Sexta-feira, 10 de Junho de 2011
Rádio Blogue

 

Este fim-de-semana, o Rádio Blogue faz as suas despedidas. A partir de uma crónica semanal de Carla Hilário Quevedo, publicada no jornal Metro e no nosso blogue, o programa feito ao longo de mais de três anos apelou à participação de ouvintes e leitores. Comentários e reflexões, nesta última edição...

 

Com Carla Hilário Quevedo e Antonieta Lopes da Costa

6ªf, 10 de Junho- 11.35/ 17.40

Domingo, 12 de Junho- 18.35



publicado por jazza-me
link do post | comentar | ver comentários (7)

Sexta-feira, 3 de Junho de 2011
Rádio Blogue: rádio blogue

 

Em final de semana recuperamos os comentários à campanha eleitoral...

 

Com Carla Hilário Quevedo e Antonieta Lopes da Costa

6ªf, 3 de Junho- 11.35/ 17.40

(Devido às eleições, a segunda redifusão de domingo não irá para o ar dia 5 de Junho.)

 

Na próxima semana, o Rádio Blogue faz as suas despedidas e a última crónica de Carla Hilário Quevedo é, a propósito, dedicada a este espaço de opinião e de confronto de ideias. "Foi tão bom para vocês como foi para mim?" Deixe o seu comentário mais abaixo ou através do 21. 351. 05. 90, através de mensagem de voz, até às 16h da próxima 5ªf. A crónica de Carla Hilário Quevedo é publicada aqui em parceria com o jornal Metro.

 

Rádio Blogue

A ideia do Rádio Blogue partiu do Sérgio Coimbra, que me propôs escrever uma crónica que pudesse ser lida no Meia-Hora, e depois no Metro, e ouvida na Rádio Europa. A presença da crónica em vários meios tinha por objectivo o convite à participação de leitores e ouvintes. Podiam fazê-lo por telefone, através do 21 351 05 90, deixando uma mensagem de voz, ou por escrito no blogue da Rádio Europa jazza-memuito.blogs.sapo.pt. Do projecto inicial não fazia parte o programa de rádio que esta semana termina. O convite para comentar as participações partiu da directora da Rádio Europa, Antonieta Lopes da Costa, que não se comoveu com as minhas desculpas de inexperiência radiofónica. O programa apresentava uma dificuldade principal: como falar sobre comentários de outras pessoas a um tema inicialmente escolhido e analisado por mim? Escolhia o tema, dava a minha opinião e, como se fosse pouco, ainda fazia observações sobre os comentários dos participantes. Havia o risco de o Rádio Blogue se tornar uma partida de pingue-pongue decidida inevitavelmente a meu favor. Foi assim que tornei os textos mais descritivos e menos opinativos. Nem sempre foi possível, mas tentei. O título era o tema da semana e a liberdade para comentar era total. Ou quase total. Nestes mais de três anos, o Rádio Blogue terá recebido cinco comentários insultuosos, que foram apagados do blogue e do atendedor de chamadas. A razão para apagar esses comentários foi simples: o insulto exige como resposta o silêncio. Ou muita paciência para explicar. E não eram adequados silêncios num programa de rádio nem longas explicações. Além destes comentários, não foram incluídos os que chegaram depois da gravação e participações por telefone com uma qualidade de som muito fraca. Salvo estas, todas foram admitidas, das mais simpáticas às mais zangadas. Agradeço a todos a participação civilizada e, na maior parte dos casos, bem escrita, bem falada, bem pensada. Agradeço à Antonieta Lopes da Costa a divergência alegre e honesta. Muito obrigada à Betânia Valente, à Filipa Paramés, à Mafalda Costa e à restante equipa da Rádio Europa. Foi tão bom para vocês como foi para mim?



publicado por jazza-me
link do post | comentar | ver comentários (11)

Sexta-feira, 27 de Maio de 2011
Rádio Blogue: campanha eleitoral

 

Em final de semana recuperamos os comentários ao caso Dominique Strauss-Kahn...

 

Com Carla Hilário Quevedo e Filipa Paramés

6ªf, 27 de Maio- 11.35/ 17.40

Domingo, 29 de Maio- 18.35

 

A campanha eleitoral está ao rubro mas nem por isso os eleitores parecem ter decidido o seu sentido de voto. O que pensa da campanha eleitoral? Quem vai ganhar no dia 5 de Junho? Deixe a sua opinião, se preferir, através do 21. 351. 05. 90, em mensagem gravada, até às 16h da próxima 5ªf. A crónica de Carla Hilário Quevedo é publicada aqui em parceria com o jornal Metro.

 

Campanha eleitoral

Na actual campanha eleitoral parece claro que se fala de tudo menos do que interessa. Sabemos que as exigências incluídas no memorando de entendimento vão fazer parte das responsabilidades do próximo governo, independentemente do partido ganhador ou dos partidos que consigam a maioria dita necessária. Os debates televisivos não trouxeram grandes novidades. Quase todos os partidos repetem o mesmo ou desmentem informações anteriores. Só ficamos com uma ideia dos diversos egos que se confrontam nestas discussões. Os programas dos partidos pouco nos esclarecem. O Partido Socialista apresentou o seu antes das resoluções do memorando e o PSD imediatamente a seguir, o que suscita dúvidas quanto à sua credibilidade. Nos contactos com o povo, a que assistimos todos os dias, ou na rua ou através da televisão, o mais elucidativo que nos é dado ouvir são as respostas, os desmentidos ou os comentários feitos de um partido a outro e de um candidato a outro. Como se fosse pouco, agora temos sondagens quase todos os dias. A novidade é interessante na medida em que parece acrescentar um elemento de suspense à campanha eleitoral. O PS ficará empatado com o PSD? O PSD aumentará a sua magra vantagem em relação ao PS? Conseguirá Paulo Portas ser Primeiro-ministro? E o Bloco, no meio disto tudo? Repetirá o extraordinário resultado das últimas legislativas? Veja a próxima sondagem até à sondagem definitiva no dia 5 de Junho. Entretanto, os temas preferidos dos especialistas são precisamente as sondagens. Ninguém se entende sobre se são afinal as sondagens que influenciam os eleitores ou se são os eleitores que fazem as sondagens. Um especialista dizia há dias que as tendências observadas nos resultados actuais podem levar a uma previsão do resultado eleitoral, mas, por outro lado, uma parte considerável do eleitorado só faz a sua escolha pouco antes de votar. O que pensa da campanha eleitoral? Quem vai ganhar no dia 5 de Junho?



publicado por jazza-me
link do post | comentar | ver comentários (2)

Sexta-feira, 13 de Maio de 2011
Rádio Blogue: debates eleitorais

 

Este fim-de-semana recuperamos diversas opiniões sobre a morte de Bin Laden e o terrorismo...

