Quinta-feira, 6 de Maio de 2010
Rádio Blogue: a visita do Papa Bento XVI

Papa Bento XVI à chegada a Washington, Estados Unidos, 2008 (Imagem daqui)

 

Em final de semana recuperamos os comentários às decisões judiciais em Portugal...

 

... com Carla Hilário Quevedo e Antonieta Lopes da Costa

6ªf, 7 de Maio- 10.35/ 19.35

Domingo, 9 de Maio- 18.35

 

Nos próximos dias queremos saber o que pensa da visita de Bento XVI a Portugal. O texto de Carla Hilário Quevedo é publicado aqui em parceria com o jornal Metro. Deixe o seu comentário, se preferir, através do 21.351.05.90 até às 16h da próxima 5ªf.

 

A visita do Papa Bento XVI

Era pequena quando vi da varanda de um primeiro andar o Papa João Paulo II a descer a Avenida de Roma no papamóvel. Estaríamos no início da década de oitenta, e nunca mais me esqueci da ocasião. Além de ter visto João Paulo II de muito perto, vi também as ruas sem automóveis nem autocarros, cheias de pessoas a sorrir e a acenar, como nunca tinha visto. As pessoas receberam o Papa com alegria e gratidão, acompanhando o Santo Padre em todo o percurso. Passados quase vinte anos, é agora o Papa Bento XVI que visita Portugal. Entre 11 e 14 de Maio fará paragens em Lisboa, em Fátima e no Porto. Desta vez, no entanto, a visita tem sido acompanhada de episódios de indignação por vezes bastante incompreensíveis. Desde o ataque desenfreado à tolerância de ponto às queixas sobre os limites de circulação nas cidades, passando por mais um grupo no facebook organizado para distribuir preservativos durante a visita, parecer haver má vontade na chegada do Papa ao nosso país. Não tenho nada contra a distribuição de preservativos, mas o que pretendem estas pessoas ao escolher este momento para o fazerem? A ideia é de tal maneira ridícula que chega a ser triste. Bento XVI não é uma figura querida nem popular, e só isso deveria ser suficiente para levar católicos e não católicos a respeitá-lo. Um líder religioso que abdica ostensivamente do marketing e a quem não interessa o caminho mais fácil merece pelo menos atenção. Houve várias mudanças nestes quase vinte anos que separam a visita de João Paulo II da de Bento XVI. Além do Papa, mudou o país a que agora chega. Submerso numa crise profunda, com quase seiscentos mil desempregados e cerca de vinte por cento da população a viver com 360 euros por mês, são muitos os portugueses que enfrentam problemas graves de subsistência diária, e com poucas soluções à vista. As mensagens de esperança são demasiado sérias para serem ditas pelas pessoas erradas. Por isso a visita do Papa neste momento difícil é uma boa notícia. Portugal é um país católico? A que se deve a resistência à visita do Papa?



publicado por jazza-me
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Comentários:
De Ana a 7 de Maio de 2010 às 10:33
Não sou contra a visita do Papa, muito pelo contrário. Penso que trará esperança aqueles que precisam, especialmente nos tempos difíceis que atravessamos. Contudo, não posso deixar de comentar alguns aspectos referidos neste artigo.

O facto de existir tolerância de ponto nos dias da visita do Papa não me choca. Acho até uma excelente ideia, visto sermos um país com um grande número de Católicos. Há, contudo, que considerar alguns aspectos fundamentais, ao analisar esta questão. Em primeiro lugar, uma das características principais da República é a laicidade do estado. Por outro lado, pergunto-me porque não tivemos tolerância de ponto aquando da visita do Dalai Lama, ou de qualquer outro líder religioso? Se o estado não tem religião e se é dada tolerância de ponto quando um líder religioso visita o País, penso que teria de se generalizar esta oferta. O problema está nos abusos que daí surgiriam. Por isso compreendo aqueles que são contra a tolerância de ponto, seja por pertencerem a uma minoria, seja por considerarem injusto que essa minoria não tenha os mesmos direitos que os restantes cidadãos.

No seu artigo, também menciona o movimento Preservativos "ao" Papa. Deixe-me esclarecer que este é um movimento assumidamente positivo, que procura apenas sensibilizar a população para o problema do Vírus do HIV. Para além disso, o movimento já explicou que não pretende incomodar e que as acções não serão realizadas durante as missas nem nos locais da celebração. Não concorda com a data? Se tivermos em conta as várias afirmações contra o uso do preservativo feitas quer pelo papa, quer por outros membros igreja católica, a data desta acção faz todo o sentido. Não se trata de um ataque ao papa ou á religião católica, mas sim de uma tentativa de sensibilizar as populações para um problema real e muito sério.

Na minha opinião, a informação é fundamental e a igreja poderia utilizar o seu poder lutar contra o problema do HIV. A ideia de distribuir preservativos não é ridícula, nem triste. Triste e ridícula é a oposição da igreja ao uso do preservativo, quando as provas científicas a favor do uso do mesmo são tão evidentes. Triste e ridículo é "fechar os olhos", ignorar a realidade, os factos científicos e a miséria das populações que são dizimadas pelo HIV todos os dias. Triste e ridícula é a incapacidade de uma igreja se adaptar à realidade e à mudança dos tempos e das mentalidades. Há muita coisa triste e ridícula neste mundo, mas a luta contra o Vírus do HIV não é, com toda a certeza, uma delas.


De Jorge Costa a 7 de Maio de 2010 às 11:01
OK. Você vir insinuar que o problema da SIDA é culpa da Igreja é inconcebível. Eu sou católico e uso preservativos, e nem o Padre da minha paróquia, nem o Papa nem Deus me vão "castigar". Aliás, nem a minha avó, que é católica "da velha guarda", é tão marreta ao ponto de não entender isto. Realmente o Cristianismo tem muito de tolerância e é bem diferente de outras religiões e outros modos de estar na vida. A posição oficial da Igreja é clara para mim, faz todo o sentido e eu espero que não mude porque eu não espero da instituição Igreja (independentemente de todos os escândalos passados, presentes e futuros dos homens da Igreja) o mesmo que espero desta sociedade amoral, constituída por gente que se quer fazer ver como inimputável, impregnada de valores relativos e agarrada ao imediato. Eu fiz o liceu há já nem sei quantos anos, décadas, sem internet, e nessa altura todos fizemos trabalhos sobre a SIDA com lápis de cores referindo todas as medidas de prevenção que são ainda actuais. Você acha que eu acredito que estes jovens de agora tão cheios de si mesmos e tão "informados" não estão conscientes do que é a SIDA, que o tabaco mata e que o álcool destrói o fígado e o cérebro? E no entanto, basta dar uma volta à noite e ver o que estão a fazer para se "divertirem". Vocês vão organizar um protesto para o Ministério Publico começar a chamar ao Tribunal os pais incapazes desta malta... ou alguns de vocês são esta malta, ou são/serão os pais desta malta?!


De Ana a 7 de Maio de 2010 às 14:03
Desculpe, mas o senhor já ouviu falar de um continente chamado África? Foi onde o Papa fez afirmações contra o uso do preservativo, perante populações sem acesso à educação que tão bem descreve no seu post? Por isso falei de considerar realidades para além da nossa. Não são os jovens portugueses informados que são prejudicados pela posição da igreja, mas sim as populações mais desfavorecidas, justamente aquelas que precisam de mais acesso à informação e educação de que falou no seu post.


