Sexta-feira, 10 de Junho de 2011
Rádio Blogue

 

Este fim-de-semana, o Rádio Blogue faz as suas despedidas. A partir de uma crónica semanal de Carla Hilário Quevedo, publicada no jornal Metro e no nosso blogue, o programa feito ao longo de mais de três anos apelou à participação de ouvintes e leitores. Comentários e reflexões, nesta última edição...

 

Com Carla Hilário Quevedo e Antonieta Lopes da Costa

6ªf, 10 de Junho- 11.35/ 17.40

Domingo, 12 de Junho- 18.35



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Sexta-feira, 3 de Junho de 2011
Rádio Blogue: rádio blogue

 

Em final de semana recuperamos os comentários à campanha eleitoral...

 

Com Carla Hilário Quevedo e Antonieta Lopes da Costa

6ªf, 3 de Junho- 11.35/ 17.40

(Devido às eleições, a segunda redifusão de domingo não irá para o ar dia 5 de Junho.)

 

Na próxima semana, o Rádio Blogue faz as suas despedidas e a última crónica de Carla Hilário Quevedo é, a propósito, dedicada a este espaço de opinião e de confronto de ideias. "Foi tão bom para vocês como foi para mim?" Deixe o seu comentário mais abaixo ou através do 21. 351. 05. 90, através de mensagem de voz, até às 16h da próxima 5ªf. A crónica de Carla Hilário Quevedo é publicada aqui em parceria com o jornal Metro.

 

Rádio Blogue

A ideia do Rádio Blogue partiu do Sérgio Coimbra, que me propôs escrever uma crónica que pudesse ser lida no Meia-Hora, e depois no Metro, e ouvida na Rádio Europa. A presença da crónica em vários meios tinha por objectivo o convite à participação de leitores e ouvintes. Podiam fazê-lo por telefone, através do 21 351 05 90, deixando uma mensagem de voz, ou por escrito no blogue da Rádio Europa jazza-memuito.blogs.sapo.pt. Do projecto inicial não fazia parte o programa de rádio que esta semana termina. O convite para comentar as participações partiu da directora da Rádio Europa, Antonieta Lopes da Costa, que não se comoveu com as minhas desculpas de inexperiência radiofónica. O programa apresentava uma dificuldade principal: como falar sobre comentários de outras pessoas a um tema inicialmente escolhido e analisado por mim? Escolhia o tema, dava a minha opinião e, como se fosse pouco, ainda fazia observações sobre os comentários dos participantes. Havia o risco de o Rádio Blogue se tornar uma partida de pingue-pongue decidida inevitavelmente a meu favor. Foi assim que tornei os textos mais descritivos e menos opinativos. Nem sempre foi possível, mas tentei. O título era o tema da semana e a liberdade para comentar era total. Ou quase total. Nestes mais de três anos, o Rádio Blogue terá recebido cinco comentários insultuosos, que foram apagados do blogue e do atendedor de chamadas. A razão para apagar esses comentários foi simples: o insulto exige como resposta o silêncio. Ou muita paciência para explicar. E não eram adequados silêncios num programa de rádio nem longas explicações. Além destes comentários, não foram incluídos os que chegaram depois da gravação e participações por telefone com uma qualidade de som muito fraca. Salvo estas, todas foram admitidas, das mais simpáticas às mais zangadas. Agradeço a todos a participação civilizada e, na maior parte dos casos, bem escrita, bem falada, bem pensada. Agradeço à Antonieta Lopes da Costa a divergência alegre e honesta. Muito obrigada à Betânia Valente, à Filipa Paramés, à Mafalda Costa e à restante equipa da Rádio Europa. Foi tão bom para vocês como foi para mim?



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Sexta-feira, 27 de Maio de 2011
Rádio Blogue: campanha eleitoral

 

Em final de semana recuperamos os comentários ao caso Dominique Strauss-Kahn...

 

Com Carla Hilário Quevedo e Filipa Paramés

6ªf, 27 de Maio- 11.35/ 17.40

Domingo, 29 de Maio- 18.35

 

A campanha eleitoral está ao rubro mas nem por isso os eleitores parecem ter decidido o seu sentido de voto. O que pensa da campanha eleitoral? Quem vai ganhar no dia 5 de Junho? Deixe a sua opinião, se preferir, através do 21. 351. 05. 90, em mensagem gravada, até às 16h da próxima 5ªf. A crónica de Carla Hilário Quevedo é publicada aqui em parceria com o jornal Metro.

 

Campanha eleitoral

Na actual campanha eleitoral parece claro que se fala de tudo menos do que interessa. Sabemos que as exigências incluídas no memorando de entendimento vão fazer parte das responsabilidades do próximo governo, independentemente do partido ganhador ou dos partidos que consigam a maioria dita necessária. Os debates televisivos não trouxeram grandes novidades. Quase todos os partidos repetem o mesmo ou desmentem informações anteriores. Só ficamos com uma ideia dos diversos egos que se confrontam nestas discussões. Os programas dos partidos pouco nos esclarecem. O Partido Socialista apresentou o seu antes das resoluções do memorando e o PSD imediatamente a seguir, o que suscita dúvidas quanto à sua credibilidade. Nos contactos com o povo, a que assistimos todos os dias, ou na rua ou através da televisão, o mais elucidativo que nos é dado ouvir são as respostas, os desmentidos ou os comentários feitos de um partido a outro e de um candidato a outro. Como se fosse pouco, agora temos sondagens quase todos os dias. A novidade é interessante na medida em que parece acrescentar um elemento de suspense à campanha eleitoral. O PS ficará empatado com o PSD? O PSD aumentará a sua magra vantagem em relação ao PS? Conseguirá Paulo Portas ser Primeiro-ministro? E o Bloco, no meio disto tudo? Repetirá o extraordinário resultado das últimas legislativas? Veja a próxima sondagem até à sondagem definitiva no dia 5 de Junho. Entretanto, os temas preferidos dos especialistas são precisamente as sondagens. Ninguém se entende sobre se são afinal as sondagens que influenciam os eleitores ou se são os eleitores que fazem as sondagens. Um especialista dizia há dias que as tendências observadas nos resultados actuais podem levar a uma previsão do resultado eleitoral, mas, por outro lado, uma parte considerável do eleitorado só faz a sua escolha pouco antes de votar. O que pensa da campanha eleitoral? Quem vai ganhar no dia 5 de Junho?