 

Com Carla Hilário Quevedo e Antonieta Lopes da Costa

6ªf, 13 de Maio- 11.35/ 17.40

Domingo, 15 de Maio- 18.35

 

Os debates eleitorais estão aí, de novo, apesar das medidas já acordadas com a troika. Havia outra solução para Portugal sair desta situação? A esquerda fez bem em não estar presente nas negociações com a «troika»? Perante este cenário, para que servem os debates eleitorais? Dê-nos a sua opinião mais abaixo ou através do 21. 351 05 90, até às 16h da próxima 5ªf. A crónica de Carla Hilário Quevedo é publicada aqui em parceria com o jornal Metro.

 

Debates eleitorais

Começaram de novo os debates eleitorais, obrigatórios entre líderes partidários ou candidatos a Primeiro-ministro. Chegámos, mais uma vez, àquele momento em que não sabemos se são os debates que influenciam as sondagens ou se são as sondagens que influenciam os discursos dos participantes. A grande novidade, desta vez, é que estas eleições parecem limitar-se à escolha de três partidos ou à escolha de quem vai liderar um governo que, tudo leva a crer, será no mínimo composto por dois partidos. O PCP e o Bloco de Esquerda, ao negarem a inevitabilidade dos empréstimos para saldar as dívidas nacionais, e ao não quererem assinar nenhum pacto de compromisso, parecem estar voluntariamente auto-excluídos de qualquer solução governamental. A solução desta crise passa por aplicar aquilo a que geralmente se chama medidas de direita ou liberais. Esta particularidade leva-me a pensar que a esquerda tem soluções para distribuir o dinheiro, mas não tem propostas para o ganhar. Estou a simplificar e talvez por isso pareça injusta. Mas se o for, não é culpa minha. Fui levada a esta conclusão por ouvir constantemente os partidos do centro-direita a prometer honrar as obrigações impostas pela «troika», e até a elogiá-las. Ao mesmo tempo, ouvi inúmeros economistas, especialistas e comentadores a concordar que muitas destas medidas que nos são agora impostas já deviam ter sido tomadas há muito tempo. Há muitos portugueses que, desconhecendo o preço alto que pagaremos por causa destas medidas, defendem que era mais que hora de alguém pôr as contas, o estado e os partidos em ordem. Ou seja, em simultâneo com os debates e a campanha decorre uma outra vida em que tudo foi já decidido, e que é a do acordo estabelecido com a «troika» constituída pelo FMI, o Banco Central Europeu e a Comissão Europeia. Havia outra solução para Portugal sair desta situação? A esquerda fez bem em não estar presente nas negociações com a «troika»? Perante este cenário, para que servem os debates eleitorais?



publicado por jazza-me
link do post | comentar | ver comentários (1)

Quinta-feira, 21 de Abril de 2011
Rádio Blogue de regresso a 28 de Abril

 

Este fim-de-semana revemos as opiniões sobre o crédito fácil...

 

Com Carla Hilário Quevedo e Filipa Paramés

6ª, 22 de Abril- 11.35/ 17.40

Domingo, 24 de Abril - 18.35

 

A crónica de Carla Hilário Quevedo regressa de hoje a oito dias, em parceria com o jornal Metro.



publicado por jazza-me
link do post | comentar

Sexta-feira, 15 de Abril de 2011
Rádio Blogue: crédito fácil

 

Chegados ao final da semana revemos diversas opiniões sobre a violência no mundo do futebol...

 

Com Carla Hilário Quevedo e Antonieta Lopes da Costa

6ª, 15 de Abril- 11.35/ 17.40

Domingo, 17 de Abril - 18.35

 

Nos próximos dias debatemos o dinheiro fácil e o endividamento. O crédito fácil ajudou à ruína dos portugueses? Dê-nos a sua opinão mais abaixo ou através do 21.351.05.90, em mensagem de voz, até às 16h da próxima 5ªf. A crónica de Carla Hilário Quevedo é publicada aqui em parceria com o jornal Metro.

 

Crédito fácil

O Fernando sonha com viagens. Mas com três filhos era difícil realizar os seus sonhos. Um dia pediu um empréstimo e levou a família numas merecidas férias às Caraíbas. Como? Pediu dinheiro emprestado a uma empresa de crédito a particulares. O juro não era alto e a taxa fixa convencera o Fernando de estar a fazer um óptimo negócio. Mas a vida mudou. As férias nas Caraíbas correram mal e a mulher pediu o divórcio. Com apenas um salário para tantas pensões de alimentos, o Fernando deixou de cumprir o pagamento da mensalidade à empresa de crédito. Nunca mais teve férias na vida. A Vanda e o Paulo moravam numa casa velha e um dia decidiram fazer obras. Pediram dinheiro emprestado a uma empresa de crédito a particulares. O juro não era alto e a taxa fixa convencera ambos de estarem a fazer um óptimo negócio. Mas a vida mudou. A empresa onde a Vanda e o Paulo trabalhavam fechou e deixaram de pagar a mensalidade à empresa. O Luís queria muito ter um iPad. Quando percebeu que o banco o financiava para o comprar em suaves prestações de quarenta euros por mês, durante 24 meses, nem hesitou. Era só mais um empréstimo que contraía, além do crédito à habitação, o empréstimo para pagar o carro e o cartão de crédito. Eram só mais quarenta euros por mês. Um dia o Luís viu que o banco afinal era o dono de tudo o que achava ser seu. Vendeu o carro, pagou o empréstimo automóvel e passou a andar de autocarro. Graças a um segundo emprego, durante dois anos pagou o cartão de crédito e o iPad. Manteve o crédito à habitação. Passados dois anos, no dia mais feliz da sua vida, o Luís cortou o cartão de crédito à tesoura. O crédito fácil ajudou à ruína dos portugueses?



publicado por jazza-me
link do post | comentar | ver comentários (5)

Quinta-feira, 31 de Março de 2011
Rádio Blogue: Censos 2011

 

Chegados ao fim-de-semana revemos as opiniões sobre a crise política em Portugal.