De Anónimo a 7 de Maio de 2010 às 15:32
LOL. Já sim senhora, foi por isso q lhe sugeri q fosse para lá distribuir preservativos. Eu nasci lá. Tenho lá amigos e tudo. E você, já lá foi? Por falar em populações miseráveis, e por falar em África, mais concretamente em Angola, você já ouviu falar do José Eduardo e da Isabel? Eles são santos, mas n são do Céu. Sabe como é q a familia dele se tornou numa das mais ricas do mundo e como n tarda é dona de todas as empresas portuguesas? Com sangue e roubo descarado. E você preocupada com preservativos. Sabe o q é fome? Miséria e fome num pais rico. Você contra isso devia manifestar-se, q tem mais impacto. Tem feito muitas compras em empresas detidas por eles? Já pensou ir para a porta do BES com bandeiras pretas? Devia. Mas é mais fácil atacar a Igreja, n é?! A imoralidade é uma coisa interessante.


De Rodolfo a 8 de Maio de 2010 às 18:19
E que razões tem senhor(a) para achar que se deve poupar a Igreja a estas manifestações? Sim porque um protesto de um grupo de cidadãos em Portugal contra a corrupção política em África não fará tanta diferença como um líder religioso como o Papa deslocar-se a esse continente e dizer que o uso do preservativo é maléfico. O Papa tem realmente um peso enorme, e com isso vem uma grande responsabilidade.
Aliás a promoção do uso do preservativo é realmente uma boa ideia dado o cenário negro que pinta de África. Quais as razões para não usar? Não consigo pensar numa boa razão.


De Rodolfo a 8 de Maio de 2010 às 18:20
E que razões tem senhor(a) para achar que se deve poupar a Igreja a estas manifestações? Sim porque um protesto de um grupo de cidadãos em Portugal contra a corrupção política em África não fará tanta diferença como um líder religioso como o Papa deslocar-se a esse continente e dizer que o uso do preservativo é maléfico. O Papa tem realmente um peso enorme, e com isso vem uma grande responsabilidade.
Aliás a promoção do uso do preservativo é realmente uma boa ideia dado o cenário negro que pinta de África. Quais as razões para não usar? Não consigo pensar numa boa razão.


De Jorge Costa a 10 de Maio de 2010 às 12:05
N entendo. Afinal o Papa tem peso ou n? Ah, tem peso, mas n devemos reconhece-lo recebendo-o como uma pessoa de peso: devemos hostiliza-lo e pressiona-lo a usar o seu peso para fazer as 1001 coisas de q cada um se lembre, em especial se forem contra a doutrina da Igreja. Faz sentido. :-D

Você é mais um dos q fala, mas n faz pq acha q n vale a pena, q o seu contributo é uma gota de água no oceano... ou será pq n está para se maçar? O mundo está cheio de gente assim, apesar dos exemplos (de católicos, laicos e outros) de q isso não é verdade: uma pessoa faz sempre a diferença, e às vezes muda o mundo. O problema é q pessoas como você apreciam o conforto da sua vida: uma coisa é ocupar umas horas a provocar os outros, outra é dedicar-se a algo q represente um sacrifício pessoal efectivo.

A propósito, já foi assinar a candidatura do dr . Fernando Nobre a PR ? O dr . n é padre, esteja descansado, e nem a AMI é da Igreja.


De Rodolfo a 10 de Maio de 2010 às 20:19
Acho que devia ler bem antes de responder.
Quando é que foi dito que o Papa não faz diferença? Faz toda a diferença para quem leva em conta o que ele diz.
Na África tem certamente uma grande influência. E aí reside a comparação que fiz. Que terá certamente mais impacto a presença dele nesse continente do que um grupo que distribui preservativos na visita do Papa em Portugal.

Mas espere, de repente também fiquei confuso. Primeiro critica a distribuição de preservativos, agora acha que é realmente um esforço que deve ser feito? Haja consenso!

E sim realmente aprecio conforto na minha vida. O senhor não?


De Luís Simões a 10 de Maio de 2010 às 12:13
se bem entendi, o senhor considera que ninguém, nem mesmo os católicos, levam a sério (e nem sequer devem levar) o que a Igreja diz. Elogia a Igreja por manter a todo a custo as suas posições, mesmo que estas não façam sentido. Faz sentido.

www.mindjacking.wordpress.com


De Jorge Costa a 10 de Maio de 2010 às 14:07
Parabéns. Uau ! Você conseguiu entender tão bem como qq pessoa q aprecie generalizações básicas e abusivas, ou de má fé, conseguiria entender.

O q eu disse foi q na Igreja n há escravos, há pessoas livres. Se você está de fora é normal q n compreenda. Se você está dentro e se sente preso, é melhor q saia pq. a> há algo errado com a forma como você se sente ou como é tratado na Igreja. N queremos pessoas obrigadas nem enganadas.

Além disso, estávamos a falar dum assunto limitado: o preservativo. Vocês pegam nisso e para vocês tem o peso do mundo, vá-se lá saber pq. a> . Vocês nem entendem q essa discussão n tem a ver com sexo. É complicado, pois. É como qd um psiquiatra explica q o crime de violação n tem a ver com sexo. A Igreja n está preocupada com o sexo, você está redondamente enganado, mas tb nem eu nem ninguém lho vão conseguir explicar.

Já agora uma nota: nos países miseráveis até preservativos se partilham, se for preciso, como os drogados com as seringas. Você tem noção q em África as coisas n são como em Portugal, q até nem é um exemplo de avanço civilizacional. Eu vislumbro o absurdo de o ver sobrevoar o continente a espalhar caixas de preservativos qd as pessoas cá em baixo pedem é água potável.


De jorge costa a 7 de Maio de 2010 às 10:40
Eu acho que a indiferença das pessoas de bem é uma forma de mal. Portugal é um país católico, mas os católicos têm recebido ataques, insultos e ameaças muito à maneira de Jesus: dando a outra face. Alturas há, porém, em que deveriam ter pegado no chicote (fig.) e encostado cada um ao seu lugar. A propósito dos mais diversos temas, o que tenho observado é muito barulho e agitação vindo de minorias, que é aproveitado pela comunicação social cuja mediocridade infelizmente se eleva até acima da média da sociedade, e que lhes dá uma dimensão desproporcionada. Este tipo de lobby tem conseguido impor a sua vontade graças a um poder politico também medíocre e à apatia das maiorias, cansadas. Assim, estas maiorias ficam reféns das minorias de tal modo que nenhum de nós está certo de que amanhã não vai ser preso por comer picanha em vez de almôndegas de soja. Estas pessoas, que se julgam donas da verdade e cobertas duma superioridade moral irrepreensível, são na verdade frustradas , fundamentalistas básicas e ignorantes, que transferem os seus defeitos para os alvos da sua raiva. A maioria dos católicos que conheço são educados, cultos, tolerantes e não fazem coisas com o propósito explicito de provocar os outros, como esta da acção dos preservativos anti-Papa . O que esta gente mal formada quer é estragar a festa dos outros, porque esta é a sua postura na vida: são filhos do conflito e da "educação" baseada em gritos, insultos e desrespeito. Há muitos católicos que usam preservativos e não se sentem menos católicos por isso, porque entendem a justificação para a posição da Igreja. Já os não católicos, os ateus, os adoradores do diabo, etc , tudo pessoas que não são tidas nem achadas dentro da Igreja, outsiders portanto, fazem disto bandeira. Porquê? Porque não arranjam vida própria para não terem que se meter na dos outros? Cada um faz o que quer. Ao contrário do que esta gente diz ou consegue entender, o Cristianismo pressupõe uma forte liberdade individual. A aceleração da degradação da sociedade deriva de um problema estrutural de falta de educação e de referências. As pessoas vivem pela lei do menor esforço e são "educadas" para não pensarem além do superficial. Da História só conhecem a capa do livro e os bonecos, não poupam para o futuro e embarcam em cruzadas baseadas em delírios É um mundo ao contrário onde são os próprios camisas castanhas que acusam os outros de serem fascistas!