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Sexta-feira, 20 de Maio de 2011
Rádio Blogue: DSK

 

Este fim-de-semana ouvimos diferentes comentários sobre os debates eleitorais...

 

Com Carla Hilário Quevedo e Antonieta Lopes da Costa

6ªf, 20 de Maio- 11.35/ 17.40

Domingo, 22 de Maio- 18.35

 

O caso Dominique Strauss-Kahn tem feito manchetes no mundo inteiro, nos últimos dias, e continua a suscitar inúmeras perguntas. O que aconteceria se o Presidente do FMI tentasse violar uma empregada de hotel em Portugal? A acusação a Strauss-Kahn foi uma surpresa? Haverá uma conspiração? Deixe a sua opinião, se preferir, através do 21. 351. 05. 90, em mensagem gravada, até às 16h da próxima 5ªf. A crónica de Carla Hilário Quevedo é publicada aqui em parceria com o jornal Metro.

 

DSK

Num texto de defesa a Dominique Strauss-Kahn, Bernard-Henri Lévy pergunta o que estava a fazer uma camareira sozinha num quarto de hotel em Nova Iorque, quando é normal a limpeza ser feita por «brigadas» de pelo menos duas empregadas. A resposta é dada no New York Times, por Maureen Dowd, que afirma ter ficado no Sofitel várias vezes e diz ser costume haver apenas uma empregada por quarto. A defesa de Henry-Lévy aproveita um elemento da teoria da conspiração que colocaria Strauss-Kahn no papel de vítima inocente de uma armadilha cuidadosamente armada pelos seus inimigos e potenciais adversários nas próximas eleições. A um mês de ser apontado como o candidato que disputaria a Presidência com Nicolas Sarkozy, Strauss-Kahn é detido em Nova Iorque na sequência de uma acusação de agressão sexual a uma empregada do hotel Sofitel em Times Square, levado algemado pela Polícia a tribunal com o mundo inteiro a assistir. A acusação começou por ser negada por Strauss-Kahn. Pouco tempo depois, a defesa alegava que a relação fora consensual. Dias depois, Strauss-Kahn demitia-se da Presidência do FMI. Ao mesmo tempo, relatos de conduta idêntica vinham à tona e cada vez mais o amigo de Henry-Lévy parecia culpado. O caso da jornalista de Tristane Banon contribuiu para esclarecer um certo comportamento. Tinha 22 anos quando, em 2002, o entrevistou para um livro. A experiência acabou numa tentativa de agressão sexual. O Presidente do FMI foi recentemente descrito por Tristane Banon como sendo «um chimpanzé com cio». O caso foi abafado com a ajuda da própria mãe da vítima. Sucedem relatos similares sobre a conduta de Strauss-Kahn. Resta saber quantos terão sido desculpados e interpretados como «sedução» pelos amigos. Vivemos num país em que um psiquiatra é absolvido por violar uma paciente e em que o violador de Telheiras pode escrever impunemente às suas vítimas. O que aconteceria se o Presidente do FMI tentasse violar uma empregada de hotel em Portugal? A acusação a Strauss-Kahn foi uma surpresa? Haverá uma conspiração?



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Sexta-feira, 13 de Maio de 2011
Rádio Blogue: debates eleitorais

 

Este fim-de-semana recuperamos diversas opiniões sobre a morte de Bin Laden e o terrorismo...

 

Com Carla Hilário Quevedo e Antonieta Lopes da Costa

6ªf, 13 de Maio- 11.35/ 17.40

Domingo, 15 de Maio- 18.35

 

Os debates eleitorais estão aí, de novo, apesar das medidas já acordadas com a troika. Havia outra solução para Portugal sair desta situação? A esquerda fez bem em não estar presente nas negociações com a «troika»? Perante este cenário, para que servem os debates eleitorais? Dê-nos a sua opinião mais abaixo ou através do 21. 351 05 90, até às 16h da próxima 5ªf. A crónica de Carla Hilário Quevedo é publicada aqui em parceria com o jornal Metro.

 

Debates eleitorais

Começaram de novo os debates eleitorais, obrigatórios entre líderes partidários ou candidatos a Primeiro-ministro. Chegámos, mais uma vez, àquele momento em que não sabemos se são os debates que influenciam as sondagens ou se são as sondagens que influenciam os discursos dos participantes. A grande novidade, desta vez, é que estas eleições parecem limitar-se à escolha de três partidos ou à escolha de quem vai liderar um governo que, tudo leva a crer, será no mínimo composto por dois partidos. O PCP e o Bloco de Esquerda, ao negarem a inevitabilidade dos empréstimos para saldar as dívidas nacionais, e ao não quererem assinar nenhum pacto de compromisso, parecem estar voluntariamente auto-excluídos de qualquer solução governamental. A solução desta crise passa por aplicar aquilo a que geralmente se chama medidas de direita ou liberais. Esta particularidade leva-me a pensar que a esquerda tem soluções para distribuir o dinheiro, mas não tem propostas para o ganhar. Estou a simplificar e talvez por isso pareça injusta. Mas se o for, não é culpa minha. Fui levada a esta conclusão por ouvir constantemente os partidos do centro-direita a prometer honrar as obrigações impostas pela «troika», e até a elogiá-las. Ao mesmo tempo, ouvi inúmeros economistas, especialistas e comentadores a concordar que muitas destas medidas que nos são agora impostas já deviam ter sido tomadas há muito tempo. Há muitos portugueses que, desconhecendo o preço alto que pagaremos por causa destas medidas, defendem que era mais que hora de alguém pôr as contas, o estado e os partidos em ordem. Ou seja, em simultâneo com os debates e a campanha decorre uma outra vida em que tudo foi já decidido, e que é a do acordo estabelecido com a «troika» constituída pelo FMI, o Banco Central Europeu e a Comissão Europeia. Havia outra solução para Portugal sair desta situação? A esquerda fez bem em não estar presente nas negociações com a «troika»? Perante este cenário, para que servem os debates eleitorais?



