Comentários:
De Anonimo a 6 de Novembro de 2010 às 01:54
Olá,
O tema do DIVORCIO, está na boca do mundo.
É impressionante como as pessoas banalizam hoje o casamento, e é apenas
porque as pessoas nada levam a sério ou acham que tudo não passa de bens materiais... Como podem trocar de casa em 1 mês , 1 carro em dias ou 1 emprego em horas.
Nos dias de hoje tudo se troca .
Tanto se fala do "AMOR QUE DEIXOU DE EXISTIR"
quando me refiro de amor refiro-me de ser leal para o meu conjugue sem que seja necessário haver laços de sangue. Dizemos que não há amor como dos filhos, é verdade , mas surpreende-me sempre esta afirmação pois eu não me consigo a imaginar a viver um sem o outro.
Falo isto porque me encontro à beira de um divorcio e este assunto consome-me diariamente .
Embora muitas desculpas ocorrem numa separação, a principal a meu ver é a TRAIÇÃO pura e dura.
E as traições surgem obviamente por parte de quem as provoca e a culpa deve ser assumida.
Creio que se houvesse mais respeito pelo próximo investidas e cobiças de outrem seriam infrutíferas.
É certo e sabido que entre casais há crises e a história é sempre igual, repete-se sem fim, Traição.
No entanto, choca-me como as mulheres cedem tão facilmente e inclusive não têm qualquer pudor em se deitarem com um homem casado, simplesmente não tem qualquer problema de consciência perante esta realidade. Frias e calculistas , pois se inicialmente a intenção é somente passar o tempo, no fim querem sempre mesmo é destruir.

Na minha modesta opinião e pelo que tenho observado todas estas mulheres , são em grande parte filhas de pais divorciados , pessoas que são mal resolvidas diria até que mal amadas e não vêm qualquer senso de culpa ou responsabilidade perante esta realidade.
E são os filhos do amanhã que estamos a criar e somos nós os principais responsáveis .

Outro episódio triste é sem dúvida um pai ou mãe assumirem o divorcio tão levianamente quando existem filhos . Pergunto-me diariamente como um pai ou uma mãe pode deixar de ver o sorriso ou ter aquele abraço ao fim do dia dos filhos . Para quem os tem e para quem diz os ama de verdade mas que prefere abdicar disso, estará com certeza a mentir.
Que eu saiba as pessoas se casam por amor, e este deve perdurar com todas as dificuldades, crises conjugais porque todos as têm
Contratempos todos os temos e confesso que nem censuro e nem tenho desses enorme preconceitos contra a infidelidade.
Confesso mas apenas ao meus botões, que por vezes até é necessário para nos sentirmos livres, de termos a sensação que temos autonomia sobre os nossas sentimentos , pode parecer uma forma estranha de ver as coisas, mas é assim que eu penso.
É óbvio que deve ser pessoal e aqui se aplica a famosas frase "coração que não vê , coração que não sente"

A minha mãe esteve casada durante 40 anos, mulher de um homem só, e os últimos anos não formam mesmo nada famosos, nós os dois irmãos nos questionávamos porque a minha mãe nunca se quis divorciar e fazer uma vida nova.
Eu namorei 15 anos com o meu marido e sempre tive a certeza que era o ser humano perfeito aquele que seria o contrário do meu pai, mas ao fim de 6 anos apenas me encontro à beira da ruptura do meu casamento e sofro imenso com isso.
E apenas hoje consigo compreender o que a minha mãe me disse há dias , que apesar de tudo ele era o seu companheiro, e
não se conseguia imaginar a passar os seus dias sem nunca mais o ver, porque convivia com esta pessoa há40 anos com todos os seus defeitos e qualidades .
E é esse o sentimento que nutro hoje pelo meu marido, há 21 que convivo diariamente com esta pessoa para todos os bons e maus momentos e como é possível dispensarmos assim essa pessoa das nossas vidas????

Ou é verdade que nós trocamos assim do nada os nossos pais, irmãos ou filhos, devemos ou pelo menos tentar conviver em harmonia , só assim formamos um comunidade a que possamos chamar de normal, feliz.

Sendo que vivemos num ciclo total de tudo, apelo a todos por alguma moral e bom costume, as excentricidades dos nossos tempos de hoje , apenas têm provocado o que estamos passivos a assistir , o declínio das famílias.
Apenas consigo conceber o divorcio em caso de maus tratos físicos , alcoolismo ou vícios abrangentes.
É que ainda há por aí muitas mulheres que acreditam no "para todo o sempre."