De Ana a 7 de Maio de 2010 às 14:20
Não vou comentar certos pontos do seu post, porque só iria alimentar uma discussão que vejo ser inútil. Repare apenas que a tal "festa", a que eu prefiro chamar missa ou celebração religiosa, não afecta apenas os católicos, uma vez que, como sabe, foram tomadas medidas que afectam todos nós.

Contudo, devo corrigir um erro seu: a acção chama-se «preservativos "ao" papa» e não "anti-papa". Isso sim, seria ridículo. E muitos católicos participarão nela. Assim como ateus, muçulmanos, budistas e outras das tais "minorias" " fundamentalistas básicas e ignorantes, que transferem os seus defeitos para os alvos da sua raiva" que refere com tanto ânimo no seu post (que nada tem a ver com o espírito da compaixão e igualdade defendido pelo catolicismo e pelo próprio Jesus Cristo).

Gostaria só que me explicasse como compreende e explica a posição da igreja face a esta questão... Se você mesmo afirma usar preservativo e concordar que isso não o faz menos católico, qual é o problema desta acção de sensibilização? Porque é que lhe vai estragar "a festa"?


De Jorge Costa a 7 de Maio de 2010 às 14:54
Você n comentou precisamente as partes q devia e q são a parcialidade, superficialidade e a ligeireza das vossas análises e acções. O Papa qd fala sobre um assunto qq n tem a intensão de a provocar, só por muito egocentrismo é q alguém poderá pensar assim, mas você com essa acção tem a intensão explicita de provocar as pessoas, pq pessoas como você acham q se n chocarem os outros ninguém dá por vocês. você use a semântica q quiser, eu chamo-lhe "anti" pq é essa intensão q é óbvia e eu chamo as coisas pelos nomes.

A distribuição de preservativos em Portugal é ridicula e injustificada pq obviamente q n se dirige aos velhotes das aldeias, onde ainda sobrevive uma religiosidade vivida noutros moldes; dirige-se a uma juventude q n tem qq desculpa para n estar informada sobre a SIDA e q tem comportamentos de risco em multiplas àreas da sua vida pq é desmiolada e pq acham q isso é alguma forma de protesto contra o sistema, i.e. n tem nada a ver com a Igreja.

Devo-lhe tb dizer q se você hoje tem a liberdade q tem é graças ao Cristianismo. A noção de "compaixão e igualdade" é tão forte q permitiu a evolução disso e de muito mais. Você estaria a fazer essa manifestação numa prisão da Arábia Saudita se assim n fosse--tem essa consciência, n tem? Dê-me um exemplo dum pais católico onde lhe cortem a cabeça por bruxaria, por "adivinhar" o futuro...

A mim n estraga festa nenhuma pq sempre me ensinaram q vozes de burro n chegam ao céu. Se você se sente afectada pela missa paciência. Estamos num pais maioritáriamente católico. A adesão será grande. Isto é uma democracia, e se você é uma minoria aguente-se. Tem uma certa piada invocar-se a democracia e depois dizer-se q as maiorias se devem submeter às minorias... Olhe, eu detesto a religião do futebol, nem sequer vou comentar a inutilidade, a violencia e a injustiça q ele representa, incluindo fiscal, e tb tenho q me aguentar quase todos os dias com ele, com a confusão nos dias de jogo, os custos policiais, etc. A diferença é q eu n ando a escrever contra o fitebol nem me vou manifestar nos estádios. A diferença tb é q, se fosse, levava porrada, e você esta quase garantida q n vai levar, portanto venha-me falar de intolerância.

Se você quisesse fazer a diferença, em vez de se meter com estas coisas aqui, ia para Africa e metia mãos à obra. Lá precisam de preservativos.


De Luís Simões a 10 de Maio de 2010 às 12:42
Eu fui baptizado portanto também devo ser católico. Aliás, tenho uma coisa em comum com e senhor e muitos outros católicos: também uso preservativo.
O senhor afirma que o catolicismo é uma religião de tolerância. O que não consegue tolerar é que se critique a Igreja, mesmo que reconheça que esta está ultrapassada nalguns aspectos.
É parte do problema em questões como a sida e a pedofilia, embora seja parte da solução noutros, como por exemplo, a assistência social.
Quanto à visita do Papa e às tolerâncias de ponto: a sua religião está a ser instrumentalizada pelo Governo. Afinal este clima de festividade em torno da visita papal beneficia o poder político. É uma pequena prenda que o governo dá aos católicos ( e não católicos) em compensação da afronta ao catolicismo noutras questões (aborto, etc.). E não se fala da crise nem de escândalos. Enquanto o papa vai e vem folgam as costas...

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De Jorge Costa a 10 de Maio de 2010 às 14:14
Caro, agora concordo com algumas das coisas q diz. O q n concordo é com a insinuação de q se pode criticar a Igreja à vontade, mas q se alguém responder é pq n há tolerância ?! A Igreja, como é óbvio, n vai responder a provocações, mas o católicos n são obrigados a engolir insultos e desaforos, muitos deles ignorantes, a toda a hora.


De Luís Simões a 14 de Maio de 2010 às 11:49
Prezo muito que o catolicismo seja para si um espaço de liberdade. Obviamente que o problema da sida em África não se deve principalmente à Igreja, mas a Igreja podia ter um papel mais construtivo e menos prejudicial, até porque tem um importante papel na educação. Em todas as sociedades há resistências ao uso de preservativo, mas os responsáveis religiosos não ajudam nada demonizando o uso de protecção.


De Nuno Sousa Monteiro a 7 de Maio de 2010 às 16:04
Mantendo, desde há muito, total respeito por todas as confissões religiosas, compreendo o interesse suscitado por tal acontecimento. A questão não é (como quer fazer crer) a de aceitar ou respeitar o papa ou a Igreja Católica. A questão é que é escandaloso que o Estado – através do Governo e de instituições e órgãos públicos – participe directamente no evento, financiando-o e fomentando a participação do povo no acontecimento. Até que me provem o contrário, considero o Estado Português (pelo menos desde 25 de Abril de 1974) um Estado laico, facto que o impede constitucionalmente de apoiar de forma desigual uma qualquer confissão religiosa. O apoio fervoroso que agora se verifica jamais aconteceria face à visita de um Imã, de um Ayatollah ou de outro líder de qualquer outra confissão religiosa (como sucedeu aquando da visita do Dalai Lama ao nosso país).

Há, quanto a mim, dois aspectos importantes a considerar.

Em primeiro lugar, o envolvimento de dinheiros públicos. O Estado e as autarquias argumentam que a visita de Bento XVI é basicamente financiada pela iniciativa privada (Patriarcado, patrocínios, etc.). Esta não é, claramente, uma afirmação séria - os custos para o país (um país que atravessa uma grave crise económica) são tremendos. Vejamos o que está em causa: a circulação automóvel nas cidades que o papa visitará será seriamente afectada; em Lisboa, as linhas do Metro serão afectadas; serão retirados ecopontos de várias ruas da capital; e last but not least, haverá tolerância de ponto durante 2 dias inteiros de trabalho! Quanto é que isto nos custa a todos nós? Não faço ideia, mas é muito dinheiro!

