Quinta-feira, 15 de Julho de 2010
Rádio Blogue: Boleia solidária

 

O filho de Cristiano Ronaldo, o fim do jornal 24 Horas e a revista Playboy foram os temas propostos na semana passada por Carla Hilário Quevedo. Amanhã, com repetição no domingo, revemos os comentários.

 

Com Carla Hilário Quevedo e Antonieta Lopes da Costa

6ªf, 16 de Julho- 10.35/ 19.35

Domingo, 18 de Julho- 18.35

 

Nos próximos dias queremos saber o que pensa da partilha de carros. A proposta é de Carla Hilário Quevedo, cujo texto publicamos aqui em parceria com o jornal Metro. Se preferir, pode dar-nos a sua opinião através do 21.351.05.90, até às 16h da próxima 5ªf.

 

Boleia solidária

As campanhas de sensibilização dos portugueses à utilização dos transportes públicos em detrimento do automóvel poluente nunca são muito fáceis de fazer. Pedir às pessoas que alterem o seu estilo de vida por causa do ambiente pode até ser ouvido e percebido mas demora sempre tomar as decisões que levam à mudança. Os momentos de crise económica podem ser aproveitados para reavaliar os nossos hábitos. Deixar o carro em casa e passar a usar os transportes públicos parece ser uma mudança boa, mas só para os que não morarem numa zona da cidade com maus acessos entre a casa e o local de trabalho. Por vezes, é preciso ter condições para mudar de vida, e apesar das melhorias visíveis na rede de transportes citadina, os portugueses urbanos continuam a levar o carro para todo o lado. A utilização da bicicleta na Lisboa das sete colinas só não é uma dor de cabeça para os profissionais do ciclismo. Mas de todas as ideias de incentivo à redução da poluição automóvel nas cidades, o carpooling tem sido a menos popular. Se convencer as pessoas a trocar o carro pelo autocarro é difícil, mais complicado será persuadir o condutor individualista de não haver nada melhor que partilhar o seu espaço. O carpooling consiste em usar um automóvel pessoal para transportar o maior número de passageiros. Ter o mesmo destino, morar na mesma zona e ter os mesmos horários de trabalho são condições importantes para este sistema de boleia solidária funcionar. Segundo uma notícia no Público, a fraca adesão ao carpooling na Área Metropolitana de Lisboa tem uma razão psicológica. Quem o afirma é Gonçalo Correia, um dos autores de um estudo sobre a viabilidade deste sistema de boleia solidária. O problema é «a questão psicológica de uma pessoa partilhar o seu veículo com outras pessoas, que pode não conhecer tão bem ou mesmo não conhecer». A que se deve a fraca adesão a este sistema de boleia solidária? O carpooling teria mais sucesso se fosse organizado pelas juntas de freguesia ou pelas próprias empresas?



publicado por jazza-me
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Comentários:
De Java-me a 16 de Julho de 2010 às 18:18
Parece-me que o sistema só poderá funcionar em casos muito específicos e que próprio texto dá a resposta quando diz "Ter o mesmo destino, morar na mesma zona e ter os mesmos horários de trabalho são condições importantes".

Reunir essas três condições é manifestamente difícil.

Depois, hoje em dia, em muitos casos não há propriamente horários fixos de trabalho, há flexibilidade.

Se surge um assunto urgente cujo tratamento provocará atraso na saída, que acontece? Deixa-se para o dia seguinte, por causa do carpooling ?

E o método obriga a que todos os passageiros façam apenas o percurso casa-trabalho e trabalho-casa . Sempre que um pretender tratar de qualquer coisa, depois da saída do local de trabalho, à margem desse percurso, o sistema não lhe serve (nem aos outros, se for ele o condutor).

Entender que é uma questão psicológica a razão determinante para que a coisa não funcione afigura-se-me muito redutor.


