Sexta-feira, 20 de Maio de 2011
Rádio Blogue: DSK

 

Este fim-de-semana ouvimos diferentes comentários sobre os debates eleitorais...

 

Com Carla Hilário Quevedo e Antonieta Lopes da Costa

6ªf, 20 de Maio- 11.35/ 17.40

Domingo, 22 de Maio- 18.35

 

O caso Dominique Strauss-Kahn tem feito manchetes no mundo inteiro, nos últimos dias, e continua a suscitar inúmeras perguntas. O que aconteceria se o Presidente do FMI tentasse violar uma empregada de hotel em Portugal? A acusação a Strauss-Kahn foi uma surpresa? Haverá uma conspiração? Deixe a sua opinião, se preferir, através do 21. 351. 05. 90, em mensagem gravada, até às 16h da próxima 5ªf. A crónica de Carla Hilário Quevedo é publicada aqui em parceria com o jornal Metro.

 

DSK

Num texto de defesa a Dominique Strauss-Kahn, Bernard-Henri Lévy pergunta o que estava a fazer uma camareira sozinha num quarto de hotel em Nova Iorque, quando é normal a limpeza ser feita por «brigadas» de pelo menos duas empregadas. A resposta é dada no New York Times, por Maureen Dowd, que afirma ter ficado no Sofitel várias vezes e diz ser costume haver apenas uma empregada por quarto. A defesa de Henry-Lévy aproveita um elemento da teoria da conspiração que colocaria Strauss-Kahn no papel de vítima inocente de uma armadilha cuidadosamente armada pelos seus inimigos e potenciais adversários nas próximas eleições. A um mês de ser apontado como o candidato que disputaria a Presidência com Nicolas Sarkozy, Strauss-Kahn é detido em Nova Iorque na sequência de uma acusação de agressão sexual a uma empregada do hotel Sofitel em Times Square, levado algemado pela Polícia a tribunal com o mundo inteiro a assistir. A acusação começou por ser negada por Strauss-Kahn. Pouco tempo depois, a defesa alegava que a relação fora consensual. Dias depois, Strauss-Kahn demitia-se da Presidência do FMI. Ao mesmo tempo, relatos de conduta idêntica vinham à tona e cada vez mais o amigo de Henry-Lévy parecia culpado. O caso da jornalista de Tristane Banon contribuiu para esclarecer um certo comportamento. Tinha 22 anos quando, em 2002, o entrevistou para um livro. A experiência acabou numa tentativa de agressão sexual. O Presidente do FMI foi recentemente descrito por Tristane Banon como sendo «um chimpanzé com cio». O caso foi abafado com a ajuda da própria mãe da vítima. Sucedem relatos similares sobre a conduta de Strauss-Kahn. Resta saber quantos terão sido desculpados e interpretados como «sedução» pelos amigos. Vivemos num país em que um psiquiatra é absolvido por violar uma paciente e em que o violador de Telheiras pode escrever impunemente às suas vítimas. O que aconteceria se o Presidente do FMI tentasse violar uma empregada de hotel em Portugal? A acusação a Strauss-Kahn foi uma surpresa? Haverá uma conspiração?



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Terça-feira, 26 de Abril de 2011
Europa Entrevista

 

O último Barómetro da Transparency International indica que 83% dos portugueses têm a percepção que a corrupção está a aumentar em Portugal e 75% consideram que a luta do governo contra o fenómeno é ineficaz. Esta semana recuperamos a conversa com Luís de Sousa, investigador e presidente da recém-criada TIAC- Transparência e Integridade Associação Cívica, ponto de contacto da Transparency International em Portugal.

Os programas anteriores estão aqui.

 

Com Mónica Peixoto

3ªf, 26 de Abril- 18h



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Sexta-feira, 15 de Abril de 2011
Descubra as Diferenças


Rodrigo Cartoon (daqui)

 

O debate político avesso ao politicamente corrrecto... com um pé na blogosfera.

 

- Nobre lista - O PSD convidou Fernando Nobre para a lista de deputados a eleger por Lisboa, prometendo-lhe também a presidência da Assembleia da República. É assim que se convence a sociedade civil a votar?

