Comentários:
De R. Tendeiro a 25 de Setembro de 2010 às 12:41
Esses estrangeiros são um bocado tecla 3. É o que acontece a quem vê Portugal como um bando de atrasados mentais. Fico contente que estejam a ser julgados e espero que vão todos dentro. Acho que já fomos mais fáceis de enganar.
Alguns dos velhos que se sentem sozinhos têm a tendência para aceitar tudo o que seja afecto, sem distinguirem de onde vem. Nós, os mais novos, de certeza que temos um bocadinho a culpa e devíamos pensar mais sobre isso.


De Luirantri a 28 de Setembro de 2010 às 11:45
Sim ! Na minha opinião, já fomos mais ingénuos e por isso mais fáceis de enganar !
Mas parece-me que, após um breve despertar, os portugueses estão numa nova fase de embrutecimento cultural.

Penso que, a mentira e a vigarice, são mecanismos naturais de sobrevivência, ou seja, fazem parte do palco da vida, em que os seres humanos são actores. Tanto o que engana como o que é enganado, são dois personagens que habitam um mesmo indivíduo, que está programado para sobreviver.
Daí, a necessidade de Regras, Normas e Leis, para que seja possível viver em sociedade, ou viver em relacionamento “Politico”, palavra que significa literalmente “Convivência”.

Lembro-me de, à já alguns anos, alguém ter comprado o Monumento Cristo-Rei. Negócio em que se concluíu que não era apenas culpado o falso vendedor, porque, para além da ingenuidade, também entrou no jogo a “ganância” do comprador.
E não podemos esquecer que no âmbito jurídico, há negocios que apenas são considerados como inválidos, e não como vigarices.

Mas, não é só em Portugal que há vigaristas. Os nossos, até parecem meros “meninos do coro”, se comparados com os americanos, que são mestres de todas as especulações, e até já ousam vender lotes de terreno em Marte !
Afinal, e vendo bem, também ao nível institucional se enganam as pessoas, e até populações inteiras, como também me parece que há vigarices e vigaristas, que até são “legais”.


De Rita a 28 de Setembro de 2010 às 22:33
Penso que entrámos na era em que já aprendemos, talvez com os estrangeiros, o que é enganar. E agora passamos o tempo a enganarmo-nos uns aos outros, qual puto que aprendeu um truque novo.


De Juan Goldín a 29 de Setembro de 2010 às 19:58
Dear Carla, perguntas se os portugueses já foram mais fáceis de enganar. Eu não sou português, sou argentino, mas depois de 17 anos bem passados nesta linda terrinha já me sinto um bocado Luso. E posso dizer que continuamos a ser alvo dos vigaristas.

Quando fui fazer o meu crédito à habitação, para poder ter um spread competitivo, fui obrigado a aderir ao plano de saúde do banco (plano que poucas vezes uso), a fazer um PPR, que nunca vai dar jeito e cujo valor acumulado é menor de dia para dia (não era suposto subir?). Fui obrigado a segurar o meu carro no mesmo banco, pagando um seguro superior a outros, mas sem ter mais beneficio por isso. Também veio no pacote o cartão Visa Gold, que escondo no fundo duma gaveta por temor a que alguém o veja e me acuse de Pato Bravo.

Conclusão: pago por mês muito mais que pagaria se tivesse um spread pouco competitivo. Também fui vigarizado pela Cofidis e a Cetelem tenta constantemente tirar proveito desta pobre pessoa. Tudo isto para não falar da grande vigarice que é que os bancos só pagarem 5% de IRC.


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