Bairro das Pedreiras, Beja (imagens daqui e daqui)
Em final de semana recuperamos os comentários às boleias partilhadas...
Com Carla Hilário Quevedo e Antonieta Lopes da Costa
6ªf, 23 de Julho- 10.35/ 19.35
Domingo, 25 de Julho- 18.35
Nos próximos dias queremos saber o que pensa da construção do muro em volta do Bairro das Pedreiras, em Beja. O texto tem a assinatura de Carla Hilário Quevedo e é publicado aqui em parceria com o jornal Metro. Se preferir, pode dar-nos a sua opinião através do 21. 351. 05. 90, até às 16h da próxima 5ªf.
Muros e contentores
No ano passado apareceu a ideia revolucionária na escola básica de Lagoa Negra, em Barcelos, de separar 17 crianças de etnia cigana dos restantes alunos. O projecto considerado pela responsável da DREN como sendo de «discriminação positiva» deu muito que falar na altura. O projecto foi contestado pelos partidos de esquerda e por muitos comentadores porque se baseava numa ideia de segregação. Apesar das dificuldades de integração destas crianças, não as integrar numa sala de aula normal poderia levar a um afastamento ainda maior da comunidade. Sem contestar a bondade das intenções, a ideia era pouco clara, além de não garantir uma maior aprendizagem por parte dos alunos «excluídos», ou numa linguagem mais politicamente correcta, «protegidos». Surge agora uma nova polémica com a comunidade cigana no Bairro das Pedreiras, em Beja. O problema é antigo mas volta a estar na ordem do dia por causa de uma queixa em Bruxelas por parte de uma organização não-governamental que acusa a Câmara de Beja de segregar a comunidade. O muro de betão construído em torno do bairro e as condições «deploráveis» em que estas pessoas vivem mereceram a atenção do bispo de Beja. D. Vitalino Dantas acusa os responsáveis governamentais de terem arranjado uma solução «muito primária e feita a correr» para realojar uma comunidade que vivia num bairro de lata. Também a alta-comissária para a Imigração e Diálogo Intercultural, Rosário Farmhouse, manifestou o seu desagrado quanto à existência do muro, dizendo que «todas as soluções que acabem na criação de guetos não são soluções felizes». As razões para a construção do muro de betão foram dadas pela ex-vereadora da Câmara de Beja. A segurança dos moradores terá sido o motivo principal para tão polémica construção. Maria Manuel Coelho terá explicado numa carta ao Público que o muro foi construído para proteger as pessoas «da circulação intensa de camiões na estrada que passava junto às casas». O Estado português tem legitimidade para segregar pessoas? Os vizinhos toleram as comunidades de difícil integração, desde que vivam em guetos? Como se soluciona este problema?
O tema parece não ter despertado grandes paixões ou talvez, de facto, os imigrantes sejam bem tratados em Portugal e não sejam precisas mais discussões. Imigração e minorias, o texto de Carla Hilário Quevedo, pode ser lido aqui, em parceria com o jornal Meia Hora. Amanhã ouvimos as opiniões que nos chegaram, com a presença habitual de...
... Carla Hilário Quevedo e Betânia Valente
6ªf, 18 de Julho- 10.45
Domingo, 20 de Julho- 14.15
Imagens do documentário Lisboetas de Sérgio Tréfaut, 2004
Esta semana, no Rádio Blog, discutimos a questão da imigração e das minorias étnicas. O texto, de Carla Hilário Quevedo, é publicado aqui, em parceria com o jornal Meia Hora. Deixe a sua opinião mais abaixo ou através do 21.351.05.90.
Imigração e minorias
Os recentes confrontos violentos na Quinta da Fonte, em Loures, chamaram a atenção das pessoas para o estado de tensão social em que ali se vive. O bairro foi construído para acolher famílias desalojadas pela construção dos acessos à Expo 98, contando com cerca de 2500 residentes de diferentes etnias. O conflito com armas de fogo que aconteceu na quinta e na sexta-feira parecia estar a acontecer numa cidade norte-americana um pouco deserta, talvez numa favela brasileira ou ainda num filme de acção, mas não no nosso jardim à beira-mar plantado, muito menos às portas da capital. O Presidente da Junta de Freguesia da Apelação esclarece que "nos últimos anos (os moradores) têm solicitado à Câmara alternativas noutros locais. Os moradores da etnia cigana são os que mais pedem, mas a Câmara não pode, porque não tem casas para lhes dar". Os desacatos sucedem-se, os gangues disparam e os moradores inocentes não podem contar com policiamento nas ruas. O processo de realojamento terá ignorado rivalidades históricas entre etnias, obrigando inimigos de sempre a coabitar. Levados a sair dos países de origem por causa da guerra, muitos imigrantes não encontram a paz em Portugal. Como é que o nosso país trata os imigrantes? Como evitar os conflitos entre as minorias?
Dê-nos a sua opinião através do 21.351.05.90 ou aqui mesmo, até 5ªf, 17 de Julho, às 17h.
João Vasconcelos, gestor e colaborador da Embaixada do Chipre e da Grécia, é o convidado do Europa Diário, que esta semana dá a conhecer o Chipre, a maior ilha do Mediterrâneo Oriental e estado membro da União Europeia desde 2004.
Com Catarina Ruivo
2ª a 6ª- 8.20
João César das Neves, economista, professor na Universidade Católica, antigo assessor económico do então Primeiro-Ministro Cavaco Silva e autor de vários livros, é o convidado do Europa Económica para a análise do âmbito e particularidades da política económica da União, e dos seus principais resultados, prioridades e desafios, nomeadamente quanto à coordenação entre Estados-Membros, o Pacto de Estabilidade e Crescimento, a articulação com a política monetária do Banco Central Europeu ou a sua contribuição para os objectivos da Estratégia de Lisboa.
Com Helena Costa Neto
2ª a 6ª- 10.20
A Europa Aqui Tão Perto desta semana comenta as propostas do Céu Único Europeu II, um novo pacote de medidas legislativas para tornar os voos mais seguros, mais ecológicos e mais pontuais, e as ameaças de uma acção judicial da Comissão Europeia contra o Estado Português, junto do Tribunal de Justiça, por incumprimento da legislação comunitária de luta contra o branqueamento de capitais. Luís Moita, Vice-Reitor da Universidade Autónoma de Lisboa, fala dos dois processos de integração aparentemente contraditórios que têm a ver com aprofundamento versus alargamento. Pedro Ferreira, do Banco de Portugal, analisa a protecção dos consumidores em matéria de serviços financeiros transfronteiriços e Manuel Menezes, jornalista da RTP e antigo porta-voz da REPER, interroga-se se a presidência francesa vai conseguir ultrapassar a rejeição do Tratado de Lisboa.
Com Isabel Meirelles
2ª a 6ª- 18.20

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