De Rita Jardim a 16 de Julho de 2010 às 20:49
Li o artigo do Metro de 16 do corrente.
Antes de falar de transportes publicos conheça bem o que a carris está a fazer! E o metro também- exemplo 2 saídas no arco do cego, como sendo a estação do saldanha.
Na prática: em vez de andarmos à superficie andamos debaixo de terra... a pé!!... e descendo e subindo escadas!!!!!
Isto é de loucos!!!!

Maria Moura


De Alice C. a 17 de Julho de 2010 às 20:21
Se eu tivesse carro, isso seria essencialmente para não ter de viajar com pessoas com quem não tivesse escolhido viajar e para me poder deslocar sem dar satisfações a ninguém. Daria boleias, claro, daquelas boleias escolhidas por mim. Portanto, caso os meus vizinhos, a minha empresa ou a minha junta de freguesia passassem a organizar excursões partilhadas de carros, eu arranjaria maneira de ir sempre de metro ou de autocarro para o emprego, mesmo que os meus colegas de trabalho fossem os meus melhores amigos. A coisa é esta: à invasão de privacidade involuntária acresce a obrigatoriedade de mais um horário diário. Se eu me atrasar 5 minutos de manhã, vou ter as pessoas que partilham a boleia comigo a olharem-me de lado. Se eu chegar sempre a horas, é um stress. Se essas pessoas forem o meu filho ou o meu marido, tudo bem. Mas o desgaste diário com estranhos é escusado e pode ter consequências nefastas para a boa vizinhança. O que me irrita mais é que esta ideia depreende que os dias sejam cada vez mais milimetricamente iguais uns aos outros e iguais entre pessoas diferentes.
Mil vezes transportes públicos a este "nem carne nem peixe" que não contempla a liberdade individual.


De luirantri a 21 de Julho de 2010 às 20:09
Transporte Público, é Serviço Público. No entanto, parece não haver consciência clara do mesmo, e das respectivas implicações na produtividade e na economia.
A meu ver, os transportes são apenas mais um negócio, pendurado no Estado que também não tem demonstrado sequer vontade de resolver este “cancro nacional”.
Ninguém me convence, mesmo com argumentos ecológicos, a utilizar um “Autocarro” velho (comprado já usado e fora de prazo), inseguro, dirigido na maioria dos casos por motoristas arrogantes e sem preparação, sujo e mal cheiroso, desconfortável, lento, com horários de hora-a-hora quando cumprem, carreiras a terminar demasiado cedo, sem “interface” inteligente, e aínda por cima com preços demasiado altos.

Eis um exemplo verdadeiramente negro que ocorre com a Empresa TST - Transportes Sul do Tejo, na Carreira Almada - Pç do Areeiro (Lisboa), que por vezes utilizo:
As carreiras são espaçadas de 45’ e algumas mais, de quando em vez falha um, não cumprem os horários, e só duram até às 21,30 h. Porquê ?
Sempre que faço o mesmo percurso com o meu automóvel, contabilizando combustível e Portagem na ponte, em Ida e Volta, gasto menos 1,50 €, do que viajando no autocarro a pagar bilhetes. Porquê ?

Com este quadro, não admira que a maioria dos cidadãos prefira o seu “Transporte Particular”, que tem todo o direito de usar, já que para o mesmo paga uma enormidade de impostos e Taxas.
Quanto à “Boleia Solidária”, não me compete a mim, transformar o meu veículo privado em transporte público. Seria um compromisso não recompensado, com muitos riscos, e que só serviria para encobrir a ineficiência dos Transportes Públicos, e os negócios duvidosos envolvidos. Nem pensem nisso !


De jose roque a 17 de Setembro de 2010 às 11:47
Procuro informações sobre a carreira 160 dos TST (Almada - Pç do Areeiro ) em especial o tempo normal de viagem com partidas de almada entre as 7.30 e as 8.30
Obrigado
José Rui Roque


De jazza-me a 17 de Setembro de 2010 às 15:47
Caro José Roque, a informação que procura encontra-se facilmente na página dos TST:

http://www.tsuldotejo.pt/

Até breve.


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