De Kássia Kiss a 9 de Novembro de 2010 às 12:39
"devemos ou pelo menos tentar conviver em harmonia , só assim formamos um comunidade a que possamos chamar de normal, feliz".

O problema é que tentar preservar a harmonia a todo o custo e evitar o divórcio por causa dos filhos, por exemplo, pode preservar essa imagem de uma comunidade/família normal, mas, decididamente, não feliz!!!

Há uma grande diferença entre "normal" e "feliz". E a maior infelicidade é, a meu ver, a que está encoberta pela capa da "normalidade".

E é preciso muito cuidado nessa tentativa de preservar a harmonia. Porque se só um elemento do casal está disposto a sacrificar a sua felicidade para preservar a normalidade, se só um se submete a esse princípio, anulando-se perante o outro, é o caminho certo para doenças e depressões. E causar danos irreparáveis nos filhos.


De Anónimo a 6 de Novembro de 2010 às 13:55
Acerca do tema e porque li o comentário anterior, começo por dizer que sou uma dessas mulheres que ainda acredita no "para todo o sempre". Preconceitos à parte, crenças, espírito mais ou menos aberto ou fechado, irei casar-me no ano que vem. Estamos juntos há mais de três anos, vivemos juntos praticamente desde o início o que viemos a constatar que foi uma boa aposta. Acreditamos que é para sempre.
Por isso mesmo vamo-nos casar. Não casámos antes porque não houve tempo para isso, para planear uma festa. Seis meses depois de nos termos conhecido estávamos a viver juntos. Encaramos o casamento como a celebração do nosso Amor, queremos fazer uma festa com amigos e família.
Mas também acredito que possa não ser para sempre, daí eu acreditar que este pensamento realista (chamo-lhe realista porque as más coisas não acontecem só aos outros) é um dos alicerces da minha fé nesta relação. É o que me faz viver de olhos abertos, reinventar a relação, saber que não me posso acomodar.

O pior que pode acontecer numa relação não é a infidelidade: é o total desinteresse pelo outro. O fim do respeito. O fim do companheirismo. O fim da cumplicidade. O fim da paixão. O fim da amizade. O fim da confiança. O fim do Amor. É perceber que o outro já não nos ama, já não quer saber de nós. É perceber que já não queremos saber se ele nos trai ou não, é perceber que já não vibramos porque ele chegou meia hora atrasado a casa, é perceber que já não temos nada em comum com aquela pessoa. Isso sim, pode levar ao divórcio porque é o fim. A infidelidade não é o bicho papão do casamento porque quando isso acontece (haver um 3º elemento) é porque aquela relação já acabou há muito tempo. Uma infidelidade num casamento pode ser uma chamada de atenção ou a forma decadente de dizer que acabou. Penso que é possível "reabilitar" um casamento depois de uma infidelidade, dependendo das variantes dessa mesma infidelidade.

O grande problema dos casais que vivem juntos mas não são felizes um com o outro é uma questão de conveniência, eu acho. A casa por pagar, o dinheiro que não chega (a conveniência financeira), os filhos, o cão, o papagaio, mas acima de tudo, o medo da mudança. É mais fácil cada um viver "na sua" mas juntos, do que ter de enfrentar a mudança de um divórcio. Muitas vezes, já nem é penoso ou doloroso, simplesmente não querem saber. A indiferença total. Às vezes surge um terceiro elemento, que acaba por ser a pedra no charco, e por outras, vivem assim, "infelizes para sempre".

Penso que as pessoas que se divorciam são corajosas: tiveram a coragem de dizer basta. Não acho que seja apenas porque "trocar é fácil", de ânimo leve. É porque toda a gente tem um limite, ou simplesmente recusam-se a alinhar na indiferença.

Nada, mas mesmo nada, deverá ser motivo para duas pessoas ficarem juntas, muito menos os filhos, que muitas vezes, são as principais vítimas por um casal permanecer junto. Ao contrário da pessoa que comentou anteriormente, eu acho que ninguém tem de se submeter a um casamento infeliz para apenas poder ver os filhos todos os dias.

A vida é demasiado curta para termos de abdicar da nossa própria felicidade.