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Quinta-feira, 5 de Maio de 2011
Rádio Blogue: Bin Laden

 

Este fim-de-semana revemos opiniões várias sobre o caso France Telecom...

 

Com Carla Hilário Quevedo e Antonieta Lopes da Costa

6ªf, 6 de Maio- 11.35/ 17.40

Domingo, 8 de Maio- 18.35

 

Nos próximos dias queremos saber o que pensa da morte de Bin Laden. Com o desaparecimento do seu líder, que dizia ser seu dever «trazer a luz ao mundo», podemos ter esperança na extinção da al-Qaida? É mau celebrar a morte de Bin Laden? É bom ter compaixão por um líder terrorista?

Pode deixar a sua opinião, se preferir, através do 21. 351 05 90, em mensagem gravada, até às 16h da próxima 5ªf. A crónica de Carla Hilário Quevedo é publicada aqui em parceria com o jornal Metro

 

Bin Laden

Recebi a notícia da morte de Osama Bin Laden com satisfação. Não a celebrei na rua, como aconteceu em vários locais dos Estados Unidos, mas compreendo a comemoração pública do acontecimento. Os festejos fazem parte do contexto de guerra em que vivemos. O regozijo dos civis americanos e não só é uma forma de empatia com os que perderam familiares e amigos em atentados terroristas. Bin Laden orquestrou dezenas de atentados terroristas em que morreram milhares de pessoas. Mas não é tanto a contabilidade que importa para o caso. Não é por terem morrido mais de três mil pessoas nas Torres Gémeas que a morte de uma pessoa é justificada. O 11 de Setembro foi um acto de guerra a que necessariamente se responde com outro similar. É por esta razão que a guerra é uma coisa horrível. E por mais regras que se queiram impor, nunca deixa de ser imoral. Porém, não há nenhuma razão para um líder de uma organização terrorista ser capturado e levado a tribunal, como se fosse um chefe de estado. Esta, sim, seria uma resposta desadequada num contexto de guerra, porque nem o terrorismo é um país, nem o líder procura a negociação. Compreendo que o que escrevi seja chocante para aqueles que acreditam que Osama Bin Laden não devia ter sido morto pelos americanos porque era um ser humano. Imagino que não apoiariam os conspiradores que tentaram matar Adolf Hitler a 20 de Julho de 1944. Porque Hitler era um ser humano. Parece, no entanto, que a morte destas pessoas é vital para o restabelecimento da paz no mundo. Esta necessidade surge no contexto a que pertencem: a guerra. No caso da guerra moderna, o terrorismo, os ataques são levados a cabo por bombistas suicidas. Gente que não tem nada a perder e que, em nome de uma religião, sacrifica a própria vida e mata inocentes. Com o desaparecimento do seu líder, que dizia ser seu dever «trazer a luz ao mundo», podemos ter esperança na extinção da al-Qaida? É mau celebrar a morte de Bin Laden? É bom ter compaixão por um líder terrorista?



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Quinta-feira, 21 de Abril de 2011
Rádio Blogue de regresso a 28 de Abril

 

Este fim-de-semana revemos as opiniões sobre o crédito fácil...

 

Com Carla Hilário Quevedo e Filipa Paramés

6ª, 22 de Abril- 11.35/ 17.40

Domingo, 24 de Abril - 18.35

 

A crónica de Carla Hilário Quevedo regressa de hoje a oito dias, em parceria com o jornal Metro.



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Sexta-feira, 15 de Abril de 2011
Rádio Blogue: crédito fácil

 

Chegados ao final da semana revemos diversas opiniões sobre a violência no mundo do futebol...

 

Com Carla Hilário Quevedo e Antonieta Lopes da Costa

6ª, 15 de Abril- 11.35/ 17.40

Domingo, 17 de Abril - 18.35

 

Nos próximos dias debatemos o dinheiro fácil e o endividamento. O crédito fácil ajudou à ruína dos portugueses? Dê-nos a sua opinão mais abaixo ou através do 21.351.05.90, em mensagem de voz, até às 16h da próxima 5ªf. A crónica de Carla Hilário Quevedo é publicada aqui em parceria com o jornal Metro.

 

Crédito fácil

O Fernando sonha com viagens. Mas com três filhos era difícil realizar os seus sonhos. Um dia pediu um empréstimo e levou a família numas merecidas férias às Caraíbas. Como? Pediu dinheiro emprestado a uma empresa de crédito a particulares. O juro não era alto e a taxa fixa convencera o Fernando de estar a fazer um óptimo negócio. Mas a vida mudou. As férias nas Caraíbas correram mal e a mulher pediu o divórcio. Com apenas um salário para tantas pensões de alimentos, o Fernando deixou de cumprir o pagamento da mensalidade à empresa de crédito. Nunca mais teve férias na vida. A Vanda e o Paulo moravam numa casa velha e um dia decidiram fazer obras. Pediram dinheiro emprestado a uma empresa de crédito a particulares. O juro não era alto e a taxa fixa convencera ambos de estarem a fazer um óptimo negócio. Mas a vida mudou. A empresa onde a Vanda e o Paulo trabalhavam fechou e deixaram de pagar a mensalidade à empresa. O Luís queria muito ter um iPad. Quando percebeu que o banco o financiava para o comprar em suaves prestações de quarenta euros por mês, durante 24 meses, nem hesitou. Era só mais um empréstimo que contraía, além do crédito à habitação, o empréstimo para pagar o carro e o cartão de crédito. Eram só mais quarenta euros por mês. Um dia o Luís viu que o banco afinal era o dono de tudo o que achava ser seu. Vendeu o carro, pagou o empréstimo automóvel e passou a andar de autocarro. Graças a um segundo emprego, durante dois anos pagou o cartão de crédito e o iPad. Manteve o crédito à habitação. Passados dois anos, no dia mais feliz da sua vida, o Luís cortou o cartão de crédito à tesoura. O crédito fácil ajudou à ruína dos portugueses?



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Quinta-feira, 31 de Março de 2011
Rádio Blogue: Censos 2011

 

Chegados ao fim-de-semana revemos as opiniões sobre a crise política em Portugal.

