(Fotografia de Luís Miguel Correia)
Por ser uma região ultraperiférica, o Arquipélago dos Açores tem beneficiado de ajudas e apoios que lhe são especificamente destinados. Nos Açores, A História De... tenta perceber como esta aproveita os fundos da União Europeia a que tem direito e que tem recebido. O que mudou nos Açores desde a adesão à União Europeia?
Ao longo da semana ouvimos Jorge Augusto Paulus Bruno, Director Regional da Cultura, Berta Cabral, Presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada, e João Ponte, Presidente da Câmara Municipal da Lagoa e da Associação de Municípios da Região Autónoma dos Açores.
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Com Antonieta Lopes da Costa
(produção de Radoslava Radkova e sonorização de Rui Garcia)
2ªf, 30 de Maio, a 6ªf, 3 de Junho- 10.45 (blocos de 5mns)
6ªf, 3 de Junho- 19h (na íntegra)
O debate político avesso ao politicamente correcto... com um pé na blogosfera.
- Sondagens – A duas semanas das eleições, a grande surpresa são as sondagens com excelentes resultados para o PS. Os portugueses estão imunes à governação?
- Debates – A poucas horas do último debate televisivo que vai opor Sócrates a Passos Coelho, poderá este ser o confronto que decide o desfecho das eleições?
- PSD e a Cultura – Passos Coelho afirmou que, sendo governo, a cultura deverá ficar na sua dependência directa, deixando de ter ministério próprio. Será um sinal positivo de clarificação política ou um retrocesso cultural?
- Strauss-Kahn e o FMI – Após a detenção de Dominique Strauss-Kahn, a luta pela liderança do FMI é global e já não entre EUA e Europa. Outro sinal dos tempos?
Esta semana, André Abrantes Amaral e Antonieta Lopes da Costa em debate com Tomás Vasques (do blogue “Hoje Há Conquilhas”) e Bruno Alves (do blogue “O Insurgente”).
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6ªf, 20 de Maio- 18h
Domingo, 22 de Maio- 19h
Jk Rowling, Paul Newman, Gary Sinise, Projecto do Centro da Fundação Champalimaud
Neste final de semana revemos as opiniões dos ouvintes sobre as medidas de austeridade anunciadas pelo governo.
Com Carla Hilário Quevedo e Antonieta Lopes da Costa
6ªf, 8 de Outubro- 10.35/ 19.35
Domingo, 10 de Outubro- 18.35
Ao longo dos próximos dias queremos saber o que pensa da filantropia em Portugal. A crónica de Carla Hilário Quevedo é publicada também no jornal Metro desta 6ªf. Dê-nos a sua opinião mais abaixo ou através do 21.351.05.90, em mensagem gravada, até às 16h da próxima 5ªf.
Filantropia
A propósito da inauguração do centro de investigação do cancro e das neurociências da Fundação Champalimaud, a sua Presidente, Leonor Beleza, quando questionada pelo Público sobre o acesso dos beneficiários do Serviço Nacional de Saúde ao Centro do Cancro, respondeu deste modo: «Não desejamos limitar o acesso apenas a doentes com grandes capacidades económicas. Existem neste momento conversações com o objectivo de não excluir desse acesso os beneficiários do Serviço Nacional de Saúde». Enquanto o acesso ao hospital recentemente inaugurado em Pedrouços estiver limitado a alguns doentes, o projecto filantrópico ficará por cumprir. É da natureza da filantropia dar sem exigir nada em troca. Diria que fazer o bem sem olhar a quem também se inscreve na mesma ideia. O trabalho de solidariedade nobre da Fundação ficaria incompleto se se limitasse àqueles que estão em boas condições financeiras de usufruir das condições deste novo hospital. Não termos uma tradição de filantropos em Portugal, como existe, por exemplo, nos Estados Unidos, não nos deve impedir de a iniciarmos bem. A notícia da inauguração do Centro Champalimaud para o Desconhecido é boa. Mas não é suficiente. Na época de profunda crise em que vivemos, as pessoas em Portugal são individualmente solidárias com os outros. Prova disto são as recolhas de alimentos do Banco Alimentar contra a Fome, que aumentam de campanha para campanha. Isto significa que não há em Portugal nenhum problema com a ideia de dar a quem mais precisa. A filantropia parece, no entanto, ser muito pouco expressiva quando chega às maiores empresas ou aos grandes empresários do país. Neste momento de crise, nenhum grande empresário ou milionário português tomou a iniciativa de doar uma percentagem significativa da sua fortuna para suportar parte da rede escolar ou da rede dos transportes, da manutenção de hospitais, etc. O Estado português deve incentivar a filantropia, criando mais benefícios fiscais para as empresas? Ou a filantropia depende de uma mentalidade que simplesmente não existe em Portugal?
