Destaque, esta semana, para o documentário de Michael Moore, Capitalismo: Uma História de Amor, que encerrou o DocLisboa 2009. Da forma controversa que lhe é habitual, o realizador norte-americano olha para a economia do seu país e empreende um ataque feroz ao capitalismo e à corrupção.
O segundo filme da saga sobre vampiros que começou com Crepúsculo está amanhã no grande ecrã: Lua Nova é a adaptação cinematográfica do romance de Stephanie Meyer, a autora da série de livros sobre vampiros que tem vendido milhões de exemplares em todo o mundo. O êxito dos romances estende-se aos filmes e Lua Nova já tem sessões esgotadas entre nós, antes, ainda, da estreia.
Carlos Barretto regressa ao Hot Clube já depois de amanhã, com o núcleo duro do seu projecto Lokomotiv, o trio formado pelo guitarrista Mário Delgado e pelo baterista JoséSalgueiro, cúmplices do contrabaixista há mais de 10 anos. O vídeo acima é um belíssimo momento de um concerto de Carlos Barretto, a solo, na Livraria Trama, em Lisboa. De 5ªf, 26, a sábado, 28, na Praça da Alegria, a partir das 23h.
Antes ainda, a música improvisada também marca presença no clube da Praça da Alegria com o Open Speech Trio de Carlos Bechegas (flauta, processador), o alemão Ulrich Mitzlaff(violoncelo) e Rui Faustino (percussão). 4ªf, 25 de Novembro, às 23h, no Hot Clube.
O pianista Alexandre Diniz, com uma experiência de vários anos na estrada, lançou recentemente o seu disco de estreia enquanto compositor e líder. Alba reúne originais do pianista/ teclista e versões de Lyle Mays e Kenny Kirkland, e tem apresentação ao vivo com António Pinto (guitarras), Massimo Cavalli (contrabaixo) e Carlos Miguel (bateria). Esta 5ªf, 26, na Fnac Colombo, às 16h.
O baterista e pianista alemão Wolfgang Haffner está de regresso a Lisboa para apresentar Round Silence, o disco que acaba de lançar pela Act, com a participação do contrabaixista Lars Danielsson e os guitarristas Dominic Miller e Chuck Loeb, entre outros. Entre os registos atmosféricos e o nu-jazz, Round Silence é pretexto para um concerto de Haffner em trio, com Robert Landfermann (baixo) e Hubert Nuss (piano), 5ªf, 26, no Onda Jazz de Alfama, às 23h.
O novo disco de Jacinta, Songs of Freedom, com canções de Bob Marley, Stevie Wonder, The Beatles ou Nina Simone, entre outros, continua nos palcos: 6ªf, 27, Jacinta canta na Fnac Santa Catarina, às 18h, e na Fnac Guimarães, às 22h.
A norte-americana Stacey Kent, que tem apresentado o seu mais recente Breakfast on the Morning Tram com muita regularidade entre nós, regressa para mais um concerto, com o seu repertório de standards e clássicos da chanson e da música popular brasileira. 6ªf, 27, no Centro Cultural de Ílhavo, às 21.30.
O Europa Entrevista convida esta semana Pedro Vaz Patto, um dos porta-vozes da Plataforma Cidadania e Casamento- grupo de cidadãos portugueses que pretende recolher assinaturas para a realização de um referendo sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Se Madame de Staël dizia, no século XVIII, "The desire of the man is for the woman, but thedesire of the woman is for the desire of the man", The Legendary Tiger Man poderá contrapor que os tempos são outros e nada, neste capítulo, é a preto-e-branco. Depois de NakedBlues (2001), Fuck Christmas, I Got the Blues (2003), In Cold Blood (2004) e Masquerade (2006), a one man band de Paulo Furtado rodeia-se, pela primeira vez, de 10 figuras femininas, num projecto arriscado que culminou, ao fim de três anos de trabalho, num disco sob a égide do desejo. Gravado em várias cidades com Asia Argento, Maria de Medeiros, Peaches, Becky Lee, Rita Redshoes, Lisa Kekaula, Cláudia Efe, Phoebe Killdeer, Cibelle e Mafalda Nascimento, Femina, editado em Setembro último, volta aos palcos a convite do 2º Festival Super Bock em Stock, com concerto a 4 de Dezembro, no Teatro Tivoli, em Lisboa.
Este fim-de-semana abrimos portas ao novo disco de Vanessa Paradis, um Best Of que traz novas versões, acústicas, de Scarabée e Marylin & John, e o inédito Il Y A, cujo vídeo tem a assinatura de Johnny Depp, marido da actriz e cantora. O disco está nas lojas, em França, esta 2ªf, 23 de Novembro.
Outras novidades da semana são Mister Mystère, novo álbum de M (Mathieu Chedid), CrimeParfait, editado este ano, pela cantora, actriz e encenadora Caroline Loeb, e La Route duNord, de Mike Ibrahim, uma nova voz da pop francesa. Criado na Martinica, Ibrahim formou-se em Literatura e é autor de poemas, que escrevia antes de se dedicar às canções agora dadas a conhecer pela Universal.