 

Com Carla Hilário Quevedo e Betânia Valente

6ªf, 1 de Abril- 11h35/ 17h40

Domingo, 3 de Abril - 18h35

 

Os Censos 2011 são o tema da crónica de Carla Hilário Quevedo, publicada aqui em parceria com o jornal Metro. As questões relativas à saúde e ao trabalho têm causado polémica. Os Censos 2011 falham o objectivo de recolher mais informações sobre a população? As perguntas dos questionários são correctas? Dê a sua opinião, se preferir, através do 21.351.05.90, até às 16h da próxima 5ªf.

 

Censos 2011 No primeiro dia de entrega dos formulários dos Censos 2011, as queixas principais sobre o questionário do recenseamento nacional eram duas. O presidente da Associação Portuguesa de Deficientes, Humberto Santos, afirmou que «as perguntas no Censos 2011 não vão permitir fazer a diferença entre as pessoas com deficiência e as pessoas que perderam capacidades devido à idade, seja visão, audição, mobilidade ou outra». Basta estar atento ao ponto 10 do questionário individual, que se limita a indagar sobre o grau de dificuldade das pessoas na realização de algumas tarefas devido a problemas de saúde ou envelhecimento. A ausência de uma simples questão comprova que a deficiência não faz parte das inquietações dos recenseadores. Outra falha no inquérito diz respeito ao modo como se exerce a profissão. A pergunta 32 do questionário individual pede para ter atenção ao seguinte: «Se trabalha a ‘recibos verdes’, mas tem um local de trabalho fixo dentro de uma empresa, subordinação hierárquica efectiva e um horário de trabalho definido, deve assinalar a opção ‘Trabalhador por conta de outrem’». Por causa desta indicação, que não permite conhecer a realidade dos falsos recibos verdes, três movimentos de trabalhadores precários e os promotores do protesto da Geração à Rasca entregaram no tribunal uma acção judicial a exigir a alteração da pergunta. O Instituto Nacional de Estatística defende, no entanto, que os inquéritos dos censos obedecem a recomendações internacionais, que permitem a comparação nos dados do emprego. Os Censos 2011 falham o objectivo de recolher mais informações sobre a população? As perguntas dos questionários são correctas?



publicado por jazza-me
link do post | comentar | ver comentários (6)

Sexta-feira, 28 de Janeiro de 2011
Rádio Blogue: nomes próprios

 

Este final de semana revemos as opiniões de todos sobre a campanha para as eleições presidenciais...

 

Com Carla Hilário Quevedo e Filipa Paramés

6ªf, 28 de Janeiro- 10.35/ 19.35

Domingo, 30 de Janeiro- 18.35

 

Ao longo dos próximos dias queremos saber o que pensa sobre nomes próprios. Compreende os critérios para a admissão de vocábulos como nomes próprios? Até que ponto devem ser permitidos nomes inventados que desafiam a compreensão e a ortografia? Deixe a sua opinião através do 21.351.05.90, se preferir, até às 15h da próxima 5ªf. A crónica de Carla Hilário Quevedo é publicada aqui em parceria com o jornal Metro.

 

Nomes próprios

A decisão de dar a uma filha o nome Lyonce Viiktórya foi recebida pelo país com estupefacção. Luciana Abreu e Yannick Djaló, os pais da inocente, explicaram num comunicado que Lyonce resultava da «fusão entre Luciana e Yannick» e que Viiktórya representava um grito de revolta contra a maldade no mundo, etc. Uma fonte do Ministério da Justiça disse ao Correio da Manhã que «os nomes próprios estrangeiros são permitidos se algum dos progenitores do registando for estrangeiro ou tiver outra nacionalidade além da portuguesa». Sabemos que Djaló é natural da Guiné-Bissau. Mas Lyonce Viiktórya não é um nome estrangeiro. É só inventado. Recomendo, a propósito, uma consulta à lista de vocábulos admitidos e não admitidos como nomes próprios do Instituto dos Registos e do Notariado. Aí temos os nomes que foram motivo de consulta e despacho até Setembro do ano passado. Houve, por exemplo, quem tivesse consultado o Registo Civil sobre o nome Adonai para um filho. O nome foi aprovado. No entanto, Deus só é permitido como segundo nome, precedido da partícula «de». Já Deusa, Deusa Bela ou o vocábulo único Deusabela estão, graças ao Estado, fora de questão. Quase todos os nomes próprios que começam pela letra «k» foram recusados. E talvez por estar escrito com zê, Elizabete não foi aprovado. Joana do Mar, Laura do Mar e Maria do Mar são permitidos. Mas Maria Sol, não. Musa não. Ninfa, sim. Teresinha, sim. Rosinha, não. Salazar, sim. Fidel, não. Compreende os critérios para a admissão de vocábulos como nomes próprios? Até que ponto devem ser permitidos nomes inventados que desafiam a compreensão e a ortografia?



publicado por jazza-me
link do post | comentar | ver comentários (7)

Quinta-feira, 20 de Janeiro de 2011
Rádio Blogue: linguagem e presidenciais

 

Em final de semana revemos as opiniões sobre homofobia e liberdade de expressão...

 

Com Carla Hilário Quevedo e Antonieta Lopes da Costa

6ªf, 21 de Janeiro- 10.35/ 19.35

Domingo, 23 de Janeiro- 18.35

 

Nos próximos dias queremos saber o que pensa da forma com os candidatos às eleições presidenciais se expressaram durante a campanha. Como viu a campanha? Pode deixar o seu comentário, se preferir, através do 21. 351. 05. 90 em mensagem gravada. A crónica de Carla Hilário Quevedo é publicada aqui em parceria com o jornal Metro.