Annabela Rita
O Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias (CLEPUL), fundado em 1975 por Jacinto do Prado Coelho, é um dos centros de investigação mais antigos da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. O seu objectivo é dar o maior contributo possível à cultura e literatura em língua portuguesa e no seu grupo de investigação incluem-se as literaturas e culturas eslavas, ibéricas, portuguesas, africanas e brasileiras. Annabela Rita, doutorada em Literatura Portuguesa Moderna e Contemporânea, é a nova directora do CLEPUL e autora do livro Cartografias Literárias, editado pela Esfera do Caos no passado mês de Agosto. Annabela Rita é a convidada de Mendo Henriques para o Perguntas Proibidas da semana, em parceria com o Instituto da Democracia Portuguesa.
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5ªf, 23 de Setembro- 18h
José Eduardo Franco
Historiador, poeta, ensaísta e investigador da Universidade de Lisboa, José Eduardo Franco é o convidado de Mendo Henriques no Perguntas Proibidas da semana, em parceria com o Instituto da Democracia Portuguesa. O Dicionário Histórico das Ordens e Instituições Afins em Portugal, editado no início do mês pela Gradiva, e com direcção do autor, partilhada com José Augusto Mourão e Ana Cristina da Costa Gomes, é a obra mais recente do historiador, que tem publicado estudos sobre o Padre António Vieira, os Jesuítas e os Jardins do Mundo. Em entrevista, José Eduardo Franco fala da obra agora publicada pela Gradiva, do estudo sobre os Jesuítas, que acaba de ser editado em França, e de anteriores congressos e trabalhos- e do impacto cultural destas iniciativas, levadas a cabo com grande número de parcerias e envolvendo grande movimentação cultural.
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5ªf, 16 de Setembro- 18h
Manifestação, Espanha; "Tourada à Portuguesa", de Victor Lages
Este fim-de-semana ouvimos os comentários à contrução do muro em volta do Bairro das Pedreiras, em Beja...
Com Carla Hilário Quevedo e Antonieta Lopes da Costa
6ªf, 30 de Julho- 10.35/ 19.35
Domingo, 1 de Agosto- 18.35
Para o último debate antes das férias de Agosto, Carla Hilário Quevedo escolhe a proibição das touradas. Depois da Catalunha, podemos esperar um desfecho semelhante em Portugal para as tradicionais touradas? Dê-nos a sua opinião mais abaixo ou através do 21.351.05.90, até às 16h da próxima 5ªf. O Rádio Blogue é uma parceria com o jornal Metro.
Proibir as touradas
Na Catalunha, uma petição assinada por 180 mil pessoas que exigiam o fim das touradas levou a que o parlamento agisse. A iniciativa legislativa popular foi aprovada com 68 votos a favor, 55 contra e nove abstenções. O movimento de cidadania foi determinante na mudança da lei, e a partir de 2012, a praça de touros de Barcelona ficará vazia. A proibição das touradas na Catalunha é uma vitória importante para todos os que se opõem a uma tradição que consiste em infligir sofrimento a animais. A ideia de proibir uma actividade alegadamente tradicional como as touradas é por norma desconfortável aos partidos da direita. Para os liberais, a intervenção estatal é mal vista; quanto aos conservadores, por natureza resistentes à mudança, a tradição fala mais alto. O apoio dos partidos de esquerda aos movimentos anti-touradas terá também contribuído para a direita tomar uma posição contrária no debate. Não sei, no entanto, como pode sustentar argumentos tão frágeis. Nem a proibição nem a tradição são conceitos intocáveis, pois há proibições boas e tradições más. Não faltam exemplos na história de tradições proibidas por ofenderem a dignidade humana. A escravatura é um exemplo de uma tradição felizmente banida em todo o mundo. Os crimes de abuso sexual a crianças não se encontravam definidos como tal há sessenta anos, mas a sociedade entendeu que os mais frágeis tinham de ser juridicamente protegidos. É o mesmo repúdio a actos de crueldade que subjaz ao dever de proibir as touradas. É provável que o meu argumento preferido contra as touradas seja mais religioso que ideológico, mas penso que não tem de ser caro apenas aos crentes. Infligir sofrimento deliberadamente, por divertimento e soberba, a qualquer criatura de qualquer espécie é um acto de barbárie. Amarmos os outros como a nós próprios nem sempre é fácil. Mas desta dificuldade não faz parte uma necessidade de causar sofrimento a nenhuma criatura no planeta. Porque é que as touradas devem ser proibidas?