Esta semana, 'The Voice' faz o destaque das aberturas de hora da nossa emissão, através do álbum «My Way - The Frank Sinatra Collection». Lançado em 1969, foi este ano reeditado, com extras, para marcar os 40 anos da colectânea que incluiu temas como "Mrs.Robinson","Yesterday", "If You Go Away" e - naturalmente - "My Way", o tema-bandeira de Sinatra. Nesta edição especial, foram incluídos dois temas bónus: um ensaio de "For Once in My Life" (das gravações de um especial televisivo de 1969) e uma actuação ao vivo de "My Way" (na Reunion Arena, em Dallas, Texas, em 1987).
Pelas meias-horas, destaque ao mais recente álbum de Diana Krall, «Quiet Nights», lançado igualmente este ano. Com uma piscadela de olho ao Brasil e à obra de Tom Jobim, a aclamada pianista e cantora volta a visitar também o cancioneiro norte-americano, em standards como "Where or When", "Walk on By" ou "Everytime We Say Goodbye", entre outros para ouvir ao serão deste Sábado.
Esta emissão marca ainda a entrada em rotação, n' As Vozes do Jazz, da releitura de JamieCullum para o clássico "Just One Of Those Things", extraído do seu novíssimo álbum, «The Pursuit».
Debate político avesso ao politicamente correcto... com um pé na blogosfera.
- O Fundo do Poço? - Na semana em que Portugal desceu mais uns lugares no ranking dos países menos corruptos, Mário Soares afirmou que o processo ‘Face Oculta’ é um “problema comezinho”, enquanto o Ministro da Economia sugere que se trata de espionagem política. Já chegámos ao fundo?
- Chips nas matrículas – PSD, PCP e BE querem revogar lei dos chips nas matrículas. O CDS opôs-se à referida lei anteriormente, mas ainda não se pronunciou sobre a actual iniciativa. Vão os portugueses ver a sua privacidade defendida, ou acabará esta medida como moeda de troca numa qualquer outra iniciativa legislativa?
- Desemprego em alta – São já mais de 550 mil desempregados e a tendência é para piorar. O governo aposta no investimento público, apesar dos efeitos nefastos do défice para o emprego ainda existente. Como sair disto?
Esta semana, André Abrantes Amaral e Antonieta Lopes da Costa em debate com MiguelBotelho Moniz (do blogue O Insurgente) e Manuel Pinheiro (do blogue Cachimbo de Magritte).
Em final de semana ouvimos as opiniões que nos chegaram sobre Cristiano Ronaldo e a selecção nacional, o fado, a família, a religião e a política...
Com Carla Hilário Quevedo e Antonieta Lopes da Costa
6ªf, 20 de Novembro- 10.35/ 19.35
Domingo, 22 de Novembro- 18.35
As redes sociais são o tema escolhido por Carla Hilário Quevedo para os próximos dias, em parceria com o jornal Metro. Os comentários podem ser feitos, também, para o 21.351.05.90 até às 16h da próxima 5ªf.
O New Oxford American Dictionary elegeu um verbo como palavra do ano. «Unfriend», que no Público apareceu traduzida por «desamigar», nasceu no contexto das redes sociais, mais concretamente no Facebook. A tradução parece sensata. Trata-se de retirar um estatuto, neste caso de amigo literalmente virtual, descontinuando uma ligação. É por isso que os amigos do Facebook não são necessariamente nossos amigos: são pessoas a quem atribuímos um estatuto. Se for verdade que qualquer palavra implica pelo menos um antónimo, então para amigar temos desamigar sem dificuldade. Outro ponto a favor da tradução é a sugestão amorosa do verbo original. A partir do momento em que temos pessoas a falar umas com as outras tudo pode acontecer. Acontece muito o insulto, daí haver a necessidade do bloqueio. Também acontece o enjoo, o que leva ao desamiganço. E assim amigalhaços passam a desamigalhaços. Mas, por vezes, os amigos começam por ser virtuais e depois saltam para fora da máquina e acompanham-nos durante muito tempo na nossa vida. Tornam-se amigos à moda antiga, sem utilidades à mistura, e até nos esquecemos de que tudo começou numa rede social ou num blogue. No entanto, o conceito de se desligar de alguém no mundo virtual, ou, neste caso, de retirar a alguém um certo estatuto, não é novo. Com o lincar nos blogues veio o deslincar. E ligar e desligar têm efeitos bem diferentes. Se por um lado a ligação parece agradar muito, o acto de desligar alguém poucas vezes é entendido como um acto de paz e amor. Ninguém entende no mundo virtual que o problema seja: «Não és tu, sou eu». Depois de «unlink» ou deslincar, nos blogues, temos «unfriend» no Facebook e «unfollow», no Twitter. E agora? Como vamos traduzir a elegância da palavra «unfollow»?«Des-seguir» está simplesmente fora de questão. «Inseguir» também. Proponho que recuperemos a mais famosa redundância da língua portuguesa: «deslargar». Porque seguir alguém no Twitter é como ouvir alguém que já está largado a pensar em voz alta. O que é que as redes sociais trouxeram de novo ao modo como as pessoas se relacionam umas com as outras?
