De Fatima Rolo Duarte a 27 de Fevereiro de 2008 às 17:58
Sou franca: Hillary é ainda e sempre refém da sobranceria com que olha para o homem, digo macho, macho esse que Hillary não consegue ter em boa conta e a quem dá o desconto. Assim entendo o perdão concedido ao seu voraz Bill Clinton e quando escolho o determinante possessivo já trago água no meu bico que é como quem diz o nome da grande avestruz feminista Gloria Steinem, apoiante confessa de Hillary num tandem nada inocente. Steinem tem defendido a sua dama com alma de intelectual aristocrata da classe média que ergue a elegante ou eloquente voz ‒ escolha-se a modalidade ‒ em sermões e missas cantadas que não se podem ler com respeito: "Eu apoio Hillary Clinton porque ela será uma excelente presidente e porque é uma mulher", escreveu Steinem no New York Times do passado dia 8 de Janeiro. Neste copulativo e facilmente se abre o espaço para o que se pode dizer de Obama, homem e preto. O problema aqui não são as ideias petrificadas de Steinem mas o facto deste fóssil representar, não apenas simbolicamente, o que Hillary pensa. Sou franca: esta forma de política esfregona vileda, desembaraçada na e da limpeza não augura nada de bom para a presidência dos Estados Unidos a braços com o poderoso universo muçulmano.

Fátima Rolo Duarte


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