Teatro Municipal São Luiz, Lisboa; Tiago Rodrigues
Depois dos anunciados cortes nos apoios à Cultura, várias organizações do sector uniram-se na Plataforma Geral das Artes. Acreditam que foi graças a essa união, e à pressão exercida, que o governo voltou atrás nos cortes de 10% nas verbas já contratualizadas com o Ministério da Cultura. Para o futuro, esperam conseguir manter um diálogo positivo com a Ministra Gabriela Canavilhas e exigir que o Orçamento de Estado para 2011 preveja uma verba de 1% do PIB para Ministério da Cultura. O Europa Entrevista convida esta semana Tiago Rodrigues, um dos porta-vozes da Plataforma Geral das Artes.
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Com Mónica Peixoto
3ªf, 20 de Julho- 18h
A informação europeia continua a ter destaque alargado, em 90.4 fm, em parceria com a Euranet. No Europa Diário, por estes dias, descobrimos a Europeana, biblioteca digital europeia que conta, desde 2008, com 10 milhões de objectos digitalizados e que se podem consultar no portal provisório do projecto, com conclusão prevista para 2011. De 2ª a 6ªf, depois das 8.30, com Catarina Ruivo.
O Made in Europa traz-nos as decisões do Parlamento Europeu e da Comissão Europeia que directamente se reflectem no nosso dia-a-dia. De 2ª a 6ªf, às 1020, com edição de Andreia Lago.
O Zoom Europa ouve alguns dos protagonistas da política europeia em questões que marcam a actualidade do espaço dos 27. De 2ª a 6ªf, com edição de Sofia Soeiro, ao meio-dia e às 16h.
A página em língua portuguesa do portal Euranet é actualizada por Filipa Paramés.
Diana Mendonça; Livraria francesa (foto daqui)
Esta semana, o Perguntas Proibidas procura saber o que pensam os jovens escritores na crise presente? Quais as “receitas de cultura” que têm para apresentar? Para onde vai o debate de ideias no nosso país? O Instituto da Democracia Portuguesa entrevista Diana Mendonça. Nasceu em Cascais e foi directora de uma revista feminina. É autora dos livros Receitas de Fado, Receitas de Ópera e Receitas de Contos de Fadas, internacionalmente distinguidos com 3 Gourmand’s Awards. Venceu um concurso nacional de contos, tem uma rubrica na rádio sobre livros e é presidente dos Jovens Escritores de Portugal.
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5ªf, 17 de Junho- 18h
Em parceria com o Instituto da Democracia Portuguesa, o Perguntas Proibidas da semana debate a Lusofonia- as Culturas e os Investimentos, com Francisco Cunha Rêgo, do IDP, e o reconhecido gestor e consultor de empresas Carlos Morais dos Santos, poeta, defensor da Liberdade e da Democracia, que recita poema inédito sobre a sua visão do 25 de Abril em 2010.
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5ªf, 29 de Abril- 18h
Lisboa, Campo Pequeno, 2007 (imagem daqui)
Em final de semana ouvimos os comentários que nos chegaram nos últimos dias sobre o bullying nas escolas.