 

- FMI em Portugal – O governo já pediu ajuda externa, faltando agora negociar as medidas que a irão pagar. Como vai ser a vida, com o FMI a controlar as contas?

 

- Nuclear – O Japão elevou de 5 para 7 o nível do acidente nuclear em Fukushima, colocando-o no mesmo patamar da catástrofe de Tchernobyl. O nuclear já era?

 

- Justiça – Com o início do julgamento de Berlusconi, em Milão, e a detenção de Mubarak, no Egipto, podemos dizer que a Justiça é verdadeiramente cega?

 

Esta semana, André Abrantes Amaral e Antonieta Lopes da Costa em debate com João Villalobos (do blogue “Albergue Espanhol”) e João Távora (do blogue “Corta-Fitas”).

Os programas anteriores estão aqui.


6ªf, 15 de Abril- 18h

Domingo, 17 de Abril- 19h



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Quinta-feira, 30 de Dezembro de 2010
Internacional Europa

Mikhail Khodorkovsky, atrás de parede de vidro no tribunal de Moscovo, Dezembro 2010

 

O comentário de Nuno Wahnon Martins, advogado, consultor político em Bruxelas e membro do European Values Network, analisa, na actualidade internacional da semana, os temas que mais directamente envolvem o espaço político, económico e social da União Europeia. Em destaque:

 

- O Estado de Direito na Rússia - Como um julgamento de um antigo oligarca demonstra a inexistência do Estado de Direito e uma verdadeira democracia na Rússia de Medvedev e Putin. Mikhail Khodorkovsky, ex-magnata do petróleo, está detido desde 2003 por evasão fiscal e enfrentou novo julgamento que o condenou, esta semana, à prisão até 2017.

 

- 2011 - Quais os desafios que a Europa e o Mundo enfrentarão em 2011?

 

Com Nuno Wahnon Martins

6ªf, 31 de Dezembro- 8.15

Sábado, 1 de Janeiro, 2011- 18.15



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Quinta-feira, 16 de Dezembro de 2010
Rádio Blogue: impressão de Portugal

 

O WikiLeaks e a Operação Vingança dos seus defensores foram tema de debate a partir da crónica de Carla Hilário Quevedo, publicada aqui em parceria com o jornal Metro. Este fim-de-semana ouvimos os comentários de todos...

 

Com Carla Hilário Quevedo e Antonieta Lopes da Costa

6ªf, 17 de Dezembro- 10.35/ 19.35

Domingo, 19 de Dezembro- 18.35

 

Nos próximos dias queremos saber que imagem tem de Portugal. O pessimismo é inevitável? O país está assim tão mal? Ou está ainda pior do que imaginamos? Deixe-nos a sua opinião através do 21.351.05.90, se preferir, até às 15h da próxima 5ªf.

 

Impressão de Portugal

As conclusões de um inquérito realizado pela empresa de estudos de mercado Marktest sobre o estado da Nação, ou a imagem que os portugueses têm do seu próprio país, não surpreendem. Das 2400 entrevistas feitas sobre saúde, justiça, segurança, democracia, conflitualidade, economia nacional, corrupção, economia pessoal e familiar, jornalismo, imigração, qualidade de vida, imagem de Portugal, meio ambiente e educação, a nota média foi de 7,2, numa escala de zero a vinte. Os indicadores que receberam a pior classificação foram, sem surpresa, a corrupção, a justiça e a economia nacional. Sobre os aspectos positivos do nosso país parece também não haver nenhuma novidade. A imagem de Portugal, a qualidade de vida e o meio ambiente foram poupados às críticas dos inquiridos. A ideia de Portugal ser um país em que nada funciona mas onde o clima é doce é acarinhada desde sempre pelos cidadãos portugueses. Como se o clima fosse uma justificação para sermos uma nação. Só não se compreende como pode um país com uma justiça muito má ter uma boa imagem. Igualmente difícil de perceber é como pode haver qualidade de vida num estado com uma economia moribunda. Fazer um estudo sobre as impressões dos cidadãos pode não trazer nenhum conhecimento concreto e verdadeiro sobre a nossa realidade, mas tem a vantagem de mostrar estas contradições. Igualmente previsível foi a conclusão de que as mulheres e os mais velhos estão mais pessimistas quanto ao estado do país que os mais jovens. As mulheres, além de serem as primeiras vítimas dos fechos das fábricas e da redução da mão-de-obra nas empresas, têm muitas vezes que arcar com o dia-a-dia de insegurança laboral da família. As reformas não só estão desactualizadas como são muitíssimo desiguais. Mais que uma perspectiva, o pessimismo parece ser uma atitude inevitável. Ainda assim, esperamos todos, inquiridos ou não, que estes tempos de adversidades um dia acabem. O país está assim tão mal? Ou ainda está pior do que imaginamos?