Em segundo lugar, o argumento de que a visita do Santo Padre “coloca Portugal no mapa Mundo”, uma vez que a comunicação social de todo o mundo emitirá o acontecimento. Quanto a este infeliz argumento, tenho a dizer o seguinte: há muitas formas de se aparecer na televisão e esta não é seguramente a melhor. O 'Mundo' verá esse acontecimento com o mesmo interesse com que vê uma outra manifestação de fervor religioso em países subdesenvolvidos.
Infelizmente, nunca “colocaremos Portugal no mapa Mundo” pela razão simples de que continuamos (e continuaremos) a ser um país atrasado, de mentalidade pequena, movido a futebol e emoções baratas e com um Estado – que tem graves responsabilidades na Educação do povo - que nada faz para inverter este sentido.

Nuno Sousa Monteiro


De Jorge Costa a 7 de Maio de 2010 às 16:36
"Entre custos de manutenção e pagamento da dívida à banca, os estádios municipais construídos para o Europeu de Futebol (Algarve, Aveiro, Braga, Coimbra e Leiria) são uma dor de cabeça e uma fonte de prejuízos para as autarquias. No Estádio Algarve, das câmaras de Faro e de Loulé, apenas se realizam jogos das divisões inferiores. Manter o recinto custa por ano 1,7 milhões de euros."
http://aeiou.expresso.pt/camaras-pagam-factura-dos-estadios-do-euro-2004=f108354

"O PSD de Aveiro fala na possibilidade de demolir o estádio municipal construído de raiz para o Euro 2004. O estádio custou 62 milhões de euros, mas depois do Euro, só lá joga o Beira-Mar, que está na segunda divisão. Os jogos realizam-se de 15 em 15 dias, e não levam mais de 3000 pessoas ao estádio. A câmara tem um prejuízo mensal de 50 mil euros e, por isso, não se sabe o que se há-de fazer com estádio."

http://tv1.rtp.pt/noticias/index.php?t=PSDAveiro-admite-demolicao-de-estadio-do-Euro-2004.rtp&article=287565&visual=16&layout=55&tm=45

Bom, é assim, como se sabe o Euro 2004 n foi o motor q atirou Portugal para a 1ª Liga da economia mundial, como diziam os cromos da bola. Deu prejuizo, defice, juros e ainda hoje o estamos a pagar. Ainda assim, agora querem organizar um mundial! Inteligentes. N sei quanto custa o Papa, o q eu tenho quase a certeza é q custa menos q estes elefantes brancos. O futebol é uma actividade profissional milionária q tem tido a benção, apoio e perdão do Estado de modo totalmente injustificado. Eu detesto futebol e portanto tb n quero os meus impostos a sustentar esta gente, mas tenho q engolir, embora o Estado devesse manter-se neutro no q diz respeito a beneficiar uns desportos e a ignorar outros q até nos trazem mais medalhas.

O Estado é laico, mas o pais é católico, e isso vai ser bem visivel. Vocês gostam sempre de insultar a realidade e de comprar o incomparável para tentarem criar um argumentário q n faz sentido. Eu aposto o q você quiser q as medidas de segurança para uma visita do Obama são diferentas das medidas para a visita do presidente de S. Tomé e Principe, q nem sei quem é, mas tb n vos vejo protestar contra isso.

O ponto aqui está claro: está na moda atacar a Igreja, e portanto encham o pé e bola para a frente. Eu entendo q a Igreja seja uma pedra no sapato para muita gente e para o modo de vida q se idolatra hoje em dia.


De Anónimo a 10 de Maio de 2010 às 12:37
Sr. Jorge Costa,

Quanto aos gastos do Estado em futebol, não podia estar mais de acordo consigo - como aliás se torna claro no meu comentário...

Quanto ao "estar na moda atacar a Igreja Católica", não faço ideia se isso é verdade ou não - o que lhe posso garantir é que não me incluo em tal grupo. O que critiquei (e critico) não é a Igreja (Católica ou outra qualquer) mas sim o Estado. Não tenho qualquer incómodo relativamente à Igreja Católica (com a qual vivo de muito perto há muitos anos), mas tal facto não me tolda o raciocínio, nem me impede de manter uma perspectiva séria, justa e imparcial dos acontecimentos.

Relativamente à diferença nas medidas de segurança que referiu: mais uma vez, claro que concordo consigo (nada no meu comentário deu indicação do contrário), as medidas de segurança devem sempre adequar-se à previsão de pontenciais problemas de segurança, no sentido de garantir a segurança de todos os intervenientes no acontecimento.
"O Estado é laico, mas o pais é católico". Esta afirmação é que não faz sentido: nenhum país pode ser designado dessa forma (independentemente de haver dados estatísticos que indicam uma simpatia na ordem dos 80%), apenas os respectivos Estados é que podem definir-se quanto a esse aspecto.
Em último lugar, lamento apenas o facto de não ter comentado os principais pontos do meu comentário (sería porventura mais interessante do que sentir-se atacado por um ataque inexistente): o que está em causa não é a impoprtância do Papa ou da Igreja, mas a participação do Estado no acontecimento que, para começar, não respeita sequer os princípios da Constituição...


De Jorge Costa a 10 de Maio de 2010 às 14:43
Caro, poderíamos ficar a discutir as diferenças entre estado, país e nação. O facto é q você poderia ter um território com maioria protestante onde se falava inglês e outro território com maioria católica onde se falava português. O ser laico está acima disso. Você pode ser católico e laico, o q aliás é o caso com a maioria dos católicos em Portugal ou n teria a constituição q tem. Cumprimentos.


De Marco a 10 de Maio de 2010 às 19:39
LOL Católico e Laico! Deve ser a religião do coelhinho da páscoa.


De Nuno Sousa Monteiro a 12 de Maio de 2010 às 12:48
Sr. Jorge Costa,

Não pretendo discutir as "discutir as diferenças entre estado, país e nação", porque não há matéria para discussão - são definições perfeitamente claras. Mas, mais uma vez, o Sr. não responde às questões essenciais, que são as questões de princípio. Deixo-lhe aqui algo à sua consideração.
Cumprimentos

http://www.youtube.com/watch?v=P4ogRiumhhk


De André Ribeiro a 7 de Maio de 2010 às 16:20
Faz parte da natureza da humanidade que vemos só aquilo que queremos ver. A bomba-inteligente [sic] manifestou esta característica quando expressou a sua ignorância às razões da "resistência" à visita do Papa. É a hora de lhe tirar os antolhos.

Como titular de uma instituição monolítica, e anti-democrática , que interfere em questões político-sociais dos outros países, o papa é simbolicamente responsável por tudo que se faz em nome da igreja. Por isso...

É responsável por uma cultura que existe desde há muito tempo dentro da igreja, que tem sido tentar proteger o cargo dos sacerdotes que abusavam crianças sexualmente, em vez de proteger as crianças. Isso é além de provas escritas que esse papa especificamente, muito antes de o ser, tentou adiar o afastamento de tais sacerdotes nos EUA por causa dos abusos. Imagino que poderiam haver umas vítimas locais que queriam protestar estas políticas da igreja.

É responsável por uma política que prega que os homossexuais são abominações, que não devem ter o direito laico ao casamento, mesmo que essas pessoas não sejam católicos e vivam num estado laico. Mais uma vez, sendo o titular da organização, é responsável pela tentativa de usar a homossexualidade como bode expiatório para os actos acima referidos, quando TODOS os estudos científicos de credibilidade (isto é, não levado a cabo por associações privadas e ultra- religiosas e conservadores nos EUA com uma agenda específica) mostram que não existe uma ligação entre a homossexualidade e a pedofilia (muitas vezes a sexualidade da criança é irrelevante para um pedófilo. É o facto de ser criança que é o essencial).

