Quarteto de Diogo Vida, Primeiro Festival Porta-Jazz (Foto Ricardo Pinto)
Pianista e compositor, com formação no Conservatório Nacional e estudos na Escola de Jazz Luiz Villas-Boas/Hot Clube de Portugal, ESML e ESMAE, Diogo Vida deu a conhecer, no início do ano, o seu primeiro disco: Alegria (Numérica, 2010), gravado com Zé Pedro Coelho (saxofones tenor e soprano, flauta), Filipe Teixeira (contrabaixo) e João Cunha (bateria). Esta tarde descobrimos a música original de Alegria, à conversa com Diogo Vida.
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Com Mafalda Costa
2ªf, 18 de Abril- 18h
George Shearing faleceu esta 2ªf, aos 91 anos. As notícias da sua morte no The New York Times e no Los Angeles Times. Artigo de 2002 sobre o músico na Jazz Times.
You Taste Like a Song, o terceiro disco de Júlio Resende, depois de Da Alma (2007) e Assim Falava Jazzatustra (2009), que acaba de ser editado pela Clean Feed, é o álbum que descobrimos hoje com o pianista. No formato do trio clássico de piano-contrabaixo-bateria, e gravado com Ole Morten Vagan, Joel Silva, Bruno Pedroso e João Custódio, You Taste Like a Song dá mais liberdade ao piano, num alinhamento de peças originais de Resende e interpretações de temas de Thelonious Monk, John Mayer e dos Radiohead.
You Taste Like a Song tem apresentação ao vivo, com o contrabaixista neozelandês Matt Penman e o baterista Joel Silva, na Culturgest, Lisboa, no próximo dia 18 de Fevereiro.
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Com Mafalda Costa
2ªf, 7 de Fevereiro- 18h
O disco "mais jazz" de Mário Laginha, nas palavras do pianista e compositor, nasceu de um convite da Orquestra Metropolitana de Lisboa e do Teatro São Luiz, para a participação no Festival Chopin, em Junho do ano passado. Mongrel, palavra inglesa que se pode traduzir por mestiço ou rafeiro, revisita 8 peças de Chopin, trabalhadas pelo pianista para o seu trio, com Bernardo Moreira (contrabaixo) e Alexandre Frazão (bateria). Conversa com Mário Laginha, esta tarde, e descoberta do segundo disco do seu trio, depois de Espaço (2007).
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Com Mafalda Costa
2ªf, 31 de Janeiro- 18h
Tiago Sousa (foto Vera Marmelo), "Insónia" (ilustração Pedro Lourenço)
À semelhança das últimas 2 semanas, o Discofonia desta tarde recorda a conversa com um músico que não vem do jazz. Tiago Sousa, pianista, guitarrista e compositor, é, no entanto, um músico que importa conhecer: depois dos discos Crepúsculo (2006) e The Western Lands (2008), disponíveis aqui, Tiago quis fazer um álbum de piano e bateria, em colaboração com João Correia (bateria), que inclui a participação de Ricardo Ribeiro (clarinete). Insónia, lançado no final de 2009, confirma o talento do músico, que se prepara para lançar um novo registo com inspiração na obra de Henry David Thoreau. Walden Pond's Monk tem lançamento marcado para Março de 2011. Hoje voltamos a ouvir Tiago Sousa sobre Thoreau, Erik Satie e a netlabel Merzbau, que criou em 2005, através da qual deu a conhecer inúmeros projectos de músicos portugueses.
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Com Mafalda Costa
2ªf, 27 de Dezembro- 18h
Rui Caetano
Pianista e compositor, Rui Caetano tem dedicado parte do seu ainda jovem percurso ao jazz e à música contemporânea, com formação feita na Escola de Jazz Luiz Villas-Boas/ Hot Clube de Portugal e na New School University, em Nova Iorque. Reflexos (2008), o seu primeiro disco, foi gravado em trio com Bernardo Moreira e Marco Franco. O novíssimo segundo disco, Invisível, que o músico acaba de lançar em edição de autor, volta ao trio clássico de piano, contrabaixo e bateria, com Bernardo Moreira e Bruno Pedroso. Rui Caetano é o convidado da semana no Discofonia.