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Quarta-feira, 9 de Junho de 2010
Perguntas Proibidas

Rui Rangel (foto ionline)

 

No dia 10 de Junho, o Perguntas Proibidas entrevista Rui Rangel, juiz desembargador na Relação de Lisboa e presidente da Associação de Juízes pela Cidadania. A justiça anda nas bocas do mundo, sobretudo por motivo de morosidade dos processos e de falta de produtividade dos tribunais. Em ambos os casos, o resultado é o arrastamento de decisões num mundo em que tudo acontece, cada vez mais, em tempo real. Quais os bloqueios e os problemas (e os recursos dos juízes), eis o que Rui Rangel vem expor, em conversa com Mendo Henriques, num programa em parceria com o IDP.

Os programas anteriores estão aqui.

 

5ªf, 10 de Junho- 18h



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Sexta-feira, 30 de Abril de 2010
Rádio Blogue: Decisões judiciais

 

À entrada do fim-de-semana reflectimos sobre educação e punição, a propósito do regresso dos castigos corporais às escolas públicas de Temple no Texas, Estados Unidos.

 

Com Carla Hilário Quevedo e Antonieta Lopes da Costa

6ªf, 30 de Abril- 10.35/ 19.35

Domingo, 2 de Maio- 18.35

 

A partir de hoje temos novo tema para debate, em proposta de Carla Hilário Quevedo, numa parceria com o jornal Metro. Dê-nos a sua opinião aqui mesmo ou através do 21.351.05.90 até às 16h da próxima 5ªf.

 

Decisões judiciais

O Tribunal de Braga condenou a cinco anos de prisão com pena suspensa um homem acusado de violar uma criança de oito anos. O tribunal teve em conta o arguido não ter cadastro, ter confessado o crime e mostrado arrependimento. O tribunal de Matosinhos condenou a 16 anos de prisão o homem que, em Maio de 2009, sufocou a filha de sete anos com um cinto de roupão. «Foi uma ideia que lhe surgiu pela hora do jantar», explicou a juíza-presidente do tribunal, justificando assim a decisão durante a leitura da sentença. A pena máxima não terá sido aplicada porque «o tribunal ficou sem saber qual a motivação» do homicídio. Também no ano passado, em Julho, o Tribunal da Covilhã decidiu aplicar penas suspensas aos seis arguidos no caso do homem que morreu atado às grades de um café. Num caso de crueldade em que um homem morreu depois de ter sido sequestrado e atado de modo a não conseguir libertar-se, o tribunal optou por fazer uma condenação com penas de prisão suspensas a todos os arguidos. Sobre outro caso de crueldade ocorrido em 2006, o Tribunal de Família e Menores do Porto decidiu condenar a penas entre onze e os treze meses de internamento em centros educativos os treze menores envolvidos nos maus-tratos ao transexual Gisberta, encontrado morto num fosso de um prédio. O mais velho dos jovens, com dezasseis anos, terá pedido aos restantes que parassem as agressões que terão sido infligidas a Gisberta, ao longo de vários dias, antes de ser atirada ao fosso com água. Estes são apenas alguns dos casos criminais de que temos conhecimento através da imprensa. Os casos apresentados resultaram em decisões judiciais consideradas profundamente injustas pelos familiares das vítimas. Para estas pessoas a justiça ficou longe de ser feita. Entre a gravidade dos crimes cometidos e as penas aplicadas há um abismo. Como se os crimes tivessem sido cometidos num planeta e fossem julgados noutro. Os tribunais estão demasiado distantes da sociedade? Quem deve tornar as decisões judiciais mais claras para todos?