Finalmente, é responsável por uma política que prega que não se deve usar preservativos durante o coito, porque a única razão de ter relações sexuais é procriar. As implicações desta política são múltiplas, desde as inócuas (é pecado uma mulher depois da menopausa ter sexo?) até as criminosas (é melhor uma mulher com HIV ficar grávida com o devido risco ao seu bebé do que evitar ficar grávida).

Paro os fiéis nas zonas do mundo onde o HIV tem decimado as populações, é completamente irresponsável, senão criminoso, ter essa atitude. É uma atitude de uma instituição cujos líderes não fazem a mínima ideia do que é a sexualidade humana, a não ser aqueles que sabem apesar dos votos que fizeram, que, de qualquer maneira, não arriscaram nem a gravidez, nem a propagação da SIDA aos seus objectos sexuais, porque foram crianças.

O Portugal ERA um país católico. Graças a 1974, agora é um país laico cuja maioria dos habitantes (ainda) são católicos. É uma diferença importante de destacar. E sendo um estado laico, acho perfeitamente aceitável que as pessoas residentes em Portugal, cujos impostos vão ser usados para subsidiar essa visita directa- ou indirectamente), se quiserem, distribuam preservativos, ou protestem contra o líder de uma organização, que tenta manter os seus dirigentes acima da lei, ignora a ciência, enquanto, ao mesmo tempo, se mete em todas as questões sociais internas dos países soberanos.

A diferença entre a visita do JP II e o B XVI é que a Carla agora é uma adulta. Já não pode fingir que é inocente (e ignorante) de todas as questões acima referidas. Pode ter a fé que quiser, até acho bem que ignora na prática os decretos mais anacrónicos que saem do Vaticano. Mas nem todos os fieis fazem isso. E devido à organização estrutural da sua igreja, e à maneira em que ela se comporta no mundo, tem que aceitar que haverá muitas pessoas que vão tentar usar o seu direito democrático de fazer ouvir a sua voz para sensibilizar as outras.


De Jorge Costa a 7 de Maio de 2010 às 17:04
Há aqui uma diferença fundamental de pontos de vista. O q vocês argumentam realmente é q um mundo sem religiões era um mundo melhor. Pode ser. Eu acho q não. Nenhum de nós pode provar a sua teoria. Tb já ouvi o argumento de q se as mulheres mandassem no mundo isto seria um paraíso sem guerras nem aquecimento global. Claro q se disser o nome Margaret Thatcher vão responder-me q ela era um homem de saias, pois claro. A Igreja evolui como evolui a ciência e todas as coisas, porque o que evoluí é o Homem em todas as suas dimensões. Muda pq tudo muda. Vocês acham q essa mudança é para melhor. Pode ser. Eu acho q isso n é nada liquido, e basta olhar para o mundo. A Igreja tem mudado para melhor, o mundo n. A influência da Igreja nas decisões do poder politico há muito tempo que é quase nula. Ninguém vai para a guerra pq o Papa diz nem constrói um TGV pq o Papa diz. O século passado foi cheio de conflitos: digam-me uma guerra q tenha começado por causa da Igreja. WWI ? WWII ? Vietnam ? Angola? Iraque? Politica. Petróleo Poder. Armas. Etc. Mas qd o Estado der cabo da segurança social e forem todos pedir para a porta das igrejas ainda vão dizer q foi o Papa o culpado! O mundo é governado por interesses políticos e económicos q na verdade se querem livrar da culpa moral q a Igreja ainda lhes pode apontar. Hoje em dia, num mundo q NÃO É governado por padres, temos pobreza e desigualdades como nunca tivemos e onde moral é, obviamente, má para os negócios. Quem tem negócios n pode ser honesto, n é assim q se diz? Os ataques à Igreja n são por acaso, apesar de muita gente q embarca neles n ter a menor consciência disso. As pessoas ainda hão-de ter saudades da Igreja, garanto-lhe.


De Rodolfo a 8 de Maio de 2010 às 19:05
Meu caro, a ciência evolui, as posições da Igreja seguem a conveniência da mudança e da evolução. A Igreja é assente em princípios dogmáticos e imutáveis, e tudo o que é feito é mudar o discurso das sempre as mesmas ideias para uma forma "politicamente correcta". Porque razão a Igreja se interessa pela sexualidade humana? Isso é muito recente, a partir da altura em que a ciência se começou a preocupar com o homem como objecto de estudo, em que se consideram as dimensões físicas e emocionais do homem e se fala de sexualidade.
Que outra forma teria a Igreja de manter a sua popularidade?

Quanto ás guerras, talvez devesse recuar um pouco mais nas datas até aos anos em que se faziam guerras em nome de Deus e se usava a fé como meio para obscurecer o povo.

Isto já nem é uma questão de fé, mas uma questão de poder e influência.


De Jorge Costa a 10 de Maio de 2010 às 13:45
Ainda bem q há princípios dogmáticos imutáveis. Espero q certas coisas sejam sempre consideradas "bem" e outras "mal".

Você n entender (e até inventar) o q a Igreja fez ou deixou de fazer no contexto da Idade Média, onde eram normais coisas q hoje n o são, é elucidativo. O você desculpar os governos modernos por se comportarem como selvagens (agora) tb é elucidativo. No passado tb eram os governos q se serviam da Igreja. Hoje existem agencias supranacionais e multinacionais poderosas NÃO ELEITAS q se servem dos governos e mandam em nós. Pessoas como vocês chamam cegos aos outros, mas n entendem q são manipulados e q são mais cegos ainda.

Você só me dá razão sobre q o mundo tem mudado para pior enquanto q a Igreja tem mudado para melhor. A Igreja é diferente da Igreja de há 500 anos, o q é natural e n tem nada a ver com teorias paranóicas "deles" contra "nós". Existe muita gente com a mania da perseguição q vê tudo distorcido. O q acontece é q a Igreja agora se pode concentrar no q é o seu domínio Você subvaloriza a dinâmica dentro da Igreja, o q é normal pq a maioria das pessoas desconhece como a Igreja realmente funciona e n tem respeito pela formação dum homem como o Papa.

O dogma final de pessoas como você é um q nem sequer compreendem muito bem: a ciência. A propósito, eu sou um homem de ciência, tenho uma formação técnica muito forte, nomeadamente em física e matemática, pelo q compreendo bastante bem como funcionam as coisas. É por isso q entendo onde termina o universo da ciência e onde começa o outro. A sua visão do Homem é de atrofia redutora.


De Rodolfo a 10 de Maio de 2010 às 20:03
Eu não percebo onde lhe dei razão. Talvez me queira explicar.

Explique-me então aquilo que eu não entendo ou supostamente inventei. Na sua mensagem anterior indagou sobre que guerras a Igreja Católica teria iniciado. Eu dei uma sugestão e recuar um pouco mais atrás no tempo, visto que aquelas que listou realmente não representam.
E porque razão vem buscar a questão de multinacionais corruptas? Sou forçado a concordar consigo claro, mas essa questão nem sequer está em discussão.

Se acha que não tenho razão então responda-me directamente. De homem da ciência para homem da ciência.
Acha então que a Igreja não segue as conveniências da evolução? Acha que se a ciência não tivesse evoluído, a Igreja que conhecemos hoje seria a mesma? Não acha que é tudo uma questão de poder e influência?

Se não concorda comigo, procure dialogar da forma mais correcta, em vez de lançar argumentos inflamados, e de indagar ao acaso sobre visão que eu tenho acerca do Homem.


