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O JAZZ SUBIU-NOS À CABEÇA!

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04
Jun09

Rádio Blog: Susan Boyle

jazza-me

 

 

Chegados a sexta-feira ouvimos as opiniões de todos sobre o caso de Alexandra Tsyklauri, a menina que foi entregue recentemente à família biológica russa.

 

Com Carla Hilário Quevedo e Antonieta Lopes da Costa

6ªf., 5 de Junho- 10.35

Domingo, 7 de Junho- 18.35

 

Nos próximos dias queremos saber a sua opinião sobre o caso da inglesa Susan Boyle, que participou no concurso televisivo Britain's Got Talent. O texto é assinado por Carla Hilário Quevedo e publicado aqui em parceria com o jornal Meia Hora. Os comentários podem ser feitos através do 21.351.05.90 ou mais abaixo.

 

Susan Boyle

A inglesa Susan Boyle, de 47 anos, viu a sua vida pacata e anónima mudar de um dia para o outro quando alguém a convenceu de que faria lindamente em participar no concurso Britain’s Got Talent. Alguma prima perversa terá insistido que tinha uma voz de rouxinol, omitindo a preciosa informação de que os concursos televisivos de talentos são, acima de tudo, cruéis. O rastilho do YouTube levou Susan Boyle aos lares de todo o mundo, entregando uma pessoa completamente normal, ou nada habituada a qualquer tipo de exposição, às garras maldosas dos juízos e comentários mordazes. No meio deste caos de avaliações talvez o mais destrutivo tenha sido a expectativa criada em torno do fenómeno Boyle. O triunfo do talento apesar do duplo queixo parecia ser a prioridade. A vitória de Susan Boyle significaria a derrota das Britneys de cana rachada. Felizmente, o povo é frívolo e votou contra Susan; salvando-a, de certa forma. Os quinze minutos de fama resultaram num esgotamento logo após a notícia do segundo lugar. Susan Boyle acabou no hospital. Como, aliás, qualquer pessoa que se preze em circunstâncias semelhantes. Susan Boyle é só um caso limite do que se passa com a maioria das estrelas ascendentes em concursos deste tipo? A televisão destrói as pessoas normais?

2 comentários

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    LLima 06.06.2009

    Uma vez, eu também tive um orgasmo. Durou ainda mais ou menos tempo que o seu e na verdade foi bastante melhor que bom, acredite... Pelo que, para mim, o problema da Susan e do Zé Maria, não terá tanto a ver com os orgasmos de uns ou de outros, ou com o tempo que tardam ou duram, mas antes com a concepção de prazer que cada um de nós se permite dar ou retirar à própria, e/ou à alheia, experiencia do climax redentor.

    Ao contrário de si, que se transformou num desalmado e eficaz gestor-domador da antropofágica telefama , caro rui zink, os pobres coitados sucumbem! e são imolados à voragem dos media que aprovisionam para os mass, nós?!... alimento no altar dos sacríficios.

    No trágico cenário da vida, ninguém perdoa à Susan ou ao Zé Maria... É que quando eles se transcendem... tudo se torna possível... e as multidões hululam... a contas nos ecrans com seus mais intimos limites e anseios... É nesse momento-chave que os cordeiros são imolados. Logo a ordem é reposta. O sacríficio daquela gente apazigua a populaça... A transgressão é reabsorvida. A frustração, entendida como privação do prazer, e da transcendencia que ele promete, torna-se aceitável senão mesmo defensável, e quiçá até desejável...

    É o velho e ambi-valente apelo à conformidade. Qual alteridade, qual quê? Esperança? Desejo dum qualquer climax redentor? Próprio ou alheio, longo ou curto precoce ou tardio?... Nada disso, gajas gordas, feias com voz de anjo, para um lado, gajos magrinhos pobres doces e sensíveis para o outro... Engrossai aí no rebanho, as hostes dos desfavorecidos desvalidos ... frustrados sim! muito! mas conformados... vamos indo, trabalhai, isto é pastai...

    Poderia ter escrito mais este meu pequeno sermão aos peixes, no seu blog, donde me expulsou com altiva e desdenhosa censurá, senão mesmo com censurável altivez e desdém... Mas a blogosfera tem destas coisas... e agradecendo à passagem a generosa hospitalidade deste espaço, devolvo os cerca de dois mil caractéres ainda disponíveis... Não, porém, sem antes acrescentar que sim! Que realmente é incrível este nosso mundo... e que viver sem bonboms não vale a pena... nem faz sentido... Come chocolates pequena, come chocolates...

    Boa Susan, boa Zé... Adiante.
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