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Sexta-feira, 18 de Dezembro de 2009
Descubra as Diferenças: 2009 em revista

 

Debate político avesso ao politicamente correcto... com um pé na blogosfera.

 

Descrédito da Justiça – A Justiça portuguesa alcançou o descrédito absoluto, com a sua politização. Será resultado da degradação sentida ao longos dos últimos anos, ou a figura de José Sócrates foi decisiva para este desenlace?

 

Ano político 2009 – A perda da maioria absoluta por parte do PS, a governamentalização da CGD e do BCP, mais os negócios decididos pelo governo em prol do bem estar público. Passámos do estado paternal para o estado usurário?

 

Obama, um ano de Nobel – A finalizar o seu primeiro ano na Casa Branca, Barack Obama recebeu o Nobel da Paz ao mesmo tempo que reforçava as tropas norte-americanas no Afeganistão. Justificou-se, dizendo que a paz se consegue estando pronto para a guerra. Mas não foi este também o entendimento de Bush?

 

Esta semana, André Abrantes Amaral e Antonieta Lopes da Costa em debate com Helena Matos, colunista do jornal Público e blogger do Blasfémias.

Os debates anteriores estão aqui.

 

6ªf, 18 de Dezembro- 18h

Domingo, 20 de Dezembro- 19h



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Quarta-feira, 25 de Novembro de 2009
Perguntas Proibidas

 

Numa parceria com o Instituto de Democracia Portuguesa, Frederico Brotas e Mendo Henriques conversam sobre o que as manchetes e as aberturas de noticiários revelam e ocultam.

Justiça, corrupção, liberdade e asfixia de expressão ocupam as primeiras páginas. Mas estaremos a concentrarmo-nos nos temas essenciais? Estaremos a identificar as frentes de acção onde temos que prestar contas? Na década de 80 éramos a Califórnia da Europa. E agora, é melhor ser pessimista ou optimista?

 

Enquanto o conhecimento que Portugal tem de si próprio não for o problema nº1, continuaremos a falar de temas secundários e de sintomas de falta de visão. Entrámos num ciclo de governo minoritário mas, paradoxalmente, o debate esfumou-se: o programa de governo foi aprovado e o orçamento prepara-se para o ser. Nesta Europa de líderes "sem cara", que julga ter afastado o federalismo, quem vem "dar a cara" por um milagre que é conhecermo-nos a nós próprios?

Os programas anteriores estão aqui.

 

5ªf, 26 de Novembro- 18h



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Quinta-feira, 1 de Outubro de 2009
Rádio Blogue: A imagem dos advogados

              Tribunal da Relação, Porto (daqui)

 

O caso que envolve a FIA, Flavio Briatore, Nelson Piquet Jr. e Pat Symonds, é revisto amanhã, através das opiniões de todos e com...

 

Carla Hilário Quevedo e Antonieta Lopes da Costa

6ªf, 2 de Outubro- 10.35/ 19.35

Domingo, 4 de Outubro- 18.35

 

A imagem dos advogados, no nosso país, é o tema proposto por Carla Hilário Quevedo para os próximos dias, em parceria com o jornal Metro. Deixe-nos o seu comentário mais abaixo ou através do 21.351.05.90 até 5ªf, às 16h.

