De carlosfreitas a 28 de Fevereiro de 2008 às 01:24
Não observo a questão (eleições) do ponto de vista feminino/masculino. De facto também não consigo perceber porque é que uma mulher não pode ascender ao cargo sendo ou assumindo a sua condição feminina. Não vejo o perdão da infidelidade como uma questão absolutamente feminina. Ela perdoou e assumiu. Corajosa? Sem dúvida. O que estava em jogo? A sua sobrevivência política. Neste caso um homem agiria da mesma forma. Precisava igualemnte de enfrentar o mesmo tipo de preconceitos. Não vejo diferenças quanto a isso. A questão está em que ela não consegue convencer e não convence não porque seja mulher, não convence porque é simplesmente uma má politica. Apenas isso e por comparação com o politico concorrente. Se ascender ao cargo penso que desempenharia não o papel de mulher, mas o papel de política, seria por esse que seria ou virá a ser julgada ou analisada, no entanto compreendo as reservas que se colocam. Afinal ainda vivemos num mundo de preconceitos sexistas, mas esse é um outro assunto. O aqui e agora exposto apenas se resume ao convencimento dos indivíduos quanto ás capacidades políticas que possui para desempenhar determinado cargo e não apenas porque seja mulher ou homem. No entanto acho que seria positivo observar o desempenho de uma mulher na Presidência dos E.U.A. Seria ou será? Veremos.


De Vieira do Mar a 28 de Fevereiro de 2008 às 16:04
Em política, mais do que os grandes perdões, são as pequenas coisas que importam e causam impressão. No caso do perdão ao marido, acho que o que a prejudicou, não foi tanto o facto de parecer ter publicamente engolido o orgulho e a dignidade em nome de um sentimento pio, mas porque foi óbvio que só o fez pois tinha ambições políticas muito altas (e não por "amor" ao marido). Ou seja, foi um perdão calculista e instrumental, que soou a pouco sincero. A partir daí está criada a imagem de uma mulher fria, de uma mulher-macho ", que ultrapassa a histórica e cultural condição feminina em nome de um objectivo "maior", por princípio reservado aos homens (já lá dizia Vinicius que a mulher tem que ser só perdão...). Quanto às coisas pequenas que , entretanto, se sobrepuseram à "má imagem" que os americanos de certa forma têm de Hillary , temos agora o fatal "whatever " , em relação ao candidato russo cujo nome não soube pronunciar, gaffe que denunciou uma ignorância e desdém adolescentes não admissíveis nesta altura do campeonato. Portanto, talvez este pequeno e quase inaudível "whatever " a tenha agora perdido mais do que, na altura, o perdão público, ambicioso e calculista. Eu perdoar-lhe-ia o perdão, mas não o enfado juvenil.

Sofia Vieira


Comentar:
De
 
Nome

Url

Email

Guardar Dados?

Ainda não tem um Blog no SAPO? Crie já um. É grátis.

Comentário

Máximo de 4300 caracteres



Copiar caracteres