Mestre do oud árabe, com o qual explora a música clássica árabe em conjugação com o jazz e as tradições musicais da Índia, do Irão e do Mediterrâneo, o tunisino Anouar Brahem tem um percurso de quase vinte anos, ao longo dos quais gravou discos como Conte de L'Incroyable Amour (1992), Astrakan Café (2000), Le Pas du Chat Noir (2002) e The Astounding Eyes of Rita (2009), com a chancela da ECM. Música fluída, feita de silêncios e economia de notas, as composições de Brahem para o seu último disco ouvem-se esta noite naFundação Calouste Gulbenkian, com Klaus Gesing, músico do trio de Norma Winstone (clarinete baixo), Björn Meyer, que integra o projecto Ronin de Nik Bärtsch (baixo eléctrico), e Khaled Yassine (darbouka, bendir). 2ªf, 25, às 21h.
Abaixo, um excerto do concerto do 4teto de Anouar Brahem em Itália, em Setembro passado.
É um dos nossos veteranos baixistas- dizemos "nossos" porque Yuri Daniel, nascido no Brasil, adoptou Portugal há largos anos e aqui tem desenvolvido parcerias com Maria João e Mário Laginha, Sérgio Godinho e José Mário Branco, Amélia Muge e Dulce Pontes, entre muitos outros músicos. Mas não só: Yuri Daniel integra, há vários anos, o grupo do saxofonista norueguês Jan Garbarek, com quem toca parte do ano. Até aqui mais confortável no papel de sideman, Yuri Daniel decidiu gravar finalmente a sua própria música no álbum South Way, lançado pela TOAP no início deste ano. Zé Maria (saxofone alto), Johannes Krieger (trompete, flugelhorn), Filipe Raposo (piano) e Vicky (bateria) acompanham o baixista, que hoje conhecemos.
Depois do sucesso da primeira edição, o nosso programa As Vozes do Jazz, no ar aos Sábados, entre as 20h00 e as 24h00, prepara nova emissão especial inteiramente dedicada às VOZES DO JAZZ PORTUGUESAS, no próximo dia 30 de Outubro.
No alinhamento, para já, teremos (por ordem alfabética) Adriana Queiroz, André Sarbib, Carmen Souza, David Ferreira, Desbundixie, Fátima Serro, Guida de Palma, Jacinta, Joana Machado, Joana Rios, Jogo de Damas, Kiko Pereira, Laurent Filipe, Lena d'Água, Luísa Sobral, Mafalda Sachetti, Manuela Lopes, Maria Anadon, Maria João, Maria João Mendes, Maria Viana, Marta Hugon, Melissa Oliveira, Paula Oliveira, Quarteto Moderno, Quinteto Luísa Vieira, Rita Maria, Sara Serpa, Sara Valente, Sofia Ribeiro, Susana Travassos e Trupe Vocal, sendo que os próprios ou as suas editoras/agentes já oportunamente nos enviaram o seu material para difusão.
Todos/as cantores/as não mencionados acima (e/ou formações de jazz instrumental nacionais que disponham de temas com vozes convidadas) interessados/as em contribuir para esta emissão (com trabalhos editados, em maqueta por editar ou gravados ao vivo) poderão enviá-los (juntamente com nota biográfica/curricular) à nossa produção, até às 13h00 da próxima 5ªf, dia 28 de Outubro.
Esta tarde descobrimos os Igor And The Hippie Land, grupo formado há cerca de três anos, com dois discos editados: Opera Bleu e Dragonfly (2010), com referências na folk, no jazz e na chanson. De Gäetan Roussel, o cantor dos grupos Louise Attaque e Tarmac, ouvimos a estreia a solo, com Ginger, em ambientes rock e electro-pop. Ao longo da hora recordamos Serge Gainsbourg, Johnny Hallyday e Jil Caplan, entre outros.
O Seixal Jazz 2010 prossegue esta noite com o 5teto do guitarrista João Firmino, a que já demos destaque aqui, e com o cantor David Ferreira, que lançou o seu primeiro disco, This Can't Be Love, em 2009. O concerto desta noite leva ao Seixal os standards de Cole Porter, George e Ira Gershwin e Rodgers & Hart, entre outros, que o cantor gravou no seu disco de estreia. Dan Hewson (piano), António Quintino (contrabaixo) e Alexandre Alves (bateria) acompanham David Ferreira, este sábado, 23, no Cinema São Vicente, às 21.30.
Maria João e Mário Laginha encontram-se em palco com a Orquestra Metropolitana de Lisboa, com direcção musical de Pedro Neves, para um concerto que promete revisitar temas de vários discos da cantora e do pianista: Parrots and Lions, de Tralha, Lobos, Raposas e Coiotes, Filhotes, Chão, Uma Casa com Gente, Beatriz e Várias Danças, de Lobos, Raposas e Coiotes, Charles on a Sunday with Sunday Clothes, de Cor, e Sete Facadas, de Chorinho Feliz. Este sábado, 23, às 21.30, na Aula Magna, Lisboa.