Um jovem talento da bateria jazz no feminino está ao vivo, por estes dias, em Lisboa. AnnePaceo, de 25 anos, começou a tocar bateria aos 9 e dedicou-se ao jazz a partir dos 12 anos de idade. Lançou o seu primeiro disco, Triphase, em trio, no ano passado e foi nomeada para os prémios franceses de jazz Django d'Or, em 2008, como "young live talent". No último ano acompanhou músicos como Henri Texier, Rhoda Scott, Stéphane Belmondo, Laurent de Wilde e Médéric Collignon, entre outros. Em Lisboa, Anne Paceo toca com Joan Eche-Puig (contrabaixo) e Leonardo Montanas (piano), no Onda Jazz, esta 6ªf, 20, e sábado, 21, a partir das 23.30.
Steve Potts fotografado por Marco d' Amico (daqui)
Esta 6ªf, o Instituto Franco-Português organiza uma mesa-redonda consagrada ao tema das relações do Jazz com a França, cuja capital acolhe, desde a década de 20, inúmeros músicos norte-americanos e europeus. "Jazz toca-se nos EUA, pensa-se na Europa" conta com as participações do saxofonista Steve Potts, americano residente em Paris, José Duarte, Helder Martins, autor do livro Jazz em Portugal_1920-1956, Serge Baudot, jornalista e crítico de jazz, Alex Dutilh, jornalista, fotógrafo e realizador de programas de jazz na rádio, e Thierry Riou, músico e um dos proprietários do Onda Jazz. A mesa-redonda tem entrada livre e decorre no IFP, esta 6ªf, 20, entre as 17.30 e as 19.30.
À noite, Steve Potts toca com alunos da Escola de Jazz do Hot Clube, no Auditório do IFP. Radicado em França desde 1970, Potts tem um percurso que se cruza com alguns dos maiores músicos da história do jazz: estudou com Charles Lloyd e Eric Dolphy, conviveu com John Coltrane, Jimmy Garrison, Herbie Hancock e Wayne Shorter, tocou com Chico Hamilton, Dexter Gordon, Ben Webster e o Art Ensemble de Chicago. Nos últimos anos tem desenvolvido inúmeros projectos com músicos franceses e italianos. O concerto começa às 21h.
Em Estarreja, o jazz tem toda atenção com o EstarreJazz 2009, que decorre desde dia 17 e até sábado, 21. O nosso destaque vai para a Orquestra de Jazz de Matosinhos, que este ano celebra o seu décimo aniversário, e dá um concerto de tributo a históricos líderes de big bands: Andy Kirk, Benny Carter, Chick Webb e Count Basie. 6ªf, 20, às 21.30, no Cine-Teatro de Estarreja. No sábado, 21, noutro concerto que recomendamos, sobem ao palco o contrabaixista Carlos Bica e o pianista João Paulo, cúmplices musicais há mais de uma década. Às 21.30, no Cine-Teatro de Estarreja. O vídeo abaixo é de um tema de Bica para o álbum Diz, com Ana Brandão, João Paulo, Catharina Gramss e Mike Rutledge.
No Barreiro, o Be Jazz Café da Escola de Jazz do Barreiro, que comemora o décimo aniversário em 2009, volta a receber as Jam Sessions das sextas-feiras, abertas a todos os interessados. A lista de temas para as Jam Sessions está aqui.
O Guimarães Jazz 2009 encerra a sua 18ª edição com dois concertos: a Big Band daE.S.M.A.E., composta por jovens músicos em formação, toca sob a direcção do pianista George Colligan, às 18h, e um novo projecto do trompetista Dave Douglas com a Blood Sweat Drum'n' Bass Big Band, uma das orquestras dinamarquesas mais experimentais, dirigidas pelo pianista Jim McNeely. Sábado, 21, às 22h, no C.C. Vila Flor.
Na Fábrica Braço de Prata ouve-se um novo 4teto do pianista Júlio Resende, com o pianista Luís Figueiredo, João Custódio (contrabaixo) e Joel Silva (bateria), 6ªf, 20, às 22.30, e o trio do trompetista Gonçalo Marques, com Demian Cabaud (contrabaixo) e Bruno Pedroso (bateria), no domingo, 22, às 22h.
Por fim, os Dead Combo, de Tó Trips (guitarras) e Pedro Gonçalves (contrabaixo, kazoo, melódica e guitarras), apresentam no São Luiz o seu primeiro disco ao vivo, gravado no Hot Clube com o baterista Alexandre Frazão. O duo vai ter como convidados Ana Araújo (piano), João Cabrita (saxofone), João Marques (trompete), Jorge Ribeiro (trombone) e AlexandreFrazão (bateria), nas duas noites de concerto, 6ªf, 20, e sábado, 21h, às 23.30, no Jardim de Inverno.