 

Linguagem e presidenciais

A campanha para as presidenciais terminou com a frase surpreendente de Fernando Nobre num comício em Coimbra: «Só é possível demoverem-me da minha intenção de uma maneira, e nessa altura ousem fazê-lo, e vocês verão o que o povo português fará: dêem-me um tiro na cabeça, porque sem um tiro na cabeça eu vou para Belém». Num momento de fado, tango e falta de jeito, o candidato parece ter esquecido que não basta não levar um tiro para ir para Belém: é preciso ganhar as eleições. É apenas a falta de vontade dos portugueses que impedirá Fernando Nobre de ser Presidente da República. No dia a seguir à declaração insólita, o candidato veio dizer que recebera telefonemas anónimos a ameaçá-lo, o que me obrigou a tentar perceber em que medida constituía uma ameaça e para quem. À falta de conclusões dignas, é melhor imaginar que Nobre terá tentado usar a carta forte da hipérbole, mas que o pouco talento para as figuras de retórica o atraiçoou. A «linguagem bélica» aplicada ao discurso político não foi, no entanto, exclusiva deste candidato. Defensor Moura declarou «guerra à corrupção», atitude tão nobre quanto oca. Cavaco Silva misturou imagem gastronómica com cenário de devastação e disse ter «pouco apetite» para usar a «bomba atómica» da dissolução da Assembleia, o que me fez respirar de alívio, porque a bomba atómica é má. José Manuel Coelho, o «coelhinho lindo», deputado regional madeirense da Nova Democracia, preferiu a metáfora doméstica e apelou à necessidade de dar uma «vassourada na Justiça». Francisco Lopes optou pela imagem aquática e alertou para o «afundamento do país». Já o caçador-poeta Manuel Alegre queixou-se de que «a democracia está muito amputada», o que torna tudo «muito» definitivo. Como viu a campanha para as presidenciais?



publicado por jazza-me
link do post | comentar | ver comentários (6)

Quinta-feira, 23 de Dezembro de 2010
Rádio Blogue: imagem de Portugal

(Imagens daqui e daqui)

 

Este fim-de-semana revemos as opiniões dos ouvintes sobre a imagem de Portugal, a partir da crónica de Carla Hilário Quevedo, publicada aqui em parceria com o jornal Metro. O Rádio Blogue regressa de férias a 5 de Janeiro de 2011.

 

Com Carla Hilário Quevedo e Antonieta Lopes da Costa

6ªf, 24 de Dezembro- 10.35/ 19.35

Domingo, 26 de Dezembro- 18.35



publicado por jazza-me
link do post | comentar | ver comentários (1)

Quinta-feira, 18 de Novembro de 2010
Rádio Blogue: portugueses ao volante

 

Este fim-de-semana relemos as opiniões sobre o Facebook, a partir da crónica de Carla Hilário Quevedo, publicada aqui em parceria com o jornal Metro.

 

Com Carla Hilário Quevedo e Antonieta Lopes da Costa

6ªf, 19 de Novembro- 10.35/ 19.35

Domingo, 21 de Novembro- 18.35

 

No próximo domingo, 21, assinala-se o Dia Europeu em Memória das Vítimas da Estrada. Porque é que os portugueses correm tantos riscos ao volante? Deixe o seu comentário, se preferir, através do 21. 351. 05. 90, até às 16h da próxima 5ªf.

 

Portugueses ao volante

Vejamos alguns títulos só do Jornal de Notícias entre os dias 2 de Novembro e 18 do mesmo mês: «Colisão no IP4 fez um morto e cinco feridos»; «GNR registou 1452 acidentes na operação Todos os Santos»; «Acidentes fizeram 602 mortos até Outubro»; «Seis mortos num dia ‘negro’ nas estradas»; «Dois feridos graves em Tondela num acidente que envolveu táxi com crianças»; «Dois acidentes de moto fazem dois mortos»; «Acidente com autocarro em Lagos fez um morto»; e «Despiste na serra da Agrela causa um morto». As notícias sobre acidentes rodoviários graves sucedem a um ritmo quase diário. Em Portugal é infelizmente comum morrer na estrada. Ou ficar incapacitado na sequência de um desastre de viação. Paulo Marques, presidente da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, informou num congresso sobre o tema que entre Janeiro e Abril deste ano morreram nos hospitais 275 pessoas em resultado de acidentes de trânsito. No ano passado, durante o mesmo período, houve 204 óbitos contabilizados até à entrada do hospital. Os peões, até agora ignorados pelas estatísticas, vieram ainda aumentar os números das vítimas da estrada. Quanto aos motivos por que estes acidentes acontecem sabemos o suficiente para nos parecerem evitáveis. Excessos de velocidade, álcool ou cansaço são algumas das explicações conhecidas. Há, no entanto, outra menos falada e igualmente nociva para si próprio e para os outros: o excesso de confiança ao volante. A soberba é observada sobretudo em condutores em localidades pequenas e também nos meios urbanos. Esta atitude de indiferença pelos que partilham um espaço comum é, no meu entender, a base do problema. No entanto, nem as campanhas mais explícitas nem a frieza dos números têm levado os condutores a modificar a sua atitude na estrada. O Dia Europeu em Memória das Vítimas da Estrada, celebrado este ano a 21 de Novembro, é uma iniciativa emotiva em que é evocada publicamente a memória dos que perderam a vida ou a saúde nas estradas e ruas portuguesas. São iniciativas como esta que podem chegar a modificar o comportamento das pessoas ao volante? Porque são os portugueses tão arriscados a conduzir?



publicado por jazza-me
link do post | comentar | ver comentários (7)

Sexta-feira, 5 de Novembro de 2010
Rádio Blogue: divórcio

 

Este fim-de-semana conferimos opiniões várias sobre a crise e as presidenciais...

 

Com Carla Hilário Quevedo e Betânia Valente

6ªf, 5 de Novembro- 10.35/ 19.35

Domingo, 7 de Novembro- 18.35

 

Nos próximos dias queremos saber o que pensa do casamento e da alta taxa de divórcios que temos em Portugal. A crónica de Carla Hilário Quevedo pode ler-se esta 6ªfeira no jornal Metro, com o qual o Rádio Blogue tem parceria. Dê a sua opinião através do 21.351.05.90, se preferir, até às 16h da próxima 5ªf.

