Sexta-feira, 13 de Maio de 2011
Rádio Blogue: debates eleitorais

 

Este fim-de-semana recuperamos diversas opiniões sobre a morte de Bin Laden e o terrorismo...

 

Com Carla Hilário Quevedo e Antonieta Lopes da Costa

6ªf, 13 de Maio- 11.35/ 17.40

Domingo, 15 de Maio- 18.35

 

Os debates eleitorais estão aí, de novo, apesar das medidas já acordadas com a troika. Havia outra solução para Portugal sair desta situação? A esquerda fez bem em não estar presente nas negociações com a «troika»? Perante este cenário, para que servem os debates eleitorais? Dê-nos a sua opinião mais abaixo ou através do 21. 351 05 90, até às 16h da próxima 5ªf. A crónica de Carla Hilário Quevedo é publicada aqui em parceria com o jornal Metro.

 

Debates eleitorais

Começaram de novo os debates eleitorais, obrigatórios entre líderes partidários ou candidatos a Primeiro-ministro. Chegámos, mais uma vez, àquele momento em que não sabemos se são os debates que influenciam as sondagens ou se são as sondagens que influenciam os discursos dos participantes. A grande novidade, desta vez, é que estas eleições parecem limitar-se à escolha de três partidos ou à escolha de quem vai liderar um governo que, tudo leva a crer, será no mínimo composto por dois partidos. O PCP e o Bloco de Esquerda, ao negarem a inevitabilidade dos empréstimos para saldar as dívidas nacionais, e ao não quererem assinar nenhum pacto de compromisso, parecem estar voluntariamente auto-excluídos de qualquer solução governamental. A solução desta crise passa por aplicar aquilo a que geralmente se chama medidas de direita ou liberais. Esta particularidade leva-me a pensar que a esquerda tem soluções para distribuir o dinheiro, mas não tem propostas para o ganhar. Estou a simplificar e talvez por isso pareça injusta. Mas se o for, não é culpa minha. Fui levada a esta conclusão por ouvir constantemente os partidos do centro-direita a prometer honrar as obrigações impostas pela «troika», e até a elogiá-las. Ao mesmo tempo, ouvi inúmeros economistas, especialistas e comentadores a concordar que muitas destas medidas que nos são agora impostas já deviam ter sido tomadas há muito tempo. Há muitos portugueses que, desconhecendo o preço alto que pagaremos por causa destas medidas, defendem que era mais que hora de alguém pôr as contas, o estado e os partidos em ordem. Ou seja, em simultâneo com os debates e a campanha decorre uma outra vida em que tudo foi já decidido, e que é a do acordo estabelecido com a «troika» constituída pelo FMI, o Banco Central Europeu e a Comissão Europeia. Havia outra solução para Portugal sair desta situação? A esquerda fez bem em não estar presente nas negociações com a «troika»? Perante este cenário, para que servem os debates eleitorais?



publicado por jazza-me
link do post | comentar

Comentários:
De Juan Goldín a 15 de Maio de 2011 às 19:06
Acho que estes debates realmente não servem para nada. O programa do PSD, CDS e PS são quase idênticos e não são obra dos partidos; são ordens dadas pela Merkel e pelo Durão (porta-vozes dos mercados, reais governantes de Portugal sem terem passado por nenhuma eleição). O BE e o PCP fizeram bem em não assinar como os outros três esse papelinho que obriga a cumprir um programa de governo idealizado pelo FMI e UE. Nestas próximas eleições a única coisa que podemos escolher é se queremos que o pais se privatize na totalidade ou se privatize um bocado menos. É mentira que a solução sejam políticas neo-liberais, se continuamos assim, será a perdição total e vamos acabar sendo um Clube Mediterranee com 92 090 km². Para dar um exemplo, a Argentina, em 2001, estava na bancarrota e na ecessão total, exactamente na mesma situação de Portugal, por ter seguido as mesmas políticas neo-liberais que a troika insiste em obrigar-nos a seguir. Hoje a Argentina, por ter descartado de raiz esse tipo de politicas neo-liberais, tem um crescimento de 11,7 por cento. Se a Argentina, no sul do hemisfério sul, conseguiu, Portugal tambem consegue, mas se continuamos a cumprir ordens dos mercados não saímos nunca mais do 0,7 de crescimento. O programa de governo já está decidido, vença quem vencer. De todas as maneiras, é bom irmos votar no dia 5 de Junho, mas sejamos conscientes que só votaremos se queremos RTP e Caixa públicas ou privadas, O resto já está decidido.

Eu ainda tenho a esperança que o PS faça uma coligação com o Bloco e PCP. Com o PSD, PP e PS juntos vamo-nos afundar cada vez mais. Restruturar a divida é umas das saídas, e pagar sim, mas nos nossos termos, não nos que impõe a corrupção internacional que nos governa.


Comentar post


Rádio Blog
Carla Hilário Quevedo
Metro - Rádio Europa Lisboa
Tema da semana: Rádio Blogue.
Comente aqui ou em 21 351 05 90.
A sua voz vai para o ar :
6ª feira, 11h35/17h40
Domingo, 18h35






Rádio Europa Lisboa
Rua Latino Coelho, 50 - 1º
1050-137 Lisboa, Portugal
Tel.: 21 351 05 80

Email   Estamos no Facebook   Siga-nos no Twitter
Emissão online:

clique para ouvir a emissão da europa


Rádio Blog
Carla Hilário Quevedo
Metro - Rádio Europa Lisboa
Tema da semana: Rádio Blogue.
Comente aqui ou em 21 351 05 90.
A sua voz vai para o ar :
6ª feira, 11h35/17h40
Domingo, 18h35



POSTS RECENTES

A História de... José Man...

Rádio Europa Lisboa

A História de... Miguel P...

Funchal Jazz 2011: 7 a 9 ...

Diogo Vida no Braço de Pr...

Internacional Europa

RFI: emissões em 90.4 fm

JIGG 2011: Jazz im Goethe...

A História de... Vital Mo...

Cool Jazz Fest 2011, 4 a ...

Bobby McFerrin leva VOCAb...

Série aTensãoJAZZ chega a...

ARQUIVOS
TAGS

todas as tags

blogs SAPO
SUBSCREVER FEEDS