O novo disco do cantor e compositor Benjamin Biolay é uma das novidades a ouvir esta tarde. La Superbe, o seu 5º álbum, reúne mais de 20 canções com arranjos para cordas e sopros, num disco que pisca o olho ao reggae e ao hip hop, para além dos registos electrónico e chanson a que o músico já nos habituou.
Ao longo da hora voltamos a edições recentes, como L' Embellie de Calogero e La Route du Nord de Mike Ibrahim, e descobrimos Providence, o primeiro disco da cantora Adaëlle, uma jovem revelação da canção francesa.
Mês grande no Hot Clube, este último de 2009, com excelentes concertos em perspectiva. Esta noite é a última para ver e ouvir ao vivo um dos melhores jovens bateristas belgas: Teun Verbruggen, que conhecemos bem de discos do Jef Neve Trio e da big band Flat Earth Society. Nascido em 1975, Verbruggen tem colaborado, no entanto, com músicos como Uri Caine, Diederik Wissels, David Linx, Trevor Dunn, Jimi Tenor, Paolo Fresu e Louis Sclavis, entre outros. Na terceira noite no clube da Praça da Alegria toca em 4teto com Andrew Claes (sax tenor), Christian Mendonza (piano) e Yannick Peeters (contrabaixo). Às 23h. (O vídeo acima é de um concerto de Verbruggen com o vibrafonista Pascal Schumacher, em Paris, em 2006).
No Centro de Congressos do Estoril decorre, hoje e amanhã, o Cascais Jazz 2009, a que já demos destaque aqui.
O Onda Jazz recebe um jovem talento do piano jazz francês, Rémi Panossian, premiado no ano passado pela Académie du Jazz como "novo talento". Está ao vivo em trio, com MaximeDelporte (contrabaixo) e Frédéric Petitprez (bateria). Às 23h, em Alfama.
No espaço A Moagem, o trio TGB- Tuba, Guitarra, Bateria, de Sérgio Carolino, Mário Delgado e Alexandre Frazão, está esta noite ao vivo, a partir das 23h, com o seu repertório original e clássicos do rock e do jazz. Auditório d' A Moagem, Fundão.
A cantora Jacinta regressa a Lisboa para apresentar Songs of Freedom, o seu novo disco, domingo, 6 de Dezembro, na Fnac Chiado (17h) e na Fnac Colombo (21.30).
E em fim-de-semana prolongado para muitos há mais concertos em Lisboa: o pianista Alexandre Diniz volta ao palco com os temas originais do seu disco de estreia, Alba, com António Pinto (guitarra), Massimo Cavalli (contrabaixo) e Carlos Miguel (bateria). 2ªf, 7 de Dezembro, na Fnac Chiado, às 18h.
No Cinema Nimas, que se tornou sala de espectáculos desde Outubro passado, como se pode ler aqui, o saxofonista José Lencastre toca com um colectivo formado por Luís Vicente (trompete), Luís Lopes (guitarra), Miguel Mira (violoncelo) e Gabriel Ferrandini (bateria), 2ªf, 7, na Av. 5 de Outubro, 42, às 22.30.
Debate político avesso ao politicamente correcto com um pé na blogosfera.
- Mais Impostos? - Depois de Vítor Constâncio ter alertado para a inevitabilidade do aumento dos impostos, a oposição impôs ao governo o adiamento da entrada em vigor do novo Código Contributivo e o do Pagamento Especial por Conta. Estamos perante duas formas distintas de ultrapassar a crise?
- Afeganistão - Barack Obama decidiu enviar mais 30 mil soldados para o Afeganistão na esperança de iniciar a sua retirada em Julho de 2011. Começou o pesadelo de Obama?
- PSD – O maior partido da oposição continua sem nova liderança e a ser ultrapassado pelo CDS na luta pela iniciativa política. Perdido o país, esqueceu-se o PSD do seu rumo?
