De Alice C. Brod a 4 de Agosto de 2010 às 14:34
Olá, luirantri. Eu gosto dos animais. Embora não considere que os irracionais sejam gente, tenho bem presente que nós somos, de facto, animais. E este é um problema que diz respeito aos animais em geral, certo, mas que temos de resolver dentro da espécie humana, porque o que está em causa é o mal que nós fazemos aos animais e a lei (que também somos nós que fazemos). Acho que não se resolve nada de essencial apelando à carinha triste do panda Toni.


De luirantri a 4 de Agosto de 2010 às 15:07
Cara Alice, genericamente concordo consigo, mas, recomendo a leitura dos estudos do antropólogo brasileiro José Viveiros de Castro, muito considerado entre a comunidade ciêntifica internacional, e, como ele, como muitos especialistas na área, e como eu, chegará à conclusão de que afinal "os animais também são gente", e por vezes, melhores que muitos humanos.
Os animais não matam por vingança, nem por divertimento e para eles a morte nunca é um espectáculo. E mais, se verificar o comportamento dos indígenas da Amazónia, talvez se admire por eles pedirem desculpa ao animal que vão matar para comer, com a interessante percepção de que eles só matam o que precisam, e também fazem o mesmo com as árvores. São naturais !


De Alice a 4 de Agosto de 2010 às 16:12
Luirantri, não me admiro nada.
A coisa é que nas touradas o que acontece é uma espécie de contágio. E esse tipo de contágio preocupa-me: os homens ficam mais bestas que os animais porque matam e molestam por divertimento, e os animais ficam a parecer mais gente do que a gente. Esse tipo de argumento que utilizou, embora muito certo, assusta-me por causa desse lado noir. Olhe, se nós fossemos responsáveis pelo que fazemos e decidissemos só se é certo ou errado molestar ou matar por divertimento, a questão tinha menos ruído. No fundo será isso que quero dizer.


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