Comentários:
De Rui Zink a 25 de Julho de 2010 às 01:30
Portugal, país triste. Até aqui tudo bem. Mas país traste? Nunca pensei. Sempre gostei do meu Portugal, país velho rico, país velho pobre. Agora descubro uma coisa envergonhosa : país novo rico e, em breve em todas as salas do país, país novo pobre. É patético. E teria graça, se não tivesse raça. Foi-se o G, foi-se a Graça. Viva a ciganada! Viva o povo cigano! Viva quem vive! Viva quem sabe viver!


De Kássia Kiss a 25 de Julho de 2010 às 12:17
Sim, sim, o politicamente correcto... Agora, não se «excluem» ou «segregam» pessoas, apenas se «protegem»! Já diz o ditado: de boas intenções...

Além disso, pensei que a Europa já chegara à conclusão que a construção de muros é contra-producente. Ou será esta uma medida para ajudar a enfrentar a crise? Daqui a uns anos, quando o muro for destruído, poder-se-á ganhar bom dinheiro a vender os cacos? Mas só se o muro de Beja chegar a ser tão famoso como o de Berlim!


De tstopps a 26 de Julho de 2010 às 02:22
todos segregamos e em tempos de crise
os muros crescem e abarcam o mundo


De Alice C. Brod a 27 de Julho de 2010 às 20:56
Muitos estudos sobre bairros sociais têm sido feitos, nomeadamente no nosso país, e chega-se sempre à conclusão que criar guetos não é a solução. Pensava mesmo que este problema já estava ultrapassado, mas pelos vistos Beja prefere ignorar o óbvio.
Há bairros sociais exemplares no meio das cidades, como é o caso do da Lapa ou do de Aldoar, ambos no Porto, onde actualmente as classes média e média/alta também habitam, graças à qualidade arquitectónica dos edifícios e a um planeamento urbano exemplar.
Já o projecto de Beja deve ter sido inspirado na Cova da Moura. E é uma vergonha alguém dizer que é da Cova da Moura, com essa morada nem sequer se arranja emprego. Nem os táxis entram lá dentro. E por mais amor que os mais bairristas tenham a esse gueto ilegal, quem consegue mudar de zona, sai sem hesitar. Um gueto é uma zona à margem da lei comum e dos outros. É inumano, nesse sentido, e nunca pode ter boas consequências. Tanto faz se é construído “legal” ou ilegalmente. A construção legal de um gueto parece, aliás, um paradoxo, nos dias que correm. Se calhar devíamos perguntar aos políticos de Beja como é que é isso possível. Enfim. Uma vergonha.


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