 

Com Carla Hilário Quevedo e Betânia Valente

6ªf, 1 de Abril- 11h35/ 17h40

Domingo, 3 de Abril - 18h35

 

Os Censos 2011 são o tema da crónica de Carla Hilário Quevedo, publicada aqui em parceria com o jornal Metro. As questões relativas à saúde e ao trabalho têm causado polémica. Os Censos 2011 falham o objectivo de recolher mais informações sobre a população? As perguntas dos questionários são correctas? Dê a sua opinião, se preferir, através do 21.351.05.90, até às 16h da próxima 5ªf.

 

Censos 2011 No primeiro dia de entrega dos formulários dos Censos 2011, as queixas principais sobre o questionário do recenseamento nacional eram duas. O presidente da Associação Portuguesa de Deficientes, Humberto Santos, afirmou que «as perguntas no Censos 2011 não vão permitir fazer a diferença entre as pessoas com deficiência e as pessoas que perderam capacidades devido à idade, seja visão, audição, mobilidade ou outra». Basta estar atento ao ponto 10 do questionário individual, que se limita a indagar sobre o grau de dificuldade das pessoas na realização de algumas tarefas devido a problemas de saúde ou envelhecimento. A ausência de uma simples questão comprova que a deficiência não faz parte das inquietações dos recenseadores. Outra falha no inquérito diz respeito ao modo como se exerce a profissão. A pergunta 32 do questionário individual pede para ter atenção ao seguinte: «Se trabalha a ‘recibos verdes’, mas tem um local de trabalho fixo dentro de uma empresa, subordinação hierárquica efectiva e um horário de trabalho definido, deve assinalar a opção ‘Trabalhador por conta de outrem’». Por causa desta indicação, que não permite conhecer a realidade dos falsos recibos verdes, três movimentos de trabalhadores precários e os promotores do protesto da Geração à Rasca entregaram no tribunal uma acção judicial a exigir a alteração da pergunta. O Instituto Nacional de Estatística defende, no entanto, que os inquéritos dos censos obedecem a recomendações internacionais, que permitem a comparação nos dados do emprego. Os Censos 2011 falham o objectivo de recolher mais informações sobre a população? As perguntas dos questionários são correctas?



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Sexta-feira, 11 de Março de 2011
Rádio Blogue: geração à rasca

(Fotos daqui e daqui)

 

No Rádio Blogue deste final de semana revemos opiniões diversas sobre as recentes afirmações de John Galliano.

 

Com Carla Hilário Quevedo e Antonieta Lopes da Costa

6ªf, 11 de Março- 11.35/ 17.40

Domingo, 13 de Março- 18.35

 

Nos próximos dias queremos saber o que pensa da tão falada "geração à rasca". As queixas da geração à rasca são justas? Como se soluciona esta insatisfação generalizada? O que pensa deste protesto? Deixe a sua opinião, se preferir, através do 21.351.05.90, até às 15h da próxima 5ªf. A crónica de Carla Hilário Quevedo é publicada aqui em parceria com o jornal Metro.

 

Geração à rasca

É possível que o protesto geração à rasca tenha surgido no Facebook, de modo espontâneo, pois parece ser o seguimento do «debate» suscitado pelo tema dos Deolinda. O protesto surge porque os jovens em Portugal assumem ter qualificações a mais para os trabalhos precários e mal pagos que os esperam, quando esperam. Podemos ler no manifesto da geração à rasca: «Somos a geração com o maior nível de formação na história do país». Não estando certa da veracidade da afirmação, a questão do estudo motiva a indignação. Criou-se, no meu entender, uma enorme expectativa de que a licenciatura, o mestrado, etc. resolviam o problema do trabalho seguro e bem remunerado. Como se tivesse sido feita uma promessa que não podia ser cumprida. A expectativa foi alimentada numa geração que investiu na educação dos filhos. Esta geração estava certa. Não tenhamos dúvidas de que o conhecimento é a solução dos problemas do país. O problema é perceber como o aplicamos numa sociedade que ainda não viu que Portugal tem de mudar a sua maneira de pensar e funcionar se quiser sobreviver. O mercado de trabalho não está preparado para receber, por exemplo, alunos de História ou Filosofia. Mas estas pessoas têm um conhecimento que pode ser útil às empresas. O aluno universitário deve, então, perceber o que pretende fazer com o seu curso. A dificuldade de encontrar um trabalho na respectiva área de estudo não deve impedir ninguém de ter a possibilidade de criar o seu próprio emprego no que estudou. Também não deve impedir ninguém de aplicar os seus conhecimentos num trabalho que nada tem que ver com o seu curso. As queixas da geração à rasca são justas? Como se soluciona esta insatisfação generalizada? O que pensa deste protesto?



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Sexta-feira, 4 de Março de 2011
Rádio Blogue: John Galliano

John Galliano e Françoise Dior, sobrinha de Christian Dior (ao centro na fotografia), casada, em 1963, com Colin Jordan, figura principal do movimento neonazi britânico no pós-guerra.

 

Este fim-de-semana revemos as opiniões sobre a inseminação post mortem...

 

com Carla Hilário Quevedo e Antonieta Lopes da Costa

6ªf, 4 de Março- 11.35/ 17.40

Domingo, 6 de Março- 18.35

 

Nos próximos dias queremos saber o que pensa sobre o caso John Galliano, despedido pela Dior. A carreira de John Galliano acabou? O que pensa da «tolerância zero» da Dior a comentários racistas? Deixe a sua opinião, se preferir, através do 21. 351 05 90, até às 15h da próxima 5ªf. A crónica de Carla Hilário Quevedo é publicada aqui em parceria com o jornal Metro.

