Quinta-feira, 11 de Junho de 2009
Rádio Blog: Extrema-direita na UE

                                                                      Geert Wilders, Holanda             Nick Griffin, Inglaterra

 

Susan Boyle, a inglesa que participou num concurso televisivo de talentos, é tema do programa de amanhã, com tempo para ouvirmos as opiniões de todos.

 

Com Carla Hilário Quevedo e Antonieta Lopes da Costa

6ªf, 12 de Junho- 10.35

Domingo, 14 de Junho, 18.35

 

Nos próximos dias, e no rescaldo das eleições para o Parlamento Europeu, debatemos a extrema-direita na União Europeia. O texto, publicado aqui em parceria com o jornal Meia Hora, é de Carla Hilário Quevedo. Os comentários podem ser feitos, também, através do 21.351.05.90.

 

Extrema-direita na UE

A extrema-esquerda em Portugal elegeu três deputados para o Parlamento Europeu. Em Inglaterra, o partido da extrema-direita, o BNP (British National Party), elegeu dois deputados e reuniu cerca de um milhão de votos. Jean Marie Le Pen, o negacionista vitalício do partido ultra-nacionalista francês, foi eleito outra vez. Um pouco pela Europa, a extrema-direita ganhou votos. Não esqueçamos, no entanto, que os ganhou em eleições livres. Por muito que não se respeite estes vencedores – que não merecem respeito – há que aceitar a decisão. Uma parte do eleitorado em Portugal apoia o moralismo censório de esquerda e outra parte em Inglaterra e noutros países, vê com agrado uma direita xenófoba. Tudo isto é perigoso, mas paradoxalmente necessário à democracia. Numa democracia em que se respeitam eleições e a liberdade de expressão é um valor que merece ser defendido há espaço para tudo. E esse espaço não é nem regrado, nem moderado, nem limpo. Após as eleições europeias, à entrada do Parlamento inglês, o líder do BNP foi agredido por uma multidão em fúria. Os primeiros sinais de protesto já se fazem sentir. Quais são os meios mais eficazes para combater a extrema-direita? A extrema-esquerda em Portugal tem um óptimo marketing? Como interpreta estes resultados das eleições europeias?



publicado por jazza-me
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Comentários:
De Luis Rainha a 15 de Junho de 2009 às 22:46
Mas que raios será isso do "moralismo censório"? Será coisa comparável à xenofobia ou ao negacionismo? Que parvoíce.


De Anónimo a 16 de Junho de 2009 às 08:01
Ligas de decência e reservas morais fazem parte do mesmo pacote refinado onde cabem a xenofobia e o negacionismo.




De Juan Goldín a 16 de Junho de 2009 às 08:48
Umas eelições com 65% de abstenção não representam nada nem ninguém. Eu sou apologista do voto obrigatório, portanto acho estas eleições são uma risota!

Todos sabemos que os militantes das extremas votam sempre (sobretudo os de direita - lembrem-se do primeiro referendo ao aborto). Se a abstenção tivesse sido 20%, os votos das "extremas" teriam sido os mesmos (em número claro, mas com uma percentagem muito menor), e não teriam conseguido eleger tantos deputados. Espero que isto sirva como chamada de atenção, e as pessoas mexam a bunda nas próximos actos eleitorais. O BE e o PP tiveram apenas 2% dos votos do eleitorado, o PSD quase 11% e o PS 8,5%. Por favor, não confundir eleitorado com votantes.

Com 65% da abstenção é até quase ridículo fazer prognósticos, projecções para tentar decifrar alguma coisa. Como diz Juan Domingo Perón: "A única verdade é a realidade" e a realidade é 65% de NÃO VOTOS. Ma'nada!

Todas as conversas especulativas depois das eleições parecem tentar ocultar a imensa vergonha que sentimos por esta terrível abstenção.


De VL a 16 de Junho de 2009 às 14:54
voto obrigatório? era o que faltava... vota quem quer e onde quer... quem não se interessa por política ou acha que não tem de participar pq diabo o Estado teria de obrigar? Dispenso esse tipo de tutelas e de obrigações. Já bastam os impostos serem obrigatórios! Depois uma pessoa não está cá ou está doente e ainda tem de se incomodar para conseguir um atestado ou pagar uma multa. Deus me livre.


De Miguel Real a 16 de Junho de 2009 às 13:24
estamos todos muito confusos.
Quanto mais se comenta, maior a escuridão.
Quanto maior a escuridão, maiores os gritos de desespero.
Quanto maiores os gritos de desespero, maior a confusão.
Quanto maior a confusão maior a solidão.
Miguel real


De Anónimo a 16 de Junho de 2009 às 15:55
O seu "poema" ideológico carece de fundamento. Leia o comentário do Nuno Miguel Guedes que a sua confusão se esclarece num ápice. Mais bem explicadinho que aquilo talvez só com desenhos. Passe o lugar-comum.