 

A imagem dos advogados

O i avança com a notícia de que a Ordem dos Advogados se prepara para lançar uma campanha publicitária no próximo ano que tem como objectivo «dignificar o exercício da advocacia junto da sociedade». O antigo Bastonário da Ordem dos Advogados, António Pires de Lima, duvida da eficácia de campanhas e considera que os advogados «não têm contribuído para que a justiça seja credível» e ainda que «na área cível aproveitam as complicações para atrasar processos». Marinho Pinto, o actual Bastonário da Ordem, defende que há maus profissionais em todas as classes e sectores e que não é por haver «algumas maçãs podres» que se pode concluir todos serão assim, pois «a esmagadora maioria dos advogados é de confiança e presta um serviço inestimável». Até há poucos anos ninguém desconfiava nem de advogados nem sequer do sistema judicial. Em Portugal, era mesmo praticamente o único sistema que as pessoas respeitavam e em que confiavam quase cegamente. Tudo podia falhar mas os tribunais, os juízes e os advogados estavam a salvo porque com certeza aquelas pessoas – pelo menos aquelas, já que não podíamos contar com o Parlamento – zelavam pelos nossos interesses. Não sei como pudemos ter esta confiança toda. A justiça em Portugal sempre foi lenta e sempre houve processos a arrastar-se durante anos a fio. A rapidez não é o forte dos portugueses mas é melhor não abusar. Casos como o da Casa Pia serviram para chamar a atenção das pessoas para as falhas da justiça e, sobretudo, para o seu adiamento constante. Quanto mais se adia, menos se confia. Valores exorbitantes cobrados pelos advogados são também motivo de queixa, pelo menos para 34,4% dos inquiridos para um estudo realizado há três anos pelo Conselho Distrital de Lisboa. Não duvidando da competência dos advogados, por vezes as pessoas escolhem pior simplesmente porque não têm dinheiro para pagar mais. A imagem dos advogados precisa de ser reabilitada? É com uma campanha publicitária que se consegue fazer isso?



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Sexta-feira, 19 de Junho de 2009
Rádio Blog: Mães adolescentes

                                                                      

Este fim-de-semana ouvimos os comentários de (quase) todos ao tema da semana que agora termina: a extrema-direita na União Europeia.

 

Com Carla Hilário Quevedo e Antonieta Lopes da Costa

6ªf, 19 de Junho- 10.35/ 19.40

Domingo, 21 de Junho- 18.35

 

Para os próximos dias já temos novo tema de debate: as mães adolescentes e a justiça, a propósito do menino Martim e da sua mãe, Ana Rita Leonardo. O texto, que publicamos aqui em parceria com o jornal Meia Hora, é assinado por Carla Hilário Quevedo.

 

Mães adolescentes

A 26 de Fevereiro de 2007, as assistentes sociais de Cascais levaram o Martim para Refúgio Aboim Ascensão, em Faro, alegando que a mãe, Ana Rita Leonardo, de 13 anos, não teria condições para cuidar do filho. A criança entrou na instituição com cerca de dois meses de vida a pedido do tribunal. Em Julho de 2007, foi tomada a primeira decisão judicial no sentido de dar a criança para adopção. Na altura, a família recorreu com sucesso. Mas em Dezembro de 2008, na última visita de Ana Rita, a criança terá ficado emocionalmente perturbada e as visitas foram canceladas. Há seis meses que Ana Rita não vê o filho nem tem notícias dele. A 21 de Maio foi informada de que o Martim seria dado para adopção. Ana Rita, agora com 15 anos, suspendeu a greve de fome que iniciara há dias. O caso suscita várias questões e a primeira é saber se uma rapariga de treze anos é capaz de cumprir os seus deveres de mãe. Se no início Ana Rita duvidou, agora parece ter reunido as condições que lhe permitem cuidar do filho. Resta saber se a ordem do tribunal pode ser anulada. Estamos de novo perante um caso em que a celeridade do processo é decisiva. Uma mãe de treze anos é capaz de tomar uma decisão correcta? A justiça portuguesa tem a capacidade para decidir sobre o benefício da criança?



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Quinta-feira, 11 de Junho de 2009
Perguntas Proibidas

  Votos dos líderes dos grupos políticos no Parlamento Europeu (fotos Pietro Naj-Oleari)

 

No rescaldo das eleições europeias, o Perguntas Proibidas desta tarde, em parceria com o Instituto de Democracia Portuguesa, convida Gonçalo Ribeiro Telles, Mendo Castro Henriques e Frederico Brotas de Carvalho para um debate sobre este primeiro acto de resposta à crise, o "espectro que paira sobre a Europa". Mais do que lamentar o gritante nível de abstenção das eleições para o Parlamento Europeu numa campanha sem história, debateram-se as razões. Nestas eleições de 7 de Junho, em Portugal, não perdeu, nem ganhou, nem a Esquerda nem a Direita - e ninguém celebrou vitórias decisivas. Envolva-se o eleitorado num debate sobre os temas que interessam - coesão e desenvolvimento do território, a política agrícola, a soberania, o alargamento à Turquia… e então sim, teremos resultados.