 

John Galliano

Tudo começou quando o estilista principal da Casa Dior foi detido pela Polícia num bar no Marais, em Paris, por ter insultado um casal que ali se encontrava. John Galliano, bêbado e descontrolado, proferiu barbaridades anti-semitas, que o casal filmou com o telemóvel. Antes mesmo de o vídeo estar disponível em todo o lado, o presidente da Dior suspendia o estilista, por ser política da casa a «tolerância zero» a comentários racistas. Dias mais tarde, a suspensão passaria a despedimento e do despedimento viria um pedido de desculpa do costureiro pelas palavras ditas. Galliano passou de estilista talentoso, original, brilhante, a adorador de Hitler e instigador de ódio semita. O que é que lhe deu? Natalie Portman disse estar revoltada com o comportamento de Galliano e afirmou que não se adequava a um mundo que vive da beleza. Karl Lagerfeld disse estar furioso com o comportamento do estilista. Certo é que, ultimamente, o mundo da moda tem mostrado aspectos bem feios. Jovens modelos a morrer de anorexia, crianças usadas em campanhas publicitárias para adultos, assassinos de um lado para o outro na passarela e costureiros anti-semitas. Afinal, o mundo da moda não parece ser diferente do mais comum dos mundos. Só veste, maquilha e penteia com sofisticação. É, no entanto, decepcionante que a beleza dos vestidos não esteja de acordo com a conduta de quem os cria ou apresenta. E a decepção não vende. As afirmações de Galliano são inaceitáveis por incitarem ao ódio e também por serem contrárias a um negócio que vive de imagens de perfeição. A carreira de John Galliano acabou? O que pensa da «tolerância zero» da Dior a comentários racistas?



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Sexta-feira, 25 de Fevereiro de 2011
Rádio Blog: Inseminação post mortem

 

Este fim-de-semana revemos as opiniões sobre Bullying homofóbico...

O próximo tema é a inseminação post mortem

 

A crónica de Carla Hilário Quevedo é publicada aqui em parceria com o jornal Metro. Dê-nos a sua opinião até às 16h da próxima 5ªf.

com Carla Hilário Quevedo e Antonieta Lopes da Costa

6ªf, 25 de Fevereiro- 11.35/ 17.40

Domingo, 27 de Fevereiro- 18.35

 

Inseminação post mortem

 

Um casal de namorados com problemas de infertilidade viu interrompido o processo de reprodução medicamente assistida por um motivo trágico. O companheiro morreu num acidente antes de estar concluído o procedimento que levaria à formação dos embriões. Apesar da situação, a mulher informou a clínica das suas intenções de continuar com o tratamento. A clínica pediu um parecer ao Conselho Nacional de Procriação Medicamente Assistida, que não autorizou o pedido. O argumento apresentado para esta mulher não poder engravidar do seu companheiro falecido foi o seguinte: não sendo o casal legalmente casado, os herdeiros passam a ser os seus pais e não a namorada. A lei protege sobretudo a herança. A possibilidade de a namorada herdar o sémen congelado do namorado desaparecido requeria a oficialização do relacionamento ou um consentimento por escrito das intenções do que seria o pai da criança. Não havendo casamento nem consentimento por escrito, os herdeiros do companheiro são os seus pais, que não autorizam a inseminação. O tema é complexo e vai muito além dos seus aspectos legais. Voltemos ao início. Um casal de namorados foi a uma clínica fazer um tratamento de infertilidade. Apesar de não conhecermos nenhum pormenor do caso, é fácil concluir que ter um filho era a vontade de ambos. A morte de um dos membros do casal num momento não inicial do processo não teria sido um impedimento da eventual gravidez, se fossem casados um com o outro, ou se existisse um papel assinado por ele a dizer que os espermatozóides lhe pertenciam a ela, e não aos seus pais. A lei precisa de ser revista? Que argumentos encontra para esta mulher não poder ter um filho nestas circunstâncias?



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Sexta-feira, 18 de Fevereiro de 2011
Rádio Blogue: bullying homofóbico

 

Este fim-de-semana revemos as opiniões sobre o uso do Facebook por crianças...

 

com Carla Hilário Quevedo e Antonieta Lopes da Costa

6ªf, 18 de Fevereiro- 11.35/ 17.40

Domingo, 20 de Fevereiro- 18.35

 

O novo tema de debate é a campanha publicitária da Rede Ex Aequo sobre o bullying a alunos homossexuais. Perdeu-se uma boa oportunidade de fazer uma campanha generalizada contra o bullying na escola? Estas campanhas são úteis? A crónica de Carla Hilário Quevedo é publicada aqui em parceria com o jornal Metro. Dê-nos a sua opinião até às 16h da próxima 5ªf.

 

Bullying homofóbico

Cartazes e folhetos de uma campanha contra a discriminação de jovens gays e lésbicas não foram aprovados por dois serviços do Ministério de Educação. A campanha publicitária que pretende chamar a atenção para o bullying nas escolas a alunos homossexuais é da responsabilidade da Rede Ex-Aequo, uma associação de jovens que promove os direitos dos homossexuais e transexuais, e foi financiada pela Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género. O motivo apontado parece ser de cariz burocrático, além de ideológico, segundo avança o Público. Segundo a notícia no jornal, faltou um pedido de autorização formal para a afixação dos materiais da campanha. Além do mais, em reuniões com a Ex-Aequo, representantes do Ministério da Educação alegaram a sua neutralidade «em assuntos que possam ser considerados ideológicos». E em que consistem estes cartazes? Num deles vemos três raparigas parecidas numa sala de aula e a frase: «Ela é lésbica e estamos bem com isso». No outro vemos três rapazes parecidos, no mesmo contexto de sala de aula, e a frase «Ele é gay e estamos bem com isso». A primeira surpresa é a construção da frase decalcada do inglês: «And we’re okay with that». Não custava ter escrito uma frase em português, que até podia ser insolente: «Ele é gay e ninguém tem nada a ver com isso». A segunda surpresa tem que ver com o número de pessoas nos cartazes: três raparigas num e três no outro. Porquê três e não mais? Significa isto que um terço da população juvenil portuguesa é homossexual? A terceira surpresa tem que ver com a própria necessidade desta campanha tão específica. Perdeu-se uma boa oportunidade de fazer uma campanha generalizada contra o bullying na escola? Estas campanhas são úteis?



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Quinta-feira, 10 de Fevereiro de 2011
Rádio Blogue: crianças e Facebook

(Ilustrações daqui)

 

Em final de semana recuperamos os comentários à popularidade e mudança de ideias políticas de Carla Bruni-Sarkozy.