A cantora Vânia Fernandes e o pianista Júlio Resende voltam ao palco do Onda Jazz, para uma noite de standards do jazz e incursões no fado e na pop, com João Custódio (contrabaixo) e Joel Silva (bateria). Este sábado, 23, a partir das 22.30, em Alfama. O vídeo acima, incompleto, mostra um excerto do concerto da dupla no São Luiz, em 2007.
Por fim, o saxofonista, clarinetista e compositor Ken Vandermark está ao vivo com o trio que trouxe ao Seixal Jazz, com o pianista norueguês Haward Wiik e o baterista norte-americano Chad Taylor. É com esta nova formação que vai gravar novo disco para edição da Clean Feed. Este sábado, 23, no CAE de Portalegre, às 21.30. No vídeo, o projecto Vandermark 5 de Ken Vandermark, ao vivo em 2005.
Cantora, pianista, compositora e professora de voz, Dena DeRose tem, esta noite, um já por demais adiado destaque de aberturas de hora, com o seu projecto a dois volumes, Live at Jazz Standard, uma edição Maxjazz. A norte-americana é um exemplo de perseverança. Ultrapassou a doença que a chegou a impedir de tocar piano durante anos, descobriu a voz e a carreira académica entre várias operações, recuperou o uso profissional da mão e é hoje uma professora universitária consagrada de voz, além de ter chegado à aclamação da crítica, ao aplauso incondicional do público e às nomeações dos Grammy Awards.
Até à data tem, no currículo, quatro Grammy Awards nas categorias de Jazz Vocal (em 2001, 2002, 2003 e 2006), entre vários outros prémios da crítica e da indústria. À beira dos 40 anos de carreira e com uma discografia a solo quase a chegar à vintena de álbuns (além de outros tantos álbuns enquanto voz convidada), é justamente considerada uma das mais importantes cantoras contemporâneas de Jazz. Faz 54 anos este sábado, 23 de Outubro - e aproveitamos para dar-lhe os parabéns, com uma retrospectiva, no destaque das meias-horas desta próxima emissão: Dianne Reeves.
Em parceria com o Instituto Franco-Português, o Evasões propõe-nos esta semana a exposição Sons da Música de António Sem, que o pintor concebe como uma "homenagem ao etéreo" porque "a música é a arte de mais imediata adesão, aquela que mais directamente atinge o coração e o espírito do homem, a que mais espontaneamente faz vibrar o seu inato sentimento do belo." Sons da Música está patente no IFP até 19 de Novembro.
O mesmo espaço acolhe a performance Pour Faire Une Cordelière, criada por Danielle Mémoire e Elizabeth Lennard para o Centro Georges Pompidou, no âmbito da mostra "le nouveau festival", consagrada à arte contemporânea, que decorreu no Centro Pompidou no final de 2009. Com vídeo de Elizabeth Lennard- autora de filmes como Rencontre avec Gisèle Freund (1981), Tokyo Melody, sobre Ryuichi Sakamoto (1985), Edith Wharton, The Sense of Harmony (1998) e Serge Poliakoff, portrait intime du peintre (2003), entre outros- e texto da escritora Danielle Mémoire, com mais de uma dezena de livros publicados, a performance Pour Faire Une Cordelière é apresentada no IFP com leitura de textos em francês e português por Thérèse Crémieux, Alínea B. Issilva, Danielle Mémoire e Miguel Azguime. 2ªf, 25 de Outubro, às 19h. A entrada é livre.
Outras propostas ainda com...
Antonieta Lopes da Costa, Chloé Siganos, Adida Cultural da Embaixada de França em Portugal, e Margarida Antunes
O debate político avesso ao politicamente correcto com um pé na blogosfera.
- Negociação orçamental – O PSD decidiu que aprova o orçamento de Estado, desde que reunidas certas condições. É agora a vez de Sócrates fazer bluff?
- Sector empresarial do Estado – Com empresas deficitárias que precisam sempre de mais financiamento público, não será esta a altura certa para propor a sua privatização?
- Presidenciais – Cavaco Silva deverá anunciar, nos próximos dias, a sua recandidatura a Belém. Como irão os candidatos posicionar-se face às agendas dos partidos, nestes tempos de crise profunda?
- Europa e o multiculturalismo – Angela Merkel afirmou, há dias, que o multiculturalismo falhou na Alemanha. A nova palavra de ordem é que os imigrantes terão de se integrar no país que os recebe. Percepção da realidade ou mero eleitoralismo?
Esta semana, André Abrantes Amaral e Antonieta Lopes da Costa em debate com Luís Silva (blogue O Insurgente).
Com o acesso generalizado à internet é importante saber se há limites para a liberdade de expressão e que consequências tem essa mesma liberdade na vida privada de cada um. Ao longo dos próximos dias queremos conhecer a sua opinião. Deixe o seu comentário mais abaixo ou através do 21.351.05.90 até às 16h da próxima 5ªf. A crónica de Carla Hilário Quevedo é publicada esta 6ªf no jornal Metro.