De Jorge Costa a 11 de Maio de 2010 às 11:00
A Igreja n caiu dum OVNI. As religiões n foram impostas, as religiões resultam duma necessidade humana, e é por isso q há tantas e q são um traço comum a civilizações espalhadas por todo o planeta. Chamar idiotas a todos é um bocadinho abusivo, n concorda? As igrejas n fizeram mais do q reflectir o estadio civilizacional do Homem, com todos os defeitos e virtudes dum tempo e dum local. A Igreja n se meteu no domínio da ciência, como muita gente gosta de ver as coisas, mas foi chamada a assumir esse papel qd n havia mais nada. N se esqueça q a ciência apareceu depois da religião, separou-se da religião. A busca do conhecimento começou antes de existir uma noção formal e separada de ciência, e a Igreja foi durante muitos anos a guardiã da universidade e do conhecimento. Se depois cometeu excessos isso n tem a ver com a Igreja em si, tem a ver com a forma como todos os grandes corpos reagem à mudança: resistem lenta e dolorosamente. Esses pecados da Igreja n invalidam a validade da mensagem humanista do cristianismo. N compete à religião dizer como é q a matéria atrai matéria. Qd o conhecimento humano libertar a Igreja de considerações do âmbito da ciência, ela poderá concentrar-se no q lhe diz respeito, e para quem quiser ouvir essa mensagem, e a avaliar pelo estado das coisas bem falta faz.

Você vir recuar centenas de anos n faz sentido. Então recue 2 mil e diga-me q tal era o mundo antes do cristianismo. N havia guerras? Os gregos n eram pedófilos? Se você quer fazer a diferença, adianta-lhe de alguma coisa isso? Foi por isso q lhe falei da actualidade. Na actualidade n é a Igreja q provoca guerras, nem fome, nem desespero, nem pobreza. A ideia de protestar e boicotar empresas geridas e detidas por pessoas e interesses como os q referi n é estúpida O q acontece é q se promove o individualismo e o egoísmo como forma de desunir as pessoas enfraquecendo-nos a todos. A Igreja serve para desviar as atenções, pq enquanto você lhe bate os josés dos santos continuam a ficar mais ricos à custa de povos q continuam a ser roubados e a sofrer. Mas voce contenta-se com o Papa aprovar q usem preservativos, é isso?


De Ana a 10 de Maio de 2010 às 16:17
Muito Bem, André!

É exactamente essa a minha opinião. Infelizmente, há quem não consiga aceitar uma crítica de uma forma objectiva...


De TVF a 7 de Maio de 2010 às 17:14
Distribuir preservativos nos dias da visita do Papa é a mesma coisa que ir ver um jogo ao Estádio da Luz só para insultar os benfiquistas. Ou uma piada dos malucos do riso, também: a chamada de atenção para a necessidade de prevenção passa a ser uma piada. Não se gosta da padralhada nem da religião em geral, não se vai às missas chamar nomes aos padres, nem se vai atirar calhaus às cabeças dos papas. Faz-se blogues, por exemplo, ou assim. Não concordo com a vinda do Papa porque não estamos em alturas de despesismos; há que economizar.


De João Pegado a 8 de Maio de 2010 às 00:57
Queria desde já deixar claro que não sou católico, mas respeito as crenças dos outros.
Deste modo, não contra a visita do papa ao nosso pais, e como já foi referido anteriormente, nos tempos difíceis que enfrentamos como sociedade, a sua vinda poderá trazer esperança e um "boost emocial" ao povo desmotivado, maioritariamente católico.

Contudo, e agora focando me na crónica, acho inaceitável o pais parar durante estes dias. É a tolerância de ponto, o metro de Lisboa que não vai funcionar normalmente, os ecopontos e caixotes de lixo retirados das ruas por onde o papa vai andar...
Já para não falar dos milhares de euros que se gastou na construção dos altares. O pais está mal e gasta-se ainda mais dinheiro em coisas desnecessárias e ainda (agora exagerando um pouco) vamos produzir menos nesses dias.

E a maior critica que eu queria fazer a esta crónica, era a parte sobre o grupo criado no facebook da distribuição de preservativos ao papa.
Sabe que tudo tem um propósito e a motivação deste grupo é a luta contra a SIDA e contra uma certa ignorância da igreja católica e do papa, que vai para África, onde existem milhões de seropositivos, dizer que o preservativo não é a solução mas sim parte do problema. Acho que o senhor não devia saber daquilo que falava...
Dai a distribuição ser feita nestes dias. Continua a achar a ideia ridicula? Eu nao!

Convém pensar e informar-se um pouco antes de escrever, e também aperceba-se que a igreja católica esta longe, mas muito longe de ser perfeita.



De Catarina Guerreiro a 8 de Maio de 2010 às 00:58
Penso que antes de se fazer acusações como as que se desenrolam ao longo deste grande monte de palavras que demonstram nada mais que cegueira e irreflexão, se deve observar e compreender todos os assuntos de todas as perspectivas.
Tenho 3 pontos gerais a considerar:

1) As demonstrações de indignação a que se refere como "incompreensíveis" talvez não fosse se tivesse a par das indignantes declarações do papa Bento XVI e da relatividade da religião católica.
Isto de uma forma bastante geral. Mais especificamente estão o caso dos tais ataques 'desenfreados' referidos e da distribuição de preservativos como acção de sensabilização.

2) Quanto aos "ataques" que têm sido feitos quanto à tolerância de ponto e as queixas sobre os limites de circulação nas cidades, têm de ser vistos perante o facto do ESTADO Português ser laico.
Visto que vivemos num estado laico, não faz sentido haver tolerância de ponto especialmente para este caso, nem limites de circulação que bloqueiam praticamente todos os pontos da cidade.
Pode ser católica e querer ver o papa, está no seu direito. Mas os outros cidadãos, também têm o direito de NÃO querer ver e de se poder mobilizar livremente na sua cidade.
Até pq conheço uns quantos católicos que não irão ver o papa, por exemplo.

Quanto à criação da tolerância de ponto, acho que foi o acto político que demonstrou mais desrespeito pela diferença religiosa e não só.
Quer dizer, o Dalai Lama vem a Portugal e quem o quer ver tem de levar falta no emprego, mas se o Papa vem não há trabalho para ninguém. COM A PRODUTIVIDADE TODA QUE "DIZEM" NECESSITAR?!

Ou 8 ou 80. Agora não me obrigam , como no dia 13 de Maio a não ir trabalhar. O ESTADO É LAICO E IMPARCIAL quanto a crença religiosa de cada um!

Lá porque a senhora é católica nao quer dizer que o país INTEIRO seja. Para além disso, a velha história de que Portugal é um país católico...só se for dos inertes que não a praticam. Só conta nos registos de baptizados.

3) A distribuição de preservativos. Essa distribuição é uma forma de sensibilização das pessoas para o problema da SIDA, após o Papa Bento XVII [aquele de quem ilustramente fala] ter feito declarações EM AFRICA [onde imensas pessoas morrem diariamente com SIDA] a dizer que "o preservativo propaga a SIDA". Com a visão mediática que tem nesse local, mais pessoas morreram certamente com SIDA.´O que é algo mais que tudo desumano.
O facto de ser nesta data apenas demonstra a vontade de distribuir informação a muitos fiéis que poderão ver o preservativo como algo negativo após as declarações do papa.

NAO se trata, de nao querer receber o papa. Nada disso!

Eu pessoalmente agnostica, acho bem a presença do papa mas também a presença do Dalai Lama, por exemplo. Tanto a um como a outro. E mais ainda... a vida é algo a que se da valor e a SIDA é um problema real que não deve ser ignorado, especialmente por parte do Papa. A vida de seres vivos é superior a dogmas obsessivos da igreja. Pessoalmente, o Papa Joao Paulo II era muito mais humanitario e duvido que alguma vez fizesse isto mesmo e dissesse as coisas com que o Papa Bento XVII disse com uma pomposa negligência.