 

Perguntas proibidas da semana: Que significado teve a abstenção para lá dos 60% e o voto em branco de quase 5%? Que questões fundamentais estão a ser “negociadas” na União Europeia, em processos de que somos apartados? Como deve o capitalismo incorporar ferramentas de justiça contra a crise? Como colocar, na agenda política, os temas que trazem participação, em vez de decretar falta de capacidade, como sucedeu com o Tratado de Lisboa?

Os debates anteriores estão aqui.

 

5ªf, 11 de Junho- 18h



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Quinta-feira, 27 de Novembro de 2008
Rádio Blog: Caso Casa Pia

 

Amanhã, como é hábito, ouvimos as opiniões sobre as claques de futebol e os comentários de Carla Hilário Quevedo. A cada semana, o tema proposto é publicado aqui em parceria com o jornal Meia Hora.

 

Com Carla Hilário Quevedo e Betânia Valente

6ªf., 28 de Novembro- 10.35

 

Ao longo dos próximos dias discutimos o funcionamento da Justiça a propósito do caso Casa Pia. As opiniões que nos chegarem, por escrito ou através do 21.351.05.90, até 5ªf, 4, às 16h, são incluídas no programa da semana.

 

Caso Casa Pia

Passados quatro anos de um julgamento que por pouco não caía no esquecimento da opinião pública, o caso Casa Pia parece estar agora a chegar ao fim. Uma das críticas mais repetidas acerca do processo foi a sua morosidade. Não temos, no entanto, maneira de confirmar que este caso demorou muito a ser julgado, porque nunca tivemos, no nosso país, nenhum precedente nem nenhuma situação sequer parecida com esta? Seja como for, agora acabam as alegações finais e em Janeiro vamos conhecer o resultado e as sentenças. Se estivemos atentos nos últimos dias às opiniões das pessoas, verificámos que a maioria já os condenou. Neste momento, parece que se algum dos arguidos for dado como inocente, o povo concluirá que a Justiça é só para os ricos e nunca funciona. Seguindo a mesma linha de indignação, muitos vão com certeza achar que as penas atribuídas aos que forem declarados culpados pelo tribunal são pouco severas. Ouvimos, com frequência, pessoas a condenar a pena de morte, ao mesmo tempo que a consideram admissível para casos de abusos de menores. As pessoas querem que todos os réus no caso Casa Pia sejam considerados culpados? A probabilidade de algum arguido ser inocente é inaceitável? A Justiça consegue fazer bem o seu trabalho quando há tantas vozes só a exigir castigos?



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Quinta-feira, 25 de Setembro de 2008
Rádio Blog

 

Amanhã ouvimos as opiniões dos ouvintes sobre os Tribunais Islâmicos. O tema é uma proposta de Carla Hilário Quevedo, em parceria com o jornal Meia Hora.

 

Com Carla Hilário Quevedo e Betânia Valente

6ªf, 26 de Setembro- 10.35



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Quinta-feira, 26 de Junho de 2008
Descubra as Diferenças

Vale e Azevedo (Luiz Carvalho em estadio.no.sapo)/ Thabo Mbeki e R. Mugabe (Reuters)

 

Chamam-lhe Justiça. A propósito da história rocambolesca de Vale e Azevedo na Grã-Bretanha, com um mandado de detenção por cumprir em Portugal, que Justiça é esta que temos? Como é possível dar esta imagem de um sistema lento, ineficiente e... injusto? O que é preciso para que a Justiça funcione de facto e de direito, sem olhar a quem?