De Rui Zink a 6 de Novembro de 2010 às 19:43
Depende de sobre o que é que o casamento é contrato. Tudo acaba, um dia, a começar pela vida humana. Pode o amor ser imortal? Não. Mas pode durar mais do que a vida das pessoas. Quando há filhos as pessoas deviam tentar ter algum juízo. Mas como "falar sobre o assunto" quando um dos motivos para o divórcio é que as pessoas já não se entendem? É fácil, para quem está de fora, dizer coisas como "Vá lá, sejam razoáveis." O problema (ou pelo menos um dos problemas) é que o que começou torto dificilmente se endireita. O casamento começou, geralmente, pelos menos razoáveis dos motivos: paixão, amor, emoção, desejo...
E querem que depois as pessoas, na hora do desamor, sejam razoáveis?! Ó Carla, vá pentear macacos.


De Anónimo a 3 de Dezembro de 2010 às 14:35
Sim, é necessário coragem para um divórcio, mas é necessário muito mais para fazer resultar um casamento pois implica coragem para saber viver em harmonia a dois, todos os dias. e com toda a dimensão da gestão de uma casa, trabalho, família.Para mim o divórcio é unicamente um acto egoísta de quem pensa primeiro na sua felicidade do que na felicidade da família que se comprometeu a assumir.


De Alice Alfazema a 6 de Novembro de 2010 às 19:28
A alta taxa de divórcios, talvez de deva ao facto de se pensar que casamento é conto de fadas. O divorcio foi um direito adquirido pela mulher portuguesa no século passado...há uns míseros anos. O que todas passaram para o conquistar é a soma do sofrimento daquilo que não queriam que outras passassem...o direito de escolha, liberdade de opinião e de vida...Viver em casamento exige sacrifícios que nem todos estão dispostos ou aptos a passar. O respeito é um bem essencial para o sucesso do casamento...tanto pelos filhos como entre o casal, viver em comunidade no meio de quatro paredes é sem dúvida uma tarefa árdua que não exige só amor, mas espírito de camaradagem, educação, saber escutar, ser bom observador...enfim ser altruísta O sexo por si só não constrói nada, porque a miscelânea de sentimentos variam ao longo do mesmo, as traições crescem com as frustrações geradas ao longo dos anos ou do tempo e são elas as ervas daninhas que levam ao acto de trair. Quando alguém parte para este compromisso não o faz a pensar que o seu fim é uma probabilidade, mas também não deveria ter a pretensão de ser dono de alguém e impor o amor, gostos, ideias...Muitas vezes o fim das relações é pelo sufoco sentido e o desejo de liberdade. Num casamento nenhum dos dois deve ser idolatrado e sim tratados como iguais, a idolatração a alguém, criando imagens de perfeito é o grande começo do fim.
Alice Alfazema