 

Com Carla Hilário Quevedo e Antonieta Lopes da Costa

6ªf, 11 de Fevereiro- 11.35/ 17.40

Domingo, 13 de Fevereiro- 18.35

 

Esta semana assinalou-se o Dia da Internet Segura com uma série de acções destinadas a alertar para o uso da Internet por crianças. Como se resolve o problema da privacidade online? As crianças devem ter Facebook? Há uma idade mínima para participar numa rede social? Deixe a sua opinião, se preferir, através do 21. 351. 05. 90 até às 16h da próxima 5ªf. A crónica de Carla Hilário Quevedo é publicada aqui em parceria com o jornal Metro.

 

Crianças e Facebook

Numa entrevista ao Today Show, Michelle Obama afirmou que não é fã da participação de crianças no Facebook. As duas filhas, Sasha de nove anos, e Malia, de 12, não estão autorizadas a ter contas no Facebook, não apenas por motivos de segurança, mas também porque a mãe não aprova a sua participação nesta rede social. Michelle Obama afirmou que as crianças vivem bem sem Facebook. As suas declarações tiveram eco na imprensa um pouco por todo o mundo, confirmando assim a importância desta rede social, actualmente com mais de quinhentos milhões de utilizadores activos. Já Barack Obama recomendara cautela na participação de crianças no Facebook. Pouco depois de ser eleito, Obama avisou os alunos de uma escola na Virgínia para pensarem duas vezes antes de publicarem qualquer informação privada na Internet, porque as consequências podiam não ser muito agradáveis. O Presidente norte-americano alertava para os perigos da utilização abusiva de informações divulgadas no Facebook, nomeadamente por empregadores. No meu entender, os motivos para preocupação são justificados pela dificuldade em apagar as contas na rede social e pelo controlo cerrado do próprio Facebook ao que é publicado. Recentemente, esta rede social desactivou o perfil de uma utilizadora que publicara uma fotografia sua a amamentar. A atitude originou uma onda de protestos da comunidade online, que exigiu a reactivação da conta de Leslie Power Labbe. Os protestos foram ouvidos e a conta reposta. Tudo isto deve ser motivo de inquietação, pois significa que o Facebook tem um controlo absoluto sobre tudo o que é publicado na rede social. Como se resolve o problema da privacidade online? As crianças devem ter Facebook? Há uma idade mínima para participar numa rede social?



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Sexta-feira, 4 de Fevereiro de 2011
Rádio Blogue: Carla Bruni-Sarkozy

(Foto Gareth Cattermole/Getty Images Europe, daqui)

 

Em final de semana revemos as opiniões de todos sobre os nomes próprios autorizados em Portugal.

 

Com Carla Hilário Quevedo e Antonieta Lopes da Costa

6ªf, 4 de Fevereiro- 11.35/ 17.40

Domingo, 6 de Fevereiro- 18.35

 

Carla Bruni-Sarkozy é hoje mais popular em França do que antes do casamento com o presidente francês, em Fevereiro de 2008. Apesar de ter mudado algumas das suas crenças políticas. Carla Bruni está a ser sincera? Dê-nos a sua opinião, se preferir, através do 21. 351. 05. 90 até às 16h da próxima 5ªf. A crónica de Carla Hilário Quevedo é publicada aqui em parceria com o jornal Metro.

 

Carla Bruni-Sarkozy

Três anos depois do casamento com Nicolas Sarkozy, a popularidade de Carla Bruni aumentou. Numa sondagem publicada pelo jornal France Soir, sessenta e seis por cento de 957 pessoas entrevistadas dizem estar satisfeitas com a primeira-dama francesa. A satisfação aumenta no eleitorado de direita – cerca de 76 por cento – e diminui entre os eleitores de esquerda – apenas 57 por cento. Sessenta e oito por cento dos inquiridos consideram positiva a influência de Carla Bruni sobre o marido. Os números revelados merecem reflexão. O povo francês parece estar rendido à ex-top model e cantora, que admitiu recentemente numa entrevista ao jornal Le Parisien ter mudado de ideias quanto à esquerda «bobo», ou «bourgeois-bohème», a que pertencia quando votava em Itália, e declarou que já «não se sentia de esquerda». Encontramos exemplos desta mudança de ideias em pelo menos dois temas sobre os quais tomou uma posição pública. Quando o ministro da cultura, Frédéric Mitterrand, confesssou num livro ter pago para ter sexo com rapazes na Tailândia, a esquerda francesa exigiu a sua demissão. Carla Bruni-Sarkozy defendeu Mitterrand e acusou a esquerda de «hipocrisia» e «moralismo». Recentemente, a lei que proíbe do uso da burka em locais públicos mereceu o seu aplauso. A mulher do Presidente francês recebeu ameaças de morte por causa da sua opinião pública sobre o tema. Foram atitudes como estas que lhe valeram a simpatia popular. Serem posições que revelam uma mudança de ideias face a um passado politicamente oposto não foi, aparentemente, penalizado pelo povo francês. A mudança não só é aceite como credível, como é premiada na sondagem. Carla Bruni está a ser sincera? Ou assim qualquer pessoa?



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Sexta-feira, 28 de Janeiro de 2011
Rádio Blogue: nomes próprios

 

Este final de semana revemos as opiniões de todos sobre a campanha para as eleições presidenciais...

 

Com Carla Hilário Quevedo e Filipa Paramés

6ªf, 28 de Janeiro- 10.35/ 19.35

Domingo, 30 de Janeiro- 18.35

 

Ao longo dos próximos dias queremos saber o que pensa sobre nomes próprios. Compreende os critérios para a admissão de vocábulos como nomes próprios? Até que ponto devem ser permitidos nomes inventados que desafiam a compreensão e a ortografia? Deixe a sua opinião através do 21.351.05.90, se preferir, até às 15h da próxima 5ªf. A crónica de Carla Hilário Quevedo é publicada aqui em parceria com o jornal Metro.