 

A África deles? O Zimbabué continua a ferro e fogo: depois de semanas de perseguição policial e agressões a militantes da oposição pelos homens do presidente Robert Mugabe, o candidato Morgan Tsvangirai anunciou que iria retirar a sua candidatura à segunda volta das presidenciais. Lembre-se que Tsvangirai tinha vencido a primeira volta e que o seu partido foi o mais votado nas legislativas. O que pode o mundo fazer?

 

País em obras. Manuela Ferreira Leite disse, no Congresso do PSD, que deveriam reconsiderar-se algumas das grandes obras públicas, a fim de acudir à situação de "emergência social" em que vivemos. O antigo ministro e membro da nova direcção do PSD, Nuno Morais Sarmento, deu o exemplo do TGV. Será que faz sentido estar a construir mais estradas e auto-estradas, numa altura de crise económica e de indefinição estrutural? Quais devem ser as prioridades de um Estado Moderno?

 

Quem semeia ventos... o ministro da Agricultura, Jaime Silva, afirmou que dirigentes das organizações representativas do sector defendem interesses político-partidários de extrema-esquerda ou da direita mais conservadora- respectivamente CNA e CAP. Sob ameaça de saída da CAP da mesa de negociações do Código Laboral, o Primeiro-Ministro foi obrigado a desvaloriar as declarações de Jaime Silva- e o próprio sai diminuído de todo este processo. Será que deveríamos desistir da Agricultura-  e sermos, apenas, um país de serviços?

 

E ainda... o Código Laboral: valeu a pena o trabalho?

 

Debate político em parceria com a revista Atlântico, com Paulo Pinto Mascarenhas e Antonieta Lopes da Costa. Os convidados da semana são Henrique Raposo e João Galamba. descubraasdiferencas@radioeuropa.fm

 

6ªf, 27 de Junho- 19h

Domingo, 29 de Junho- 11h/ 19h



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Quinta-feira, 31 de Janeiro de 2008
Descubra as Diferenças
Debate político em parceria com a revista Atlântico:


Ilustração de Le Petit Journal (França)

Centenário do Regicídio: no dia 1 de Fevereiro de 1908 foi assassinado no Terreiro do Paço o rei D.Carlos, assim como o príncipe herdeiro. Decorridos 100 anos sobre o acto ainda se pressentem as feridas do passado, com alguns republicanos mais aguerridos considerando justificável o homicídio de um monarca liberal e do seu filho. Por outro lado, em 2010, será festejada a implantação da I República, com pompa e circunstância. É uma boa altura para reflectir na instauração de um regime que conduziu a uma ditadura e a 40 anos de salazarismo.

Remodelação governamental: Sócrates afasta o ministro mais impopular mas também o mais reformista, para além da ministra da Cultura, que substitui por um advogado ligado à Fundação Berardo, José António Pinto Ribeiro. O primeiro-ministro rendeu-se às críticas de Manuel Alegre, do PCP e das corporações, ou percebeu que o governo estava a precisar de um novo élan? Entrámos na campanha eleitoral? E qual foi, exactamente, o papel do Presidente da República no afastamento de Correia de Campos?

O estado da Justiça e os "culpados sem nome": na abertura do ano judicial, Cavaco Silva proferiu um discurso muito crítico sobre o estado da Justiça em Portugal, enquanto o bastonário da Ordem dos Advogados voltou a falar dos "crimes de colarinho branco". Depois do discurso de ano novo do Presidente da República, que muitos assumem ter sido a justificação para a demissão de Correia de Campos, estará também em risco o ministro da Justiça? E será aceitável que um bastonário profira acusações generalistas sobre a corrupção na política, sem concretizar as suas afirmações?

Primárias norte-americanas: John McCain venceu na Flórida, afirmando-se como candidato quase certo dos Republicanos. Entretanto, a luta racial entre Barack Obama e Hillary Clinton continua. Quem se irá opor a McCain do lado dos Democratas?

Debate a 4, esta semana, com Paulo Pinto Mascarenhas, Antonieta Lopes da Costa, André Abrantes Amaral e Adolfo Mesquita Nunes. descubraasdiferencas@radioeuropa.fm

6ªf, 1 Fevereiro- 19h
Domingo, 3 Fevereiro- 11h/ 19h

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