Comentários:
De GoncaloMartins a 1 de Abril de 2011 às 09:45
Aquando o preenchimento dos Censos 2011 surgiu-me uma dúvida na questão 8 do questionário individual - "Naturalidade (Indique o local de residência da sua mãe quando você nasceu)"
No meu ponto de vista, a dúvida é legítima e justificável. Passo a explicar porquê...

A minha certidão de nascimento e Bilhete de Identidade apontam Alcântara como a freguesia correspondente à minha naturalidade. Contudo, na altura do meu nascimento, a minha mãe residia numa freguesia do Município de Oeiras.
Deverei então colocar a freguesia onde a minha mãe residia ou a freguesia correspondente ao Hospital onde nasci?

No telefonema que efectuei para a linha de apoio ao cliente (808 201 808), indicaram-me que deveria considerar o local onde a minha mãe residia na altura do meu nascimento.
No entanto, outras fontes apontam-me noutra direcção, nomedamente o site do Instituto dos Registos e do Notoriado - http://www.irn.mj.pt/sections/irn/a_registral/registo-civil/docs-do-civil/naturalidade-e-registo
Como poderão constatar, a naturalidade é algo definido pelos pais e não obrigatoriamente o local de residência da mãe aquando o nascimento da criança.

Será que a minha naturalidade escapuliu-se e resolveu alterar-se sozinha, sem que eu desse por isso?

Fico a aguardar o vosso esclarecimento oficial sobre esta questão.


Agradeço a atenção e apresento-vos os meus melhores cumprimentos,
Gonçalo Martins


PS - o número relativo à linha telefónica de apoio ao cidadão inquirido (800 222 011) continua inoperacional.


De Sofia a 2 de Abril de 2011 às 16:04
"A ausência de uma simples questão comprova que a deficiência não faz parte das inquietações dos recenseadores." alguém é capaz de me explicar o conteúdo RIDÍCULO desta frase? Então agora quem bate porta-a-porta é quem tem a culpa de os questionários não terem uma pergunta em que se distingam os cidadãos com algum tipo de deficiência dos ditos normais? Eu sou recenseadora e ao ler a crónica escrita por esta senhora, que ela sim deve ser deficiente, fiquei extremamente ofendida com a afirmação supracitada, e não me venham com histórias da carochinha pois eu estou a tirar a licenciatura em Sociologia e realmente para escrever uma coisa desse tipo é preciso ter muito mau carácter. Não sei é que a senhora pensa que é mas de certeza que ter o rabinho sentado numa cadeira a mandar bitaites para o ar não tem o mesmo incómodo que andar a bater portas e ter de responder a algumas questões de carácter mais delicado como essa que referiu e não termos como explicar às pessoas que realmente pode ser (e é) uma falha do questionário, agora o problema que se coloca é que nem as pessoas com a instrução primária nos põe as culpas porque sabem muito bem que não fomos nós a fazer os ditos questionários, portanto tenha mais cabecinha quando escrever o que quer que seja para o país ler (sim porque o Metro é o diário gratuito mais lido em Portugal) e deixe de nos dificultar o trabalho que já por si é complicado, ou quer vir a senhora fazer a nossa vez??


De luisa a 7 de Abril de 2011 às 21:56
Obviamente que quando se refere recenseadores não tem a ver com as pessoas que distribuem os boletins, trata-se de uma análise ao conteúdo dos censos. Já agora pergunto-lhe porque chama de deficiente esta senhora? Mas eu posso-lhe explicar porque é que é ridiculo o facto de os censos não terem questões sobre a deficiência ou melhor....nem vou explicar, concerteza quando tirar o seu curso talves entenda.


De isabel felgueiras a 3 de Abril de 2011 às 20:37
A afirmação do presidente da Associação Portuguesa de Deficientes, Humberto Santos «as perguntas no Censos 2011 não vão permitir fazer a diferença entre as pessoas com deficiência e as pessoas que perderam capacidades devido à idade, seja visão, audição, mobilidade ou outra», causa-me admiração, pelo que pergunto: isso é um problema?
Claro que não, pelo contrário é uma vantagem.
As questões formuladas permitem-nos saber efectivamente quem são as pessoas com limitações na sua funcionalidade em actividades básicas (visão, audição, etc.), e qual o grau dessas limitações, independentemente da causa ou origem dessas incapacidades.
Dá-nos de facto um perfil da funcionalidade/incapacidade da população portuguesa. Isto é aquilo que é importante saber num Censos como informação a ter em conta para a definição de politicas e medidas. Outras questões mais especificas relativas às pessoas com deficiência não têm cabimento num Censos, mas sim em inquéritos específicos dirigidos às pessoas com deficiência e que, à semelhança do que acontece noutros países, geralmente ocorrem após os Censos e isso era muito importante que também se verificasse em Portugal.

Já agora, para evitar opiniões pouco informadas sobre os assuntos, o que infelizmente é muito frequente entre nós, importa dizer que Portugal no Censos 2011 nas questões que incluiu obedeceu às orientações das organizações internacionais, nomeadamente no âmbito das Nações Unidas (Veja-se “The Measurement of Disability Recommendations for the 2010 Round of Censuses” -Washington Group on Disability Statistics (WG) . http://www.cdc.gov/nchs/data/washington_group/recommendations_for_disability_measurement.pdf.


De ana forte a 7 de Abril de 2011 às 16:57
Claro que tem importância não distinguir limitações devido à idade de deficiências. Seguindo o seu raciocínio então para que servem as perguntas relativas às limitações decorrentes da idade?
Não posso concordar. Saberá que nunca irá haver um questionário sobre a deficiência - quantos são e de que tipo. Porque não pode ser o Censos a fazer isto?Há 10 anos fez!!!! O argumento são modelos europeus? Pois ...mas talvez não tenham problemas de sinalização de pessoas com deficiência e tenham um planeamento e estratégia para as políticas de deficiência.


De ana forte a 7 de Abril de 2011 às 17:03
Não haver questões dirigidas para saber quantos deficientes tem Portugal e que tipo de deficiências existe é um erro de planeamento. Nos Censos anteriores estas questões estavam contempladas e , por exemplo, foi possível saber quantas pessoas havia com Paralisia Cerebral.
Penso que obviamente esta lacuna não possibilita estabelecer uma política para a deficiência nem canalizar os recursos devidos.
Pessoalmente acho escandaloso e um retrocesso.


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