De Antonio J. Oliveira a 16 de Junho de 2009 às 22:49
E cá me trouxeram outra vez...

Achei esplêndida a comparação entre a extrema esquerda e a extrema-direita porque basicamente tocam-se. Dizia o meu ex-professor e lúcido pensador Floriano de Carvalho, também professor do Francisco Louçã e do Pedro Santana Lopes, porque éramos todos afinal da mesma turma do ensino oficial, do Liceu Padre António Vieira, que a diferença entre Hitler e Estaline era apenas uma diferença de temperatura, pois em relação aos Judeus, um usava os fornos crematórios, e o outro congelava-os na Sibéria...

Quando as coisas correm mal, os políticos eleitos pelos partidos se abstraem da realidade (mesmo que dela não seja totalmente responsáveis) perdoem-me o termo borrifando-se para os que os elegeram, é normal que os eleitores:

1. Se abstenham
2. Votem em branco (4.7% nestas eleições, um partido...)
3. Votem nulo, por exemplo desenhando no boletim símbolos cabalísticos ou outros de igual poder de penetração psicológica.
4. Votem em projectos aos quais são alheios só para serem "do contra". Aí entram os dos extremos...

Sim, os extremos tocam-se. Peço aos meus concidadãos que leiam BEM os manifestos dos partidos. Peço aos partidos que revejam as suas posições de degladiação mútua, afastamento do eleitorado, atitude em relação ao poder como uma passagem transitória por um poleiro que garante o futuro em forma de "tachos" e outras benesses, e encarem como normal contribuições de militantes tipo "Jacinto Leite Capelo Rego". Por isso tenho defendido o voto em branco.

Respiremos fundo...Isto não pode durar...Precisamos de quem nos governe com cabeça. Precisamos de acção dirigida no sentido certo. Há que parar e reflectir, pois aquilo que eu tenho defendido, que o voto em branco seja reconhecido como um sinal de parar e reflectir, não serve de solução a longo prazo (o que não significa que não deva ser levado a cabo). Assim como não serve o voto nos partidos dos extremos (vejam que essencialmente se trata de partidos de elites culturais, defendendo situações muitas vezes alheias à sua própria vivência). No dia em que um deles assumisse o poder, e nisto não retiro em nada a inteligência que reconheço no meu colega de carteira do BE , o qual respeito mas cujo manifesto ideológico tenho de repudiar, eu, que aguentei isto a pé firme mesmo quando me ofereceram alternativas, preferia emigrar.

E bom, é isto afinal que se passa por esta Europa fora (ninguém pense em "ó tempo volta p'ra trás" porque essa wayback machine " (que me perdoem o anglicismo) já não é possível, e afinal é o que pretendem os dos extremos, de formas diversas. EMas cuidado com os acordos da EU com os países terceiros e o controle da produção que de lá vem e rouba postos de trabalho na Europa. As directivas são duras para nós. Pois bem, que o sejam também para os outros. Sejamos positivos e exijamos aos políticos que sejam profissionais, como exigimos ao nosso mecânico que tome bem conta do nosso carrinho. Não é afinal para isso que lhes pagamos e que temos de, infelizmente ser os patrões masoquistas de uma série de boys "?

Pensem nisto... No princípio do século 20 estava na moda ser comunista, e nos anos 30 fascista...Será que pelas mesmas razões?

Pensem nisto...mas não muito, que pensar cansa...


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