Quinta-feira, 24 de Setembro de 2009
Rádio Blogue: Verdade desportiva?

                Flavio Briatore (foto daqui)

 

Em vésperas das eleições legislativas esmiuçamos o Gato Fedorento e as opiniões dos ouvintes...

 

Com Carla Hilário Quevedo e Antonieta Lopes da Costa

6ªf, 25 de Setembro- 10.35/ 19.35

(No Domingo, dia de eleições, não há a habitual redifusão.)

 

Nos próximos dias queremos saber o que pensa sobre o escândalo que envolveu Flavio Briatore, director-técnico da Renault, e a Federação Internacional de Automobilismo. O texto, que publicamos abaixo em parceria com o jornal Metro, é da autoria de Carla Hilário Quevedo. Pode fazer o seu comentário também através do 21.351.05.90, até 5ªf, às 16h.

 

Verdade Desportiva?

Há cerca de um ano, o Presidente da Federação Internacional de Automobilismo, Max Mosley, foi apanhado numa cave em plena «orgia nazi» sadomasoquista na companhia de cinco prostitutas. Há uns meses, Bernie Ecclestone, amigo pessoal de Max Mosley e responsável máximo por negociar os direitos de transmissão das corridas de Fórmula 1, afirmou numa entrevista ao «The Times» que Hitler foi um grande líder, capaz de impor a sua vontade. É neste ambiente no mínimo muito pouco desportivo que se passa a seguinte história. O lendário corredor de automóveis Nelson Piquet teve um filho a quem chamou Nelson Piquet Jr. Seguindo as pisadas do pai, Nelsinho, como é carinhosamente tratado no Brasil, começara a correr pela Renault no ano passado. No Grande Prémio de Singapura, estava Nelsinho a acabar a prova, quando recebeu uma ordem pelo auricular. Era Pat Symonds, director executivo de engenharia da Renault, que o mandava ter um acidente para que o seu colega de equipa, Fernando Alonso, vencesse a prova. Nelsinho obedeceu e guardou segredo do caso até ao dia em que não lhe renovaram o contrato e decidiu falar. A FIA resolveu o «Crashgate» banindo o chefe da equipa, Flavio Briatore, da Fórmula 1, e afastando Pat Symonds por cinco anos. O fã de Hitler Bernie Ecclestone já fez saber que a decisão de expulsar Flavio Briatore lhe pareceu «exagerada». Quanto à própria Renault, sai deste episódio rocambolesco com uma pena suspensa de dois anos e sem multa. Nelsinho Piquet também escapa por estar ao abrigo da imunidade atribuída pelas autoridades do desporto automobilístico. Ficou entretanto provado que Fernando Alonso nada sabia do plano de Briatore e Symonds. Parece um episódio do C.S.I. mas não é. Concorda com a decisão de não castigar o responsável directo pelo resultado da corrida, Nelson Piquet Jr.? O desporto hoje em dia tem pouco a ver com competição e demasiado a ver com dinheiro? É possível voltar a confiar nos resultados das corridas de automóveis depois deste caso tão grave?



publicado por jazza-me
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Comentários:
De Rui Zink a 26 de Setembro de 2009 às 13:41
São todos uns gatunos o que querem é encher-se estão marimbando para o povo (e tocando marimbas enquanto se marimbam) e estão todos feitos uns com os outros até casam uns com os outros e tudo e depois fazem aquela coisa chamada fotossíntese ou endogamia ou lá o que é e os filhos saem degenerados porque têm o mesmo nome que o pai e isso não admira porque a ciência genética prova que não é bom passar os mesmos nomes de pais para filhos porque provoca incidentes genéticos e depois é o que se sabe e se houvesse justiça ia tudo preso, o que eles querem sei eu, é poleiro, isto andam todos ao mesmo, comem da mesma gamela. Bom, penso que é tudo. Já agora, qual era mesmo a pergunta?


De Anónimo da Silva a 26 de Setembro de 2009 às 19:01
Eram três perguntas:

1) Concorda com a decisão de não castigar o responsável directo pelo resultado da corrida, Nelson Piquet Jr.?
Resposta - Obviamente que não. Devia ter sido banido como o Briatore. Ou então preso. Umas boas palmadas no rabo também não era mal pensado. Para isso têm lá o Mosley.

2) O desporto hoje em dia tem pouco a ver com competição e demasiado a ver com dinheiro?
Resposta - Tem. Pouco e demasiado.

3) É possível voltar a confiar nos resultados das corridas de automóveis depois deste caso tão grave?
Resposta - Não. Mas alguém confiava?


