Fotos de Gonzalo Fuentes e Farid Alouache/ Reuters, em França
Neste final de semana regressa o Rádio Blogue, com um tema de debate proposto por Carla Hilário Quevedo em parceria com o jornal Metro. Deixe o seu comentário mais abaixo ou através do 21.351.05.90 até às 16h da próxima 5ªf.
A burqa em França
Nicolas Sarkozy declarou no Verão que o uso do véu islâmico integral ou burqa «não era bem-vindo em França». Quase cinco anos após a proibição de símbolos religiosos nas escolas, o governo francês preparava-se para aprovar uma lei que proíbe o uso da burqa no espaço público. No entanto, Benoît Hammon, porta-voz do partido socialista francês, manifestou que o partido da oposição não é favorável à nova lei, embora seja contrário ao uso da burqa por ser «uma prisão para as mulheres». Acrescentou ainda que não compete ao Estado avaliar a boa ou má interpretação do Corão, questionando a legalidade da proposta. Cerca de duas mil mulheres usam a burqa e o niqab em França. Usada no Afeganistão, sobretudo fora das cidades, até à chegada dos talibãs ao poder, esta peça controversa de vestuário consiste num pano que cobre a mulher do topo da cabeça aos tornozelos, com uma rede a tapar a cara. A quem defende que toda a gente tem o direito de vestir o que muito bem quiser, sugiro que dê um passeio sem roupa na via pública e depois relate as consequências. O exibicionismo da burqa deve prever as mesmas penas e assim o seu uso será desencorajado. Falo do exibicionismo descarado desta forma de opressão sobre as mulheres. Só por esta razão, é de felicitar a intolerância corajosa do Presidente francês a esta forma de prepotência aberrante, que não pode ter lugar num país europeu. Na minha opinião, a burqa simboliza a tirania do fundamentalismo islâmico, e encolher os ombros, fazendo de conta que não é nada connosco, é algo de que nos devemos envergonhar. As diferenças entre os símbolos religiosos como o crucifixo, o elegante lenço na cabeça, o «kippah» e a burqa estão bem à vista. Um lenço a cobrir a cabeça pode ser um testemunho de fé. Esconder-se, tapando-se de cima a baixo, é um manifesto de submissão. Uma sociedade livre pode aceitar ostentações de escravidão? Por sermos democráticos e ocidentais somos obrigados a permitir manifestos contra o nosso conceito de dignidade humana?
Burqa (imagem daqui)
Debate político avesso ao politicamente correcto... com um pé na blogosfera.
Islão- Nicolas Sarkozy defende a abolição da burqa em França.
Irão – A população continua revoltada contra as alegadas fraudes eleitorais que permitiram a vitória de Ahmadinejad. Na semana em que se soube que o regime iraniano vigia à exaustão a internet, até que ponto a imagem afectada do Irão afecta a sua influência no Médio Oriente?
Manifesto 28 – Um conjunto de 28 reputados economistas assinou um manifesto que põe em causa a construção do TGV, do novo aeroporto de Lisboa e de mais auto-estradas. Viraram liberais de repente ou trata-se de mero oportunismo político?
PSD – Manuela Ferreira Leite prometeu uma renovação do grupo parlamentar, como linha estratégica para as legislativas. Serão só nomes ou augura-se algo mais no discurso laranja?
Data das eleições – Cavaco Silva ouviu esta semana os partidos políticos quanto à marcação da data das eleições legislativas e autárquicas, que apenas o PSD e o Presidente pretendem que sejam no mesmo dia. Porquê esta divergência e qual é a melhor solução?
Esta semana, André Abrantes Amaral e Antonieta Lopes da Costa debatem com a investigadora universitária Ana Margarida Craveiro (31da Armada) e a economista Maria João Marques (O Insurgente).
Os debates anteriores estão aqui.
6ªf, 26 de Junho- 18h

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