De jose guedes a 27 de Dezembro de 2007 às 18:32
Só para recordar Oscar Peterson , falecido no dia 24 de dezembro .

Uma perda enorme para o jazz contemporâneo, a morte de Oscar Peterson leva uma lenda viva do piano.
Durante seis décadas a sua arte fez-se sentir como solista e como acompanhante, mesmo depois da trombose em 1993, que lhe deixou a mão esquerda afectada. Mesmo assim, Peterson, voltou a tocar, afirmando que traria maior acção para a direita. Na verdade fê-lo, tendo tocado até há dois anos, gravando até alguns discos e dvds.
Grande adepto dos estilos de Art Tatum, Nat King Cole e Teddy Wilson, Oscar criou uma linguagem própria inconfundível, um poderoso “swing” e uma sensibilidade delicada nas baladas, mesmo os temas latinos tinham um cunho muito característico.
Começou a tocar nos anos quarenta, no Canada, seu país natal, nasceu num bairro pobre de Montreal e foi aí que Norman Granz o descobriu para a fama.
Aos sete anos tocava trompete mas contraiu tuberculose e passou para o piano pois o sopro não era aconselhável.
Foi, nos primórdios, um grande especialista de “boogie-woogie, que deixou para entrar e ficar por muitos no “Jazz At The Philarmonic” de Norman Granz, acompanhando Ella Fitzgerald, Louis Armstrong, Billy Holliday, Lester Young, Charlie Parker e centenas de outros grandes nomes do jazz.
Gravou na Verve, etiqueta de Granz, tendo feito discos fabulosos como “West Side Story”, “Night Train”, “We Get Requests”, “A Jazz Portrait Of Frank Sinatra” e o grande encontro com Bem Webster.
Também gravou na Pablo, MPS e na Telarc um punhado de grandes discos, compôs: “The Canadiana Suite”, “African Suite” e a “Royal Wedding Suite” para o triste casamento do príncipe Carlos com Diana Spencer.
Ganhou 8 “Grammy Awards”.
Para a história ficam, também, as suas gravações com o trio dos Songbooks de Irving Berlin, George Gershwin, Duke Ellington, Jerome Kern, Richard Rogers e Harold Arlen.

António Rubio

http://oestadodasartes.blogspot.com



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