmy Garrison e Elvin Jones.

Com Betânia Valente e Andreia Lago

2ª a 6ª- 12.15/ 17.15/ 20.15

Sábado-14.15/ 17.15

Domingo-12.10/ 18.15



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Segunda-feira, 4 de Fevereiro de 2008
Dicionário do Jazz


Bud Powell
, um dos poucos músicos que era capaz de desafiar Charlie Parker para verdadeiras "batalhas" de virtuosismo, e pianista de eleição para Dexter Gordon e Sarah Vaughan, entre outros, instalou-se em França em 1959. Antes de regressar aos Estados Unidos, 5 anos mais tarde, Powell tocou em várias cidades europeias. Recordamo-lo no Café Montmartre de Copenhaga, em 1962, com o contrabaixista Niels Henning Orsted-Pedersen, então com 16 anos, e o baterista Jorn Elniff, em Anthropology, de Dizzy Gillespie e Charlie Parker.

Com Betânia Valente e Andreia Lago

2ª a 6ª- 12.15/ 17.15/ 20.15

Sábado-14.15/ 17.15

Domingo-12.10/ 18.15



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Quarta-feira, 19 de Dezembro de 2007
Dicionário do Jazz

 

Tambores, pratos, baquetas, bombos, tarolas e muito mais. B de Bateria é a entrada da semana no Dicionário do Jazz. E entretanto vemos a arte do baterista norte-americano Ari Hoenig, ao vivo em Nova Iorque em 2004, com Jean-Michel Pilc (piano), Jacques Schwarz-Bart (sax tenor) e Matt Penman (contrabaixo), num original de Hoenig, The Painter.

 

Com Betânia Valente e Andreia Lago

2ª a 6ª- 12.15/ 17.15/ 20.15

Sábado-14.15/ 17.15

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Domingo, 2 de Dezembro de 2007
Dicionário do Jazz

 

Esta semana recordamos Max Roach, um músico pioneiro do bebop, com Charlie Parker, fundador de um 5teto célebre com Clifford Brown, compositor de We Insist!- Freedom Now Suite, gravada em 1960, quando o movimento pela igualdade de direitos, nos Estados Unidos, estava ao rubro, baterista no album Money Jungle, com Duke Ellington e Charles Mingus, e em vários discos em duo, com Anthony Braxton e Cecil Taylor, entre outros, autor de música para peças de Sam Shepard. Um dos maiores bateristas da história do jazz e que desapareceu a 16 de Agosto deste ano.

O video acima é um duo histórico com Dizzy Gillespie, gravado em 1989, no Festival Banlieues Bleues (França).

 

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Domingo, 21 de Outubro de 2007
Dicionário do jazz

 

Em criança gostava mais de jogar baseball do que estudar piano. Mas o piano acabou por vencer (ou a insistência do pai). Esta semana abrimos o dicionário em O de Oscar. Oscar Peterson, claro, o pianista canadiano. Vídeo de um concerto no Festival de Montreux, Suíça, em 1977, e em trio, com Ray Brown e Niels Pedersen.

 

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