Bons dias.
À semelhança de um punhado de portugueses, acabei por deitar o meu voto no PNR a 7 de Junho. (Antes que perguntem, a minha calvície é natural, como a de Humberto Nuno de Oliveira, de resto...) E fi-lo porque se tratava de Europeias, e procurei um partido convictamente soberanista para refilar em consciência. Sim , há lá elementos pouco recomendáveis, mas também há 230 de que me lembro que até são tidos por gente de bem. Aliás, de que me serviriam o MPT , atracado a um movimento conjuntural como é o Libertas, e que só elegeu De Villiers em França, ou o PPM , que nem percebo bem para que serve ainda? PSD e CDS são, em termos práticos, federalistas, por muito que o seu adorado Nuno Melo (sim, Carla, é para si) diga o contrário.
Quanto à escala europeia da questão, há dados relevantes: Wilders partiu de uma posição liberal (menos libertária que a de Fortuyn ) para chegar à recusa da islamização dos Países Baixos. Resta ver se alguém percebeu a mensagem. Griffin , que causou impacto com o seu BNP , roubou votos directamente ao Labour - gente de trabalho em condições difíceis, dado que a crise, quando atinge os "colarinhos brancos", é diligentemente travada por governos solícitos. É mesmo o poder executivo - de, por e para executivos.
No resto da Europa, sobretudo no Leste, diria que os partidos que se erguem no horizonte fazem-no em nome de uma comunidade nacional orgânica, de um mínimo de solidariedade entre concidadãos e da preservação de uma identidade cultural tida por valiosa. Há excessos? Imensos. Há excessos opostos? Todos os dias, num governo e num parlamento perto de si.
Há que perguntar: será que as queixas dos nossos concidadãos não têm valor? Será tão estranho que haja um número crescente de indivíduos/pessoas a desejar sair à rua e reconhecer o país em que cresceram? Será crime achar que, além dos naturais ordinários que nos calharam em sorte, há uma legião de vadios importados que é também problema para os nosso tribunais?
Votei como votei porque, como dizia o velho Almada Negreiros, "sou português e quero portanto que Portugal seja a minha pátria". Saio à rua na minha Arruda dos Vinhos (carta-bomba para aqui se não gostarem do comentário) e sei em que país estou. Muitos de nós neste país terão dificuldades em concordar. A diversidade cultural - que a temos - não deve ser um convite ao suicídio.
Como já vai longo, despeço-me com uma breve interpelação à Carla: continuo a não ser ruivo...
Abraço e até breve.
Fernando Barragão .
De VL a 15 de Junho de 2009 às 13:44
Caro FB
concordo consigo quase na totalidade. Só não percebi para que lhe serviu o voto no PNR. Ok, refilou, como diz. Mas o voto de refilanço no PNR não tem consequências. Zero. Aquilo não é mais que um grupo de miúdos com meia dúzia de carolas com idade para ter juízo. Propostas contrutivas não há. Emigração não passa de um slogan porque na prática alguns militantes até os importam e exploram na prostituição. E generalizar nesta temática é perigoso e injusto. Criminalidade é o que sabe. Quando o militante e amigo do presidente do pnr vai dentro (por práticas criminais) já não há dinheiro para o cartaz. Aquilo, enquanto partido, não existe.
Não entendi os 230. Refere-se a quê?
Caro VL,
Os 230 são os nossos exmos. Deputados da Nação Portuguesa, famosos por inventarem leis entre o disparatado e o desastroso a toda a hora.
Quanto à importância do PNR: dou-lhe razão, é muito residual. Agora, resíduo por resíduo, onde diabos ficou o famoso PND do sr. Monteiro? Como querem constituir alternativa se não aparecem na hora da verdade?
E assim vamos vivendo...
Cordialmente,
Fernando Barragão.
De VL a 15 de Junho de 2009 às 18:18
associei os 230 ao pnr e não percebi. obrigado e cumprimentos
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