A conversa propagantista de que a igreja catolica e que tem razao prova-se que nem sempre é assim.

Pense de novo.


De luirantri a 8 de Maio de 2010 às 23:19
Nada tenho contra a visita do Papa, como nada tenho contra a visita do Dalai-Lama. As pessoas são livres de praticar a sua religião e a visita do Papa faz parte dessa Liberdade.
Mas tenho tudo contra a participação do Estado e dos Orgãos de Soberania no apoio à visita do Papa. O Estado, sendo Democrático, não pode envolver-se oficialmente.

Mas da questão essêncial: se Portugal é ou não um País Católico ?

Penso que Não !!!
Portugal não é um País Católico, nem Judeu, nem Muçulmano, nem Budista ...
Portugal é um País Laico ! Democrático e Repúblicano !

Desde a Fundação, que Portugal foi obrigado, a ssumir-se como Católico. Quem dominava na Europa era o Papa, e todos os países lhe pagavam tributos, aínda que contrariados.
Perguntem à história se depois das Cruzadas, os “Moçarabes” foram convertidos por sua livre iníciativa. E perguntem à inquizição, se os “Cristãos-novos” deixaram de ser Judeus com alegria. E perguntem também, porque razão, quem ousava dedicar-se à ciência acabava na fogueira, a menos que fosse católico. E mesmo assim, é importante não esquecer que a heresia era crime, e quem não quizesse “queimar o pêlo”, tinha que concordar com o sistema.
Depois, toda a Monarquia estava de alguma maneira pendurada no Vaticano e nunca permitiu a liberdade religiosa. Mas não só ! Também o regime de Salazar declarou Portugal oficialmente Católico, e promoveu uma enorme promiscuidade entre o Estado e Igreja. Até Leis eram submetidas à aprovação da Igreja.

Pode dizer-se que os portugueses foram católicos à força, e actualmente, embora existam mais Igrejas que escolas, sei que só a geração mais idosa aínda vai na cantiga da “Santa-Ignorância”.

A maioria das pessoas que se dizem Católicas não têm verdadeira consciência de o serem, dado que apenas foram baptizadas no berço, e não são praticantes. E as que acreditam ser católicas, nem sequer percebem que foram forçadas a sê-lo.

Luirantri


De Jorge Costa a 10 de Maio de 2010 às 10:56
"O Estado, sendo Democrático, não pode envolver-se oficialmente." Errado, pq visto por esse lado n só PODE como DEVE, pq a democracia deveria representar a vontade da maioria. O q infelizmente se tem visto a constatar é q o papel das democracias na defesa e no respeito pelas minorias tem vindo a ultrapassar a defesa e o respeito da maioria. Claro esta constatação n lhe diz nada pq na sua cabeça Portugal n só n é católico como tem um interesse brutal pelos dalai lamas. Comparar o Papa a dalai lamas é sempre interessante, mesmo na China, ou especialmente lá... entendeu esta piada?!

Você n entender o q a Igreja fez ou deixou de fazer no contexto da Idade Média, onde eram normais coisas q hoje n o são, é elucidativo. O você desculpar os governos modernos por se comportarem como selvagens, agora, tb é elucidativo.

Claro q uma pessoa minimamente formada e imparcial saberia, simplificando muito genericamente , q a Igreja foi uma importante reserva do conhecimento e q o Vaticano representou o papel nas Nações Unidas na Europa durante séculos. Sem a Igreja Católica poderíamos hoje gozar da liberdade e do progresso dos nossos irmão sauditas... isto tb é uma piada.

Cara CHQ , como pode constatar pelo teor de alguns comentários aqui colocados fica demonstrada minha tese de q no geral existe uma enorme falta de cultura por parte das pessoas. Opina-se e inventa-se com base em generalismos e ilustrações de livros da primária. É raro, aliás, falar-se com alguém q da História saiba mais q as poucas patetices q se escrevem nos manuais do ensino oficial e dá até a impressão de q muita gente nem sequer foi um aluno brilhante e se limita a papaguear os argumentos q ouve aqui e ali. E há sempre aquele ódio subjacente, à Bloco de Esquerda , q sabe criticar os outros, mas que n tem obra nenhuma para mostrar. Os poucos argumentos q avançam, mais do que desmontados, dão sempre na cassete do Estado laico, da despesa e do preservativo.

Sei q normalmente as pessoas chegam a uma certa idade e o seu pensamento cristaliza, e preferem o confronto a aprendizagem, pelo q n tenho qq intensão nem pretensão de convencer nem mudar ninguém. A mim tb ninguém me convenceu a passar de supostamente católico a supostamente ateu, de me arrepender, e de passar a ser Católico, livremente. Eu n só mudei como conheço todos os argumentos q para aqui atiram, e até outros dos quais nenhum de vocês se lembrou, e n me sinto mesmo nada impressionado pela forma como os apresentam. E os católicos são em geral mais positivos e alegres em relação à vida do q vocês.


De luirantri a 10 de Maio de 2010 às 21:33
Caro Jorge Costa, lamento mas não entendi sobre o que concorda ou discorda em concreto.
As suas piadas são tão difíceis como o seu português, e a sua argumentação parece-me confusa.

Por isso, recomendo-lhe que, primeiro deve melhorar o seu português, a depois procure informar-se melhor. Aínda assim, respondo ao desafio com dois esclarecimentos:

1. A “Democracia” faz-se de Consensos. Por isso, não visa apenas escolher maiorias mas, principalmente, que todas as partes sejam representadas de forma útil, para que possam dialogar os seus pontos-de-vista, e negociar a regulação da “Coisa-Pública”, ou “República”.
A Democracia, não se faz com valores Absolutistas, nem com impermeabilidade à ciência, como acontece na Igreja Católica, que nem sequer aceita a “Declaração Universal dos Direitos Humanos”.
De resto, vê-se pelo Mundo que, «Os países mais Religiosos, são os mais subdesenvolvidos».

Outra diferença, é que, na República as Pessoas consideram-se respeitáveis “Cidadãos”, enquanto que, pior do que os “Subditos” das Monarquias, a Igreja, considera as pessoas como a “Carneirada” (sic) dos “Rebanhos” que os seus “Pastores”, querem conduzir autoritariamente.

Mas, o que importa aqui, é que em Democracia, o Estado é Laico, e como tal deve ser imparcial, respeitar em igualdade todas as religiões e assumir-se como independente, não podendo apoiar nem prejudicar qualquer delas.

2. A maior parte dos Portugueses que se afirmam católicos, não o fazem de forma consciente, não só por não serem praticantes, mas porque até à pouco tempo, a religião católica era imposta oficialmente, sem liberdade para escolher. Éramos todos Católicos, desde o berço, sem saber porquê, e muitos assim continuam.
Dos poucos que são Católicos praticantes, a maior parte ignora “a Santa Inquisição” e outras “Providências Divinas” resultantes da tal filosofia absolutista que o Vaticano continua a defender na actualidade. E o que vejo das práticas e ritualidades, salvo algumas excepções, resume-se mais em rezar para “salvar-o-pelo”, do que em praticar os ensinamentos de Cristo.

Assim, Cristãos verdadeiros, são raríssimos. Católicos convictos, já há mais, mas estão confusos e perdidos na “Santa Ignorância”. E Católicos estatisticos, porque foram baptizados, pode haver muitos, mas não fazem de Portugal um país Católico.