- Crise no Dubai – Nos últimos dias, o grupo Dubai World, detido pelo governo, pediu uma moratória para o pagamento da sua dívida aos bancos. Caiu o último logro do dinheiro fácil e barato?
Em final de semana conferimos os comentários de todos sobre os conflitos entre pais divorciados e a forma como os filhos são envolvidos neles.
Com Carla Hilário Quevedo e Antonieta Lopes da Costa
6ªf, 4 de Dezembro- 10.35/ 19.35
Domingo, 6 de Dezembro- 18.35
Ao longo dos próximos dias queremos ouvi-lo sobre a violência doméstica, tema proposto por Carla Hilário Quevedo em parceria com o jornal Metro. Pode dar-nos a sua opinião também através do 21.351.05.90, até às 16h da próxima 5ªf.
Violência doméstica
A União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR) divulgou que este ano morreram até agora em Portugal 27 mulheres vítimas de violência doméstica. Mais de metade têm menos de 35 anos. Ainda segundo os dados provisórios da UMAR, registaram-se quarenta e dois casos de tentativa de homicídio. Os actos de violência doméstica continuam a não ser denunciados porque as vítimas têm medo dos agressores e também porque os vizinhos escolhem não interferir em situações que interpretam erradamente como sendo do foro privado do casal. Quando a vítima arranja coragem para pôr fim ao relacionamento abusivo, é por vezes demasiado tarde. Foi o que aconteceu a uma mulher de Montemor-o-Novo, assassinada pelo marido à frente da filha de cinco anos. Após mais uma agressão do marido, conhecido na terra por ser um homem violento, a mulher ainda ferida dirigiu-se à esquadra onde apresentou queixa, tendo sido levada de imediato para o hospital. O homem interceptou a ambulância e matou a mulher com dois tiros de caçadeira, na presença da filha de cinco anos que se encontrava junto da mãe. Os casos de violência doméstica têm, no meu entender, uma gravidade acrescida visto que acontecem num ambiente de confiança. A confiança necessária num casal aparece demasiadas vezes deturpada por descrições de paixão assolapada. A mulher, a vítima com medo, é descrita como uma criatura que suporta o pior porque ama, e o agressor, um criminoso, aparece descrito como um desvairado, culpado apenas de amar tão loucamente. Um homem escolhe quebrar um laço sagrado de confiança quando agride a sua mulher. Este acto de violência não se justifica com perdas momentâneas de racionalidade, não se desculpa com problemas financeiros e ainda menos pode ser descrito por qualquer pessoa decente como um acto de amor. Se ser amado é ser agredido, humilhado e morto, então ninguém neste mundo precisa de amor, muito obrigada. Culpabilizar a vítima é outra estratégia comum para eximir o agressor da sua responsabilidade individual. As novas gerações são tão violentas como as anteriores? O que podemos fazer para quebrar este ciclo?
Entre as notícias da semana, o destaque vai para as novas formas de segurança de dados pessoais no Facebook e para a história de um casamento marcado, literalmente, pelo Twitter e pelo Facebook.
Na sua crónica semanal de análise aos acontecimentos mais relevantes na actualidade internacional, Nuno Wahnon Martins, advogado e consultor político em Bruxelas, destaca amanhã a proposta europeia para a criação de um Estado Palestiniano.
Em parceria com o Instituto da Democracia Portuguesa, Joao Gomes, Nuno Ramos de Almeida e Rodrigo Moita de Deus analisam o Tratado de Lisboa. Que se passa nas entrelinhas do Tratado que entrou em vigor no dia da Restauração? Em troco de quê alienaram os países europeus parte da sua soberania? Que margem de manobra tem Portugal? Onde estão os prometidos alvos da Estratégia de Lisboa - o desenvolvimento pelo conhecimento - sem a qual será impossível sustentar economias às quais falta gente? Como consegue a Europa sobreviver a líderes sem rosto?