 

Divórcio

Promessas de amor eterno, até que a morte nos separe, têm cinquenta por cento de probabilidades de serem cumpridas. Um em cada dois casamentos em Portugal acaba em divórcio. Segundo dados recentes do Instituto Nacional de Estatística, no passado ano houve 40.391 casamentos e 26.464 divórcios. Será a média de 72 divórcios por dia suficientemente expressiva do modo como os portugueses encaram o casamento? É inevitável pensarmos que não ligam grande coisa à instituição. Parece, no entanto, que vários estudos indicam o desejo de conjugalidade de muitos divorciados. Muitos dos que se divorciam, voltam a casar. Habitualmente, com pessoas diferentes. Sobre os motivos que conduzem à separação não há, contudo, estatística que nos ajude. Os inquéritos também não esclarecem o que leva um casal a viver durante dez anos na mesma casa e a divorciar-se meses depois de ter assinado um papel, nem explicam os que se dizem muito apaixonados deixarem um dia de se poder ver. Apesar da incerteza dominante, talvez poucos casem hoje em dia sem ser por amor. É uma exigência civilizada. Um casal que se ama não fica imune às adversidades previstas e aos problemas inesperados da vida, mas está mais bem equipado para sobreviver aos azares. E para celebrar as alegrias. Num casal que não se ama, as circunstâncias saem sempre vitoriosas. Porque quem não ama, não cuida, não apoia, não se interessa. Só faltas graves que justificam a quebra do contrato amoroso. Mais que enunciar uma lista de explicações para o divórcio, há que perceber que na maioria dos casais que se divorcia há um que invoca que casou com alguém muito diferente de si. Por mais que insistam na alegada atracção entre os opostos, a alma gémea continua a ser a mais procurada. Aposto mais na longevidade amorosa das almas parecidas que em uniões entre pessoas com expectativas muito diferentes. Mesmo contando com as excepções que servem afinal para confirmar a regra. O que esperam as pessoas hoje do casamento? Que motivos justificam o divórcio?



publicado por jazza-me
link do post | comentar | ver comentários (11)

Sexta-feira, 24 de Setembro de 2010
Rádio Blogue: Contos do Vigário

GNR adverte população isolada (daqui)

 

Este fim-de-semana revemos as opiniões que nos chegaram sobre a educação sexual nas escolas...

 

com Carla Hilário Quevedo e Antonieta Lopes da Costa

6ªf, 24 de Setembro- 10.35/ 19.35

Domingo, 26 de Setembro- 18.35

 

Para os próximos dias, a cronista Carla Hilário Quevedo traz a debate a questão das burlas, burlões e suas vítimas. O texto abaixo é publicado aqui em parceria com o jornal Metro. Deixe a sua opinião, se preferir, através do 21.351.05.90, até às 16h da próxima 5ªf.

 

Contos do vigário

Um sujeito engravatado abordou uma septuagenária na rua fazendo de conta que a conhecia do banco. «Nunca mais apareceu na Caixa.» A septuagenária, que tinha conta na Caixa e pouca memória para caras, parou e respondeu como se tivesse sido apanhada em falso que realmente não, há muito que não ia ao banco. «Peço para me transferirem o ordenado, sabe?» A culpa leva ao excesso de partilha de informações. O sujeito engravatado continuou e informou a senhora de que o código do cartão tinha mudado. Prestável como poucos, disponível no meio da rua, propôs que fossem ambos ao Multibanco mais próximo. Ou melhor, que fossem os três: ele próprio, funcionário dedicado, a senhora amnésica e culpada, e o cartãozinho a precisar de actualização. Felizmente, a septuagenária era viva e mandou o sujeito engravatado dar uma volta. É esta vivacidade que falta aos casais de velhotes que entregam as poupanças de uma vida ao primeiro vigarista que aparece nas redondezas. O mesmo discernimento salvífico está ausente naqueles que adquirem com alegria a Ponte sobre o Tejo e assinam papéis para serem os dignos proprietários da Torre de Belém. Ser enganado faz parte da vida, mas há histórias de engano mais rocambolescas que outras. Dois belgas abordaram o BCP, a Câmara Municipal de Évora e uma empresa de construção civil com a intenção de pedir financiamento para a construção de uma fábrica de aviões. Um dos sujeitos apresentava-se como o Príncipe da Transilvânia e o cúmplice como cavaleiro do Principado da Transilvânia. Em Évora, nada disto soou mal, pois a autarquia até lhes chegou a ceder o direito de superfície de uma área de 2600 metros quadrados junto ao aeródromo local. Certamente por receio de os títulos não serem assaz sonantes para enrolar os do BCP, os dois alegados vampiros ainda se fizeram acompanhar de uma ministra da República do Congo, que estaria interessada em comprar os aviões fabricados em Portugal. Qual septuagenária viva, o BCP ouviu e chumbou a proposta. Os dois belgas estão a ser julgados por cinco crimes de burla qualificada. Os portugueses já foram mais fáceis de enganar?



publicado por jazza-me
link do post | comentar | ver comentários (4)

Sexta-feira, 10 de Setembro de 2010
Rádio Blogue: reality-shows

"The Biggest Loser" e "Big Brother Famosos"

 

No primeiro Rádio Blogue da rentrée, a cronista Carla Hilário Quevedo trouxe ao debate as questões de segurança e paranóia. Este fim-de-semana ouvimos os comentários ao tema com...

 

Carla Hilário Quevedo e Antonieta Lopes da Costa

6ªf, 10 de Setembro- 10.35/ 19.35

Domingo, 12 de Setembro- 18.35

 

Ao longo dos próximos dias queremos saber o que pensa dos reality-shows. O texto abaixo, com a assinatura de Carla Hilário Quevedo, é publicado aqui em parceria com o jornal Metro. Deixe a sua opinião, se preferir, através do 21.351.05.90. Até às 16h da próxima 5ªf.