 

Nomes próprios

A decisão de dar a uma filha o nome Lyonce Viiktórya foi recebida pelo país com estupefacção. Luciana Abreu e Yannick Djaló, os pais da inocente, explicaram num comunicado que Lyonce resultava da «fusão entre Luciana e Yannick» e que Viiktórya representava um grito de revolta contra a maldade no mundo, etc. Uma fonte do Ministério da Justiça disse ao Correio da Manhã que «os nomes próprios estrangeiros são permitidos se algum dos progenitores do registando for estrangeiro ou tiver outra nacionalidade além da portuguesa». Sabemos que Djaló é natural da Guiné-Bissau. Mas Lyonce Viiktórya não é um nome estrangeiro. É só inventado. Recomendo, a propósito, uma consulta à lista de vocábulos admitidos e não admitidos como nomes próprios do Instituto dos Registos e do Notariado. Aí temos os nomes que foram motivo de consulta e despacho até Setembro do ano passado. Houve, por exemplo, quem tivesse consultado o Registo Civil sobre o nome Adonai para um filho. O nome foi aprovado. No entanto, Deus só é permitido como segundo nome, precedido da partícula «de». Já Deusa, Deusa Bela ou o vocábulo único Deusabela estão, graças ao Estado, fora de questão. Quase todos os nomes próprios que começam pela letra «k» foram recusados. E talvez por estar escrito com zê, Elizabete não foi aprovado. Joana do Mar, Laura do Mar e Maria do Mar são permitidos. Mas Maria Sol, não. Musa não. Ninfa, sim. Teresinha, sim. Rosinha, não. Salazar, sim. Fidel, não. Compreende os critérios para a admissão de vocábulos como nomes próprios? Até que ponto devem ser permitidos nomes inventados que desafiam a compreensão e a ortografia?



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Quinta-feira, 20 de Janeiro de 2011
Rádio Blogue: linguagem e presidenciais

 

Em final de semana revemos as opiniões sobre homofobia e liberdade de expressão...

 

Com Carla Hilário Quevedo e Antonieta Lopes da Costa

6ªf, 21 de Janeiro- 10.35/ 19.35

Domingo, 23 de Janeiro- 18.35

 

Nos próximos dias queremos saber o que pensa da forma com os candidatos às eleições presidenciais se expressaram durante a campanha. Como viu a campanha? Pode deixar o seu comentário, se preferir, através do 21. 351. 05. 90 em mensagem gravada. A crónica de Carla Hilário Quevedo é publicada aqui em parceria com o jornal Metro.

 

Linguagem e presidenciais

A campanha para as presidenciais terminou com a frase surpreendente de Fernando Nobre num comício em Coimbra: «Só é possível demoverem-me da minha intenção de uma maneira, e nessa altura ousem fazê-lo, e vocês verão o que o povo português fará: dêem-me um tiro na cabeça, porque sem um tiro na cabeça eu vou para Belém». Num momento de fado, tango e falta de jeito, o candidato parece ter esquecido que não basta não levar um tiro para ir para Belém: é preciso ganhar as eleições. É apenas a falta de vontade dos portugueses que impedirá Fernando Nobre de ser Presidente da República. No dia a seguir à declaração insólita, o candidato veio dizer que recebera telefonemas anónimos a ameaçá-lo, o que me obrigou a tentar perceber em que medida constituía uma ameaça e para quem. À falta de conclusões dignas, é melhor imaginar que Nobre terá tentado usar a carta forte da hipérbole, mas que o pouco talento para as figuras de retórica o atraiçoou. A «linguagem bélica» aplicada ao discurso político não foi, no entanto, exclusiva deste candidato. Defensor Moura declarou «guerra à corrupção», atitude tão nobre quanto oca. Cavaco Silva misturou imagem gastronómica com cenário de devastação e disse ter «pouco apetite» para usar a «bomba atómica» da dissolução da Assembleia, o que me fez respirar de alívio, porque a bomba atómica é má. José Manuel Coelho, o «coelhinho lindo», deputado regional madeirense da Nova Democracia, preferiu a metáfora doméstica e apelou à necessidade de dar uma «vassourada na Justiça». Francisco Lopes optou pela imagem aquática e alertou para o «afundamento do país». Já o caçador-poeta Manuel Alegre queixou-se de que «a democracia está muito amputada», o que torna tudo «muito» definitivo. Como viu a campanha para as presidenciais?



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Quinta-feira, 13 de Janeiro de 2011
Rádio Blogue: homofobia e liberdade de expressão

(Imagens daqui e daqui)

 

Em final de semana revemos as opiniões sobre as poupanças dos portugueses...

 

Com Carla Hilário Quevedo e Antonieta Lopes da Costa

6ªf, 14 de Janeiro- 10.35/ 19.35

Domingo, 16 de Janeiro- 18.35

 

Nos próximos dias queremos saber o que pensa sobre os comentários que se têm lido, na internet, a propósito da morte de Carlos Castro. Portugal é um país de homofóbicos? A liberdade de expressão tem limites? Se preferir, pode deixar-nos a sua opinião, em mensagem gravada, através do 21. 351. 05.90 até às 16h da próxima 5ªf. A crónica de Carla Hilário Quevedo é publicada aqui em parceria com o jornal Metro.

 

Homofobia e liberdade de expressão

A história do caso que chocou o país nos últimos dias não demora a contar: um homem foi assassinado por outro num contexto de violência doméstica. A notoriedade do cronista, um homicida de 21 anos e a brutalidade com que o crime foi cometido preencheram páginas de jornais e horas diárias de televisão. Mas apesar de o homicídio de Carlos Castro merecer sobretudo notas de pesar pela vítima, as caixas de comentários de jornais online contrariaram o ingenuamente esperado bom senso, tendo sido invadidas por insultos homofóbicos. O país que viu ser aprovada na Assembleia da República a lei do casamento entre pessoas do mesmo sexo também está nestas caixas de comentários. Negar a evidência é criar uma ilusão sobre uma parte substancial da população que se manifesta, desinibida, na Internet. A coberto ou não do anonimato, aquelas pessoas disseram o que pensavam sobre o caso. E o que pensam é assustador. O facto levou a que Ferreira Fernandes, no Diário de Notícias, mostrasse uma preocupação especial com os comentários nos jornais online que incluíam ameaças de morte. O problema é sério, mas não é difícil de resolver: estes comentários devem ser censurados e denunciados à Polícia. O caso da página do Facebook de apoio ao assassino é de Polícia e deve ser resolvido pelos tribunais. O combate à homofobia, no entanto, não se faz combatendo a liberdade de expressão. Não é proibindo as pessoas de falar que a sua opinião muda. A balbúrdia inerente à democracia é preferível à compostura própria do politicamente correcto. Portugal é um país de homofóbicos? A liberdade de expressão tem limites?