20 anos depois, o Cascais Jazz regressa aos palcos em memória de Luiz Villas-Boas, fundador do Hot Clube de Portugal e organizador, com João Braga, do primeiro Cascais Jazz, que se realizou no pavilhão Dramático de Cascais em Novembro de 1971. O festival que trouxe a Portugal músicos como Miles Davis, Charlie Haden, Ornette Coleman, os Giants of Jazz, Sarah Vaughan, Betty Carter, Sonny Rollins e Dave Brubeck, entre muitos outros, fechou portas em 1988 mas regressa, este ano, pela mão de Duarte Mendonça, produtor do Cascais Jazz desde 1974 e, actualmente, do Estoril Jazz. O cartaz é protagonizado por músicos que estiveram no Cascais Jazz na década de 70, como Lee Konitz, que tocou em Novembro de 77 com o 4teto do baterista Shelly Manne.
O saxofonista Lee Konitz, que grava enquanto líder desde finais da década de 40 e tem colaborações com Miles Davis, Gil Evans, Lennie Tristano, Elvin Jones, Stan Keaton e Bill Evans, e, entre nós, com a Orquestra de Jazz de Matosinhos e André Fernandes, abre o Festival com Florian Weber (piano), Jeff Denson (contrabaixo), Ziv Ravitz (bateria) e o guitarrista André Fernandes como convidado, 6ªf, 4 de Dezembro, às 21.30, no Centro de Congressos do Estoril. O vídeo acima foi captado no Festival JVC de Paris, em 2002, com o saxofonista canadiano François Théberge, com quem Konitz tem várias gravações, Stéphane Belmondo, Jerry Edwards, Paul Imm e Karl Jannuska.
O contrabaixista Zé Eduardo leva o seu Unit, com Jesus Santandreu (sax tenor) e BrunoPedroso (bateria), ao Cascais Jazz, com o convidado Jack Walrath, trompetista com o qual gravou o álbum Bad Guys, em 2005. Jack Walrath esteve no Dramático de Cascais com o 4teto de Charles Mingus em Novembro de 1975. Sábado, 5 de Dezembro, às 16h.
O segundo concerto de sábado, dia grande no Centro de Congressos do Estoril, é da cantora e pianista Dena DeRose, que sobe ao palco em trio, com Martin Wind (contrabaixo) e Matt Wilson (bateria), às 18h.
O concerto da noite pertence à canadiana Ingrid Jensen, trompetista notável, com 7 discos editados enquanto líder e colaborações com a orquestra de Maria Schneider, Chris Connor e a Vienna Art Orchestra, entre outros. No Cascais Jazz toca com Geoff Keezer (piano), Matt Clohesy (contrabaixo) e John Wikan (bateria). Sábado, 5, às 21.30.
O vídeo abaixo é uma curta reportagem canadiana sobre Ingrid Jensen.
O Cascais Jazz 2009 termina com um concerto de notáveis do jazz: Phil Woods (sax alto), que esteve por cá em 1972 e 1980, Lew Soloff (trompete), que participou no Cascais Jazz de 76, com a orquestra de Gil Evans, Cedar Walton (piano), que tocou com os Young Giants of Jazz em 1973, Rufus Reid (contrabaixo), que esteve por cá como elemento do 4teto de Dexter Gordon, em 1978, e Jimmy Cobb, o lendário baterista que acompanhou Sarah Vaughan no Cascais Jazz de 1973. O concerto do Cascais Jazz Legends tem lugar no Centro de Congressos do Estoril no domingo, 6 de Dezembro, às 18h.
Ao fim de um longo processo, o Tratado de Lisboa entra hoje em vigor. Esta tarde recuperamos a entrevista realizada em Dezembro de 2007 com o ex-Ministro dos Negócios Estrangeiros e ex-deputado socialista José Medeiros Ferreira em que se explicam as principais alterações introduzidas pelo Tratado assinado em Lisboa a 13 de Dezembro de 2007.