De
Rui Zink a 13 de Dezembro de 2008 às 17:50
Nada tenho contra as virgens ofendidas, mas tenho alguma coisa contra as falsas virgens ofendidas. Todos os partidos sabem que não houve escândalo nenhum, apenas o cumprir de uma bonita tradição. É simples: na Assembleia da República, quando se vota uma coisa à sexta ou à segunda é porque ela não interessa nem ao Menino Jesus. estamos entendidos? Por uma razão qualquer, os jornalistas tiveram desta vez ordem de soltura e chamaram a atenção para o assunto. Mas ninguém se escandalizou quando, nestes anos todos, as petições de cidadãos foram "discutidas" à sexta.
De Ana a 15 de Dezembro de 2008 às 15:19
Tem razão de ser o que se escreve no comentário anterior. Posto isto deviam ser penalizadas as pessoas que faltam tal como a nós nos penalizam numa empresa privada, porque é que isso não acontece nem está previsto? Com as devidas salvaguardas de situações de excepção, quem falta, ou justifica, ou tem uma falta injustificada. Acabava-se logo com a brincadeira nesta e noutras votações! Não se percebe porque é que não se aplicam aqui algumas regras normais de funcionamento de uma empresa.
quanto às virgens ofendidas... são sempre as mesmas!
De Filipa a 15 de Dezembro de 2008 às 16:22
Bom, na Suíça os deputados são pagos à sessão a que vão. Se faltam, não recebem.
Resolve seguramente estas palhaçadas de fins de semana alargados só porque sim.
Já não é a primeira vez que uma lei não é votada por falta de quórum. Mas não me parece que os senhores deputados estejam interessados em
a) votar leis
b) sofrerem 'castigos' por se baldarem...
De Tó Ricciardini a 16 de Dezembro de 2008 às 00:13
Ena, ena! Tanto moralismo!
Alguém se deu ao trabalho de ver as justificaçoes dos deputados? Do que vi, pelo menos uns 80% pareceram-me aceitáveis. O trabalho dos deputados nao é só estar no plenário. Algumas faltas sao justificadas por trabalho.
Sucede que desta vez nao houve quorum para uma votaçao mediática. Fora isso, um dia normal.
Vem agora toda a gente a apontar o dedo, como se nunca tivesse feito ponte.
"Ah, mas eu nao sou deputado! Sou empregado de mesa! Os deputados têm responsabilidades!". Pois têm. Por isso é que o que ganham é vergonhoso. Nao chega para tanta responsabilidade. Enquanto que o que o empregado de mesa ganha está perfeitamente proporcional à irrelevância e falta de responsabilidade da função.
De helena miranda a 17 de Dezembro de 2008 às 08:42
Quando se constrói uma ponte, tem de se deixar uma folga na estrutura que preveja a oscilação (dilatação e contracção) dos materiais. É a arte da engenharia.
Portugal vem sendo construído, todo ele, como se fosse uma ponte. O verbo procrastinar já está previsto na equação final de qualquer tarefa pública.
Nem sei se teríamos estrutura para aguentar um súbito bom comportamento dos deputados e das pessoas que estão à frente de serviços de interesse público, em geral.
Não sei se estamos preparados para que o país funcione como país. Mas como ponte, está muito bem calculado.
De Carlos Reis a 20 de Dezembro de 2008 às 17:57
Sim, Portugal é uma ponte contínua e criativa, seja de segundas feiras para terças, sejam quintas feiras pra sextas. Uma luz ao fundo da ponte é um disparate, uma coisa inexistente, nem faz qualquer sentido. O único problema reside na 4ª feira, equacionado há muito por vários interessados mas ainda de difícil execução. É uma questão de tempo, génio e habilidade. Tenho a certeza que o parlamento trabalha arduamente no assunto. Deus lhe dê (aos deputados) vida e sabedoria.
Carlos Reis
De CCC a 17 de Dezembro de 2008 às 17:46
mais vale um deputado a faltar do que um deputado a falar...calhando ainda muita mais vale do que um deputado a votar!
De Carlos Reis a 18 de Dezembro de 2008 às 02:30
Não percebo todo este barulho por causa de uma coisa tão simples, tão comezinha. Tão natural e humana, diria mesmo. Que importância é que isso tem para a portuguesada, que se pudesse faria o mesmo, que azar não ser (sempre) possível! Mas assim o povoso revê-se naqueles herois, os seus prazeres são os nossos, isto é que é esperteza, se calhar fazias o mesmo, ó meu meco intelectual do caraças, tens é inveja, ó bimbo da corte, ó ratos de sacristia! Vamos mazé a ver se dão o futebol, a Catarina Furtado, o Natal dos Hospitais e a telenovela, quissé quinteressa, meu.
Carlos Reis
De Flor a 18 de Dezembro de 2008 às 14:09
Ora nem mais. Se calhar, se pudesse, muita gente fazia o mesmo. A questão é que só faz quem pode. No caso dos deputados, como somos nós que lhes andamos a pagar os salários, a coisa é mais grave... a diferença é tão básica que assusta que venham aqui defender os deputados. Coitadinhos dos deputados portugueses, que tanto se esfalfam! Olha, calha bem, somos um país de esfalfados... como se vê de cada vez que há feriados e oportunidade de pontes!
De Carlos Reis a 20 de Dezembro de 2008 às 17:37
Felizmente que há o Natal, os corações estão mais leves, a abertura aos pecados é maior, bem como o doce esquecimento, o oblívio ou o perdão, tão próprios destas singelas e populares quadras de gastação, amor e consumo. Natal é quando um deputado quiser...
Carlos Reis
Comentar post