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Com Mafalda Costa
2ªf, 18 de Outubro- 18h
Sara Serpa (foto João Ornelas)
É um dos discos desta rentrée: Camera Obscura, o segundo álbum da cantora Sara Serpa, depois de Praia, revisita standards e originais do pianista norte-americano Ran Blake e da cantora, num duo de voz e piano. A cantora portuguesa, a viver em Nova Iorque há dois anos, tem colaborado com Greg Osby e Danilo Pérez, Paula Sousa e André Matos. Desta vez reencontrou-se com um músico e compositor que foi também seu professor. A história do encontro de Ran Blake e Sara Serpa e as histórias das 10 canções de Camera Obscura (Inner Circle Music), esta tarde, com a cantora.
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Com Mafalda Costa
2ªf, 13 de Setembro- 18h
Paula Sousa, uma das nossas pianistas e compositoras de jazz, falou-nos do seu percurso na música, dos estudos no Conservatório à Escola do Hot Clube, passando pelas experiências na pop, com os Repórter Estrábico, Ban e Três Tristes Tigres, há cerca de dois anos, quando apresentou Valsa para a Terri, o disco com que se dava a conhecer no meio jazzístico. A pianista que um dia se cansou de esperar pelas oportunidades e se lançou, com os meios que tinha à disposição, à gravação e edição da sua música, surge agora com novo registo de composições originais. Nirvanix, com selo da Jacc Records, editora criada recentemente em Coimbra, tem as colaborações de Afonso Pais, Demian Cabaud, Luís Candeias, Sara Serpa, André Matos, João Paulo Esteves da Silva e Jorge Reis. O concerto de apresentação de Nirvanix está marcado para dia 12 de Julho, no Museu do Oriente, às 22h.
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Com Mafalda Costa
2ªf, 28 de Junho- 18h
Pianista, compositor, apaixonado pelo cinema, pela pintura e pela fotografia. Bernardo Sasseti conta mais de 30 anos na música, ainda que os primeiros 5, diz, sejam para esquecer. Anos de aprendizagem, do fascínio pela rádio e pelos Beatles. De lá para cá dedicou-se à música- sem nunca esquecer o cinema. Motion, o novo disco, gravado em trio com Carlos Barretto (contrabaixo) e Alexandre Frazão (bateria), deu-lhe a oportunidade de se estrear enquanto realizador de várias curtas-metragens feitas a partir de inúmeras fotografias. De tudo isto nos fala esta semana Bernardo Sassetti. Ao vivo, Motion vê-se e ouve-se no sábado, 17 de Abril, a convite da 8ª Festa do Jazz do São Luiz.
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Com Mafalda Costa
2ªf, 5 de abril- 18h
Fotografia de Vera Marmelo, ilustração de Pedro Lourenço (daqui)
Insónia é o terceiro disco de Tiago Sousa, pianista, guitarrista e compositor. Depois de Crepúsculo (2006) e The Western Lands (2008), o músico quis fazer um disco de piano e bateria, que acabou por incluir as colaborações de João Correia (bateria) e Ricardo Ribeiro (clarinete). Lançado no final de 2009, numa edição limitada a 500 exemplares, em vinil, Insónia representa a busca de Tiago Sousa pelo essencial da sua música.
Antes do concerto do próximo dia 20 de Fevereiro no Teatro Maria Matos, em 5teto com João Correia, Ricardo Ribeiro, Joana Guerra (violoncelo) e Rui Dâmaso (teclados, voz, percussão), Tiago Sousa fala-nos da sua música, de Erik Satie e H.D. Thoreau, e ainda da netlabel Merzbau, que criou em 2005, através da qual deu a conhecer inúmeros projectos de músicos portugueses.