De puppet_in_his_hands a 8 de Novembro de 2010 às 15:48
Esta é uma história em que o adultério constante por parte do ex marido chegava a ser um mero pormenor.Fê-lo quando ela estava grávida, mostrando-lhe a prova do "crime", sabendo que ela tinha tido um problema grave de saúde durante a gravidez e que se se repetisse poderia ser fatal. Fê-lo publicamente num jantar dos seus amigos ao qual a levou e ainda lhe disse que o que tinha acontecido era culpa sua pois não lhe dava atenção, etc.Tudo o que de acontecia de mal era culpa dela, mesmo a violência psicológica e física. Na psic., a família participava alegremente. Nos dias dos seus aniversários não lhe oferecia algo que fosse ela sentia-se tão mal que chorava- só lha oferecia depois do ritual de humilhação. Amou-o muito, esteve tantos anos com ele que julgava preferível aguentar tudo aquilo, talvez não percepcionasse a vida sem ele, que incluía um controlo económico obsessivo e atenção: durante o casamento nunca dependeu de alguém, tinha a sua fonte de rendimentos com base num esforço contínuo e apoios familiares...
já tinha havido uma separação prévia, mas ele voltou, prometendo alterar o seu comportamento- alguns avisaram-na de que aquele era o momento dado que ele tinha saído de casa e que não iria alterar o seu comportamento. Ela decidiu dar-lhe uma nova chance, porque o amava e porque achava indigno colocar interesses materiais sobre o amor que por ele sentia. Ele sabia que ao sair de casa teria de continuar a pagar a morada de família e entrou em pânico (o seu amor ao dinheiro sempre excedeu qualquer outro tipo de sentimento..)A alteração da lei do divórcio no ano seguinte e o facto de ela cessar o contrato laboral davam-lhe mais alguns meses
de um planeamento meticuloso. Chegou-lhe a oferecer prendas que nunca lhe tinha passado pela cabeça receber dele. Tantos anos a ser tratada como uma vassoura. Ainda fizeram uma sessão de terapia familiar, mas ele recusou-se a continuar- perante dois psicólogos a situação poderia sair do seu controlo.
Pediu-lhe o divórcio de tal forma invertida que ela ao ter de o aceitar até por uma questão de sobrevivência ôntica passou a ser socialmente a causadora da ruptura. Quando ela saiu de casa depois de um último episódio de agressão, ele fez-se de vítima perante a família dela (e fez o papel tão bem!). Quando ela um dia voltou a casa para ir buscar algo esquecido já encontrou ali um pacote de desmaquilhantes da amante do marido abandonado condoído. Ela aceitou a separação, estava disposta a perdoar-lhe as faltas e pela criança cada um ir à sua vida, e permanecer a amizade que os unira tantos anos no namoro- ele fez-lhe crer que seria assim, arrastando decisões legais. Mas não seria assim tão fácil. Esperá-la-ia mais de 2 anos numa guerrilha psicológica que dura até hoje. Por coincidência, roda a tese de que a ex se prostitui (ele sabe que esse rumor lhe provoca uma dor profunda), para além de ter graves problemas psicológicos e de ser uma má Mãe (nunca detectou que ela o seria durante os anos vividos em comum e em que ela sempre foi uma mãe extremosa) A ex mora em casa dos Pais com a filha, às quais ele sempre se recusou a dar uma pensão de alimentos, mas socialmente faz tudo para passar pelo Pai modelo quando é responsável pela continuação do sofrimento da criança, ao negar à mãe até a dignidade social. Pessoa que ele tem na sua vida, que ela nem conhece e nem quer conhecer e espera que seja uma boa madrasta para a filha, até ficaria feliz que ela pudesse acalmar a fúria do ex e fazê-lo feliz, mas tudo o que ele faz visa encurralar a ex a tal ponto que ela prescinda da custódia da criança.Mas engana-se- uma boa mãe jamais desiste dos seus filhos, mesmo que a sua vida esteja em causa. Ela, já separada, teve outra pessoa, um homem lindo que a tratava como mais alguém a tratou. Isso enfurece-o - um animal doméstico não detém esse direito exclusivo do dono, nem sequer o direito a ser mãe da filha. E mesmo no desemprego que se lixe (e atenção: o pecúlio familiar deste ser desprezível serviu-lhe para caucionar a subida). Enfim, um ser humano muito digno e um excelente Pai de família. Então, lá terá ele de continuar na guerrilha de bastidores até estraçalhar com quem ousou põr em causa a sua imagem pública para defender a sua vida.


De puppet_in_his_hands a 8 de Novembro de 2010 às 16:56
Só gostaria de fazer uma súmula do que disse, agora na generalidade : creio que um casamento não deve ser sustentado apenas pelos filhos.
Quando já não existe Amor que, a meu ver, inclui, para além da paixão, respeito (na história acima descrita o respeito foi logo quebrado no início do casamento), o melhor é cada um ir para o seu lado.
Se a mulher da história não se tivesse casado, hoje, teria uma vida melhor para oferecer à sua Filha, uma casa, etc. Pensa muito nisso, mas o passado não se altera, só deve servir como lição de vida. Jamais se voltará a casar com alguém- o vexame destes tipos de divórcio marcam para sempre. A felicidade de um dia de festa não compensa a tortura de anos de humilhações constantes e desperdício de vida com circunstâncias mínimas perante a Grandeza da Vida...

Até porque tem a sorte de contar com a ajuda incondicional dos seus Pais, estando muitas outras mulheres em situações muito piores do que a sua. Ela tem um tecto e, apesar de desempregada, tudo tem feito para alterar a situação, mas sempre com base na honestidade- chegou até aqui com a herança simbólica que julga fundamental transmitir à Filha: acima da vil matéria estão sempre os Afectos, a Dignidade Humana, o trabalho honesto assente no mérito, a Coragem de continuar no meio de tempestades. O carácter de uma pessoa vê-se nos piores momentos e é na escuridão que se encontra Luz, como diz Agostinho da Silva. Deus só nos Dá o que podemos suportar e aquilo que precisamos para nos aprimorarmos como almas...

Como aqui já alguém disse, quando o adultério é prática de algum dos membros do casal, o outro deve deter a lucidez de acabar com uma relação que o destrói, não se iludindo que a situação se vai alterar, porque esta não se altera- o que nasce já disfuncional jamais se compõe...

