Comentários:
De Alice Brod a 11 de Setembro de 2010 às 21:57
Ora, no mínimo, qualquer espectador português tem o direito de esperar que a Katizinha (que é da mesma espécie destas duas amigas gordas e malcriadas) se candidate aos Ídolos e, numa primeira fase, comece a distribuir porrada por todos os concorrentes com "all stars" para, mais tarde, ser chamada a fazer o "big brother dos famosos" , juntamente com o Marco e, porque não?, com alguns dos condenados e algumas das vítimas da Casa Pia. Quando a Carla escreveu que os reality shows se especializaram pensei, por momentos, que se referisse ao jornalismo de natureza surreal que se pratica hoje em dia. Refiro-me, por exemplo, à perigosa novela da vida real que está a acontecer nos EUA por causa de um só louco evangelista. Focarmo-nos em imbecis pode ser tentador, mas quando lhes atribuímos poder político, pode ser perigoso. No entanto, no caso destas duas desgraçadinhas garanto que não há problema: eu própria, que nem gosto nem sigo reality shows, vi o soco umas 3 vezes e não tive efeitos secundários até ao momento. No geral acho os reality shows um bocadinho aborrecidos e então só vejo os hits (pontapés, socos e afins).


De El Guapo a 12 de Setembro de 2010 às 23:10
Começando com uma lapalissada, os reallity shows, quando são bem feitos, são óptimos programas de televisão. Mas quando são mal feitos, são péssimos.

A questão é que, em Portugal, a qualidade média dos programas (qualquer programa) é baixíssima.

Mesmo o Big Brother 1 só foi um bom programa por sorte. Porque fomos, os portugueses, apanhados de surpresa. O impacto foi enorme porque, pela primeira vez, os labregos tiveram um programa só deles. Já tinham aparecido na tv, claro, mas em programas com apresentadores civilizados, ou em documentários de cariz antropológico.

Mas no BB, aquilo era tudo deles. As pessoas urbanas ficaram maravilhadas por verem pessoas com quem se cruzam poucas vezes e por pouco tempo; os outros labregos ficaram maravilhados por verem os seus iguais serem objecto de interesse pelo país todo.

Depois do BB1, foi tudo uma porcaria. Tirando os reallity shows de talento, tipo Ídolos, que são espectáculo, os outros feitos em Portugal não têm interesse nenhum.


De Luirantri a 15 de Setembro de 2010 às 14:20
Uma Sociedade Desenvolvida, é directamente proporcional à qualidade dos “Cérebros” que possui, e à capacidade criativa e intelectual do seu colectivo.

Na mesma proporcionalidade, uma Sociedade Subdesenvolvida, vive numa infância permanente, e sem capacidade criativa, limita-se a imitar.

E a imagem do subdesenvolvimento está patente nas nossas Tv’s, tanto ao nível informativo, como nas opções de programação:
1º, em vez de procurarem uma concorrência saudável, apenas se imitam uns aos outros; e
2º, como não têm capacidade criativa, nem sabem reconher a mesma, limitam-se a copiar programas estrangeiros, aportuguesando-os, mas sempre com a infeliz fatalidade de escolherem os piores.
É uma profunda incompetência nacional, preconizada por profundos imitadores.

Qualquer “Big Brother” ou “Big Father” são sempre maus! E deveras Fascisantes !
E no caso do programa Televisivo, revela à partida duas aberrações, que nada têm a ver com a natureza humana, mas apenas com a sua condição cultural: A primeira aberração é o fomento do espírito “snooping” ou até “voyeur”; E a segunda aberração, é “impigir” uma falsa vida privada como se fosse real, e apresentar a privacidade como “Show”. Coisas muito próprias de mentes pouco saudáveis, desde os produtores e realizadores, até aos próprios espectadores.

Todos sabemos que as Tv’s, sejam de Empresas Públicas ou Privadas, estão obrigadas a prestar “Serviço Público”, que como é obvio deve ter uma vertente erudita. Mas em vez disso, apenas se restringem aos mediatismos baratos, previligiando o estilos “Pimba” e vulgarmente “Ordinários”, desde a música ao futebol, qual retrato dos seus gestores.

Infelizmente, há anos que as televisões não passam programas de qualidade Erudita. E em vez de prestarem o tal “Serviço Público” a que estão obrigadas, apenas têm contribuido para a estupidificação geral da sociedade, que facilmente se deixa influênciar.

A meu ver, nos tempos modernos, as Tv’s, equivalem à Alegoria da Caverna de Platão, por falta de diversidade e de qualidade nas programações.

A única consolação, é perceber, que apesar de tudo, o “Big Brother” televisivo, embora com graves consequências sociais, é uma farsa quase ingénua, quando comparado com o “Big Father” que nos controla todos os dias, seja através da utilização da “Net” ou dos Telefones, dos Cartões das Portagens, dos Cartões de Crédito e do Multibanco, ou de outros Chip’s que nem sequer sabemos, ou aínda através das Câmaras de Vigilância espalhadas por todos os lugares públicos e privados, e por uma grande diversidade de outros métodos, como os licenciamentos, vistos, autorizações, etc.


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