Com Carla Hilário Quevedo e Antonieta Lopes da Costa
6ªf, 12 de Março- 10.35/19.35
Domingo, 14 de Março- 18.35
Tourada e cultura é o novo tema escolhido por Carla Hilário Quevedo, em parceria com o jornal Metro. Pode dar-nos a sua opinião mais abaixo ou, se preferir, através do 21.351 05 90, até às 16h da próxima 5ªf.
Touradas e cultura
Foram criadas duas novas secções no recuperado Conselho Nacional de Cultura: artes e tauromaquia. O anúncio está a suscitar polémica, não por causa da secção das artes, mas por a bizarra secção de tauromaquia. A Ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, afirmou que «[a] tauromaquia existe e movimenta 650 mil espectadores. É nossa obrigação cumprir a lei e a lei diz que temos que a regular». A existência da secção é justificada porque a tauromaquia é uma das áreas que faz parte das competências do Ministério da Cultura e está sob a alçada da Inspecção Geral das Actividades Culturais (IGAC). Garantir, por exemplo, a segurança dos espectáculos artísticos é uma das suas competências. Encontramos o primeiro problema, talvez o mais superficial, nestas declarações da Ministra da Cultura. Se a função do Ministério da Cultura se esgota no cumprimento de leis, e não inclui suscitar perguntas quanto ao que se entende por «espectáculo artístico», então este é um organismo do Estado supérfluo. Se a burocracia fala mais alto na Cultura, será mais que suficiente um departamento ou mesmo um pequeno gabinete que trate da papelada. O segundo problema, bastante mais sério, é o sofrimento dos animais. Se considerarmos que um espectáculo artístico pode consistir em infligir sofrimento em animais para gáudio de um certo número de pessoas, então por que razão havemos de excluir da regulamentação as lutas de cães, por exemplo? Se o interesse do público e a receita da bilheteira são o mais importante não há como defender que as touradas são boas e as lutas de cães são más. Mesmo que as últimas, apesar de existirem, sejam ilegais. Há procura daí a oferta. Não interessa, portanto, o que se está a oferecer. Para os 650 mil consumidores de touradas em Portugal, Gabriela Canavilhas é uma óptima Ministra da Cultura. Elogiada pelo crítico de tauromaquia do Correio da Manhã, Gabriela Canavilhas depressa passou a Gabriela ‘Bandarilhas’ por defensores do direito dos touros a serem deixados em paz. As touradas devem ser proibidas? Se não, porque não?
(imagem daqui)
O Empreendedorismo, jargão da Economia que se tornou moda e objectivo (não só das sociedades como das instituições de ensino), é a base do programa desta semana. O Empreendedor surge como o agente de mudança económica, iniciador de uma nova abordagem e criador de uma nova ideia, e alguém capaz de assumir o risco e capaz de formar um projecto financeira e economicamente coerente. A questão parece ser… o que procura o empreendedor? A teoria do ciclo económico associada à inovação, vai buscar o seu acto fundador teórico a Joseph Schumpeter (1883-1950).
O Instituto da Democracia Portuguesa (IDP) tem chamado a atenção para Bernard Lonergan, no seguimento das ideias de Schumpeter e Kalecky; e apercebeu-se que uma solução para a crise é a capacidade inovadora do indivíduo. Lonergan viu que além da procura do Lucro como principal factor de empreendedorismo, existe a procura do conhecimento e a capacidade de adaptação - que promove o surgimento de novas ideias e abordagens.
Para tratar estes temas, Teresa Ambrósio e Paulo Freitas do Amaral, do Projecto Empreendedor da Universidade Lusófona, são convidados do IDP, num diálogo com Francisco Cunha Rego e Paulo Rascão.
PERGUNTAS PROIBIDAS DA SEMANA:
-40% da população e 20% dos peritos assinalam o medo de falhar como decisivo para não empreender. Porque será que a independência e o risco não são valores dominantes na cultura portuguesa?
-O fraco peso do empreendedorismo no ensino é um problema estrutural? - Porque há tantas dificuldades de acesso a fontes de financiamento não tradicionais; e nomeadamente no estrangeiro?
-Até quando continuará a inadequação das políticas governamentais portuguesas?
-A nossa legislação do trabalho é ou não, afinal, demasiado rígida?
5ªf., 14 de Maio- 18h
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