Sexta-feira, 10 de Setembro de 2010
Rádio Blogue: reality-shows

"The Biggest Loser" e "Big Brother Famosos"

 

No primeiro Rádio Blogue da rentrée, a cronista Carla Hilário Quevedo trouxe ao debate as questões de segurança e paranóia. Este fim-de-semana ouvimos os comentários ao tema com...

 

Carla Hilário Quevedo e Antonieta Lopes da Costa

6ªf, 10 de Setembro- 10.35/ 19.35

Domingo, 12 de Setembro- 18.35

 

Ao longo dos próximos dias queremos saber o que pensa dos reality-shows. O texto abaixo, com a assinatura de Carla Hilário Quevedo, é publicado aqui em parceria com o jornal Metro. Deixe a sua opinião, se preferir, através do 21.351.05.90. Até às 16h da próxima 5ªf.

 

Reality-shows

A televisão a que chamamos da vida real começou há dez anos no nosso país. A primeira edição do Big Brother fez história, não apenas por causa do que se passou na casa da Venda do Pinheiro, mas porque o formato dava a impressão de estarmos a ser espectadores privilegiados de uma realidade que nos tinha sido vedada até então. Depressa ficou claro que a vida real televisiva era construída a partir dos momentos menos entediantes do quotidiano dos participantes. Estes instantes que se podiam contar eram, por sua vez, provocados com jogos e festas. O sucesso do Big Brother viveu da ilusão muito bem explorada de estarmos a assistir em primeira mão, e individualmente, a acontecimentos escabrosos ou banais passados numa casa, onde vivia um grupo de pessoas anónimas. A ânsia de entender os comportamentos daquelas pessoas naquela circunstância obrigou à mobilização de especialistas. Comentadores em geral não resistiram à tentação de tirar conclusões universais sobre a natureza humana a partir do pontapé do Marco. Portugal parava há dez anos para assistir ao Big Brother. A partir daí, a televisão da vida real optou por se especializar. Cozinheiros, estilistas, modelos, gente a ganhar dinheiro por dizer verdades irrelevantes e, mais recentemente, obesos são alguns desses casos. Em «The Biggest Loser», ganha quem perder mais quilos. Num dos últimos episódios, Jillian, a treinadora, teve a ideia de chamar a sua mãe, psicoterapeuta de profissão, para ouvir as aflições de alguns dos participantes. Assistimos às sessões de terapia e à exposição do que levaria os concorrentes a comer abusivamente. Foi pesado, passo a expressão. É certo, no entanto, que a violência não é invulgar para o espectador habituado a ver os filmes de terror em que se tornaram os reality-shows. Menos habitual, no entanto, é haver cenas de violência física em concursos de caça a talentos, como é o caso do X Factor. Lisa Parker e Abbey Johnson foram juntas à audição em Birmingham. Depois de terem insultado o público e o júri, mostraram ser umas nódoas na cantoria. A audição acabou com Abbey a dar um soco na amiga. O que mais podemos esperar da televisão e dos reality-shows?



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Quinta-feira, 4 de Junho de 2009
Rádio Blog: Susan Boyle

 

 

Chegados a sexta-feira ouvimos as opiniões de todos sobre o caso de Alexandra Tsyklauri, a menina que foi entregue recentemente à família biológica russa.

 

Com Carla Hilário Quevedo e Antonieta Lopes da Costa

6ªf., 5 de Junho- 10.35

Domingo, 7 de Junho- 18.35

 

Nos próximos dias queremos saber a sua opinião sobre o caso da inglesa Susan Boyle, que participou no concurso televisivo Britain's Got Talent. O texto é assinado por Carla Hilário Quevedo e publicado aqui em parceria com o jornal Meia Hora. Os comentários podem ser feitos através do 21.351.05.90 ou mais abaixo.

 

Susan Boyle

A inglesa Susan Boyle, de 47 anos, viu a sua vida pacata e anónima mudar de um dia para o outro quando alguém a convenceu de que faria lindamente em participar no concurso Britain’s Got Talent. Alguma prima perversa terá insistido que tinha uma voz de rouxinol, omitindo a preciosa informação de que os concursos televisivos de talentos são, acima de tudo, cruéis. O rastilho do YouTube levou Susan Boyle aos lares de todo o mundo, entregando uma pessoa completamente normal, ou nada habituada a qualquer tipo de exposição, às garras maldosas dos juízos e comentários mordazes. No meio deste caos de avaliações talvez o mais destrutivo tenha sido a expectativa criada em torno do fenómeno Boyle. O triunfo do talento apesar do duplo queixo parecia ser a prioridade. A vitória de Susan Boyle significaria a derrota das Britneys de cana rachada. Felizmente, o povo é frívolo e votou contra Susan; salvando-a, de certa forma. Os quinze minutos de fama resultaram num esgotamento logo após a notícia do segundo lugar. Susan Boyle acabou no hospital. Como, aliás, qualquer pessoa que se preze em circunstâncias semelhantes. Susan Boyle é só um caso limite do que se passa com a maioria das estrelas ascendentes em concursos deste tipo? A televisão destrói as pessoas normais?



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