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Com Mafalda Costa
2ªf, 15 de Fevereiro- 18h
Nascido em Boston em 1974, o pianista e compositor Aaron Goldberg é já um dos nomes mais respeitados no actual jazz nova-iorquino. Para lá da formação na New School for Jazz and Contemporary Music, dos prémios atribuídos pelo Berklee College of Music e pela revista Downbeat, e de várias bolsas de estudo prestigiadas, Aaron Goldberg tem sido um pianista disputado por músicos como Joshua Redman, John Ellis e Wynton Marsalis, com os quais gravou. No seu percurso assinalam-se também colaborações com Al Foster, Betty Carter e Madeleine Peyroux, mas é com o seu trio que Aaron Goldberg se revela enquanto compositor.
Com Reuben Rogers (contrabaixo) e Gregory Hutchinson (bateria), o pianista está ao vivo no São Luiz, para um concerto único no Jardim de Inverno, na 4ªf, 18 de Novembro, às 23.30. Antes do concerto ouvimos o músico a partir de Luanda.
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Com Mafalda Costa
2ªf, 16 de Novembro- 18h
Pianista e compositor, Alexandre Diniz tem mais de 15 anos na música, com um percurso marcado pelo jazz e pelo blues. Depois de anos a acompanhar Rui Veloso, e de uma formação intensa na Escola do Hot Clube, o Instituto Gregoriano de Lisboa e a E.S.M.A.E., no Porto, o músico lança finalmente um disco de composições próprias (e originais dos pianistas Lyle Mays e Kenny Kirkland). Alba, agora editado, tem apresentação ao vivo na próxima 6ªf, 2 de Outubro, no São Luiz, em Lisboa, com a formação original escolhida por Alexandre Diniz: António Pinto (guitarras), Massimo Cavalli (contrabaixo), Carlos Miguel (bateria) e o convidado João Moreira em trompete e fliscorne.
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Com Mafalda Costa
2ªf, 28 de Setembro- 18h
Artur Pizarro (foto Sven Arnstein)
A dois dias de tocar, no Grande Auditório do CCB, com a Orquestra Sinfónica Portuguesa, o Concerto de Ravel, Artur Pizarro está Na Outra Margem. São dez dedos de conversa, em que o pianista fala sobre o prazer de interpretar esta obra e a sua abordagem ao universo do compositor (de quem gravou, no ano passado, o 2º volume da integral para piano solo), a experiência extraordinária e alucinante de gravar, em apenas 3 dias, os três últimos concertos de Beethoven com Sir Charles Mackerras e a Scottish Chamber Orchestra (o novo registo, duplo, uma vez mais para a Linn Records) e o seu entusiasmante projecto de fazer um CD, em duo a dois pianos com Vita Panomariovaite, exclusivamente preenchido com reportório português, testado no recital que ambos deram recentemente no Cistermúsica, em Alcobaça.
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Com Manuela Paraíso
4ªf, 17 de Junho- 18h
Nem só dos clássicos vive o Dicionário do Jazz. Os músicos portugueses também têm sido convidados a falar, na primeira pessoa, do que os move, na arte e na vida.
O pianista Júlio Resende, por exemplo, que ouvimos esta semana, conta que queria ser astrofísico- mas o seu brinquedo favorito, aos 4 anos, era já o piano. E entre outras coisas ficamos a saber, também, que o disco The Melody at Night, with You, de Keith Jarrett, o seu músico de eleição, é "pura beleza".
Wise Up, no vídeo acima, com imagens de Gonzalo Garcia de Viedma, é um original da norte-americana Aimee Mann, que Júlio Resende gravou no seu primeiro álbum, Da Alma (2007), com Alexandra Grimal (sax tenor), João Custódio (contrabaixo) e João Lobo (bateria).