 

Reality-shows

A televisão a que chamamos da vida real começou há dez anos no nosso país. A primeira edição do Big Brother fez história, não apenas por causa do que se passou na casa da Venda do Pinheiro, mas porque o formato dava a impressão de estarmos a ser espectadores privilegiados de uma realidade que nos tinha sido vedada até então. Depressa ficou claro que a vida real televisiva era construída a partir dos momentos menos entediantes do quotidiano dos participantes. Estes instantes que se podiam contar eram, por sua vez, provocados com jogos e festas. O sucesso do Big Brother viveu da ilusão muito bem explorada de estarmos a assistir em primeira mão, e individualmente, a acontecimentos escabrosos ou banais passados numa casa, onde vivia um grupo de pessoas anónimas. A ânsia de entender os comportamentos daquelas pessoas naquela circunstância obrigou à mobilização de especialistas. Comentadores em geral não resistiram à tentação de tirar conclusões universais sobre a natureza humana a partir do pontapé do Marco. Portugal parava há dez anos para assistir ao Big Brother. A partir daí, a televisão da vida real optou por se especializar. Cozinheiros, estilistas, modelos, gente a ganhar dinheiro por dizer verdades irrelevantes e, mais recentemente, obesos são alguns desses casos. Em «The Biggest Loser», ganha quem perder mais quilos. Num dos últimos episódios, Jillian, a treinadora, teve a ideia de chamar a sua mãe, psicoterapeuta de profissão, para ouvir as aflições de alguns dos participantes. Assistimos às sessões de terapia e à exposição do que levaria os concorrentes a comer abusivamente. Foi pesado, passo a expressão. É certo, no entanto, que a violência não é invulgar para o espectador habituado a ver os filmes de terror em que se tornaram os reality-shows. Menos habitual, no entanto, é haver cenas de violência física em concursos de caça a talentos, como é o caso do X Factor. Lisa Parker e Abbey Johnson foram juntas à audição em Birmingham. Depois de terem insultado o público e o júri, mostraram ser umas nódoas na cantoria. A audição acabou com Abbey a dar um soco na amiga. O que mais podemos esperar da televisão e dos reality-shows?



publicado por jazza-me
link do post | comentar | ver comentários (3)

Sexta-feira, 6 de Agosto de 2010
Rádio Blogue: Férias

(Fotografias daqui)

 

No último Rádio Blogue antes das férias ouvimos as opiniões que nos chegaram sobre a proibição das touradas...

 

com Carla Hilário Quevedo e Betânia Valente

6ªf, 6 de Agosto- 10.35/ 19.35

Domingo, 8 de Agosto- 18.35

 

O Rádio Blogue regressa no início de Setembro, em parceria com o jornal Metro e com as crónicas de Carla Hilário Quevedo.

 

(Nota: o destaque ao Jazz em Agosto ouve-se, esta 6ªf, excepcionalmente, depois das 11h.)



publicado por jazza-me
link do post | comentar

Quinta-feira, 15 de Julho de 2010
Rádio Blogue: Boleia solidária

 

O filho de Cristiano Ronaldo, o fim do jornal 24 Horas e a revista Playboy foram os temas propostos na semana passada por Carla Hilário Quevedo. Amanhã, com repetição no domingo, revemos os comentários.

 

Com Carla Hilário Quevedo e Antonieta Lopes da Costa

6ªf, 16 de Julho- 10.35/ 19.35

Domingo, 18 de Julho- 18.35

 

Nos próximos dias queremos saber o que pensa da partilha de carros. A proposta é de Carla Hilário Quevedo, cujo texto publicamos aqui em parceria com o jornal Metro. Se preferir, pode dar-nos a sua opinião através do 21.351.05.90, até às 16h da próxima 5ªf.

 

Boleia solidária

As campanhas de sensibilização dos portugueses à utilização dos transportes públicos em detrimento do automóvel poluente nunca são muito fáceis de fazer. Pedir às pessoas que alterem o seu estilo de vida por causa do ambiente pode até ser ouvido e percebido mas demora sempre tomar as decisões que levam à mudança. Os momentos de crise económica podem ser aproveitados para reavaliar os nossos hábitos. Deixar o carro em casa e passar a usar os transportes públicos parece ser uma mudança boa, mas só para os que não morarem numa zona da cidade com maus acessos entre a casa e o local de trabalho. Por vezes, é preciso ter condições para mudar de vida, e apesar das melhorias visíveis na rede de transportes citadina, os portugueses urbanos continuam a levar o carro para todo o lado. A utilização da bicicleta na Lisboa das sete colinas só não é uma dor de cabeça para os profissionais do ciclismo. Mas de todas as ideias de incentivo à redução da poluição automóvel nas cidades, o carpooling tem sido a menos popular. Se convencer as pessoas a trocar o carro pelo autocarro é difícil, mais complicado será persuadir o condutor individualista de não haver nada melhor que partilhar o seu espaço. O carpooling consiste em usar um automóvel pessoal para transportar o maior número de passageiros. Ter o mesmo destino, morar na mesma zona e ter os mesmos horários de trabalho são condições importantes para este sistema de boleia solidária funcionar. Segundo uma notícia no Público, a fraca adesão ao carpooling na Área Metropolitana de Lisboa tem uma razão psicológica. Quem o afirma é Gonçalo Correia, um dos autores de um estudo sobre a viabilidade deste sistema de boleia solidária. O problema é «a questão psicológica de uma pessoa partilhar o seu veículo com outras pessoas, que pode não conhecer tão bem ou mesmo não conhecer». A que se deve a fraca adesão a este sistema de boleia solidária? O carpooling teria mais sucesso se fosse organizado pelas juntas de freguesia ou pelas próprias empresas?



publicado por jazza-me
link do post | comentar | ver comentários (6)

Sexta-feira, 11 de Junho de 2010
Rádio Blogue: Férias!

 

O espaço de opinião Rádio Blogue vai de férias e regressa dia 17 de Junho com novo tema, num texto assinado, como sempre, por Carla Hilário Quevedo, em parceria com o jornal Metro.



publicado por jazza-me
link do post | comentar

Sexta-feira, 4 de Junho de 2010
Rádio Blogue: Cuidar do ego

 

Em final de semana, como habitualmente, revemos os comentários ao tema da semana- no caso, a juventude alcoólica.