Por outro lado, se o adultério é consumado é porque aquela relação já está moribunda. Sair dela é um acto de Dignidade. Desejar o melhor à outra parte, mesmo que ainda alguns sentimentos permaneçam tb o é. Ninguém é de ninguém e Amar é libertar. Quanto mais feliz o outro estiver melhor e será saudável permanecer um certo carinho por quem se amou.

Na história precedente o luto face aos adultérios foi sendo feito ainda estava ela grávida. Durante o casamento vários lutos foram por ela feitos perante desrespeitos contínuos. Depois da separação, faltava o luto da traição da Amizade. Esse é o que mais custa, mas tb é indispensável.

Esse processo de luto implica uma ida às dores mais profundas, digeri-las, e resgatar o melhor que há em nós para voltarmos a apreciar a vida. Tb implica uma distribuição justa de responsabilidades- numa relação falhada é impossível que só uma das partes detenho todas as responsabilidades dos motivos da ruptura.

Depois é caminhar lentamente, até se poder voltar a poder dar passos regulares e tentar-se ser feliz para fazer tb os Filhos felizes. Um Pai/Mãe detém o Supremo Dever de pôr a vida dos seus filhos acima da sua, considerando-os não como armas de arremesso ou extensões do seu ego, mas como indivíduos detentores de direitos inalienáveis. E um desses direitos é o de poder continuar a usufruir da presença de ambos os Pais na sua vida, sem processos tão traumáticos aliados às tentativas de alienação parental, que são uma cobardia infame.




De Kássia Kiss a 9 de Novembro de 2010 às 18:57
Se "o respeito foi logo quebrado no início do casamento", foi um grande erro insistir durante tanto tempo e um erro ainda maior, perdoar-lhe, dar-lhe uma segunda chance, depois de uma primeira separação. Quando uma relação falha, a culpa é sempre dos dois. Esta foi a culpa da mulher em questão. O marido não a respeitava, porque ela própria não se respeitava. Ele não deixa de ser um canalha por isso, mas o facto é que ela, por não ter capacidade para se amar a si própria, convencia-se que o amava a ele!

Muitas mulheres são assim, as meninas são educadas para terem espírito de sacrifício, para se subjugarem e serem humildes :(

Espero que a Filha seja educada doutra maneira...


De Anónimo a 8 de Novembro de 2010 às 17:42
O que esperam as pessoas hoje do casamento? Que motivos justificam o divórcio?


Ea muito melhor dar respostas do que perguntas, mas apesar disso, obrigado pelo txt

João Peixinho


De puppet_in_his_hands a 11 de Novembro de 2010 às 00:39
Cara Kátia Kiss, se ler o meu último comentário verá que sou uma pessoa justa- não faz parte da minha forma de estar no mundo abstrair-me das minhas responsabilidades. Das minhas....Agora, responsabilizar-me pelos actos alheios isso nunca mais farei (um erro, eu sei :)- sabe que a estratégia de inversão de situações é transversal nestes casos? E que quase nenhuma das mulheres que se vêem metidas nestas situações não correspondem aos estereótipos das tontinhas masoquistas?

Talvez tenhamos, de facto, uma auto-estima debilitada, isso será verdade, situação agravada com experiências destas, outra verdade...

Mas, repare, são, por vezes, mulheres todas decididas como a Kátia e que não se conseguem desligar das suas próprias realidades para entender as dos outros que lhes são alheias as que mais discriminam outras que passam por estas situações?

Mas quem é a Kátia para afirmar que eu amava ou não o meu ex marido? Acha que alguém aguentaria estas situações sem amor?

Peço-lhe que não fale do que não sabe..."só quem está no convento é que sabe o que lá vai dentro"...

A meu ver, humildade é uma qualidade, subserviência um defeito de que nunca padeci...medo é outra dimensão e pânico então...

É essa humildade que me permite perdoar a quem me fez e faz tanto mal, desejar-lhe o melhor e educar a minha Filha nos melhores Princípios, sempre defendendo os seus direitos acima de tudo...talvez por isso a minha Filha seja uma criança feliz e equilibrada, ainda que já tenha sofrido bastante com tudo isto, que é o que mais me custa- parte daquilo a que me sujeitei pensava eu ser por ela, mas errei, eu sei...

Fique bem, desejp, sinceramente, que seja sempre muito feliz


Comentar post