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Sexta-feira, 7 de Janeiro de 2011
Rádio Blogue: poupança à portuguesa

 

No regresso do Rádio Blogue, neste início de ano, queremos saber o que pensa das poupanças dos portugueses. Os portugueses não poupam porque não têm dinheiro ou por não terem hábitos de poupança? Não gastar é bom para o país? Não era a despesa que estimulava a economia?

O texto é assinado por Carla Hilário Quevedo e publicado aqui em parceria com o jornal Metro. Deixe o seu comentário, se preferir, através do 21. 351. 05. 90 até às 15h da próxima 5ªf.

 

Poupança à portuguesa

As notícias sobre a relação instável dos portugueses com a poupança são muito confusas. Por exemplo, em Novembro, os dados do estudo Basef Banca da Marktest indicavam um aumento da percentagem da população que dizia destinar uma parte maior do seu rendimento à poupança. Mas em Dezembro, apenas um mês depois, tínhamos a notícia da confirmação do contrário: a taxa de poupança dos portugueses no último trimestre de 2010 foi a mais baixa dos últimos dois anos. Em que é que ficamos? Talvez no de sempre: quem tem dinheiro, poupa. Quem não tem, não pode poupar por muito que o queira fazer. Mas o problema aumenta quando se contraem dívidas com a expectativa de uma poupança por antecipação. Parece confuso mas a explicação é simples. A compra de produtos a um preço que parece menor quando comparado com o anunciado num futuro próximo é vista como uma oportunidade. Compre mais barato agora o que será mais caro daqui a dias. A corrida às lojas antes de 1 de Janeiro por causa dos saldos e do aumento do IVA é um exemplo desta ideia de poupança por antecipação. Outro é a compra desenfreada de carros antes de o ano acabar. O fim do incentivo ao abate de automóveis em fim de vida, o aumento do Imposto sobre Veículos e o do IVA para 23 por cento foram motivos mais que suficientes para gastar dinheiro. A solução de poupança no fim de ano lembra os descontos espectaculares de sete euros em compras de setenta: só tem de gastar 63… Os portugueses não poupam porque não têm dinheiro ou por não terem hábitos de poupança? Não gastar é bom para o país? Não era a despesa que estimulava a economia?



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Quinta-feira, 23 de Dezembro de 2010
Rádio Blogue: imagem de Portugal

(Imagens daqui e daqui)

 

Este fim-de-semana revemos as opiniões dos ouvintes sobre a imagem de Portugal, a partir da crónica de Carla Hilário Quevedo, publicada aqui em parceria com o jornal Metro. O Rádio Blogue regressa de férias a 5 de Janeiro de 2011.

 

Com Carla Hilário Quevedo e Antonieta Lopes da Costa

6ªf, 24 de Dezembro- 10.35/ 19.35

Domingo, 26 de Dezembro- 18.35



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Quinta-feira, 18 de Novembro de 2010
Rádio Blogue: portugueses ao volante

 

Este fim-de-semana relemos as opiniões sobre o Facebook, a partir da crónica de Carla Hilário Quevedo, publicada aqui em parceria com o jornal Metro.

 

Com Carla Hilário Quevedo e Antonieta Lopes da Costa

6ªf, 19 de Novembro- 10.35/ 19.35

Domingo, 21 de Novembro- 18.35

 

No próximo domingo, 21, assinala-se o Dia Europeu em Memória das Vítimas da Estrada. Porque é que os portugueses correm tantos riscos ao volante? Deixe o seu comentário, se preferir, através do 21. 351. 05. 90, até às 16h da próxima 5ªf.

 

Portugueses ao volante

Vejamos alguns títulos só do Jornal de Notícias entre os dias 2 de Novembro e 18 do mesmo mês: «Colisão no IP4 fez um morto e cinco feridos»; «GNR registou 1452 acidentes na operação Todos os Santos»; «Acidentes fizeram 602 mortos até Outubro»; «Seis mortos num dia ‘negro’ nas estradas»; «Dois feridos graves em Tondela num acidente que envolveu táxi com crianças»; «Dois acidentes de moto fazem dois mortos»; «Acidente com autocarro em Lagos fez um morto»; e «Despiste na serra da Agrela causa um morto». As notícias sobre acidentes rodoviários graves sucedem a um ritmo quase diário. Em Portugal é infelizmente comum morrer na estrada. Ou ficar incapacitado na sequência de um desastre de viação. Paulo Marques, presidente da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, informou num congresso sobre o tema que entre Janeiro e Abril deste ano morreram nos hospitais 275 pessoas em resultado de acidentes de trânsito. No ano passado, durante o mesmo período, houve 204 óbitos contabilizados até à entrada do hospital. Os peões, até agora ignorados pelas estatísticas, vieram ainda aumentar os números das vítimas da estrada. Quanto aos motivos por que estes acidentes acontecem sabemos o suficiente para nos parecerem evitáveis. Excessos de velocidade, álcool ou cansaço são algumas das explicações conhecidas. Há, no entanto, outra menos falada e igualmente nociva para si próprio e para os outros: o excesso de confiança ao volante. A soberba é observada sobretudo em condutores em localidades pequenas e também nos meios urbanos. Esta atitude de indiferença pelos que partilham um espaço comum é, no meu entender, a base do problema. No entanto, nem as campanhas mais explícitas nem a frieza dos números têm levado os condutores a modificar a sua atitude na estrada. O Dia Europeu em Memória das Vítimas da Estrada, celebrado este ano a 21 de Novembro, é uma iniciativa emotiva em que é evocada publicamente a memória dos que perderam a vida ou a saúde nas estradas e ruas portuguesas. São iniciativas como esta que podem chegar a modificar o comportamento das pessoas ao volante? Porque são os portugueses tão arriscados a conduzir?



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