 

Com Carla Hilário Quevedo e Antonieta Lopes da Costa

6ªf, 4 de Junho- 10.35/ 19.35

Domingo, 6 de Junho- 18.35

 

Nos próximos dias queremos saber o que pensa da obsessão com a imagem. O texto de Carla Hilário Quevedo é publicado aqui em parceria com o jornal Metro. Se preferir, pode dar-nos a sua opinião através do 21.351.05.90. Até às 16h da próxima 4ªf, véspera de feriado.

 

Cuidar do ego

Há dois momentos na vida em que homens e mulheres desvairam. O primeiro acontece com o aparecimento dos raios de sol, por volta de meados de Abril ou no princípio de Maio. A mais um Inverno demasiado longo e frio, em que todas as partes do corpo viveram escondidas e sossegadas, sucede o momento do choque e espanto a experimentar um biquíni de praia ou umas calças levezinhas. Há gordura onde antes havia formosura e há barriga onde antes parecia estar tudo bem. A preocupação com o corpo não é exclusiva das mulheres. Nos últimos anos, as melhores marcas de cosmética têm propagado a ideia de que os homens também se preocupam com a sua imagem. A tese pode parecer paranóica. Mas a actividade publicitária não consiste precisamente em criar necessidades em mercados desinteressados? Porém, a preocupação masculina com o corpo não é uma novidade. Por volta de meados de Abril ou no princípio de Maio lá estão eles e elas a correr na passadeira, aflitos por abater os excessos invernosos. Os ginásios, quase vazios até à Primavera, de repente ganham vida. Há que voltar a poder caber naquelas calças e vestir um biquíni com dignidade, e assim atenuar a insegurança sazonal. Depois há-de vir o sol que bronzeia e também esconde. E nadar faz tão bem às pernas e à saúde. No Verão, a maior parte dos ginásios fecha, o que é bem-vindo nos casos raros dos clientes que os frequentam no mínimo quatro vezes por semana e assim descansam. Os outros não querem saber. A segunda época de desvario acontece depois dos cinquenta anos. Além do físico cada vez menos prodigioso, os efeitos da lei da gravidade começa a angustiar homens e mulheres. Cantores, actores e figuras que vivem da imagem parecem querer recuperar o irreparável através de intervenções cirúrgicas invasivas. Assim, rumores de que Madonna pode gastar 200 mil dólares a retocar a cara não surpreende muita gente. As operações plásticas e os ditos retoques são já um hábito nos nossos dias? A que se deve esta obsessão generalizada com a imagem?



publicado por jazza-me
link do post | comentar | ver comentários (4)

Quinta-feira, 27 de Maio de 2010
Rádio Blogue: Juventude alcoólica

 

Em final de semana ouvimos as opiniões que nos foram chegando sobre o caso da professora Bruna Real...

 

... com Carla Hilário Quevedo e Antonieta Lopes da Costa

6ªf, 28 de Maio- 10.35/ 19.35

Domingo, 30 de Maio- 18.35

 

Nos próximos dias queremos saber o que pensa da juventude alcoólica. O texto, com a assinatura de Carla Hilário Quevedo, é publicado aqui em parceria com o jornal Metro. Pode dar-nos a sua opinião, se preferir, através do 21.351.05.90. Até às 16h da próxima 5ªf.

 

Juventude alcoólica

Todos os que passaram pela adolescência sabem que é uma época um bocado parva da vida. As certezas absolutas de tudo, a impaciência com os mais novos, os mais velhos e os da mesma idade, e a revolta de ainda não ser adulto para poder fazer o que muito bem quer são algumas das características de um adolescente típico e de adultos que realmente nunca cresceram. Aos 16 anos quase tudo é um problema sem solução à vista, e os excessos tomam conta do crescimento, sobretudo numa fase em que tudo é um exagero. Mas há descontrolos mais nocivos que outros. Um estudo da Deco revelou que mais de metade dos jovens entre os 12 e os 15 anos que tentaram comprar bebidas alcoólicas conseguiram fazê-lo, apesar de a lei actual proibir a venda de bebidas alcoólicas a menores de 16 anos. Segundo uma notícia no Público, a Deco esclareceu que «entre 78 cafés e pastelarias, restaurantes de fast food e super e hipermercados visitados, foi mais fácil obter a bebida nestes últimos estabelecimentos». O estudo é útil, não só porque vem confirmar uma tendência observada em bares de adolescentes, mas também porque aponta outros locais onde as autoridades deverão intervir. A ASAE existe também para fiscalizar os bares onde se vendem «shots» de vodka a rapazes e raparigas que não têm idade para consumir uma única bebida, quanto mais várias de uma vez. Ainda segundo a mesma notícia, um estudo realizado há três anos pela Universidade Nova de Lisboa para o Instituto da Droga e da Toxicodependência revelava que quase nove por cento dos adolescentes entre os 16 e os 17 anos consomem cinco bebidas numa única ocasião. O hábito é repetido três a cinco vezes por mês. As consequências do abuso de consumo de álcool na adolescência são muito graves. Cerca de quarenta por cento dos jovens que morrem em acidentes de viação apresentavam álcool no sangue. E há outras sequelas. João Goulão, presidente do Instituto da Droga e da Toxicodependência alerta para o aparecimento de jovens abaixo dos 30 anos com cirroses. Os adolescentes hoje bebem mais? Como se combate este problema?



publicado por jazza-me
link do post | comentar | ver comentários (4)

Quinta-feira, 13 de Maio de 2010
Rádio Blogue: Namoros

Bus (Soopahgrover) e Suitcases (Phineas H)

 

Em final da semana recuperamos os comentários à visita de Bento XVI a Portugal...

 

... com Carla Hilário Quevedo e Filipa Paramés

6ªf, 14 de Maio- 10.35/19.35

Domingo, 16 de Maio- 18.35

 

Entretanto já temos novo tema de debate em parceria com o jornal Metro. O texto, como sempre, é assinado por Carla Hilário Quevedo. Dê-nos a sua opinião, se preferir, através do 21.351.05.90, até às 16h da próxima 5ªf.

