De Alice Carvalho a 21 de Fevereiro de 2010 às 20:28
O facto dos amigos acharem ou não acharem crime não tem relevância absolutamente nenhuma. Os grupos de amigos que pensam coisas parecidas acerca dos mesmos assuntos costumam proteger-se. Aqui, o que parece que aconteceu foi que Ray Gosling quis chamar a atenção para a eutanásia através do seu exemplo pessoal. Conseguiu, e a prova é que estamos aqui a falar disso. Se conseguiu bem? Depende de como julgarmos a sua atitude. Embora eu seja a favor da eutanásia, não sou a favor de uma eutanásia em que se asfixie a pessoa amada com uma almofada e que mais tarde o relato seja tornado público como se fosse uma confissão. Compreendo que as circunstâncias nunca são as ideais. Mas exactamente por isso é que os exemplos costumam ser contados com um formato menos sinistro. O factor que perturba é sobretudo formal: o modo de proceder de um assassino pode ser adoptado para dar dignidade à morte do próximo? Nós pensávamos que não e esta história vai contra uns 3 ou 4 ditados populares.
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