Privacidade e liberdade de expressão
Em Maio do ano passado, Aston Kutcher, marido de Demi Moore, anunciou ao mundo que queria cancelar a sua conta no Twitter por causa de uma proposta de um canal televisivo que pretendia transformar os seus twitts e os seus dois milhões de seguidores num stalking show. A ideia era transformar os seguidores numa espécie de paparazzi das celebridades com presença mais activa no Twitter. Sugerir a dois milhões de pessoas que se ponham a seguir uma única criatura é no mínimo arriscado e assustador. Se uma pessoa que persegue outra pode ser condenada pelo crime, como será de futuro possível responsabilizar judicialmente dezenas ou centenas de pessoas que cometem a mesma ofensa? O programa não passou da proposta, mas o conceito foi desenvolvido pelos autores do Just Spotted. O site pretende dar a conhecer aos visitantes onde param as celebridades. Para isso, conta com a colaboração do Twitter e de sites de Hollywood como o Starpulse. A rede social espalha a informação e os sites que se dedicam a celebridades contribuem com as fotografias tiradas por cidadãos anónimos que avistam figuras mais ou menos conhecidas na rua ou em locais públicos. A novidade do Just Spotted é reunir todas as informações possíveis sobre o paradeiro de uma celebridade numa única página na Internet. Apesar de o fundador do site ter assegurado que os paradeiros das pessoas não são publicados no momento exacto em que as fotografias são tiradas, está criada a oportunidade para se ter o acesso imediato, através de um meio público, à localização de qualquer um. Se na maioria dos casos, esta é uma informação que não interessa a ninguém, pode acontecer que noutros haja riscos. Depende do número de fãs das celebridades. Por outro lado, tirar uma fotografia a uma figura pública num local público não é o mesmo que fotografá-la à socapa num sítio privado. Informar os leitores de um site do paradeiro de Angelina Jolie no dia 19 de Outubro – em Budapeste, aos beijos ao marido – pode ter consequências legais. É por isso importante perceber se o direito à privacidade se sobrepõe ao direito de informar. Mesmo que a informação não seja nem relevante nem interesse a ninguém. O direito à privacidade sobrepõe-se à liberdade de expressão?
Com uma programação de consagrados estrangeiros e nacionais- e alguns jovens músicos a descobrir- o Seixal Jazz 2010 começou ontem nos Antigos Refeitórios da Mundet, que acolhem o Seixal Jazz Clube até 6 de Novembro. O trio do norte-americano Ken Vandermark, que alguns consideram um dos mais talentosos, e profícuos, da sua geração, volta ao palco esta 5ªf, 21, para duas sessões com entrada livre (23h e 24h). O saxofonista (tenor e barítono) e clarinetista vem acompanhado pelo pianista norueguês Haward Wiik e pelo baterista norte-americano Chad Taylor- e é alvo de uma exposição patente no Seixal Jazz Clube até 6 de Novembro, nas noites de concertos do festival, entre as 22h e as 2h.
O vídeo abaixo revela excertos do concerto do trio de Vandermark, ontem, no Seixal.
O Seixal Jazz 2010 entra no fim-de-semana com o 5teto de um jovem guitarrista português, que aprofundou os seus estudos na Holanda, depois de frequentar a Escola do Hot Clube, em Lisboa.
João Firmino (Foto Andreas Klein)
Em duas noites de concertos, numa parceria do Festival com o Portugal Jazz, João Firmino vai ter a oportunidade de gravar as suas próprias composições para posterior edição em disco pela JACC Records, com o seu 5teto, formado pelo húngaro Sandor "Sosso" Lakatos (saxophone alto), o grego Spyros Manesis (piano), o português João Hasselberg (contrabaixo) e o alemão Andreas Klein (bateria). 6ªf, 22, e sábado, 23 de Outubro no Seixal Jazz Clube, às 23h e 24h, com entrada livre.
Gonçalo Prazeres, Ricardo Barriga
A série de concertos em duo prossegue no bar Páginas Tantas, Lisboa, com Gonçalo Prazeres (saxofones alto, soprano e barítono), que já deu a conhecer a sua música no disco de estreia Depois de Alguma Coisa, e o guitarrista Ricardo Barriga, que tem tocado com João Lobo, Desidério Lázaro, Paula Sousa e Luís Candeias, entre outros. Concerto em duo por dois improvisadores que têm partilhado os palcos esta 5ªf, 21, no Bairro Alto, a partir das 22.30.
Jeffery Davis
O vibrafonista canadiano radicado em Portugal Jeffery Davis estreia um novo trio com o contrabaixista Bernardo Moreira e o baterista Alexandre Frazão amanhã, 6ªf, 22, no Centro Cultural do Cartaxo, a partir das 22.30. O disco mais recente de Jeff Davis, Haunted Gardens, saíu em 2009 pela TOAP.
E o guitarrista André Fernandes apresenta o seu novo trio, com Demian Cabaud (contrabaixo) e Marcos Cavaleiro (bateria), na Fundação Cupertino de Miranda, em Vila Nova de Famalicão, esta 6ªf, 22, às 22h, com entrada livre.