 

Namoros

Do país considerado o mais feliz do mundo chega uma notícia divertida. Durante duas semanas, cem autocarros em Copenhaga vão ter cerca de 250 lugares reservados a solteiros, casados e disponíveis para namorar. O topo encarnado dos assentos indica que quem estiver ali sentado está livre para falar com qualquer pessoa que se queira sentar ao seu lado. A empresa de transportes dinamarquesa Arriva pretende assim seduzir os que andam de carro na cidade, prometendo uma possibilidade de romance no autocarro em troca do automóvel parado na garagem. O porta-voz da Arriva, Martin Wex, afirma que «nunca se sabe o que pode acontecer», mas tem o cuidado de acrescentar que «nada garante que se encontre a pessoa dos seus sonhos». O grande inimigo desta ideia engraçada é a hora de ponta. O que acontece quando o autocarro estiver cheio e os «lugares do amor» forem os únicos disponíveis a grávidas, crianças e pessoas de idade? Ou a quem esteja cansado e queira ir sentado a ler e a ouvir música no regresso a casa? Adivinho vários mal-entendidos nos autocarros de Copenhaga. Ah, mas nada mais romântico que um começo do género: «Alegre? Sozinha? Cansada?». Se um equívoco sorridente pode estar no início de um namoro, o fim deve ser vivido com abundância de lágrimas. Esta é a conclusão de um estudo realizado por um investigador da Universidade do Utah. Christopher Fagundes reuniu sessenta e cinco estudantes universitários separados após terem namorado mais de quatro meses. Os mais afectados com o fim da relação utilizaram palavras feias para descrever a meia laranja que lhes tinha saído podre. Um mês depois, estes tinham ultrapassado melhor a crise amorosa do que os mais contidos nas palavras, que continuavam a sofrer. O estudo concluía ainda que a família e os amigos podiam ajudar, dizendo o pior possível daquele ou daquela que partira o coração alheio. Um final intenso e dramático, de preferência com claque, é apresentado como o mais saudável para partir para outra, por assim dizer. As pessoas têm dificuldades de relacionamento? Qual é a melhor maneira de acabar um namoro?



publicado por jazza-me
link do post | comentar | ver comentários (7)

Sexta-feira, 30 de Abril de 2010
Rádio Blogue: Decisões judiciais

 

À entrada do fim-de-semana reflectimos sobre educação e punição, a propósito do regresso dos castigos corporais às escolas públicas de Temple no Texas, Estados Unidos.

 

Com Carla Hilário Quevedo e Antonieta Lopes da Costa

6ªf, 30 de Abril- 10.35/ 19.35

Domingo, 2 de Maio- 18.35

 

A partir de hoje temos novo tema para debate, em proposta de Carla Hilário Quevedo, numa parceria com o jornal Metro. Dê-nos a sua opinião aqui mesmo ou através do 21.351.05.90 até às 16h da próxima 5ªf.

 

Decisões judiciais

O Tribunal de Braga condenou a cinco anos de prisão com pena suspensa um homem acusado de violar uma criança de oito anos. O tribunal teve em conta o arguido não ter cadastro, ter confessado o crime e mostrado arrependimento. O tribunal de Matosinhos condenou a 16 anos de prisão o homem que, em Maio de 2009, sufocou a filha de sete anos com um cinto de roupão. «Foi uma ideia que lhe surgiu pela hora do jantar», explicou a juíza-presidente do tribunal, justificando assim a decisão durante a leitura da sentença. A pena máxima não terá sido aplicada porque «o tribunal ficou sem saber qual a motivação» do homicídio. Também no ano passado, em Julho, o Tribunal da Covilhã decidiu aplicar penas suspensas aos seis arguidos no caso do homem que morreu atado às grades de um café. Num caso de crueldade em que um homem morreu depois de ter sido sequestrado e atado de modo a não conseguir libertar-se, o tribunal optou por fazer uma condenação com penas de prisão suspensas a todos os arguidos. Sobre outro caso de crueldade ocorrido em 2006, o Tribunal de Família e Menores do Porto decidiu condenar a penas entre onze e os treze meses de internamento em centros educativos os treze menores envolvidos nos maus-tratos ao transexual Gisberta, encontrado morto num fosso de um prédio. O mais velho dos jovens, com dezasseis anos, terá pedido aos restantes que parassem as agressões que terão sido infligidas a Gisberta, ao longo de vários dias, antes de ser atirada ao fosso com água. Estes são apenas alguns dos casos criminais de que temos conhecimento através da imprensa. Os casos apresentados resultaram em decisões judiciais consideradas profundamente injustas pelos familiares das vítimas. Para estas pessoas a justiça ficou longe de ser feita. Entre a gravidade dos crimes cometidos e as penas aplicadas há um abismo. Como se os crimes tivessem sido cometidos num planeta e fossem julgados noutro. Os tribunais estão demasiado distantes da sociedade? Quem deve tornar as decisões judiciais mais claras para todos?



publicado por jazza-me
link do post | comentar | ver comentários (5)


Rádio Blog
Carla Hilário Quevedo
Metro - Rádio Europa Lisboa
Tema da semana: Rádio Blogue.
Comente aqui ou em 21 351 05 90.
A sua voz vai para o ar :
6ª feira, 11h35/17h40
Domingo, 18h35






Rádio Europa Lisboa
Rua Latino Coelho, 50 - 1º
1050-137 Lisboa, Portugal
Tel.: 21 351 05 80

Email   Estamos no Facebook   Siga-nos no Twitter
Emissão online:

clique para ouvir a emissão da europa


Rádio Blog
Carla Hilário Quevedo
Metro - Rádio Europa Lisboa
Tema da semana: Rádio Blogue.
Comente aqui ou em 21 351 05 90.
A sua voz vai para o ar :
6ª feira, 11h35/17h40
Domingo, 18h35



POSTS RECENTES

Rádio Blogue

Rádio Blogue: rádio blogu...

Rádio Blogue: campanha el...

Rádio Blogue: debates ele...

Rádio Blogue de regresso ...

Rádio Blogue: crédito fác...

Rádio Blogue: Censos 2011

Rádio Blogue: nomes própr...

Rádio Blogue: linguagem e...

Rádio Blogue: imagem de P...

Rádio Blogue: portugueses...

Rádio Blogue: divórcio

ARQUIVOS
TAGS

todas as tags

blogs SAPO
SUBSCREVER FEEDS