Ray Gosling (imagem de vídeo)
Este fim-de-semana, como habitualmente, ouvimos as opiniões de todos sobre o aborto e os abusos da lei.
Com Carla Hilário Quevedo e Antonieta Lopes da Costa
6ªf, 19 de Fevereiro- 10.35/ 19.35
Domingo, 21 de Fevereiro- 18.35
Nos próximos dias queremos saber a sua opinião sobre o acto do jornalista Ray Gosling, que matou o amante para pôr fim ao sofrimento do companheiro, doente com SIDA. O texto de Carla Hilário Quevedo é publicado aqui em parceria com o jornal Metro. Pode deixar-nos o seu comentário através do 21.351.05.90, se preferir, até às 16h da próxima 5ªf.
Ray Gosling
O repórter Ray Gosling, de 70 anos, surpreendeu os espectadores do programa da BBC «Inside Out» com uma revelação invulgar. Perante a confirmação dos médicos de que não haveria maneira de aliviar o sofrimento do jovem Bryn Allsop, a morrer de sida, Ray Gosling admitiu tê-lo sufocado com uma almofada. Depois desta confissão, o jornalista foi detido pela polícia de Nottingham e recusa-se a colaborar com as autoridades. Explica que fizera um pacto com o amante, em que ambos tinham prometido agir assim no caso de ficarem doentes e sem alívio para a dor. Ray Gosling chama ‘suicídio assistido’ ao acto que cometeu há cerca de vinte anos. Bob Dickinson, produtor da Radio 4, declarou ter ficado chocado com as declarações do amigo, que descreveu ao Times como uma pessoa «muito humana» e «obcecada com a importância das vidas das pessoas comuns». Alan Horsfall, activista dos direitos dos homossexuais, amigo do jornalista há quarenta anos, explica que Gosling lhe contou há anos o que fizera e que nunca tinha pensado que fora um crime. Outros amigos conheciam a história há mais de dez anos e todos punham de parte a ideia de que a acção fora criminosa. O Suicide Act prevê uma pena que pode ir até aos catorze anos de prisão para o crime de cumplicidade na morte de outra pessoa. Pouco depois de o escritor Martin Amis ter defendido a criação de «barraquinhas de eutanásia em cada esquina, onde as pessoas de idade pudessem acabar com a sua vida com um martini e uma medalha», o caso de Ray Gosling promete intensificar um debate já longo em Inglaterra sobre a legalização da eutanásia. A maior preocupação com esta questão complexa é a dos possíveis abusos a uma lei que permita ao ser humano controlar o fim da sua vida. ‘Morrer com dignidade’ é por enquanto um privilégio de poucos que podem aceder aos cuidados paliativos. Mas este conceito precisa de ser mais bem explicado. O que significa morrer com dignidade? Ray Gosling é um assassino ou apenas uma pessoa bem-intencionada?
Eluana Englaro
Amanhã voltamos ao encontro com Carla Hilário Quevedo para ouvir os comentários sobre a utilidade e as mais-valias de redes sociais como o Facebook, Twitter e etc.
Com Carla Hilário Quevedo e Betânia Valente
6ªf., 6 de Fevereiro- 10.35
Como habitualmente temos já um novo tema para debate, nos próximos dias: a Eutanásia, a propósito da italiana Eluana Englaro, que se encontra há dezassette anos em estado vegetativo e no centro de uma polémica sobre a morte assistida. O texto de Carla Hilário Quevedo é publicado aqui em parceria com o jornal Meia Hora. A sua opinião é bem-vinda através do 21.351.05.90 ou mais abaixo, até às 16h de 5ªf.
Eutanásia
Eluana Englaro, há dezassete anos em estado vegetativo, foi autorizada pelo Supremo Tribunal italiano a ser transferida para uma clínica privada em Udine, onde será interrompido o sistema de alimentação artificial que a mantém viva. Assim termina a longa batalha judicial do pai, Giuseppe Englaro, que durante quase dez anos defendeu que a vida da filha terminara em 1992, quando, na sequência de um acidente de automóvel, entrou em coma sem possibilidade de recuperação. O Vaticano manifesta-se contra esta decisão jurídica, reclamando que apenas Deus tem o poder de dar e tirar a vida. O mesmo Deus que também deu ao ser humano esta capacidade extraordinária de querer sobreviver a todo o custo e que o levou a fazer descobertas científicas que permitem que pessoas como Eluana Englaro não pereçam quando a sua hora parecia ter chegado. A questão da eutanásia é muito mais complexa e requer uma sensibilidade maior. Sobretudo uma maior compaixão. Em casos irreversíveis como este, e de sofrimento prolongado, é justo afirmar que se trata de um "assassínio abominável", como fez o Cardeal Javier Lozano Barragan ao jornal "La Repubblica"? O que é moralmente mais condenável: assassinar uma pessoa ou permitir uma morte digna a um paciente num estado vegetativo irresolúvel?

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