De Alice C. Brod a 31 de Julho de 2010 às 21:33
Ser a favor da minha natureza e da minha espécie não é um capricho, nem sequer é uma escolha. É a realidade. Eu sou mais a favor de nós do que dos touros. E é esta condição de humana que me faz invocar um argumento que me parece religioso, ou pelo menos um bocadinho egoísta e um bocadinho ético, e é também esta condição que faz com que me posicione completamente contra as touradas: não gosto do que as touradas fazem aos seres humanos; não acho que fiquemos melhores depois de assistirmos e rejubilarmos com "espectáculos" cruéis, acho que ficamos piores; acho que as touradas nos embrutecem e que isso depois se vai reflectir na forma como nos relacionamos com o mundo e como agimos uns em relação aos outros; especificando, acho que ficamos mais toscos, mais estúpidos, mais grosseiros e mais bestas com espectáculos perversos em que o sangue de um ser vivo é o excitante e o fim último; não acho que o homem se deva posicionar no papel de controlador da animalidade de outras espécies para se divertir; tirar a vida a um ser vivo para nosso prazer está profundamente errado.
Se eu fosse a favor dos touros bravos provavelmente não me importaria tanto com as touradas, não faço ideia. Mas eu sou a favor da preservação da alma humana, e isso não me deixa outra hipótese senão a de pensar assim.



Comentar:
De
 
Nome

Url

Email

Guardar Dados?

Ainda não tem um Blog no SAPO? Crie já um. É grátis.

Comentário

Máximo de 4300 caracteres



Copiar caracteres