Com Betânia Valente e Andreia Lago
2ª a 6ªf.- 9.50/ 16.45/ 19.20
Sábado- 17.15
Domingo- 18.15
A pianista Joana Gama, que tem dedicado muito do seu tempo à música contemporânea, nomeadamente a portuguesa, vem a estúdio para falar sobre o seu trabalho como intérprete e sobre o seu muito intenso último ano, com o prémio, os concertos, o início do mestrado e a actividade docente. E ao telefone, antes de partir para a Alemanha, onde frequenta a licenciatura em violino depois de 14 anos de vida e estudo em Portugal, Vladimir Tolpyco, o jovem músico distinguido com o prémio Maestro Silva Pereira, fala sobre a sua participação neste concurso e os seus projectos.
Com Manuela Paraíso
4ªf, 1 de Outubro- 18h
Reflexos é o disco que dá a conhecer o trabalho do pianista e compositor Rui Caetano, que temos visto tocar, nos últimos anos, com José Menezes, Bruno Pedroso ou Jacinta. O resultado de um percurso de 8 anos chega agora ao público, com as colaborações de Bernardo Moreira e Marco Franco. Um trio que vamos poder ver ao vivo, no Hot Clube, entre 13 e 15 de Novembro.
O Discofonia está disponível, em podcast, aqui.
Com Mafalda Costa
2ªf., 29 de Setembro- 18h
2008 marca o regresso de António Pinho Vargas aos territórios do jazz, 12 anos depois do disco A Luz e a Escuridão: primeiro nos concertos com o saxofonista José Nogueira, agora com o duplo álbum Solo, gravado no CCB. Solo percorre temas do passado, recriados apenas em piano, e ouve-se, em recital, no Pequeno Auditório do CCB, no próximo sábado, 5 de Julho, às 21h.
Hoje, o pianista e compositor conversa com Manuela Paraíso sobre este seu disco, a contaminação entre a música erudita e a improvisada, e explica ainda porque Tom Waits é um "bloco de granito".
3ªf, 1 de Julho- 18.30
Numa palavra, enigmático. A personalidade de Thelonious Monk, que ainda hoje deixa perplexos músicos e público em geral, está inteira na sua obra. O seu estilo pianístico, ligado à tradição do stride de James P. Johnson, era, no entanto, profundamente modernista: de uma economia notável, numa altura- o bebop- em que os músicos tocavam de forma rápida e usando muitas notas. Era considerado um músico difícil de acompanhar, com um fraseado anguloso e assimétrico, mas nas suas composições, ritmo, harmonia e melodia formam um corpo só. E se a lenda diz que era um recluso- como lhe chamou a Time Magazine, em 1964- Monk foi, na verdade, um músico muito dedicado à família e ao trabalho.
Straight, No Chaser, o excelente documentário de Charlotte Zwerin, produzido por Clint Eastwood, está disponível nas lojas. Por aqui recordamos Thelonious Sphere Monk numa gravação de 1963, no Japão, com o seu 4teto, com Charlie Rouse (sax tenor), Butch Warren (contrabaixo) e Frankie Dunlop (bateria) em Evidence.
Com Betânia Valente e Andreia Lago
2ª a 6ª- 12.15/ 17.15/ 20.15
Sábado-14.15/ 17.15
Domingo-12.10/ 18.15
Arquitecto, pintor, ilustrador, letrista e compositor: José Luís Tinoco tem uma obra vasta em diversas vertentes e tornou-se conhecido do grande público como autor de temas que Carlos do Carmo interpretou. No Teu Poema, Um Homem na Cidade ou O Amarelo da Carris têm a marca de Tinoco, o músico. Mas Tinoco foi também o primeiro pianista com actuação regular no Hot Clube, na década de 50. O jazz, uma das suas paixões, esperou até 2008 para que José Luís Tinoco, aos 75 anos, lhe dedicasse um disco. Arquipélago, com Mário Laginha, Bernardo Sassetti e João Paulo Esteves da Silva, como convidados, acaba de ser editado.
Com Mafalda Costa
Sábado, 10 de Maio- 19h/ Domingo, 11 de Maio- 21h/ Segunda, 12 de Maio- 20h
2ª a 6ª- 12.15/ 17.15/ 20.15
Sábado-14.15/ 17.15
Domingo-12.10/ 18.15

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