Luirantri


De Jorge Costa a 11 de Maio de 2010 às 10:12
O q transpira das suas palavras é pequenez. N o digo como insulto nem é pessoal. As pessoas q dizem o q você diz considero-as... tristes. Porquê? Porque são pessoas q acreditam ser donos da verdade, q são os únicos eleitos com os olhos abertos. Todas as pessoas com essa condição inevitavelmente chamam casmurras, dogmáticas, burras e ignorantes às outras, como você acabou de fazer. Quem n concordar consigo é intolerante e quem n vê o q você acha q vê é pq está enganado na vida, é tótó ou pelo menos atrasado mental. Você projecta nos outros os seus próprios defeitos e limitações, coloca na boca dos outros palavras suas e atribui-lhes ideias e intensões q estão na sua cabeça. Eu, qd critico os outros, n o faço como provocação, i.e. n como juízo de valor per si, e faço-o como resposta. Quero lá saber se você vai à missa ou vai à tourada: a vida é sua, e portanto deixe a vida dos outros em paz. Se a democracia é o q você descreve, dado q existe um grande número de pessoas interessadas em ver o Papa, você tem mais é q aguentar em vez de gritar de dores de cotovelo. Você acha q um Cavaco Silva ou um José Sócrates recebem um Papa por obrigação de Estado? Esqueça a conversa do laico. Você usa a palavra como desculpa conveniente e politicamente correcta para esconder a sua própria intolerância radical. As pessoas crescidas n só apreciam esta oportunidade de estar com o Papa como a agradecem. Não vai lá estar ninguém obrigado e todas as pessoas vão recordar este dia como uma honra pessoal, ao passo q falar com pessoas como você n representa nada. Pelo q me toca, agradeço-lhe. Sei q peco por falta de humildade, mas sinto-me bem no caminho q escolhi e dou tanto mais valor à pessoas q me são queridas quanto mais as outras me fazem notar o q as separa.


De luirantri a 11 de Maio de 2010 às 19:14
Afinal, além de não saber escrever, parece que também lê mal, ou pelo menos não sabe interpretar o que lê. Mas para acabar a conversa, e já que v. é tão católico, saiba que saber ouvir é uma grande virtude. Neste caso saber lêr. Mas sobretudo, evite ouvir-se só a si mesmo, que isso não o leva longe.


De mariahenriques a 9 de Maio de 2010 às 02:25



Pois é assim.O papa está quase a chegar cá ao burgo e os sinais de contentamento pelo poder da igreja romana não podiam ser mais evidentes.O papa está quase aí, os bispos andam numa roda viva, as proibições são constantes, as ofertas são ricas e não param e quanto ao povo, pois dinheiro não tem nem para pagar as virtualhas , mas papa é papa mesmo quando nem há que chegue para papas de sarrabulho.


visita papal paga por 1 igreja que diz que não tem dinheiro, é financiada por câmaras que se têm dinheiro, não deviam. http://bit.ly/dx5IXK


De Jorge Costa a 10 de Maio de 2010 às 10:18
Caros, eu tb acho q a tolerância de ponto q o governo resolveu dar aos funcionários públicos é má. É má pq soa a falso. Estamos a falar dum José Sócrates q tem feito muitos favores à esquerda, q como toda a gente sabe odeia crucifixos e àgua benta como os vampiros. Em regimes totalitários é a figura do lider (Lenine, Estaline, Fidel, Hitler, etc ) q deve ser adorada--na moderna sociedade do marketing são as coca-colas . A tolerância foi dada n pq o Governo do nosso Estado democrático, republicano e laico tenha algum respeito pelo facto de vivermos num pais de maioria católica, mas sim pq como o PS reconhece q essa maioria existe está a ver se n perde mais votos por esse lado, mesmo sabendo q vai aborrecer alguns ateus radicais, portanto vejam bem as contas q eles sabem fazer: democracia significa votos, é isso q o argumentário do "Estado laico" esquece: o facto de os católicos tolerarem e compreenderem o principio da separação entre Estado e Igreja, n significa q estejam dispostos a tolerar isso como um fundamentalismo persecutório.

OS CATÓLICOS DEVIAM REPENSAR MUITO BEM A SUA ORIENTAÇÃO DE VOTO COM BASE NESTES CONSTANTES ATAQUES.

Mais: há uma coisa q me faz confusão. A tolerância foi dada à função pública. Q raio têm os privados a ver com isso?! Os privados n têm q dar tolerâncias , pelo q foi muito divertido ouvir as declarações apalhaçadas dos representantes patronais. A função pública, por definição, dá prejuízo por funcionar. O Estado produz e exporta o quê? Alguém q me explique qual é o brutal prejuízo nacional por termos parados empregados q produzem défice Q me venham dar exemplos como q vai ser chato para muita gente pq as escolas fecham, aí eu compreendo. Compreendo, mas n aceito. N aceito pq é um argumento maldoso. Basta compararmos o volume de baixas fraudulentas q temos constantemente, públicas e privadas. Basta compararmos com as greves de professores e dos transportes: tivemos uma recentemente, e eu conheço gente q aproveitou para de deslocar até à praia pq dizia q n conseguia chegar ao emprego. Eu podia dar exemplos até ser noite, como o dos estádios do Euro 2004. Com algumas coisas ficam preocupados com a produtividade e a prejuízo , mas só com algumas coisas... a isso chama-se sectarismo.


De Manuel a 10 de Maio de 2010 às 16:41
Oh Jorge... Acorde para a vida! LOOOL Mas vocês ainda perdem tempo a discutir com um gajo que diz estas porcarias?!

A igreja católica é tudo menos tolerante, basta analisar a história que diz conhecer tão bem. E a sua piada sobre o Dalai Lama e a China apenas revela o seu nível... No seu discurso só faltou o típico:

" Mandem masé os pretos e os monhés de volta para a terra deles, só andam aqui a roubar-nos o trabalho e os pertences!".

Seria a cereja no topo do bolo!

Viva a Tolerância católica! VIVA!

Granda salganhada que vai na sua cabeça... Vá ver o papa, beije-lhe a pantufa e que seja muito feliz! E não se preocupe, no céu só entram católicos, virgens, brancos, heterosexuais e famílias de bem, todos membros da maioria de que fala. (ah, e uns quantos padres pedófilos, mas não vamos falar neles, nem de preservativos, porque podemos ofender alguém e ser acusados de adorar o diabo). Aí poderá passar a eternidade como celibatário, comendo pão e água (a gula é pecado) e saltitando de nuvem em nuvem por tempo indefinido. Não me parece nada aborrecido! Quando morrer poderá finalmente ter paz, junto da igreja que tanto ama.

Se é preciso ter ideias como as suas para entrar no céu, não sei se me apetece ir para lá.


De Jorge Costa a 10 de Maio de 2010 às 17:40
A minha vida é excelente e você n precisa de dizer muito mais para se saber de q buraco é q saiu e a educação q teve. N lhe falta nada, nem mesmo os delírios de projecção psicológica. Além disso, você faz-me um favor pq a baba q deixa atrás de si cola-se ao movimento q diz defender, prejudica-os e estou certo q envergonha muitos deles. LOL


De João a 10 de Maio de 2010 às 19:42
Men, se a tua vida é tão excelente, porque raio é que perdes tanto tempo a responder a comentários que, claramente, achas ridículos?

As tuas respostas são a maior anormalidade que li na vida... Que triste.


De Ines a 11 de Maio de 2010 às 02:24
nem tudo o que o jorge diz está certo, mas este foi um comentário manifestamente infeliz, manuel. de uma forma extremamente concisa, você consegue manifestar todos os preconceitos e ignorância em relação à igreja que eu conheço.

gostei especialmente do pormenor do "só faltou o típico: «mandem masé os pretos...»", porque uma pessoa que acusa outro de ter um discurso estereotipado e depois se sai com uma obra-prima como o seu penúltimo parágrafo... é obra.


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