De Antonio J. Oliveira a 16 de Junho de 2009 às 22:49
E cá me trouxeram outra vez...

Achei esplêndida a comparação entre a extrema esquerda e a extrema-direita porque basicamente tocam-se. Dizia o meu ex-professor e lúcido pensador Floriano de Carvalho, também professor do Francisco Louçã e do Pedro Santana Lopes, porque éramos todos afinal da mesma turma do ensino oficial, do Liceu Padre António Vieira, que a diferença entre Hitler e Estaline era apenas uma diferença de temperatura, pois em relação aos Judeus, um usava os fornos crematórios, e o outro congelava-os na Sibéria...

Quando as coisas correm mal, os políticos eleitos pelos partidos se abstraem da realidade (mesmo que dela não seja totalmente responsáveis) perdoem-me o termo borrifando-se para os que os elegeram, é normal que os eleitores:

1. Se abstenham
2. Votem em branco (4.7% nestas eleições, um partido...)
3. Votem nulo, por exemplo desenhando no boletim símbolos cabalísticos ou outros de igual poder de penetração psicológica.
4. Votem em projectos aos quais são alheios só para serem "do contra". Aí entram os dos extremos...

Sim, os extremos tocam-se. Peço aos meus concidadãos que leiam BEM os manifestos dos partidos. Peço aos partidos que revejam as suas posições de degladiação mútua, afastamento do eleitorado, atitude em relação ao poder como uma passagem transitória por um poleiro que garante o futuro em forma de "tachos" e outras benesses, e encarem como normal contribuições de militantes tipo "Jacinto Leite Capelo Rego". Por isso tenho defendido o voto em branco.

Respiremos fundo...Isto não pode durar...Precisamos de quem nos governe com cabeça. Precisamos de acção dirigida no sentido certo. Há que parar e reflectir, pois aquilo que eu tenho defendido, que o voto em branco seja reconhecido como um sinal de parar e reflectir, não serve de solução a longo prazo (o que não significa que não deva ser levado a cabo). Assim como não serve o voto nos partidos dos extremos (vejam que essencialmente se trata de partidos de elites culturais, defendendo situações muitas vezes alheias à sua própria vivência). No dia em que um deles assumisse o poder, e nisto não retiro em nada a inteligência que reconheço no meu colega de carteira do BE , o qual respeito mas cujo manifesto ideológico tenho de repudiar, eu, que aguentei isto a pé firme mesmo quando me ofereceram alternativas, preferia emigrar.

E bom, é isto afinal que se passa por esta Europa fora (ninguém pense em "ó tempo volta p'ra trás" porque essa wayback machine " (que me perdoem o anglicismo) já não é possível, e afinal é o que pretendem os dos extremos, de formas diversas. EMas cuidado com os acordos da EU com os países terceiros e o controle da produção que de lá vem e rouba postos de trabalho na Europa. As directivas são duras para nós. Pois bem, que o sejam também para os outros. Sejamos positivos e exijamos aos políticos que sejam profissionais, como exigimos ao nosso mecânico que tome bem conta do nosso carrinho. Não é afinal para isso que lhes pagamos e que temos de, infelizmente ser os patrões masoquistas de uma série de boys "?

Pensem nisto... No princípio do século 20 estava na moda ser comunista, e nos anos 30 fascista...Será que pelas mesmas razões?

Pensem nisto...mas não muito, que pensar cansa...


De jacinto leite a 19 de Junho de 2009 às 20:02
Acho em engraçado aos "historiadores" que vêm para aqui dizer que o BE descende de movimentos que massacraram e torturaram... bem, qual é o partido que não descende deste tipos de movimentos?? os partidos nasceram de revoluções.... dah! Esse tipo de comentários só podem vir de energúmenos iletrados que estão bem na vida. Eu não concordo com muita coisa que o BE defende, caso da imigração. No entanto concordo com a (re)nacionalização dos sectores estratégicos que já foram públicos, e agora são estratégicos para meia dúzia de chicos espertos que dividem por si o bolo que é de todos nós. a iniciativa privada não é para viver do estado é para gerar valor! e isso só se gera com exportações! saúde, energia, telecomunicações, e afins que tantas fortunas geram, que exportações originam? o que é que a iniciativa privada nestes ramos acrescenta? bem certamente acrescenta e muito para alguns! por termos este tipo " de iniciativa privada" é que portugal nunca vai sair da cepa torta! e o sequito que os defende bem se pode esforçar por mascarar a realidade! portugal é bom, muto bom para poucos, e muito muito mau para 99,99%. Isto é democracia? isto é desenvolvimento? não brinquem comigo. cresçam e apareçam.


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