De maradona a 27 de Setembro de 2009 às 15:30
1) Concordo com a decisão de não castigar o Junior; os americanos e os italianos acabaram com o grosso da Máfia com esse método simples. Importa sempre condenar pessoal mais graúdo, e a melhor forma de apanhar o pessoal graúdo em falta é ilibando os queixinhas cujos depoimentos resultem em condenações.

2) O desporto "hoje em dia" tem tanto a ver com competição como antigamente, só que agora também se "compete" pelo dinheiro, o que é óptimo, porque assim as coisas ficam mais competitivas.

3) Eu sempre confiei nos resultados das corridas de automóves. Ou, pelo menos, nunca confiei menos que nos resultados de outros desportos. Aqui há uns anos o Barrichelo foi mandado abrandar a meio quilómetro da meta para dar a vitória na corrida a Schumacher, seu colega de equipa. A palavra chave aqui é "equipa". Em todas as disciplinas por equipas há elementos que se sacrificam por quem os seus directores consideram melhor ou com mais hipóteses de vencer o campeonato (a palavra chave aqui é "campeonato"; o que impora mesmo é ganhar campeonatos, não provas especificas). Quiseram fazer da Fórmula 1 um caso especial porque o beneficiado foi o Schumacher, uma má pessoa. Mas não se exige o mesmo rigor ao ciclismo (todos anos na Volta à França há um gajo que cede a vitória a outro em cima da meta porque ee trabalhou mais na subida) ou (um expelo inverso) no atletismo, onde é vulgar nas provas individuais elemntos do mesmo país formarem equipas para aumentar as hipóteses de um dos deles ganharem a prova. O que interessa é que a Ferrari vai querer ganhar sempre à BMW e a BMW à Ferrari: interessa que as vitórias sejam justas, mas não queremos que eles não queiram ganhar a todo o custo.

Está tudo bem comigo.


De O Jansenista a 27 de Setembro de 2009 às 15:53
Caro Flavio Briatore:
Por causa de umas alegadas falcatruas (sublinho, alegadas) és expulso da Fórmula Um… e aceitas ser expulso?!
Vê-se que tens vivido em ambientes de frágil juridicidade, ambientes em que o respeito pela posição do cidadão não está muito apurado.
Anda para Portugal! Por cá, palavra de Marinhos e Nabais, arranjamos-te de imediato:
1) Uma impugnação da decisão daquele dois neo-nazis que mandam na F1;
2) Uma providência cautelar para seres retroactivamente reintegrado;
3) Uma outra providência para suspender imediatamente aqueles dois neo-nazis;
4) Um pedido de indemnização contra esses dois, por difamação;
5) Outro pedido de indemnização contra os órgãos jurisdicionais que ousaram expulsar-te, por desvio de poder;
6) Outro pedido de indemnização contra o brasileiro que te denunciou (aqui dispensa-se a prova, já que, palavra de Moita Flores, os brasileiros são todos uns mentirosos compulsivos);
7) A impugnação da gravação das conversas com esse mentiroso, dado tratar-se de matéria de reserva de confidencialidade, corolário do direito fundamental à reserva da intimidade;
8) Um pedido de inconstitucionalidade contra toda essa marmelada (afinal, há uma organização neo-nazi à mistura);
9) Um pedido de repetição de todo o processo, tendo em vista a inconstitucionalidade, sendo que então as testemunhas iniciais, que entretanto terão esquecido tudo (se não morrerem antes), poderão ser contrabalançadas por rapaziada de confiança;
10) Um pedido de indemnização contra o Estado português pela demora processual causada pela repetição do julgamento.
Anda para Portugal, Briatore, não sejas tótó! Arranjamos-te uns milhões, entalamos os neo-nazis, entalamos o erário português, damos trabalho aos tribunais (que adoram fazer favores a celebridades) e ainda te cobramos pouco. Mais, palavra de macho lusitano, fazemos-te até uma borla se arranjares um convívio com umas jovenzitas lá no iate («fruta», no jargão da juridicidade portuguesa neo-moderna).


De Helena Miranda a 30 de Setembro de 2009 às 15:20
Quando comportamentos de "sacrifício pela equipa" são levados longe demais, acaba por ser tudo o mesmo jogo, de dinheiro e poder, porque a parte lúdica e as características específicas de cada desporto passam para segundo plano. Parece-me que Nelsinho, ao dar com a língua nos dentes, pretendeu, entre outras coisas, comunicar que é melhor corredor do que o que parece. Ora, um bom corredor não tenta desculpar as derrotas, vai ganhando.


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